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História Valley Farmer - Chris Hemsworth - Capítulo 5


Escrita por: gioreader

Capítulo 5 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Valley Farmer - Chris Hemsworth - Capítulo 5 - Capítulo 3

- Christopher!

O homem possuia uma carriola com alguns pedaços de madeira em mãos, e ao ouvir o chamado de sua mãe, caminhou até nós. Trajava uma calça escura, boné claro, uma camiseta cinza com as mangas erguidas mostrando seus braços fortes assim como transparecia seu peitoral, o homem era enorme!

Ao se aproximar deixou o carrinho de lado e seu olhar caiu sobre mim, que olhar... que olhos. Mais azuis, impossível. Eu estava paralisada feito uma idiota, quando finalmente ouvi a Sra. Hemsworth me chamar.

- S- sim? Desculpa - A olho.

- Este é o Christopher - Olho para o homem que já me observava - Pode conversar com ele - A Sra. olha pro filho e diz - Ela é a filha dos Matteis, veio negociar mais uma vez - Da um sorriso a ele e se vira pra mim - Boa sorte - Diz e sai andando com o Sr.Hemsworth que estava a me olhar com cara de poucos amigos. Assim que me viro, pego a mesma expressão no rosto ( e que rosto ), do Sr. Christopher, ele me fuzilava.

Limpo minha garganta - Olá - Estico minhas mãos para o mesmo, que não se move um centímetro, a não ser para cruzar os braços. Esse homem poderia me chutar daqui em 2 segundos. Recuo minhas mãos após o vácuo que fui deixada - Bom, eu sou S/n Matteis e -

- Não me importa. - A grosseria chegou e estacionou. Ele pega novamente a carriola e sai andando, eu o sigo desajeitada por estar com sapatos inapropriados pro local.

- Ei! - Chamo-o - Eu precisava muito falar com o Senhor sobre esta propriedade, eu tenho algo incrível pra lhe mostrar. - Tento manter um tom amigável.

Ele solta o carrinho ao parar em frente à uma espécie de "armázem" que ficava ao lado da casa dando visão para a estradinha onde meu carro estava estacionado, retira as chaves do bolso, abrindo o local e finalmente me olha.

- Escuta, eu sei que meus pais pediram pra falar comigo, mas eu não tenho nada pra falar com você, e só de ouvir este seu sobrenome eu fico furioso... - Seu rosto está sério e algumas veias saltam de seu pescoço - ... então por favor, pegue essa pasta idiota e esse seu carrinho de gente fresca e cai fora daqui - Ele tinha se aproximado mais de mim e eu me senti uma anã com toda a altura que ele possuia, mas se tinha algo que estava nas alturas naquele momento além da fúria no olhar dele era a raiva dentro mim.

- Escuta aqui! - Profissionalismo a vírgula - Eu não sou qualquer uma, ou seja lá quem você trata assim, então EU sugiro que você abaixe seu tom, e tenha mais respeito por quem você não conhece. - Ele tranquiliza um pouco o rosto, depositando a chave que antes abrira o depósito em cima de uma mesa de madeira com algumas ferramentas espalhadas.

- Só quis dizer pra ir embora.

- Era só dizer com educação.

- Educação que vocês não merecem, como eu já disse ninguem aqui suporta mais sua gente, ninguem aguenta mais essa importunação.

Fico o olhando sem dizer nada, o mesmo se vira em entra no depósito e o sigo.

- Você poderia pelo menos tentar ouvir o que tenho pra falar?

- Cadê toda a formalidade com "Sr."? - Diz descarregando o carrinho.

- VOCÊ ME IRRITOU!

- Bom, nervosinha... - Reviro os olhos e ele se vira pra mim - Não, eu não quero ouvir o que você tem a dizer - Ele passa por mim de forma rápida fazendo com que me desequilibre então apoio minha mão na mesa e sinto algo espetá-la seguido de uma dor.

- Ai! - Exclamo, ele me olha um pouco preocupado - Que droga - Solto a pasta que cai ao chão e seguro o local vendo um pouco de sangue.

- O que foi? - Ele pergunta.

- Alguma coisa na mesa me machucou - Ele observa e nota algo saliente na mesma.

- Foi um prego, deixa eu ver - Ele tenta pegar minha mão com zero delicadeza e eu grito novamente - Que foi agora? - Ele se exalta

- Dá pra você ser menos estúpido?

- Eu?? Eu estou tentando te ajudar - Eu tento recuar minha mão mas ele me segura pelo pulso.

- Deixa de ser bruto então, e cuidado com essa sua mão suja de terra - Ele me olha feio e analisa minha mão.

- Não foi tão fundo, está tudo certo. - Solta minha mão

- Ah tabom "doutor", esse sangue aqui é miragem minha?

Ele me olha, suspira, e sai andando em direção à casa e eu permaneço parada.

- Vem! - Diz seco ao ver que não o segui.

O sigo e entramos na casa por uma porta lateral cuja dava para a cozinha, que era grande, possuia uma ilha no centro, era um ambiente aberto onde mantinha do outro lado a mesa de jantar, tudo à madeira branca muito bem conservado, por um instante achei estar na casa da minha vó no Brasil, cada eletrodoméstico possuia um paninho de crochê embaixo.

- Ja disseram que ficar reparando na casa dos outros também é falta de educação? - Me pega no pulo e o olho feio. Neste momento Sra. Laura entra na cozinha.

- Tudo bem por aqui? - Nos olha.

- Eu machuquei a mão! - Digo olhando-a que vem até mim, observar o ferimento.

- Foi só um arranhão - Diz Christopher abrindo a geladeira pegando água.

- Arranhão nada! - Digo brava.

- Verdade - Concorda Sra. Laura - Vem aqui.

Me direciona a pia, abrindo a torneira para lavar o local, eu dou leves recuadas pela ardência mas a mesma continua segurando firme o meu pulso, após lavar a mesma retira gazes de uma caixinha de primeiros socorros que estava no armário e passa levemente para secar, aplica uma pomada antibiótica e finaliza com um curativo, enquanto isso o homem permanecia do outro lado da ilha, observando de braços cruzados.

- Quanto cuidado pra aquela que a senhora odeia - Diz.

- Primeiro, eu não a odeio - Guarda a caixinha - Segundo, não ia deixar a moça assim!

- Muito obrigada Sra. Laura - Sorrio de leve o dando um olhar de " Toma essa meu filho ".

- Voltou a cordialidade - Ele diz - Bom, já que estamos conversados e sua mão está melhor... pode ir embora - Ele se direciona a porta pela qual entramos.

- Não estamos conversados Senhor! Mas... - suspiro - Preciso mesmo ir por agora - Precisava nada, só queria sair dali - Mas eu volto!

Ele bufa

- Eu te acompanho - Sra. Laura diz, fazendo com que ele também nos seguisse, ao chegarmos na cerca eu me viro

- Foi um prazer! E muito obrigada pela ajuda- Digo olhando pra mulher que sorri, olho pro homem do lado dela e decido não falar nada.

Entro no meu carro, e vejo Sra. Laura se virando pra entrar na casa, mas Christopher continua ali e antes que eu saia ele me diz baixinho pra mulher não ouvir.

- Pra mim foi um desprazer! - Pra me provocar, idiota.

- Digo o mesmo - Respondo no mesmo tom sorrindo forçadamente e saio dali enquanto o mesmo permanece a olhar meu carro se afastar, somente depois que, pelo espelho, o vejo se voltar pra casa.

Já eram 12:30 então decidi ir à algum lugar para almoçar.

POV Christopher

Vejo a moça ir embora, mais uma dor de cabeça no meu caminho. Nesta altura do campeonato ser enfrentado por uma mulher dessas.

Volto até o celeiro pra arrumar algumas coisas, este lugar é da nossa família desde muitos e muitos anos, portanto nada nem  ninguem irá tirar isso de nós, tentamos ao máximo mantê-la em ordem, então sempre estou fazendo reparos, me certificando de deixá-la em bom estado.

- Filho! - Ouço uma voz masculina próximo à mim - O que resolveu? - Pergunta meu pai apreensivo

- Está tudo bem - Sorrio, mudando alguns caixotes pesados de lugar - Tudo em perfeito estado, sabe que sempre irei proteger isso aqui.

- Chris, dá um pausa por favor... - Surge minha mãe - ... almoça, aproveita o dia sai um pouco, hm?

- Mãe tem muito o que fazer, depois eu vou.

- O que é isso? - Pergunta meu pai, olhando o chão, pegando uma pasta branca com um símbolo na frente - Lótus...

- Ah, é da Senhorita S/n, não é? - Diz minha mãe.

- Sim, ela deve ter deixado cair quando se machucou - Pego das mãos dele - Deixa isso comigo pai, não se preocupe.

- Se machucou? - Ele pergunta

- Sim, mas esta tudo bem - responde minha mãe.

- Bom, vou dar uma caminhada por ai, até mais - Dá um beijo na testa da minha mãe e se afasta enquanto eu analiso aquela pasta

- Meu filho...

- Hm? - A olho.

- Vamos entrar, está bom o que já fez por hoje, amanhã você pode continuar...

- Mãe a senhora sabe que tem muito o que fazer então não posso simplesmente passar mais da metade de um dia sem fazer nada, nossos compradores estão pra vim nos próximos dias, quero me certificar de deixar tudo o que precisam pronto.

- Eu sei, mas você está aqui todos os dias, o dia todo, é muita coisa pra você dar conta praticamente sozinho, ja que eu e seu pai fazemos pouco por agora - Ela coloca as mãos em meus rosto - Eu sei que você tem todas suas desconfianças e não quer mais ninguem pra trabalhar com a gente mas você precisa de ajuda querido - Me olha fraternamente.

- Eu sei... - Suspiro - Eu já vou indo então - Sorrio fracamente.

- Okay - Ela me beija no rosto e sai.

Observo novamente a pasta em minhas mãos e penso em mais tarde dar uma olhada já que a dona nervosinha, a deixou.

Ao pegar a chave do celeiro que estava em cima da mesa... - Au! - ...acabo por arranhar minha mão no mesmo prego que machucou a moça.

- Cuido disso mais tarde...- Fecho o local e entro em casa.




Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até logo ❤


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