História Vanguarda Mística - Capítulo 1


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Categorias Ben 10
Personagens Ben Tennyson, Encantriz, Gwen Tennyson, Max Tennyson, Verdona
Tags Ben, Bencantriz, Bwen, Encantriz, Gwen
Visualizações 208
Palavras 4.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa história é uma versão alternativa da minha outra fic, Watch Boy & Lucky Girl. Quem gosta apenas de Ben/Gwen, por favor, acompanhe só a outra fic (Watch Boy & Lucky Girl) e ignore essa. Atendendo a pedido dos leitores, essa fic aqui vai explorar os dois romances - Ben/Gwen e Ben/Encantriz. A minha intenção é que os leitores escolham só uma das fics para acompanhar.

Capítulo 1 - Ben


Fanfic / Fanfiction Vanguarda Mística - Capítulo 1 - Ben

 

"BENJAMIN KIRBY TENNYSON!" A menina ruiva - agora de cabelos azuis - saiu do banheiro do trailer espumando de raiva, "Você colocou tinta no meu xampu, seu panacão!"

Ben não conseguia segurar sua risada, "Eu particularmente achei que seu novo visual ficou maravilhoso, prima!"

“Ben! Você não deveria ter feito isso!” Vô Max repreendeu o garoto.

Um sorrisinho se abriu no rosto da Gwen, “Vovô, o Ben merece ser punido por essa palhaçada. Ele deve assumir todas as minhas tarefas de limpeza na Banheira Enferrujada por duas semanas.”

  “Certo, Gwen,” Vô Max concordou, “Ben, você agora está responsável pelas suas tarefas e pelas tarefas da sua prima.”

  “Não é justo!” Ben protestou, “Eu só coloquei um pouco de corante alimentar no cabelo da Gwen, dá para tirar fácil com uma ou duas vezes lavando a cabeça com xampu de verdade! Trabalho dobrado por duas semanas é uma punição muito grande! E eu não teria feito isso em primeiro lugar se a chatonilda não tivesse passado pasta de dente na minha cara enquanto eu dormia!”

  “E eu não teria feito isso se você não tivesse colocado uma aranha de borracha na minha cama, boboca!” Gwen retrucou.

  “E eu não teria feito isso se você não tivesse me assustado com uma máscara de palhaço, panaca!” Ben disse.

  “E eu não teria feito isso se você não tivesse colocado sal no meu suco, panacão!” Gwen respondeu.

  “E eu não teria feito isso se você não-”

  “CHEGA!” Vô Max subiu seu tom de voz, “Vocês dois têm dezesseis anos, mas parece que têm dez! E, Ben, se eu deixar você sem castigo, a Gwen vai pregar outra peça em você ainda pior pra se vingar da sua última, e eu quero acabar com esse ciclo sem fim de brincadeiras sem graça.”

Gwen deu uma piscada de olho para ele. Ela tinha vencido mais uma vez, como sempre!

Ben se levantou, ainda irritado com seu castigo, e saiu do trailer, resolvendo caminhar um pouco pela floresta do parque Yosemite - o local onde o trio Tennyson estava visitando naquele dia - para espairecer a cabeça.

Apesar das constantes picuinhas, a verdade é que os primos eram inseparáveis, e o Ben não trocaria as férias de verão com a Gwen e o Vô Max por nada. Desde os dez anos de idade, Ben e Gwen passavam o verão viajando pelo país com o Vô Max em seu trailer - a “Banheira Enferrujada”. Na primeira vez, foi uma ideia do pai de Ben - Carl - e do pai da Gwen - Tio Frank - para ajudar o Vô Max a se recuperar da perda da Vó Mary. As crianças gostaram tanto que nos anos seguintes eles mesmos é que insistiram por novas viagens.

“Como é que a Gwen acaba sempre se dando bem, hein?” Ben pensou, “Eu queria ter pelo menos um pouquinho da sorte dela…”

De repente, um zumbido tomou conta dos ouvidos do rapaz. Olhando para cima, Ben viu uma pequena nave voando desajeitadamente no céu. Olhando com mais atenção, ele percebeu que a nave não estava voando, estava caindo. Poucos segundos depois, o rapaz ouviu o som da nave tombando no solo, não muito longe dali.

Ben correu o mais rápido que pode, se aproximando do local de onde veio o som. Pessoas podiam estar feridas, ele queria ajudar. Quando chegou numa clareira, ele viu a nave de perto e, com um calafrio na espinha, percebeu que aquela nave não tinha sido feita por seres humanos.

Era uma nave alienígena.

O garoto nunca tinha visto um alienígena pessoalmente. Ele estava curioso para ver um. Mas, por outro lado, ele não fazia a mínima ideia de que tipo de alienígena poderia estar dentro daquela nave... Poderia ser Loboanos - isto é, Lobisomens - ou Vladats - popularmente chamados de Vampiros - ou talvez até os terríveis Ectonuritas, mais conhecidos como Fantasmas ou Demônios... Ben era um garoto desarmado andando sozinho no meio da floresta, a típica primeira vítima do monstro dos filme de terror.

O rapaz se escondeu no meio das árvores a uma distância segura, apenas espiando de longe o que aconteceria.

Da nave, saiu um único alien, um ser humanoide de pele cinza-esverdeada, com a cabeça no formato de um polvo. Os membros dessa espécie extraterrestre eram conhecidos como Vilgaxianos, e eram muito perigosos e temidos.

Eles podiam converter seus braços em tentáculos e estrangular um humano em segundos, e os mais poderosos dentre eles também disparavam rajadas incandescentes dos olhos. Mas, na verdade, eles não eram mais temidos do que outros aliens por causa de suas habilidades, e sim por que enquanto outros alienígenas normalmente agiam sem uma estrutura organizada, sozinhos ou em pequenos grupos, os Vilgaxianos encontrados na Terra eram tropas militares executando fielmente as ordens de seu soberano Vilgax que - adivinha só - queria conquistar o planeta.

O Vilgaxiano andava com dificuldade, parecia estar ferido, e após dar alguns passos, desabou no chão. Uma esfera metálica que ele estava carregando na mão rolou alguns metros... vindo parar bem próximo aonde Ben estava escondido.

Ben pode ver os olhos vermelhos do alienígena se virarem na direção dele e ele gelou…

“Por favor… Me ajude…” O Vilgaxiano disse, numa voz fraca.

Certamente era uma armadilha. O cérebro do Ben dizia para ele correr de volta para a Banheira Enferrujada o mais rápido que pudesse e falar com o Vô Max para dar o fora dali, e chamar profissionais para lidarem com o alien. Mas atraído pela curiosidade, Ben se aproximou do alienígena. O Vilgaxiano era um só e estava bem machucado, não conseguiria ferir o Ben... certo?

“O Omnitrix…” O alienígena sussurrou apontando na direção da esfera metálica, “Leve-o para um lugar seguro… longe do Vilgax...”

“Vilgax? O seu chefe?” Ben perguntou.

“Ele não é meu chefe… Não mais… Eu desertei do exército dele… E roubei o Omnitrix… Você tem que levá-lo embora antes que os soldados do Vilgax cheguem aqui…”

“Qual é o seu nome?”

“Tomyx… Mas não perca tempo…”

Tomyx podia estar mentindo, mas ele realmente parecia estar dizendo a verdade - apesar de Ben nunca ter ouvido falar de um Vilgaxiano que não fosse leal a Vilgax antes.

“Ok, e quanto a você? Se você é um desertor, e os soldados do Vilgax vão chegar logo, eles vão pegar você.”

“Não importa… O Omnitrix-”

“Tá, tá, já sei, esse Omnitrix é importante” Ben disse, cortando o alienígena no meio de sua fala, “Mas eu não vou deixar o único Vilgaxiano que não gosta do Vilgax aqui pra morrer.”

“Não o único… Há muitos outros de nós... no nosso planeta natal…”

Ben jogou o braçou do Tomyx em volta de seu ombro e tentou escorá-lo para que ele pudesse caminhar, mas Tomyx era quase dois palmos maior que ele e muito pesado, o plano não funcionou.

  “Vá…” Tomyx disse.

  “Não.” Ben retrucou.

  “Você tem um bom coração… Você está disposto a arriscar sua vida?”

  “Se eu me importasse com a minha própria segurança, eu teria fugido logo que visse uma nave alienígena.” Ben disse num tom frio. A maioria das surras que ele levou na escola foram porque os valentões estavam fazendo bullying com crianças mais novas, e Ben resolveu defendê-las. Ele nunca fugiu de uma briga.

  “Pegue o Omnitrix... Eu vou ensinar você a usá-lo… E você vai ser forte o suficiente para me carregar…”

  Ben foi até a esfera metálica e a trouxe até Tomyx. O Vilgaxiano fez um esforço para se sentar no chão, e Ben se agachou ao lado dele. Tomyx tocou na esfera, sussurrou alguma palavra que Ben não entendeu - provavelmente em sua língua alien nativa - e a esfera se abriu, revelando um dispositivo semelhante a um relógio.

  “Segure ele…” Tomyx disse.

  Ben obedeceu, e o “relógio” grudou no seu pulso esquerdo. Ele brilhou num tom verde. Tomyx começou a mexer no Omnitrix, e a tela mostrou diversas silhuetas de criaturas esquisitas.

  “Esse é rápido…” Tomyx disse, quando a tela mostrou uma silhueta parecida com um velociraptor.

  “Esse é inteligente…” A tela mostrou um silhueta de uma criatura bem pequena.

  “E esse é forte.” A tela agora mostrava uma silhueta grande, de um ser com quatro-braços. Tomyx pressionou o relógio com força e Ben começou a sentir um formigamento por todo o corpo.

  A pele do Ben começou a ficar vermelha, e o garoto sentiu dois olhos extras brotando em sua testa, e dois braços extras brotando em baixo dos seus braços originais. Seu corpo também começou a aumentar de tamanho, rasgando suas roupas. Pelo menos a criatura em que ele havia se transformado tinha suas próprias roupas - calças pretas com uma camisa branca com uma listra preta no meio.

  “Você me transformou num monstro de Quatro Braços!” Ben se enfureceu com o Vilgaxiano.

  “É apenas temporário… Você virou um alienígena... um Tetramando.” Tomyx disse.

  “Tetra o que? Eu vou chamar isso de Quatro Braços.” Ben disse, erguendo Tomyx com facilidade agora. Ser um alien super forte era maneiro, e ele confiou na palavra de Tomyx de que a mudança seria apenas temporária.

“BEEEN!” Ben ouviu a voz do Vô Max chamando por ele.

“PANAAAACA! CADÊ VOCÊ?” Agora era a voz da Gwen.

“São meu avô e minha prima, eles estão procurando por mim. Devem estar bem preocupados, está escuro e eu já deveria ter voltado para o trailer há muito tempo. Vamos até eles.”

  Quatro Braços correu em direção até onde as vozes estavam vindo.

  “Ei, pessoal!” ele anunciou sua presença.

“AAAAAAH” Gwen gritou ao ver o Ben, e Vô Max imediatamente apontou uma arma para ele.

  “Calma aí, calma aí, sou eu, o Ben! Não atire, vovô!”

  O Vô Max era um agente da S.E.C.T., a Equipe Especial de Contenção Extraterrestre (Special Extraterrestrial Containment Team) - e mesmo depois de aposentado, não havia perdido os velhos hábitos de andar sempre preparado para qualquer eventual conflito com um alienígena. Felizmente, Vô Max não era do tipo que atira primeiro e faz perguntas depois.

  “Ben, o que aconteceu com você?” Gwen perguntou.

  “Longa história.” Quatro Braços disse, “Vamos voltar para a Banheira Enferrujada logo, esse alienígena que eu estou carregando está ferido.”

“Ben, você sabe que esse é um-” Max começou a dizer, num tom preocupado.

“Vilgaxiano, sim, eu sei. Mas Tomyx é bom.”

"Eu não teria tanta certeza... Mas ele está bem ferido mesmo. Ajudá-lo é realmente a coisa certa a fazer, mas vou ficar de olho nele." Vô Max disse.

  No meio do caminho de volta, ainda na floresta, foi ouvido o barulho de um sinal sonoro - um bipe - vindo do Quatro Braços. Algo que parecia uma placa de metal no ombro esquerdo dele estava brilhando num tom vermelho.

  “O tempo do Omnitrix está esgotando…” Tomyx sussurrou.

  Quatro Braços colocou o Vilgaxiano no chão e poucos segundos depois, ele sentiu um formigamento novamente, e… ele estava de volta ao normal.

"Primo, você se transformou em outro monstro horripilante, ainda mais feio do que antes! Hahaha Brincadeirinha, eu estou feliz que esteja de volta ao normal!"

Gwen estava prestes a se atirar nos braços do Ben em um abraço, mas ele a parou, “Gwen, huh, você se importa? Eu tô meio pelado aqui...”

“Ewww, Me desculpa, Ben… Está escuro, e eu estava tão preocupada que você tivesse virado aquela criatura grandalhona vermelha pra sempre, e estava tão aliviada de te ver de volta ao normal que nem percebi que você tava sem roupa. Ai que vergonha...”

“Não tem problema, prima,” Ben respondeu, também um pouco envergonhado. Estava escuro, então nenhum deles podia ver o rubor do rosto um do outro, mas Ben sabia que ambos estavam corando de vergonha.

Vô Max tirou sua camisa havaiana com um desenho floral - ele estava vestindo uma outra camisa por debaixo - e a entregou para Ben. A camisa era grande o suficiente para que o garoto pudesse cobrir-se como se estivesse usando um vestido.

  “Me ajude a levar o Tomyx, Ben” Vô Max disse.

  Ben e Vô Max juntos foram capazes de carregar o Vilgaxiano pela floresta até o trailer, e colocá-lo deitado na cama do Vô Max.

Poucos segundos depois um barulho de explosão foi ouvido ao longe.

“Tem uma nuvem de fumaça sob a área onde a maioria dos turistas está acampada. A explosão veio de lá...” Vô Max disse, olhando pela janela.

  “São eles…” Tomyx sussurrou, “Os soldados do meu p- do Vilgax, estão procurando por mim e pelo Omnitrix.”

“Eu vou chamar a S.E.C.T., eles saberão lidar com o problema. Nós vamos embora daqui.” Vô Max disse, já discando seu telefone celular.

  “Quanto tempo vai demorar pra eles chegarem, Vô?” Ben perguntou, mas a pergunta que ele realmente queria fazer é “Quantas vidas inocentes serão perdidas desde agora até a ajuda chegar?”

  “Ben, eles chegarão rápido. Não há nada que possamos fazer.” Vô Max respondeu, e logo depois começou a falar com alguém pelo telefone.

  “Eu posso fazer alguma coisa…” Ben sussurrou, olhando para o relógio alienígena em seu pulso esquerdo.

  “Nem sequer pense nisso, é muito perigoso!” Gwen disse, segurando o pulso direito dele, "você pode morrer lá fora."

  “Então você pode ficar com a cama de cima do beliche, meu GameStation e todos os meus jogos,” Ben deu uma risadinha.

  “Isso não é brincadeira, Ben…” o olhar no rosto da Gwen… Ben podia perceber claramente que ela estava assustada, amedrontada com a possibilidade de acontecer alguma coisa com ele.

  Ben e Gwen ficaram olhando os olhos verdes um do outro por alguns segundos sem dizer nenhuma palavra. Até que Ben se aproximou dela, deu um beijo em sua testa e disse, "Obrigado por se preocupar comigo, Gwen, mas essa é minha chance de fazer algo importante com a minha vida, salvar pessoas..."

  Ben começou a discar o relógio para selecionar um alienígena e quando se deparou com a silhueta do que parecia com um velociraptor, se lembrou das palavras de Tomyx, “Esse é rápido”. Um alien rápido viria bem a calhar agora. Ele pressionou o relógio, do mesmo jeito que Tomyx tinha feito antes, e em segundos ele se transformou num tipo de velociraptor azul com uma armadura preta e rodinhas nos pés.

“BEN! NÃO!” Gwen gritou. Vô Max largou o telefone e tentou segurá-lo também, mas nenhum dos dois foi capaz de pará-lo. O novo alienígena acelerou para fora do trailer, deixando a camisa havaiana do Vô Max para trás e se dirigindo em direção ao perigo.

Acelerou… Acelerado…  XLR8. Esse era um bom nome. Ben sentiu o vento soprar através de seu novo corpo azul de velociraptor enquanto corria em direção à grande nuvem de fumaça ao longe, ziguezagueando pelas árvores em seu caminho. “Essa coisa é veloz pra caramba!”

Quando chegou ao acampamento dos turistas, ele viu puro caos. Aliens humanóides com cara de polvo - Vilgaxianos - vestindo armaduras reforçadas e portando armas pesadas incendiaram o local, queimando vários trailers e até pessoas.

Tantas pessoas mortas... Ele não podia se concentrar nos mortos, entretanto. Ele tinha que fazer algo para ajudar os vivos.

XLR8 tirou algumas pessoas da linha de fogo, uma mulher em particular começou a gritar, "Meu filho ainda está lá!" Ela apontou para um grande trailer em chamas.

Os guardas do parque tentaram levá-la e a outras pessoas para longe daquela área, enquanto XLR8 correu até veículo e pegou a criança inconsciente. Meros segundos depois, o trailer explodiu depois de ser alvejado mais uma vez pelas armas dos alienígenas, mas XLR8 já havia ido embora.

"Aqui." XLR8 disse entregando o garotinho à mãe, que já chorava, dando como certa a morte de seu filho.

No começo, a mulher pareceu assustada ao ver o XLR8, mas uma vez que ela percebeu que ele tinha salvado a vida de seu filho, sua expressão mudou, "muito obrigada, eu... eu não sabia que aliens podiam ser bons..."

Um das criaturas com cara de polvo apontou para a direção de XLR8, "Aquele kinecelerano… É o Tomyx, usando o Omnitrix! Concentrem todo o fogo nele!"

“Droga!” Ele se virou para a mulher, “Caia fora daqui!” Ela correu com seu filho, enquanto XLR8 começou a ziguezaguear, esquivando-se dos feixes de energia vindos na direção dele.

Querendo levar a luta para longe dos turistas, ele correu para a floresta, desviando das árvores e arbustos. XLR8 tentou usar as árvores a seu favor, usando-as para se esconder e confundir seus inimigos, mas os aliens estavam logo atrás dele. E eles eram muitos. Ele decidiu tomar uma abordagem agressiva e atacar. De forma impressionante, XLR8 conseguiu derrubar cinco Vilgaxianos com sua velocidade, mas um sexto foi capaz de acertar um tiro bem no peito dele.

"Argh!", Ele gritou de dor, mas conseguiu se levantar do chão. Mas agora ele estava cansado, e um pouco grogue.

"Gwen estava certa... Eu vou morrer aqui... Mas eu não vou cair assim tão facilmente." Ele reuniu suas forças, e usou suas... presas e a cauda para derrubar mais três caras-de-polvo, mas caiu no chão sentindo as costas queimando de outro tiro.

Assim que caiu no chão, dois Vilgaxianos converteram seus braços em tentáculos e o imobilizaram completamente.

XLR8 fechou os olhos, esperando pelo momento em que seu pescoço seria quebrado por um de seus inimigos. E embora estivesse a poucos segundos de sua morte, nunca se sentiu tão feliz. Toda a sua vida, Ben sempre foi o saco de pancadas para os valentões na escola, o cara que estava sempre sendo rejeitado pelas meninas, o último a ser escolhido para o time na aula de educação física, o garoto preguiçoso com notas baixas. Mas agora, ele morreria como um herói.

Mas isso não aconteceu.

“Ele está vivo?” Um dos Vilgaxianos perguntou. Estranhamente, XLR8 conseguia entender perfeitamente a linguagem deles. Provavelmente tinha alguma coisa a ver com o Omnitrix.

“É claro que ele está, não se preocupe. Nós vamos levar o filho traidor do Lorde Vilgax de volta para ele inteirinho.” O outro cara-de-polvo respondeu.

Prole do Vilgax? … Tomyx… Eles achavam que ele era o Tomyx…

A dupla de caras-de-polvo começou a arrastar um XLR8 semi-inconsciente pelo chão quando, felizmente, eles foram surpreendidos por um homem com a pele coberta por uma camada de aço que socou os alienígenas para que eles soltassem o XLR8. E um pequeno exército de soldados com uniformes negros seguiram atrás do homem, atirando contra os Vilgaxianos.

“Eu sou Steel, o diretor da S.E.C.T., a cavalaria chegou” disse o homem a XLR8.

De repente, ouviu-se um bipe alto vindo do disco em forma de ampulheta no peito do XLR8.

"Uh-Oh, isso vai ser vergonhoso".

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Um dia depois. Quartel General da S.E.C.T. Localização secreta.

Ben estava sentado na cama em seu quarto temporário no quartel-general da SECT quando Gwen entrou. Sua prima Bobona deu um abraço apertado nele... e logo depois deu um beliscão bem forte no braço dele.

"Aaai, isso doeu! Por que você fez isso?”

"É pra doer mesmo, panaca! Você foi irresponsável, inconsequente e quase morreu!" Ela gritou.

"Você pode fechar a porta, por favor? Os agentes da S.E.C.T. não precisam confirmar o estereótipo de ‘ruiva esquentadinha’." no segundo em que sua prima se virou em direção à porta, dando as costas para ele, Ben deu um beliscão no bumbum dela.

"Aaaai! Seu safado!"

"Bem feito, sua mimada,” Ben disse com um sorriso, “E todo mundo sabe que o único lugar aceitável pra eu - um cara - beliscar você - uma garota - é nesse seu bumbum enorme aí."

Gwen olhou para o Ben com sangue nos olhos, “Pelo menos a minha cabeça não é enorme que nem a sua cabeça oca gigante cheia de vento!” mas depois ela se acalmou, “Tomyx já está acordado. O Vô Max e o Diretor Steel estão com ele agora na enfermaria. Ele deve saber como tirar esse relógio do seu pulso.”

Ben sentiu uma pontada de tristeza, mas ignorou o sentimento. “Ah, que bom que eu vou poder tirar essa coisa” Ele disse olhando para o relógio, “Mas só hipoteticamente, vamos supor que eu fosse ficar com ele. Eu poderia salvar um monte de gente e-”

“Não vem com essa, Panaca! Eles vão tirar o relógio de você e dar ele pra um agente da S.E.C.T, que vai continuar salvando vidas.” Gwen disse, cruzando os braços.

“Eu posso fazer um trabalho muito melhor que qualquer um desses agentes!” Ben também cruzou os braços. Era um argumento fraco, mas era o melhor que ele tinha.

“HAHAHA não me faça rir. Eu sei que você gostou da adrenalina do momento, mas você quase morreu no parque Yosemite enfrentando aqueles Vilgaxianos, e ainda assim queria continuar arriscando sua vida? Você não tá nem aí pra tristeza que a  sua mãe, o seu pai e o Vô Max iam sentir se você morresse?" Gwen questionou, brava.

“É fácil pra você ficar me julgando, Senhorita Perfeitinha…” Ben retrucou, “Você é inteligente, só tira nota 10. Você é linda, todos os garotos da escola babam por você. Caramba, você até mesmo é faixa preta em karatê! Todo mundo admira você. E quando eu finalmente consigo alguma coisa para as pessoas admirarem em mim também, e é claro que você não quer que eu fique com ele!”

Ben abaixou o rosto, evitando o olhar reprovador da sua prima. Ele não queria dizer aquilo, mas ela acabou deixando ele nervoso. De qualquer forma, Não faria sentido discutir mesmo, por mais que ele quisesse, a S.E.C.T. não ia permitir que ele ficasse com o relógio. Era melhor ir procurar logo o Diretor Steel e acabar com isso o mais cedo possível.

“Eu... admiro... você…”

Foi um sussurro tão baixo que Ben quase não ouviu. Ele se perguntou se estava imaginando coisas, ou se a Gwen realmente tinha falado aquilo.

“Você disse alguma coisa?”

Ela suspirou, “Eu admiro você, panaca.” Gwen repetiu, agora um pouco mais alto, “Você é irresponsável, inconsequente e estúpido, mas pelos motivos certos,” ela disse, dando de ombros, “Seja quando você está defendendo as crianças menores dos valentões na escola, ou colocando um relógio esquisito que você não sabe nada a  respeito para ajudar alguém, você tem bom coração e é muito corajoso. Isso é a sua natureza, independente de qualquer dispositivo alienígena que você possa ter, e eu… te admiro… um pouquinho… por isso.”

Ben coçou a cabeça, “Obrigado…”

O rosto da Gwen começou a ficar vermelho por algum motivo,  “Vamos procurar o Vô Max, Diretor Steel e o Tomyx?” ela disse.

Assim que Ben e Gwen chegaram na enfermaria, viram Tomyx deitado numa cama e felizmente agora o alienígena aparentava estar muito melhor do que estava no dia anterior. Ben tinha muito o que conversar com ele, mas ele iria dar o benefício da dúvida a Tomyx e deixar para discutir isso em particular depois - afinal, ser filho do Vilgax não era nenhum motivo de orgulho, Ben podia entender se Tomyx não quisesse compartilhar essa informação com a S.E.C.T.

O Diretor Steel estava em pé, perto da porta, de braços cruzados, olhando fixamente para o chão com uma expressão séria no rosto - certamente estava com a cabeça pensando em algum problema. Vendo o Diretor Steel completamente normal sem sua pele de aço, Ben notou uma grande cicatriz no rosto dele e se perguntou como alguém conseguiu machucá-lo.

Sentado numa cadeira, estava o Vô Max, com um olhar estranho no rosto.

“Então, como vamos remover o relógio do Ben?” Gwen perguntou.

Os tentáculos no queixo do Tomyx começaram a balançar nervosamente “O senhor Ben e o relógio estão fundidos, é como se eles fossem uma coisa só agora. Se o senhor Ben for morto, o relógio quebra. E o contrário também vale, se alguém destruir o relógio ou tentar arrancá-lo do senhor Ben com força bruta, ele morre.” Tomyx disse, “Mas não se preocupem, eu tenho certeza que descobriremos um jeito-”

“O QUE?!” Gwen gritou, “Você sabia que não tinha jeito de tirar o relógio e você sabia que tem um imperador alienígena megalomaníaco atrás dessa coisa, e ainda assim fez o meu priminho bebê usar isso? Seu… seu...”

“Ei, ei, calma aí, prima” Ben segurou a Gwen antes que ela aplicasse um golpe de karatê no Vilgaxiano, e depois sussurrou no ouvido dela “E eu não sou nenhum bebê! Você é só algumas horas mais velha que eu!” Ben também estava obviamente envergonhado por ser chamado de “bebê” justamente na frente do Diretor da S.E.C.T.

“Eu sinto muito…” Tomyx disse solenemente, “Eu não queria que ele usasse, mas dadas as circunstâncias, tínhamos opções limitadas. Os soldados do Vilgax poderiam chegar a qualquer minuto, eles poderiam ter matado a nós e levado o Omnitrix, o que seria bem pior-"

“Por que não usou você mesmo, hein?” Gwen ainda estava brava.

“O Omnitrix é potencialmente uma das armas mais poderosas do Universo, eu não confiaria ele a mim mesmo. Mas o seu primo… Ele tentou me salvar a todo custo arriscando a própria vida. Ele é digno do Omnitrix.”

“Vamos conversar lá fora.” O Diretor Steel disse. Provavelmente ele ainda não confiava inteiramente em Tomyx e não queria que ele ouvisse nada importante.

Em outra sala, longe da enfermaria, Diretor Steel gesticulou para que Ben, Gwen e Max se sentassem.

“Nós não sabemos quanto tempo vai levar ou mesmo se vamos conseguir encontrar um jeito seguro de tirar esse dispositivo alienígena do seu pulso, Benjamin. Até lá, você será um alvo para Vilgax. Temos que treiná-lo para estar preparado para lutar. E, se você quiser, eu também acho que você pode fazer um bom uso desse relógio como um agente da S.E.C.T.” Um sorriso se abriu no rosto do Ben.

“O QUE?” Vô Max e Gwen gritaram ao mesmo tempo. Eles não haviam gostado da sugestão.

“Devin, você não pode estar pensando seriamente em…” Vô Max começou a dizer.

“Por favor, não use meu nome verdadeiro, Max.” Diretor Steel disse, “E é claro que eu estou falando sério. Você começou a me treinar para me tornar um agente quando eu era ainda mais novo do que o Benjamin.”

“Você não queria ser um agente, e eu não queria ter que treinar você! Você queria ter uma vida normal, lembra?” Max questionou, “O Diretor da época forçou você a se alistar na S.E.C.T…”

“Eu era tolo quando eu era adolescente. Você sabe que mais tarde eu vi a importância do meu trabalho. Mas é claro que eu lembro, por isso mesmo, diferente do que aconteceu comigo, Benjamin terá direito a uma escolha. Se ele quiser, terá apenas o treinamento básico para se virar em caso de qualquer emergência, e vai viver normalmente sem usar o relógio. Mas se ele estiver disposto, terá o treinamento completo de um agente, e será escalado para cumprir missões conosco.”

Continuar vivendo uma vida normal e entediante, ou se tornar um herói, salvar pessoas e chutar traseiros? Era uma escolha bem fácil...

“É claro que eu aceito a oferta, quando começamos?”


Notas Finais


A foto de capa do capítulo é uma fan-art que fizeram para a minha fic. Link do artista nos comentários finais.
https://www.deviantart.com/trishbhatia/gallery/


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