História Valiant- Jikook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 1.238
Palavras 4.630
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa maravilha não me pertence.

Autora: Laurann Dohner 

Capítulo 1 - Prólogo


Park Jimin havia experimentado o medo inúmeras vezes em seus vinte e oito anos de vida, mas comparado a isso fazia com que todas aquelas vezes parecessem fichinha.

Sabia que o seu trabalho poderia ser perigoso. Tudo naqueles dias era um pouco arriscado. Dirigir em uma rodovia poderia ser perigoso, alguém atravessando a rua poderia ser atropelado por um carro, e até limpar as janelas podia ser arriscado. Afinal, alguém, em algum lugar, acidentalmente quebrou uma janela e acabou se cortando gravemente enquanto trabalhava e sangrou até a morte. Merda acontecia. Isso se tornou o lema de sua vida. Simplesmente nunca acreditou de verdade que seu trabalho seria perigoso. Não de fato. Que coisa tão ruim poderia acontecer servindo comida e bebidas? Repassou uma lista mentalmente. Poderia escorregar e cair ou se queimar se derrubasse a comida quente. Pensou que o pior que poderia acontecer era talvez ser baleado se alguma vez servisse o bufê numa festa da máfia, mas as chances de haver mafiosos em uma pequena cidade no norte de Seul era quase zero. Mesmo assim... lá estava ele enfrentando uma espécie de terror que nunca achou que viveria na vida real. Nem em um milhão de anos tinha previsto uma situação daquelas, nem com a sua imaginação fértil sempre fazendo hora extra.

Ele ficou de pé congelado, não importava o quanto gritasse internamente para que seu corpo se virasse e corresse por sua vida. Nada. Não estava funcionando. Seu corpo se recusava a responder. Todos os seus grandes planos de ser durão, preparado para tudo, haviam voado junto com a sua coragem. Não era um super-heroí. Ao invés disso estava imitando uma estátua de jardim ou uma mímica presa em um estado de horror. Sua boca estava aberta, mas o grito não estava saindo. Não conseguia nem dar um gemido. Nada. Seu coração batia tão rápido que Park se perguntava se ele podia sair voando de dentro do seu peito, e ainda assim som algum deixou seus lábios. Não conseguia nem respirar e realmente precisava de ar. Talvez aspirar um pouco gerasse um grito, mas... não. Que merda!
Sempre tinha ouvido que a vida inteira passava na cabeça da pessoa quando ela sabia que estava para morrer. Não estava vendo imagens do seu passado enchendo sua mente. Negativo. Seu olhar arregalado permanecia fixo no enorme homem-fera que rugia para si.

Ele era um homem, mas não exatamente, já que nenhum cara comum tinha dentes afiados nem conseguia assustá-lo quase até a morte com aquele som horrível que ressoava do fundo de sua garganta, imitando um animal feroz. Ele parecia bonito e feroz ao mesmo tempo. Se um cara se bombasse com esteroides, se pareceria com o homem gigantesco que o aterrorizava. Ele tinha que ter cerca de um metro e noventa e oito de altura. Seus braços eram extremamente musculosos e o peito largo lembrava uma montanha. Sua pele possuía um tom um tanto pálido, mas era o cabelo que o tornava bonito.  Um castanho  com fios grossos e mechas lilás espalhadas por ele.

Uma parte verdadeiramente assustadora nele tinha que ser o rosto porque ele quase se parecia um humano, mas não exatamente. Seus olhos eram da cor de ouro derretido e tinham o formato de olhos de gato, só que com cílios super compridos. Suas narinas estavam dilatadas e seu nariz era mais achatado do que qualquer outro que já viu. As maçãs do rosto eram proeminentes e dominavam sua face, mas complementavam o queixo forte e quadrado. Isso chamava a atenção para os seus lábios bem cheios, quase carnudos, e no momento, eles estavam abertos, revelando alguns dentes extremamente brancos e pontudos. Mais uma vez, não o tipo de dente que pessoas normais tinham.

— Afaste-se, Jimin. — Foi o seu chefe, Dong Yong Bae, quem gritou com ele. — Não faça nenhum movimento brusco e venha na minha direção. Faça isso agora.

Afastar? Ele espera que eu me mexa?

Percebeu que tinha começado a respirar outra vez quando seus pulmões pararam de doer pela falta de oxigênio. Teve vontade de virar a cabeça e olhar para Dong e lhe dar um olhar de você-tá-de-gozação-comigo, mas não conseguiu. Também não conseguiu desviar seu olhar apavorado do enorme homem-fera que se aproximava lentamente, olhando-o com ódio com aqueles olhos de gato grandes e estranhamente bonitos. Seu rosto era assustador e irado, e ele rugiu para Jimin outra vez.

— Maldição, Park. Recue devagar agora. Mantenha o olhar no chão e venha para perto de mim. Você consegue.

Quis que isso fosse verdade, mas seu corpo ainda se recusava a ouvir quando ele silenciosamente berrou para que seguisse suas ordens. Nada se mexia além do seu peito conforme o coração martelava e o ar passava pelos lábios entreabertos. Piscou. O que já era um progresso, mas foi só isso.

— Jungkook! — outro homem gritou. — Acalme-se e se afaste do humano. Ele não está desafiando você. Só está se cagando de medo. — A nova voz tinha uma inclinação forte e profunda e soava irritada.

O homem-fera rugiu de novo quando deu mais um passo em direção a Jimin. Ele queria correr, mas suas pernas pareciam enraizadas no chão. Tentou afastar o olhar dos olhos dourados que o encaravam, mas simplesmente não conseguia romper a conexão. Todos tinham ouvido falar das Novas Espécies. Uma pessoa teria que nunca ter lido um jornal ou não possuir uma televisão para não saber que eles eram humanos que haviam sido submetidos a experiências secretas pelas Indústrias Mercile. A Companhia farmacêutica financiou um complexo secreto de experiências por décadas para realizar algumas pesquisas duvidosas supostamente realizadas para encontrar a cura de doenças. A história vazou quando incontáveis sobreviventes dessas instalações de testes foram libertos.

Merda, pensou. Aquele obviamente era um Nova Espécie.

Sabia que os chamavam assim, aqueles homens e mulheres sobreviventes que foram alterados fisicamente com DNA animal naqueles lugares. O homem-fera se aproximando obviamente era um e realmente fizeram um bom trabalho com ele já que com certeza não parecia nada normal. Jimin nunca tinha visto algo similar a ele antes e não desejava ver novamente. Ele parecia um homem... mas só que não. Isso fazia com que Park imaginasse quanto os seus traços animalescos o comandavam.

— Alguém pegue um tranquilizante. — Era uma mulher e parecia assustada. —Agora. Andem.

— Jungkook? — era o homem de novo, o da voz grossa. — Me escute, cara. Ele não tinha intenção de invadir seu território. Ele se perdeu quando alguém ferrou com os mapas e isso o trouxe aqui. Sabe que Namjoon está dando uma festa e ele contratou fornecedores. Ele é apenas um humano assustado que veio aqui para servir a comida. Não é um desafio. Ele não consegue desviar os olhos de você nem se mexer porque está paralisado de medo. Acalme-se e se afaste. Ele vai embora assim que você se afastar.

Kim Namjoon era o líder nomeado da Organização das Novas Espécies. Ele tinha comprado o velho resort fechado e todas as terras ao redor dele para o seu povo viver e a transformou em um refúgio para as Novas Espécies chamado de Reserva. Ele também era o porta-voz que dava todas as entrevistas na televisão. Tinha contratado o serviço de bufê de Dong para organizar a primeira festa que davam na Reserva e foi assim que Jimin parou no lugar errado. Ele engoliu em seco, grato por sua mente ainda funcionar e saber de toda aquela informação. Pelo menos conseguia entender a conversa da qual poderia depender sua vida. Parecia que, do contrário, esse seria seu último trabalho para Dong.

Inferno, pode ser o meu último dia fazendo qualquer coisa pela última vez.

— Me ouviu, Jungkook? Sabe como Namjoon vai ficar puto se você ferir alguém que ele contratou? Nós devíamos dar esse jantar para deixar as pessoas que moram na cidade confortáveis conosco vivendo na área. Com certeza vai espantar todo mundo se você machucar um deles. — O homem da voz grossa suspirou. — Deixe-me pegá-lo. Tudo bem, cara? Posso entrar no seu espaço para tirá-lo daí?

— Não. — rosnou o homem-fera. Ele jogou a cabeça para trás e um urro de estourar os tímpanos, sacudiu a área de floresta.

Park finalmente se moveu, mas simplesmente não na direção que gostaria de ir, que devia ser até sua van de trabalho e mais perto da ajuda que havia chegado para tentar salvá-lo, do outro lado do portão pelo qual passou. Seus joelhos vacilaram. Caiu na grama, mas não completamente. Permaneceu ajoelhado. Ele tinha que ser um leão ou um tigre de algum tipo. Reconheceu o som que fez. Tinha um rugido bem distinto. Estudou sua coloração, seu nariz largo, e finalmente os dentes afiados. Merda. Definitivamente era algum tipo de mistura de grandes felinos. Seu palpite era leão. Levantou os olhos para ele e se perguntou se sua bexiga se esvaziaria de puro terror. Isso não o surpreenderia de modo algum. Não era como se o seu dia pudesse piorar.

— Fique calmo. — a voz grossa exigiu. — Eu não vou entrar. Fale comigo, Jungkook. Se não alguém vai espetar o seu traseiro com um tranquilizante e eu sei o quanto isso vai te deixar irritado.

O homem-fera tinha um nome. Também não era humano, ou comum, mas Jimin entendeu que era dele.

Que tipo de nome é Jungkook?

Sabia que significava corajoso, algo que Park não era no momento. Desejava furiosamente não estar realmente ali, nunca pensou que estaria olhando para seu pior pesadelo. Jungkook tirou o foco de Jimin para finalmente fulminar com os olhos alguém atrás dele à esquerda.

— Não atirem em mim. — O tom ameaçador em sua voz era alto e claro. Houve um forte suspiro.

— Deixe o humano ir embora. Qual é o seu problema afinal? Ele disse alguma coisa antes de passar pelo portão? Ele não sabia que essa casa era sua e não o clube. Deram o mapa errado a ele. Me parece que tudo o que ele fez foi sair da van e ir em direção à sua porta antes que a alcançasse. Ele te irritou?

— Ele está aqui, Vernon. Isso já é o suficiente. — Rugiu Jungkook.

— E foi um acidente. — Vernon tentou ser lógico. — Alguém vacilou e o erro foi nosso. Não percebemos o que tinha acontecido até ele aparecer. Ele foi o primeiro a chegar depois do cara dono do bufê. Esse é Dong Yong Bae . Ele esteve aqui algumas vezes antes e percebeu que o mapa estava errado quando o viu. Nós contatamos a portaria imediatamente, mas eles nos informaram que a van dele já havia passado. Agora estamos todos aqui. Qual é, Jungkook, já o assustou o bastante. O que Namjoon disse sobre tentar se encaixar? Se lembra daquela conversa? Deus sabe que eu me lembro. Não é educado matar os seres humanos de medo.

— Ele não irá machucá-lo de verdade, não é? — Dong soava um pouco nervoso. Isso dizia muito porque seu chefe sempre era calmo sob pressão. — Quero dizer, Jesus! Aquilo foi uma brincadeira?

Vernon praguejou baixo.

— Claro que eu estava brincando. — Seu tom não parecia nada convincente para Jimin. — Então, o que me diz Jungkook? Ele pode se acalmar um pouco e ir embora se você se afastar. Vai reconsiderar me deixar entrar para pegá-lo? Só levaria um segundo. Eu corro até aí, o agarro e saio.

Jungkook rugiu de novo e seu olhar voltou para Jimin. Ele engoliu com dificuldade. Piscou. Respirava regularmente outra vez. Fez uma lista de todas as funções que estavam sob o seu controle, mas seus membros ainda não respondiam. O homem-fera parou a uns três metros de si, mas ele apreciou que tivesse parado de avançar para simplesmente encará-lo.

Aquilo era um avanço, certo? Deus, espero que sim.

Moveu a boca e ela de fato se abriu. Tentou se desculpar por ter entrado na propriedade, mas nada saiu. Droga. Sempre achou que agiria diferente sob estresse. Sempre foi um espertalhão de berço que tinha resposta para tudo. Fez uma reputação por ser tagarelo não importando com quanto medo estivesse, sob qualquer circunstância. Obviamente, estava errado, admitiu. Quando cogitou os piores cenários possíveis, nenhum abrangia homens-feras com dentes afiados nem olhos de gato que urravam.

— Afaste-se. — ameaçou Jungkook. Ele inalou lentamente, o olhar preso ao de Jimin. Deu outro passo na direção dele.

— Jungkook! — Vernon, o homem da voz grossa, gritou. — Pare agora. Não se aproxime mais. Maldição, não faça isso.

Jungkook virou a cabeça de lado para olhar com raiva para alguém a quem exibiu seus dentes afiados e rosnou ameaçadoramente. Ele soou absolutamente cruel antes de se centrar outra vez em Park.

— Vá busca-lo. — exigiu Dong. — Você é quase tão grande quando ele. Salve-o.

Vernon disse um palavrão.

— Eu não posso. Ele me mataria em um segundo. É um dos filhos da puta mais cruéis que temos na Reserva. É por isso que ele está aqui e por que Namjoon comprou esse lugar. Há alguns da nossa espécie que não são exatamente amigáveis. Vai piorar tudo se eu entrar lá porque ele seria capaz de matar duas pessoas ao invés de apenas uma.

— Atire nele. — uma mulher sussurrou baixo, mas sua voz foi ouvida.

— Não posso. — explicou um homem. — Eles ainda não nos deram tranquilizantes.

— Use as armas que têm. — a mulher ordenou mais alto. — Não permitam que ele o mate. Meu Deus! Podem imaginar o que isso faria com as nossas relações públicas?

— Ninguém vai atirar nele. — afirmou Vernon. — Jungkook? — Ele pausou. — Me diga por que está com tanta raiva do humano? Ele é do tamanho de nada. É por isso? Está lutando com os seus instintos porque o vê como uma presa? Pense um pouco, Jungkook. Esse é um humano inocente. Ele não quis insultar você nem invadir seu espaço. Fale comigo, porra. Só me diga o que está se passando na sua cabeça.

Jungkook virou a cabeça, afastando seu olhar intenso de Jimin outra vez. Ele fechou os olhos e inalou com força. Eles abriram de repente. Olhou com raiva para alguém atrás do ombro esquerdo de Park.

— Eu não vou matá-lo.

— Graças a Deus. — Dong disse e grunhiu.

— Só queria assustá-lo? — O alívio era evidente na voz de Vernon. — Bem, fez um ótimo trabalho. Ele pode ir embora agora?

O olhar exótico de Jungkook  se fixou em Jimin quando ele inalou de novo. Ele fez um som baixo, como um murmúrio. Desviou os olhos dele e olhou com raiva para Vernon.

— Não. Ele fica. Vocês vão embora.

— Sabe que não podemos fazer isso. — explicou calmamente Vernon. — Qual é, cara? Qual o problema?

Jungkook rugiu de novo. Deu um passo e então outro em direção a Jimin. Ele parou de respirar. Aqueles olhos de gato dele estavam de volta em Park. Ele ficou de quatro de repente, cheirou na direção de Jimin  outra vez, e fez um som que não tinha ouvido antes. Não era exatamente um rugido, mais um ronronar brusco, ainda assim assustador. Ele ficou agachado nos joelhos com as mãos à sua frente.

— Oh, merda! — praguejou Vernon. — Jungkook? Não faça isso, cara.

Jungkook levantou a cabeça para dar outro olhar ameaçador na direção de Vernon. Estava perto o bastante para que notasse que ele tinha cheiro de ar livre e de algo masculino que realmente cheirava bem. Respirou e continuou respirando já que não estava olhando para ele. Jimin baixou o olhar, avaliando-o, e decidiu que era grande mesmo agachado a sua frente. Usava uma calça jeans e uma camiseta, mas nenhum sapato. O cara tinha mãos e pés enormes. Ele chegou mais perto de si até que poderia tocá-lo se estendesse um pouco a mão, mas não o fez, ainda paralisado de joelhos.

— O que ele está fazendo agora? — Dong soava outra vez em pânico.

— Nem pergunte. — disparou Vernon . — Jungkook, qual é, cara. O que está fazendo? Sabe que não deve pensar no que suspeito que está pensando. Ele é uma coisinha humana e você não vai querer tentar isso.

Jungkook  piscou.

— Ele está no cio.

— Oh, puta que pariu. — praguejou Vernon.

Jungkook rugiu.

— Puta que pariu! — disse Vernon mais alto. — Dong, eu lhe disse para se certificar que nenhuma das suas mulheres estivesse ovulando nem que contratasse homens que pudessem engravidar. Falamos sobre isso, maldição. Não é de se admirar que ele esteja agindo como um louco.

— Como eu ia saber? — bradou Dong. — Sabe quantos processos por assédio sexual eu sofreria se perguntasse as mulheres e aos homens que podem procriar  que trabalham para mim se eles estão em certa época do mês? Qual é. E como diabos alguém iria saber Vernon ? Como?

Vernon praguejou de novo.

— Nós saberíamos, Dong. Eu lhe disse que podemos sentir o cheiro deles a um quilometro de distância e disse que alguns dos nossos homens reagiriam mal a isso. Eu não estou a favor do vento com relação a Jimin, mas ele está. Se ele diz que ele está ovulando — confie em mim que ele está — isso é um problema. Era de se esperar que agisse assim. — O homem parou. — Quem estava de plantão quando o deixou entrar?

— Jackson  . — Uma voz masculina falou baixo. — Ele é primata e seu senso de olfato não é tão apurado. Obviamente não sentiu o cheiro dele.

— Qual é o problema se ele estiver ovulando? É por isso que ele quer matá-lo?— Era a mulher falando. — É tipo um tubarão ficando doido quando sente cheiro de sangue?

Vernon  ficou calado por alguns segundos.

— Ele não está sangrando. Como mulher você deveria saber a diferença entre menstruação ,ovulação e que homens que engravidam não mestruam. Ele está ovulando. Ele não quer matá-lo. Quer copular com ele.

— Graças a Deus! — A mulher de fato riu. — Eu achei que ele fosse transformá-lo num brinquedinho de mastigar e rasgá-lo em pedaços.

— Yezi! — gritou Dong. — Como pode rir disso? Não tem graça. Estamos todos aliviados por ele não planejar matá-lo, mas você ouviu o que Vernon disse? Temos que tirá-lo daqui.

— Ele é casado? — perguntou Vernon.

— Não. — Dong hesitou. — Ei, espere um pouco. Não fique aliviado como se algo fosse acontecer entre eles. Tire ele dali.

Jimin fitou o perfil do Nova Espécie. Ele não queria acabar com sua vida. Queria copular com ele. Ainda estava em choque. Deixou seu olhar absorver o imenso homem-fera da cabeça aos joelhos e estremeceu. Foi horrível em matemática no ensino médio, mas sabia o bastante para fazer a matemática dele. O cara dava quase dois dele em tamanho e não tinha como uma relação física ser possível entre os dois. E, além disso, que diabos estou pensando? Queria gritar por ajuda de novo, mas nada saía da sua boca.

Estou fodido! NÃO! Não diga isso. Diga de outra forma. Estou numa merda das grandes. É. Melhorou. Nem mesmo pense nas palavras fodido e foder, pelo amor de Deus.

— Não posso. — explicou Vernon. — Ele vai protegê-lo se um de nós tentar se aproximar deles. Imagine um animal bem malvado protegendo seu brinquedo favorito. Bem, é praticamente isso que temos aqui.

Vernon ficou calado por um minuto. Ninguém falou. Ele finalmente deve ter decidido uma nova abordagem quando começou a falar de novo.

— Jungkook? Posso achar alguém disposto a ficar no lugar dele. Tem que deixá-lo ir embora. Ele não é das Espécies, ele é humano, e você vai acabar com ele. Olhe como é pequeno. É frágil, um verdadeiro anãozinho, e você sabe que não o deseja. Eu entendo que ele tenha um cheiro muito bom e inferno, eu notei de cara que é atraente, mas eu repito, ele é humano. Nós tomamos algumas sodas umas semanas atrás e discutimos o quanto são frágeis. Não transamos com eles, lembra? Só se afaste e ligo para as nossas fêmeas e machos. Um deles ficará mais do que feliz de vir aqui tomar o lugar dele se estiver com vontade de brincar. O que você acha cara? Fale comigo.

— Meu. — rugiu Jungkook.

— Porra. — Grunhiu Vernon. — Cadê o tranquilizante? Vamos precisar de um rápido.

— Estou indo, Jimin. — gritou Dong.

— Não. — gritou Vernon. — Ele vai te despedaçar.

— Bem, faça alguma coisa. — exigiu Dong. — Não vou ficar aqui assistindo ele ser estuprado por aquela... aquela... pessoa.

Jungkook  virou a cabeça. Seu rosto estava a centímetros do de Jimin.  Ele olhou em seus olhos. De perto, eles eram incrivelmente bonitos. Viu espiral de cores em seu interior que parecia ouro derretido. Seus cílios eram bem espessos, de um laranja avermelhado e compridos. Apoiado nas mãos e nos joelhos, ele estava no mesmo nível de Jimin, ajoelhado na grama. Sua boca estava fechada, os dentes afiados escondidos, quando inalou outra vez. Um som baixo saiu de sua garganta, um ronronar profundo. Ele piscou quando se aproximou mais.

Mexa-se, caramba. Park ordenou ao seu corpo que se afastasse, fizesse qualquer coisa, mas ele não ouviu. Ele levantou uma de suas enormes mãos e Jimin viu as suas unhas. Eram mais grossas que o normal, quase pontudas, mas do tamanho normal de unhas humanas. Ele se moveu bem lentamente enquanto as pontas ásperas dos seus dedos afastaram a franja  comprida dos olhos de Jimin. Os dedos acariciaram seu rosto. As pontas eram calejadas. Arrepios brotaram em seu corpo e era uma sensação estranha, mas de um tipo bom. Sua mão colocou toda a  sua franja  para trás antes de descer para segurar sua cintura.

— Lindo. — rugiu ele baixinho. — Tão lindo.

Park engoliu em seco.

— Ob... — Sua voz falhou. — Obrigado. — conseguiu um sussurro.

Não tinha certeza do que ele achava atraente nele. Era o cabelo ou o seu rosto? Já disseram que tinha belos olhos. O que quer que ele achasse bonito, Jimin estava agradecido por finalmente ter encontrado a voz. Não era muito já que só parecia ser capaz de soprar as palavras, mas esperava que agora que funcionava, conseguisse berrar se a necessidade surgisse. Tinha um pressentimento ruim que isso aconteceria em breve se aquele cara quisesse transar com ele.

Ele fechou os olhos, inalando profundamente.

— Você tem um cheiro tão bom. Morangos e mel. Adoro esses cheiros. — Ele deu outro rugido baixo no fundo da garganta. Seus olhos abriram. — Não tenha medo. Eu nunca machucaria você, Jimin. — Colocou o corpo mais perto.

Com o coração acelerado, Jimin fechou os olhos quando o cabelo dele roçou seu rosto e Park  se enrijeceu quando a bochecha tocou a dele. Sua pele era quente e a respiração morna soprou em seu pescoço. O que ele estava fazendo agora? Um pouco do medo passou já que ele jurou que não ia machucá-lo e não tinha machucado até o momento. Matado de medo, sim, mas não fez nada doloroso. Jimin  pulou um pouco quando ele lambeu onde o pescoço e ombro se encontravam.

— Uh! — Park  deixou escapar, mas se calou. A sensação era diferente de qualquer coisa que já experimentou. Sua língua tinha uma textura áspera, mas não era como uma lixa, nem abrasiva. Arrepios sacudiram seu corpo e de algum modo aquilo parecia estranhamente erótico. Os dentes afiados dele roçaram sua pele depois, criando outra sensação estranhamente sedutora.

— Shhh. — ele exalou, quando sua língua e dentes o deixaram. — Não vou machucar você.

— O que ele está fazendo com ele? — a voz de Dong aumentou em alarme. — Faça-o parar.

— Onde está o tranquilizante? — Yezi falou.

— Todo mundo, cale a boca. — exigiu Vernon. — Ele não o está machucando e nós vamos irritá-lo. Ele está com as mãos nele então calem a boca.

O som de um carro se aproximando quebrou o silêncio. Um rugido saiu dos lábios próximos ao pescoço de Jimin. O som fez com que seus olhos se abrissem e ele choramingou, fitando os dentes afiados, que ele expôs quando sua cabeça se virou para olhar com fúria a fonte do ruído. A mão segurando sua cintura apertou, mas não doeu. Jimin ofegou de repente quando o outro braço rodeou o meio de suas costas. Em um movimento brusco, ele se levantou, trouxe Jimin  com facilidade consigo e o puxou para frente do seu corpo, mantendo o braço à sua volta.

Jimin olhou o homem bem mais alto que o segurava com o braço forte. Suas pernas viraram borracha, cederam, mas ele o segurava o suficiente para mantê-lo preso ao seu corpo grande e sólido. O cara era aterrorizantemente poderoso. Ele fulminou com o olhar algo por cima de sua cabeça. Tinha uma expressão realmente irada e de repente outro urro saiu dos lábios, alto o bastante para fazer seus ouvidos doerem. Jimin  viu os dentes brancos e afiados brilharem de novo quando ele rosnou, e o levantou mais alto contra o peito quando o tirou completamente do chão. Manteve-o ali, o corpo pendurado acima do chão, e correu para longe do terreno.

Meu.

A ideia não deixava a cabeça de Jungkook. Repetia-se sem parar.

Meu.
          Meu.
          Meu.

Movia-se rápido para levá-lo a um lugar onde pudessem ficar a sós, longe dos outros, dentro de sua casa. Eles não iam tirá-lo dele. Lutaria até a morte para ficar com Jimin  e mataria qualquer um que tentasse levá-lo de seus braços. Seu cheiro enchia o nariz dele, fazendo seu corpo doer de necessidade e nada mais importava.

Ele é humano. Não é o que tinha em mente nem o que achava que queria. As coisas mudam. Não importa. Ele é completamente meu. Jungkook olhou para Vernon, para os dois machos Espécies com ele, e para os dois humanos para garantir que não invadissem seu território. O humano macho tinha o rosto vermelho e agarrava a cerca, parecendo pronto para pulá-la, e a mulher estava de boca aberta como se quisesse gritar. Sabia que os horrorizava, mas não dava à mínima. Eles não representavam nenhuma ameaça para ele. Era com os Espécies que poderia ter que lutar se atacassem. Faria isso. Não ia deixar o homenzinho ir embora.

Meu!

Seu braço apertou ao redor do humano glorioso que segurava, com cuidado para não esmagá-lo, e grato por não lutar. Jimin  parecia dócil em seus braços, como se soubesse tão bem quanto ele que pertencia a si. Uma esperança surgiu de que Park  o desejasse tanto quanto Jungkook o  desejava. Não está agindo com sanidade, admitiu silenciosamente, mas isso não importava. Jimin  tinha um cheiro maravilhoso, suas feições delicadas eram algo que ele queria fitar para sempre, e segurá-lo nos braços só aumentava o desejo de ficar com Park.  A ideia de colocá-lo em sua cama, tirar suas roupas e explorar cada centímetro da pele dele fazia seu pau latejar dolorosamente.


Jimin será alguém com quem conversar, a quem abraçar, e eu o convencerei que seremos felizes juntos. Posso fazer isso. Ele vai querer ficar. Tem que querer.

Meu. Meu. Meu. O  lugar dele é comigo.


Jungkook  realmente não tinha ideia de como fazer isso acontecer, mas era um macho forte, determinado, e tudo era possível agora que estava livre. Passou a vida inteira trancado em uma cela úmida, com dores a maior parte do tempo, e sempre tão sozinho. A ideia de ter um companheiro, alguém a quem conhecer, com quem dividir a vida, tinha se tornado seu maior sonho. Ele o segurou com mais ternura, jurando protegê-lo com a vida e não permitir que ninguém o levasse dele. Não tinha que fazer sentido. Jimin  estava nos seus braços, havia lhe reivindicado, e não iria liberá-lo. De algum modo, de algum jeito, o convenceria que era o macho certo para Park.

Uma vez sonhou em viver fora das paredes de concreto e isso finalmente se realizou. Tudo era possível. Inalou o maravilhoso cheiro do homenzinho, seus braços o seguraram com mais firmeza contra seu corpo, e uma palavra se repetia em sua mente.

Meu!


Notas Finais


Comentem por favor.

Relembrando que essa fic é uma adaptação, ela não me pertence.

Bjs.


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