História Vampiros me mordam! (Imagine Jungkook) - Capítulo 18


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Notas do Autor


Amo vcs

Boa leitura

Capítulo 18 - Jungkook, seu cretino!


Fanfic / Fanfiction Vampiros me mordam! (Imagine Jungkook) - Capítulo 18 - Jungkook, seu cretino!

Tzuyu olhou animada para minha cara ansiosa e depois para Jungkook que tava de cabeça baixa olhando para as unhas. Na hora que ela ia abrindo a boca para dizer o que eu tanto queria ouvir, Jungkook pulou por cima da mesa derrubando Tzu para trás caindo no chão e em cima dela tentava tentar roubar o celular. A briga ficou muito feia. Dois vampiros brigando. Nayeon não parava de gravar sorrindo.

— Solta meu cabelo Jungkook! — Tzuyu disse entre dentes e me levantei. Talvez para separar os dois, só talvez.

— Solta o meu primeiro! — ele disse, mas ela puxou com mais força.

— Tu me solta! — ela disse e ele devolveu a puxada de cabelo que ela quase deu um grito. Tava interessante!

Tzuyu conseguiu se livrar do Kookie ficando por cima. Começou a enforcar meu namorado escanchada em cima dele. Jungkook segurou os pulos dela com força e a empurrou. A vadia veio para trás de mim numa velocidade absurda. Passou um braço em torno de minha cintura e segurou meu pescoço com a outra mão de uma forma muito bruta.

— Caralho, tu vai quebrar meu pescoço desse jeito! — reclamei e diminuiu a força que segurava. — Jungkook me conta o que tem no celular dela. Me fala aí, seu cretino!

— Não! É constrangedor S/n! É melhor você não saber! — Kookie falou se levantando do chão. — Tzuyu larga a minha namorada ou eu te mato!

— Não, você estragou meu programa! — Tzuyu exclamou.

— Estragou não mulher! Todo mundo tá adorando! Até os professores tão assistindo embora já era para a aula ter começado! E eu coloquei ao vivo no youtube também! — Nayeon continuava gravando animada.

— Legal, mas o negócio aqui é sério — Tzuyu respondeu. — Fica aí ou eu vou morder a S/n de uma forma tão bruta que você vai chorar! — ameaçou quando Jeon deu um passo na nossa direção e então ele parou.

— Como assim de uma forma bruta? Que forma? — ele coçou a nuca.

— Como naqueles filmes de zumbi. Eu vou morder tão animal que vou arrancar um pedaço da carne dela!

— Eca, Tzuyu! — nós três dissemos juntos.

— Jungkook o que tem no celular dela, amor. Que segredo é esse? — pedi.

— Tzuyu, solta a S/n! Eu sei que você tá blefando! — Kookie começou a andar na nossa direção ignorando minha pergunta e Tzuyu me empurrou bruscamente em cima de Jeon. Bati minha testa na cara dele tão forte que me deu dor de cabeça.

— Gente, vocês vão ficar chocados, o Jungkook faz — ela foi interrompida quando Kookie se moveu sobrenaturalmente e por trás dela tapou sua boca, mas novamente ela impedia ele de pegar o celular.

Isso já tá ficando chato! O que esse coelho tanto esconde!? E por que esse merda não me diz? O que seria tão vergonhoso assim? Os dois começaram a lutar um a frente do outro.

— Quer saber eu tô cansa...— nem tive tempo de terminar a frase porque acabei levando um soco no estômago que ele ia dar na Tzuyu.

— Merda! Me desculpa amor! — disse ele tentando me levantar, mas continuei curvada sentindo o ar faltar. — Ai sua filha de uma puta! — xingou quando Tzuyu deu um chute na bunda dele.

— Nayeon, encerra essa porra! — ela decidiu e Nayeon desligou a câmera. — A gente se esbarra por aí Jungkook! — deu um tchauzinho para nós e saiu porta a fora com Nayeon.

— Agora ela é minha inimiga declarada — Kookie disse recuperando o fôlego.

— Não me toca! — gritei com ele quando tentou me tocar. — Inferno! — ajeitei minha postura e respirei fundo. — Você tem duas opções Jungkook, ou me conta o que é ou a gente vai da um tempo! — falei sem olhar para ele.

— Serio!? É só uma besteira mulher!

— Então me conta porra! Sabe que eu sou pior que a Alice com lance de curiosidade!

— Não posso te contar....

— Então dá um tempo! — sair andando e mal coloquei o pé para fora da sala dei de cara com o lindo rosto dele. — O gelo começa agora! Só fale comigo se for para me contar o que eu quero saber.

— Não temos nenhum mês de namoro e você já quer dá um tempo!? — reclamou magoado.

— Você nem confia em mim, Ggukie!

Sair andando e ele nem me seguiu mais. Na sala de aula não tinha ninguém e acabei dando de cara com Taehyung pegando a Sana. Eu sabia que ele não tinha nada com Hobi e tinha todo o direito de beijar quem quiser, mas eu dei uma surra nele. Sana foi defender ele e apanhou também. Fomos os três para a diretoria, chegando lá, encontramos Tzuyu e Jungkook também. A diretora Taeyeon não parecia muito feliz. Escolhi ficar de pé mesmo. Que dia de merda!

— Brigas na minha escola não. Eu daria suspensão para vocês, mas seria fácil demais — ela sorriu. — S/n, Sana, Jungkook e Tzuyu escrevam numa folha quinhentas vezes "não vou bater nos meus coleguinhas". E Taehyung, pode ir. Você só apanhou, neh?

— Tchau — Tae deu um selinho na boca de Sana.

— Eu não shippo vocês — olhei para Tae e ele me mostrou o dedo do meio.

— Você bateu no Tae? — Kookie perguntou e eu fingir que não ouvi.

Escrevi a maldita frase quinhentas vezes e dei a Taeyeon. No final escrevi em português: vá se fuder, Taeyeon.

— O que essa frase quer dizer?

— Tenha um boa tarde — sorri falsa.

Tzuyu deu um risinho olhando para a frase. Taeyeon mostrou a Kookie e ele leu a frase em coreano. Olhei para ele mortalmente e só se deu conta depois que tinha dito. A diretora me deu outra folha.

— Escreva mais quinhentas vezes "não posso xingar a diretora."

Do meio para o fim eu fui a última a sair da sala dela. Quando a aula acabou recebi uma mensagem de Hoseok pedindo socorro. O que esse menino aprontou?

Eu: onde tu tá?

Hobi: na tua casa! SOCORRO!

O que tem de perigoso na minha casa? Fui correndo para casa, chegando lá muito exausta, encontrei minha avó assistindo novela mexicana e fumando um cigarro apagado.

— Vó, o Hobi tá aqui?

— Tá sim. Aquele danado quebrou um dos meus pratos favoritos!

— Ah, não. Um daqueles de porcelana com um desenho de um coelho rapper de óculos?

— Sim, querida. Foi tão horrível assistir ele quebrando! Fiquei tão mal!

— Ah vovó! — abracei ela.

Imaginei onde ela o havia colocado. Entrei no quarto de hóspedes achando o Hoseok pendurado de ponta cabeça por uma corda amarrada no teto. Me agachei para meu rosto ficar igual o dele. Ele acenou.

— Tua cara tá muito vermelha! — cutuquei a bochecha dele.

— Só pode! Meu sangue tá todo na minha cabeça! Me tira daqui!

Achei uma tesoura e cortei as cordas. Fez um barulho alto quando ele caiu no chão. Essa doeu!

— Jurava que ela ia me comer — disse sentando no chão.

— Não, ela não ia. Isso já aconteceu com um entregador de pizza. Ela pediu de queixo e trouxeram uma pizza vegetariana. E ela ainda bateu nele que tava igualzinho tu pendurado no teto!

— Que velha louca. Eu vim aqui enquanto você tava na escola para pegar uns filmes seus — se levantou. — Mas me conta o que rolou na escola hoje.

— Nem te conto! Hoje foi do caralho!

— Só acontece coisa interessante quando eu falto! É que nem naquele dia que eu faltei e o Jay Park apareceu lá!

Contei tudo que aconteceu. Quando falei que pedi um tempo ao Kookie ele simplesmente desmaiou. Fala sério. Sair do quarto e meu celular começou a tocar. Era Jungkook. Pensei um pouco e recusei a chamada. Fui para a cozinha comer algo e Namjoon ligou para mim. Mas era o Kookie usando o celular do Namjoon. Depois ele usou o do Tae, Suga, Jin e Jimin. Insistente esse cara! Enviei uma mensagem para Tzuyu.

Eu: o q eu tenho q fazer para tu me dizer o q tem do Ggukie?

A desgraça visualizou e só respondeu uma hora depois. Filha de uma puta!

Tzu: Vou pensar.

Nossa, como a vida dá voltas, neh?

Nem respondi. Eu quero tanto saber o que é! O que será? Por que ele não me diz?

Comi de boa. Hoseok desceu e veio até mim.

— Cara, eu tive um sonho tão estranho. No meu sonho, você me dizia que tinha pedido um tempo para o Kookie.

— Não é sonho. É realidade.

E então ele desmaiou de novo batendo a mão sem querer num copo de vidro de minha avó que tava na mesa e se despedaçou no chão. Vovó deu um grito e correu para onde estávamos.

— Pois é, vó. Trágico.

— S/n me ajuda a botar esse menino para fora dessa casa.

Eu não podia deixar ele desmaiado do lado de fora de casa. Com a ajuda dela nos amarramos ele na garupa da minha bicicleta e decidir ir deixar ele em casa. Que cara pesado! Mano do céu! Na metade do caminho passei em frente a casa de Jin e ele ia saindo dela. Não tinha tempo para parar.

— Ele tá morto? — Jin gritou.

— Não! Ele tá de boa! — falei cansada de pedalar.

Passei em frente a uma lanchonete, Suga e Namjoon conversavam na frente dela. Ficaram olhando para mim, mas não disseram nada. Finalmente cheguei na casa de Hope, o pai dele veio pegar ele.

— Se ele acordar e falar algo sobre eu ter pedido um tempo ao Kookie, diz que é verdade mesmo.

— Tá, boa noite! — o pai dele respondeu.

Voltei para casa livre, leve e solta mas na esquina para minha rua fui desviar de um cachorro e dei de cara com o chão. Ouvi uma voz familiar se aproximando de mim.

— Tinha que ser a S/n! — Taehyung.

Yeotan começou a me lamber e eu sem força para mim levantar.

— Tá tudo bem? — Tae se ajoelhou do meu lado e o cachorrinho começou a latir comigo. — Cala a boca, amiguinho! Ela é uma amiga! — pegou o animal no colo e se levantou. — Obrigado por não atropelar meu amiguinho!

— De nada...— gemi me sentando e olhando para meu cotovelo ralado.

— Que estranho...

— O quê?

— Esse seu gemido. Eu acho que já ouvi ele em algum lugar.

Que cara estranho!

— É, ouviu agora.

— Não, não. Geme aí de novo — pediu muito sério e gemi. — Não, geme mais! Geme como se você estivesse sofrendo, mas gostando também! — pediu e fiz o que pediu. Ficou pensativo. — Ah, tá! Eu tenho uns sonhos estranhos de noite! Sempre sonho que sou vampiro e tô mordendo a coxa de uma garota! É tão surreal! Tão gostoso! Tão sexy! Mas eu nunca vejo o rosto dela! Seu gemido parece o dela!

Dei de ombros. Que maluco. E ele nem é vampiro! Levantei com a ajuda dele. Olhou para mim por uns minutos ate que dei um chute na canela dele.

— Vai embora, seu doido!

— Tu é muita agressiva S/n! Doeu viu? Você bateu hoje muito forte! — puxou uma mecha do meu cabelo. — Ah, e o Kookie tá doidinho atrás de tu. Não sei o que tá acontecendo, mas torço para que vocês se resolvam! Até mais!

Fiquei olhando ele ir embora. Ajuntei minha bicicleta e continuei meu caminho. Não gostei de ver Kookie assim que entrei no meu quarto. Fingir não vê-lo.

— Se machucou? Deixa eu te curar — tentou pegar meu braço, mas me esquivei. — S/n deixa de ser chata! Por favor! Diz que eu não confio em você, mas é você que não confia em mim. Acredita em mim. Aquilo que a Tzuyu tem não vai acrescentar em nada na nossa relação. E nem vai fazer falta.

— Então me conta — cruzei os braços e encarei seu rosto. Ignorei o vermelho no cabelo dele. Essa desgraça fica bonito de qualquer jeito! Deve ser bonito até cagando! Aposto que peida perfume!

Ele começou a rir histericamente. Idiota!

— Você é hilária!

— Para de ler meu pensamento! — reclamei. Meu celular começou a tocar e na tela era meu primo Felipe. O quê que esse imbecil quer para me fazer uma ligação internacional? Atendi. — E aí cabeça de prequito — falei e Kookie desatou a rir do apelido que Felipe mais odiava.

— Para de me chamar assim!

— Tá, desculpa. Sai naturalmente — dei um tapa em Ggukie para ver se ele parava de rir, mas ele só caiu na cama e continou com a risada gostosa dele.

— Ah tá. Conta outra. Bom, liguei para a vó, mas ela num atendeu. Amanhã eu já tô pegando o vôo para ficar um tempo aí. Avisa a ela ta?

— Pera, o que você vem fazer aqui Felipe? Nem coreano você sabe.

— Nem coreano você sabe — me imitou. — O bagulho é o seguinte, fui num baile funk atrás de umas gatinhas, o que nunca foi problema já que eu sou irresistível, neh? Então fui para casa de uma tal de Neide e ela me mordeu enquanto eu comia ela. Agora eu sou vampiro e não quero que meus pais saibam. Aqui no Brasil ainda rola muito preconceito com vampiros, você sabe neh.

A pessoa que dá uns pega numa pessoa com nome de Neide e ainda vai para casa dela, tem tudo, menos juízo!

— Nossa, que discurso — rolei os olhos entediada. — A casa é da vovó, cabeça de prequito, é claro que ela não se importa de você vir. Somos os únicos netos dela. É só isso?

— É! E para de me chamar de cabeça de prequito! Eu não tenho mais a cabeça grande! Não somos mais crianças!

— Tá, falou. Eu sei.

— Tudo bem. Então tchau.

— Tchau, cabeça de prequito — desliguei antes dele começar a me xingar.

— Sua família é uma graça! Eu tô até feliz de voltar no tempo para tá passando muito mais tempo com você! — disse ele.

E lá se vem essa história de voltar no tempo! Até parece! Dá um tempo!

— Jungkook vai para casa. Não tô a fim de conversar! É sério.

— Tudo bem, eu vou em paz. Se me der um beijo — fez uma carinha fofa.

Eu queria que ele fosse embora então me aproximei de onde ele estava sentado na cama e o beijei. Foi carinhoso e lento, eu amei, mas fingir odiar lhe dando um tapa depois. Ele riu.

— Gostosa! Eu te amo! — deu um tapa na minha bunda quando lhe dei as costas. Filho de uma mãe!

— Vai logo Jungkook! — reclamei.

— Só uma perguntinha, quem é esse tal de Felipe?

— O cabeça de prequito é meu primo.

— Por que o apelido?

— Quando ele era criança tinha uma cabeça medonha. Minha tia até levou ele para a escola de mutantes do professor Xavier, mas disseram que ele não tinha nada de especial. Era só um cabeção mesmo! Quando ele cresceu até que virou gente. Mas gosto de pegar no pé dele.

— Nossa, que discurso — imitou minha fala de antes com um sorrisinho.

— Vai embora! 


Notas Finais


Obg por ler


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