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História Vampires Will Never Hurt You - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


E voltamos...

Capítulo 2 - Will it fill our hearts with thoughts of endless night time


França, 1412

 

 

O palácio era barulhento demais para os meus próprios ouvidos. As pessoas falavam e falavam, e parecia que tudo o que eu escutava era a mistura de suas vozes desesperadas pela validação da alta sociedade. Era ridículo, para uma criatura como eu, observar os esforços de parasitas como eles.

Desesperados.

Tolos.

Fúteis.

Todos eles me pareciam criaturas extremamente desprezíveis. Por todas as coisas que faziam por coisas mundanas. Insaciáveis. Criaturas mesquinhas e ambiciosas, que torciam e se retorciam por pouco. Muito pouco.

Ao contrário de nós.

Nós, criaturas das sombras, nunca nos sujeitávamos a podridão dos humanos. Sempre me mantive acima de todos eles, superior as suas artimanhas de poder. Pois, claro, eu era o mais poderoso de toda a França. Nenhum deles era páreo para mim. Então, obviamente, tudo aquilo era como um teatrinho de aparências para mim.

No começo, achei divertido brincar com eles. As moças, principalmente, eram as mais tolas. Caíam facilmente em meus dizeres, hipnotiza-las era fácil até demais. Os rapazes, um pouco mais difícil. Não eram todos que caíam em meu feitiço pela aparência. Eu sempre precisava dar-lhes um pouco de meu sangue antes, para conectá-los a mim. Isso era um pouco menos divertido. Eram raros aqueles em que eu me aproveitava pelo laço, pois eu teria depois que lidar com a decisão de mata-los. E mata-los, significaria arriscar a linha natural da vida, pois nem todos acabavam realmente mortos no final. Havia sempre a possibilidade de alguém se transformar em alguém como eu.

Isso, no entanto, não era de meu desejo.

Eu não queria compartilhar de meu poder. Eu queria tomar tudo, e a todos. Eu queria possuir toda aquela terra em minhas mãos. Eu queria ser o único a possuir controle daquele mundo. Não haveria competição enquanto eu estivesse ali. Nunca poderia haver.

Por essa mesma razão, era que eu estava ali dentro do castelo. Fingindo comer a comida podre dos humanos, fingindo rir com os mais desprezíveis deles, e fingindo gostar de todas as fêmeas que me faziam agrados. Essa era a vida que eu deveria sustentar em troco do poder absoluto. Eram mentiras que me alimentavam, que me faziam crescer, então eu não ligava. Não me era tão ruim assim viver em prol de um bem maior.

O palácio, no entanto, parecia se encantar com todos os meus passos. Todas aquelas criaturas, ordinárias e asquerosas, não eram pareis para o meu jogo de sedução. Nenhuma delas teria a coragem, ou a prudência de conseguir contornar o meu controle absoluto pela situação. Nenhuma delas, era o que eu achava. Até que coloquei meus olhos nele.

Era um rapaz de pouca idade assim como eu, deveria estar na casa dos vinte anos. Os cabelos ruivos e a barba bem feita, o corpo esbelto e a postura perfeita indicavam que o rapaz era um militar. Deveria ser de longe, bem longe. Pois os traços exóticos denunciavam a sua etnia diferenciada, e mostrava um rosto que daria inveja a qualquer homem que pisara naquele salão.

Fiquei mais do que encantado. Eu sentia que queria possuir qualquer traço de vida que já havia tomado posse do corpo daquele rapaz. Eu iria fazer com que ele fosse meu. Eu faria de tudo para que o controle natural de seu coração apenas batesse quando eu mandasse.

Ele estava destinado a mim a partir do momento que coloquei meus olhos nele.

A noite, quente e profunda como a própria escuridão, era o cenário perfeito para o que eu estava prestes a fazer. Tive que esperar pelo fim da festa, esperar até que todos os bêbados e todas as donzelas já estivessem devidamente em suas casas. Esperei até que os nobres caíssem bêbados no salão, e esperei até que o rapaz saísse da corte, cavalgando em seu cavalo militar, em suas roupas militares, como se estivesse prestes a batalhar numa guerra.

Quando o corpo dele, cansado de cavalgar, achou que seria o suficiente parar em um hotel para um descanso, foi que resolvi atacar. O segui pela noite como a sombra persegue a luz do luar. Cada passo que ele dava até o hotel era outro que eu dava na escuridão, apenas esperando e aguardando o momento certo para o ataque. E assim que ele finalmente entrou pelas portas do Démon Rouge, eu tomei o meu lugar.

O rapaz já não tinha mais para onde fugir. Ele seria meu, e esse era o destino que lhe aguardava dali pra frente: estar sob o meu controle. Era para isso que eu havia lhe perseguido, como um leão e uma ovelha. Ele seria o meu próprio sacrifício imaculado.

A lua, alta no céu, indicava que a noite absoluta se aproximava. Por isso percorri o perímetro do hotel, e fiquei no alto. Observando. Esperando. Era um jogo do qual eu não poderia falhar, portanto precisaria de tempo até que ele se acostumasse com o quarto, e ficasse totalmente confortável. Eu precisaria desse sentimento, dessa confiança. Pois era exatamente ele que eu deveria manipular, para o meu próprio benefício.

Demorou um pouco até que o soldado se deitasse na cama, e abrisse um livro como o esperado. Já vestia roupas mais largas e velhas, que se assemelhavam ao uma túnica de dormir. Eu poderia dizer que ele já estava completamente relaxado, e que seria pouco tempo até que ele fosse dormir de vez. Por isso, achei que era a melhor hora para fazer com que o meu plano fosse colocado em ação.

Como uma sombra, fui até a janela ligeiramente aberta. Era uma noite quente, então o pequeno descuido poderia passar despercebido para um jovem como ele. Mas não para mim. Nunca para mim.

Sorrateiramente, entrei dentro de seu quarto sem ser percebido. A meia luz da lamparina era o único meio que eu tinha de observar a pele alva dele. Conforme a dança da luz refletia na parede, eu podia observar com clareza todas as imperfeições que compunham aquele rosto tão perfeito. Ele era sem dúvida a criatura mais bela que eu já havia visto. Nada como todos os outros. Nada como eu, inclusive. Se um dia alguém teve seu coração roubado pelo soldado, eu teria certeza de que nenhum sofrimento cabia em palavras. A miséria de não possuir cada suspiro da alma dele já me atormentava. Eu precisava sentir. Eu precisava de um gosto.

Aproximei-me somente para sentir o cheiro dele mais de perto, inebriante. Era como se todo o sangue do mundo não chegasse aos pés de tal iguaria. Era doce. Um cheiro puro e atraente, como o doce elixir da vida. Sentia a garganta queimar tanto como um recém-criado. Eu sentia que o meu próprio corpo pulsava apenas em função dele. Do sangue dele. Da sua alma que seria minha.

Estávamos tão próximos que eu poderia até mesmo tocá-lo. Eu poderia enfeitiça-lo. Poderia torna-lo meu. Era tudo o que eu mais queria naquele momento: tê-lo para mim.

Foi por isso que esperei os olhos dele se abrirem. Eram de um castanho rico, quase brilhante, que despertava em qualquer um algum sentimento de humanidade. Mas não em mim. Em mim, eu sentia apenas o desejo.

Olhei profundamente para ele, e consegui fazer com que ele olhasse apenas para mim. Em um segundo ele já estava hipnotizado. Totalmente intrínseco em meus feitiços. Com a voz doce e calma, comecei a envolver os sentidos dele com os meus. Era normalmente fácil demais fazer humanos se render a mim, mas ele seria diferente. Eu não poderia cometer nenhum erro que fosse fatal.

—Eu vim para você, meu amor. Vim de muito longe. — eu disse, fazendo o possível para que a frequência da minha voz atingisse os sentidos dele.

O rapaz olhou para mim, com as pupilas dilatadas, parecendo acreditar que eu era seu amante de outras terras. Parecia acreditar em cada palavra que eu dizia a ele. Como se fosse uma realidade da qual ele estava esperando a vida inteira. Como se fossemos destinados.

— Meu amor... você chegou. — concordei com um aceno de cabeça.

Toquei a face dele pela primeira vez, sentindo o contraste cruel de sua pele quente contra os meus dedos frios. Mas ele não sentia. Ele achava que eu era humano. Que eu tinha calor. Que as nossas temperaturas eram as mesmas.

Mas não poderia estar mais enganado.

—Querido... venho de tão longe ao teu encontro. Será que ainda se lembra de mim? Ainda me ama com a mesma paixão que eu lhe amo? — o rosto dele se contorceu de dor.

Ele sentia que não era o suficiente. Que havia falhado comigo, seu amante.

—Sempre te amarei, e sempre irei amar, meu amor. Se estou respirando nesse mesmo instante, faço por amor a você. Pois nem mesmo a morte me separaria do calor de seus braços. — sorri, forçando uma timidez inocente.

Eu havia conseguido. Ele já era meu.

— Então você me quer, querido? — sussurrei baixinho, como uma cobra — Tens de me dizer. Quer que eu te possua? — eu não podia tomar a alma dele sem que me desse a permissão, essa era a lei. 

A minha vontade era de torná-lo meu vassalo, mas isso não me parecia justo. Eu não queria deteriorar sua alma ao pó. Não seria justo pela pessoa que ele havia sido ter uma morte tão miserável e suja. 

— M-me possuir... — de repente ele havia ficado nervoso. — E-eu… não estou pronto. — suas palavras me surpreenderam naquele momento.

Ele havia negado.

Torci meus lábios em desagrado. Eu não poderia tentar convencê-lo, pois assim ele nunca mais confiaria em mim. Então apenas me afastei, deixando meus dedos acariciarem o seu rosto para acalmá-lo.

— Não te preocupes com isso. Tomaremos o seu tempo, meu anjo. — a fala mansa havia surgido um efeito de bálsamo para ele, pois seu corpo relaxou em meus braços no mesmo segundo.

— E-eu… sou virgem, meu amo. — sua confissão me fez sorrir de verdade.

Como era possível? Seria ele tão puro assim? 

— Sei disso, amor. — disse, apesar de não ser verdade — Não quero tomar nada que não me dê permissão. Não sou esse tipo de cavalheiro.— ele continuou me olhando com uma certa insegurança, sem se mover dos meus braços.

— Tenho… curiosidades… sobre isso. Mas não sei… eu não sei o que fazer.— sussurrou pra mim.

Continuei olhando para ele com alguma coisa me remexendo dentro do peito. Resolvi ignorar. Não iria prestar atenção no meu fio de humanidade, eu não queria ter mais dores de cabeça.

Toquei seu belo rosto novamente, sentindo sua pele queimar na minha.

— Não quero que se sintas assim.— eu disse, realmente querendo dizer aquilo — Se tens curiosidades, pode me perguntar. Farei de tudo para que fique confortável ao meu lado.

Ele relaxou, tomando a minha mão na dele.

 —Se prometer me esperar, meu amor, farei tudo o que me pedir.

— Eu prometo...

— Então me diga. —ele pedia com tanto afinco, que percebi qual havia sido a minha falha.

Eu já não estava tão conectado com ele assim. A ligação estava fraca, pois eu mesmo havia cometido o erro da distração.

Enfureci-me comigo mesmo. Não era essa o caminho o qual eu deveria trilhar. Ele deveria ser o hipnotizado, não o contrário. Era hora de tomar o controle novamente.

—Amor, meu querido amor. Espero até a eternidade por você. Mas não posso mais um minuto ficar longe de seus lábios. Você me concederia um último beijo antes de partir? — os olhos dele voltaram a escurecer, as pupilas dilatadas.

—Um beijo é tudo o que eu lhe peço, meu amor.

— Então feche os olhos, querido. — ele o fez.

Os olhos fechados e os lábios ligeiramente abertos, eram como a maior tentação que eu já havia passado. Era como o Santo Graal, como a primeira iguaria do Monte Olimpo, como a maçã da Eva, o fruto mais proibido do mundo. E estava apenas um toque de distância.

Respirei fundo o elixir, antes de tocar o pescoço alvo. Seria a última vez que eu sentiria a pele dele viva contra a minha, os suspiros dele em minhas posses, por isso eu tentei aproveitar. Tentei me inebriar com aquela imagem o máximo que pude resistir. Antes de finalmente lhe dar o golpe final.

E sentir o sangue fresco dele na minha língua.


Notas Finais


Bem, esse é o extra sobre como Sebaek se conheceu/sehun foi transformado.
Talvez eu volte aqui de novo kkkk talvez não (não sei) qualquer coisa pode ir no meu curiouscat @pcyooda
eh isto


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