História Vanguarda Mística - Capítulo 2


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Categorias Ben 10
Personagens Ben Tennyson, Encantriz, Gwen Tennyson, Max Tennyson, Verdona
Tags Ben, Bencantriz, Bwen, Encantriz, Gwen
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Palavras 3.892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Gwen


Fanfic / Fanfiction Vanguarda Mística - Capítulo 2 - Gwen

Três dias depois. Bellwood. Casa do Ben.

“Oi, Gwen!” Tia Sandra disse, abrindo a porta com um sorriso no rosto, “Que bom que você está aqui, querida. Seu primo não quer tirar aquele relógio novo e esquisito do braço de jeito nenhum, talvez você consiga convencê-lo.”

"Então o Ben não contou nada para a Tia Sandra e o Tio Carl sobre o Omnitrix? Eu não acredito na cara de pau daquele boboca . . .” Gwen pensou.

“Panaca, vem cá!” Ben apareceu de repente no final do corredor. Ele segurou a mão da Gwen e a conduziu pelas escadas apressadamente até seu quarto.

Porque a mão do Ben estava tão macia e quentinha? "Porque a mão dele é grudenta e provavelmente está suja de comida, DÃÃ GWEN!"

“Eu não deveria mostrar isso para nenhum civil, mas eu realmente preciso contar para alguém,” Ben disse todo animado, trancando a porta.

O rapaz se virou para ela e após fazer uma 'pausa dramática' pressionou um botão no Omnitrix - engraçado, Gwen não lembrava desse botão antes - e rapidamente todo o seu corpo foi envolvido por um tipo de gosma escura.

Um instante depois, Ben estava vestido com uma roupa preta, estilo militar, mas não apenas isso, seu rosto estava levemente diferente, seus cabelos castanhos ficaram brancos, e seus olhos verdes viraram vermelhos.

“Boboca, conheça Watch Boy, herói badass.” Ben disse com um sorriso, colocando as mãos na cintura, numa “pose de herói”, "Eu sei que o nome é idiota, mas não foi ideia minha. Vou tentar pensar em alguma coisa melhor mais tarde."

Ela ergueu uma sobrancelha, curiosa “Como você descobriu essa funcionalidade do Omnitrix?”

“Os cientistas da S.E.C.T. descobriram,” Ben disse, “Agora eu posso fazer meu trabalho de herói sem ser reconhecido pelos caras maus, e não preciso mais me preocupar em ficar sem roupa depois de uma transformação.” Ele fez mais algumas 'poses de herói'. "E então, o que achou?"

"Você tá parecendo um personagem de anime. Eu não acredito nisso, aqueles caras da S.E.C.T. já estão com tudo planejado para colocar sua vida em perigo.”

“Eles acreditam no meu potencial. Quem não acreditaria? Eu sou incrível!” Ben disse, mas para si mesmo do que qualquer outra coisa.

“Eles não tão nem aí se você vive ou morre! E você deveria no mínimo contar aos seus pais sobre tudo isso!” Gwen protestou.

“Eu falei pro meu pai e pra minha mãe que eu vou fazer a prova para ser um agente da S.E.C.T. mês que vem, eles vão ficar bem surpresos e felizes quando descobrirem que eu vou passar hahaha” Ben riu.

Ser um agente da S.E.C.T. era um carreira prestigiosa e oferecia um bom salário. Qualquer pai provavelmente ficaria orgulhoso. Mas o Ben não seria um agente comum, e esse era o problema.

“Eu tenho certeza que eles vão ser contra a ideia idiota de você sair por aí usando um aparelho perigoso que ninguém sabe direito o que pode fazer com a sua saúde a longo prazo, e que a curto prazo torna você um alvo do ser mais perigoso do universo!”

“O relógio é completamente seguro para minha saúde, não se preocupe,” Mesmo com o rosto diferente, Ben ainda continuava com aquele olhar condescendente e arrogante que tanto irritava a Gwen, “E quanto a ser um alvo para o Vilgax, é por isso que Watch Boy é que vai usar o Omnitrix, não Ben Tennyson. E mesmo que meus pais fossem contra minha decisão, o Diretor Steel deixou claro que a minha vontade é a que vale. Pra que contar a eles e causar um estresse desnecessário?”

“Ben, você não percebe que-”

“Eu percebo que você está com ciuuuumes… Porque eu sou um super-herói com super-poderes e você nãããão…” Ben cantarolou.

Gwen ficou enfurecida com o primo idiota dela, “Seu boboca, é claro que não!”

Ele estava errado. Ela não estava com ciúmes. Principalmente porque ela tinha poderes também. Embora ela nunca tenha aprendido a usá-los . . .

De repente, alguém girou a maçaneta da porta.

“Ben? Gwen?” Era a Tia Sandra.

Ben pressionou o botão novamente, e os cabelos brancos voltaram a ser castanhos, os olhos vermelhos voltaram a ser verdes, e a roupa preta militar desapareceu, deixando Ben com sua roupa normal, camisa branca e calça marrom.

Gwen abriu a porta com um sorriso no rosto, “Oi, Tia Sandra.”

“Crianças . . .” Tia Sandra olhou para eles com uma expressão estranha no rosto, “O que vocês estavam fazendo com a porta trancada?”

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Casa da Gwen, algumas horas depois.

Já passava da 1 da manhã, e Gwen estava deitada em sua cama, com o celular na mão, não conseguindo decidir se mandava ou não a mensagem para sua avó Verdona.

Gwen sempre foi muito próxima da sua família pelo lado paterno - os Tennysons - mas, em compensação, ela não sabia quase nada sobre o lado materno da família. A única parente materna que Gwen conhecia era a Vovó Verdona, e ainda assim ela só tinha visto Verdona umas cinco ou seis vezes em toda a sua vida. A mãe de Gwen, Natalie, fez tudo que pode para manter sua própria mãe longe. Tio Carl, brincando, disse uma vez que o pai da Gwen tinha muita sorte porque não precisava se preocupar com a sogra - e, claro, a tia Sandra deu um soquinho no braço dele por causa desse comentário.

No aniversário de 10 anos da Gwen, a Vovó Verdona disse que Gwen era uma bruxa e se ofereceu para treiná-la. Essa foi a última vez que Gwen a viu, porque depois disso Natalie proibiu a Vovó de ver a Gwen para sempre - Natalie nem sabia que Verdona tinha passado o número de seu celular para a Gwen.

Gwen tinha mantido a oferta de sua avó em sua mente durante todos esses anos. Na maioria das vezes, ela estava muito ocupada com a escola e karatê e seus amigos e as viagens de verão para sequer pensar em ser uma bruxa, mas houve alguns momentos que ela pensou seriamente sobre isso.

Agora era um daqueles momentos.

Já que ela não conseguiria fazer o Ben desistir da ideia idiota de bancar o herói, ela poderia pelo menos tentar protegê-lo.  

Uma bruxa poderia proteger o Ben.

Vovó, eu preciso conversar com a senhora. Gwen enviou a mensagem.

"Essa é uma má ideia . . ."

__________________________

Dois dias depois, Gwen recebeu uma resposta, apenas um endereço de uma casa em Bellwood, do outro lado da cidade. Como ela ainda estava de férias, não foi difícil ir até lá numa manhã.

Gwen bateu na porta, e alguns instantes depois foi recebida por sua avó.

"Entre, entre. Olhe para você, minha linda neta, você cresceu tanto", Verdona abraçou Gwen.

“Oi, vovó.” Gwen disse, retribuindo o abraço.

Ninguém diria que Verdona tinha mais de sessenta anos. Parecia ter cerca de quarenta, no máximo. Definitivamente tinha algo a ver com magia. Ela se parecia com Gwen, mas seus cabelos ruivos eram cacheados em vez de lisos, e os olhos de Verdona eram azul escuro em vez de verdes como os de Gwen.

Alguns minutos depois, Vovó Verdona trouxe alguns biscoitos e um leite achocolatado para Gwen. As duas se sentaram na poltrona e começaram a conversar.

“Vovó, não sabia que a senhora tinha uma casa em Bellwood” Gwen disse.

“Eu não tinha . . . até ontem, querida. Mas já havia passado da hora de eu ter também uma casa aqui em Bellwood, perto da minha filha e neta.”

Gwen se perguntou como a Vovó Verdona tinha ficado tão rica a ponto de poder comprar uma casa assim de última hora, e pensou que talvez houvesse boas razões para manter a Vovó distante, mas ela empurrou esses pensamentos para longe.

“E sua mãe, como vai? Como está o escritório de advocacia que ela e o seu pai montaram?”

“O escritório está indo muito bem. Meus pais querem que eu faça direito também.”

“Ah, é uma excelente ideia. Assim você vai conhecer todas as brechas da lei e os melhores meios para burlar as autoridades.” Verdona abriu um largo sorriso.

Gwen riu, mas não pode deixar de pensar que Verdona estava falando sério.

“O Ben ia gostar da minha avó” Gwen pensou.

Ben. Era por causa dele que ela estava ali. Verdona provavelmente percebeu a expressão preocupada no rosto da Gwen, e entrou no assunto principal.

“Você não está aqui porque sente falta de sua avó, e, deduzindo que sua mãe não sabe que você veio aqui, você quer que eu ensine você a usar seus 'poderes secretos', certo?”

"Sim."

Verdona acenou com a cabeça positivamente. "Porque agora?"

"Ben está em apuros. Eu tenho que ajudá-lo." As palavras saíram de sua boca antes que ela pudesse pensar no que estava dizendo. Tarde demais agora.

“Ah, sim, um garoto. Eu aconselho você a esquecer-se dele, com seu rostinho bonito tenho certeza que você pode substituir seu namorado em um instante, querida” Verdona disse em um tom calmo.

"Ben é meu primo, não meu namorado. E ele é insubstituível", respondeu Gwen com raiva.

Verdona olhou para ela com curiosidade. "Huh, para a maioria das pessoas, primos não são nada mais do que um aborrecimento para aturar em reuniões familiares de vez em quando. O que faz desse ‘Ben’ tão especial pra você?"

"Você está disposta a me treinar ou não?" Gwen não estava confortável com aquelas muitas perguntas.

Verdona continuou examinando a garota com os olhos, até que finalmente abriu um sorriso. "Você tem minha atitude rebelde, eu posso ver isso. Sim, é claro que eu vou treiná-la. Eu sempre esperei que você fosse abraçar a sua herança um dia. Lembra do presente que eu te dei?”

“Você me deixou tocar no seu amuleto, e disse que eu teria muita sorte, só não podia contar nada pra mamãe hahaha” Gwen riu.

Verdona se levantou e, um minuto depois retornou, segurando - com uma luva - uma bonita pedrinha redonda cheia de inscrições estranhas.

“Esse é Amuleto da Sorte. Você foi a última pessoa a tocar nele, desde então eu o tranquei no meu cofre, então você ainda tem a sorte dele.”

“Uau, é de verdade?” Gwen disse, arregalando os olhos, “Quem criou isso?”

“Bezel, nosso ancestral e o maior mago de todos os tempos, forjou seis amuletos místicos em Anodyne - nosso planeta natal - há milênios atrás, os chamados ‘Amuletos de Bezel’. Esse é um deles.”

“Você veio de Anodyne, Vovó?”

“Eu nasci aqui na Terra, igual a você. Há muitos e muitos séculos atrás, Anodyne foi quase completamente devastado por uma grande guerra, e alguns Feiticeiros decidiram procurar outro mundo para viver. Usando sua magia, eles encontraram um lugar em que eles poderiam se encaixar quase perfeitamente - a Terra - e eles se mudaram para cá.”

Depois, Gwen fez uma pergunta cuja resposta ela temia, “O quanto nós somos diferentes dos humanos? Somos de carne e osso? Ou somos . . . seres de energia, sei lá?”

Verdona riu, “Seres de energia, essa foi engraçada. Não, querida, nós somos de carne e osso, praticamente idênticos aos humanos, com um “gene mágico” de diferença. Se bruxas e humanos não fossem tão similares, seu pai e sua mãe não conseguiriam ter você.”

“Eu sou meio-Feiticeira e meio-Humana . . . eu sou mais fraca que um Feiticeiro “puro”, como você ou minha mãe?” Gwen perguntou. Talvez fosse um pouco de vaidade, mas ela não queria ser mais ‘fraca’ do que ninguém.

“Não, não há meio termo, ou você é uma Feiticeira ou você não é. Você recebeu o gene mágico da sua mãe, então você é tão Feiticeira quanto ela e eu. Mas você também tem o gene normal do seu pai, então, se você tiver filhos com um humano, dependendo de qual gene você passar adiante, seus filhos podem ser Feiticeiros ou Humanos normais. Para evitar isso, nós, feiticeiros e feiticeiras, normalmente preferimos casamentos entre nós mesmos.” Verdona disse.

Gwen ainda estava bastante curiosa, tinha muitas outras coisas para perguntar, mas Vovó Verdona a interrompeu, “Minha vez de fazer as perguntas. O que você precisa fazer para salvar o pescoço do seu primo?”

“Eu pretendo me juntar a S.E.C.T.”

Verdona arregalou os olhos, e depois riu, “Claro, e eu quero ser a rainha da Inglaterra.” Mas o tom de brincadeira foi embora quando Verdona percebeu que Gwen estava falando sério. “Porque você faria isso? Quer dizer, eu sei que o salário é bom, mas eu conheço muitas maneiras melhores de ganhar ainda mais dinheiro. Principalmente, alguém com seus talentos.”

“Não, é claro que não.” Gwen respondeu, um pouco surpresa. “Certamente, maneiras ilegais.” Gwen pensou. É, a mãe dela talvez tivesse motivos para ter afastado a Vovó Verdona de sua vida.

“Vovó, não é pelo dinheiro. Meu primo está trabalhando para a S.E.C.T., e eu preciso protegê-lo.”

Verdona suspirou, revirando os olhos “Ok, ok. Mas mesmo que você queira ser uma menina boazinha, eu aconselho você a não mostrar o rosto por aí. Deixe-me ajudar…” Vovó Verdona colocou as mãos no rosto da Gwen, e disse, “Transfigura Apparentia!”

Gwen sentiu algo estranho e perguntou, “O que aconteceu?”

“Dá uma olhada no espelho.”

Quando Gwen olhou para seu reflexo, seu cabelo estava preto, seus olhos estavam púrpura, e seu rosto levemente diferente.

Bom, se o Ben tinha uma outra identidade - "Watch Boy” - porque ela não poderia ter também?

“Legal!” Gwendolyn rapidamente pensou num nome. Ela tinha um amuleto da sorte, então... "Lucky Girl," Gwen sorriu, se olhando no espelho com orgulho.

"Nós podemos começar o seu treinamento agora. Logo, logo, você vai ser uma bruxa bastante poderosa." Verdona sorriu.

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Semanas depois…

Ben estava apaixonado por Lucky Girl.

Ele nem sabia quem ela realmente era, mas ele estava apaixonado por ela mesmo assim.

Foi sua primeira missão de campo. Ele esperava que o Diretor Steel lhe atribuísse algo legal e emocionante como ir atrás de alguns criminosos alienígenas, mas sua missão na verdade era localizar uma vigilante não registrada com poderes mágicos que recentemente havia aparecido em Bellwood e convencê-la a se registrar.

Ben não queria fazer isso. Primeiro, rastrear uma pessoa era chato. E em segundo lugar, a vigilante - Lucky Girl, era o nome dela - estava ajudando as pessoas, ele não queria ir atrás dela.

Mas a Lei de Registro de Alienígenas era bastante clara, qualquer pessoa que fosse um alienígena, ou que tivesse poderes alienígenas, ou que possuísse tecnologia alienígena, tinha que se registrar. Em seguida, a S.E.C.T. decidiria se essa pessoa seria alistada para ser um agente ou se seria mandada de volta para casa depois de assinar algum tipo de termo concordando em não usar os poderes novamente. Qualquer violador da lei poderia ser preso. Essa lei era muito dura, mas depois de tantos ataques alienígenas na Terra, Ben entendia por que a maioria das pessoas não tinha problema com isso.

Ben foi escolhido para a missão não só porque se tratava de sua cidade Bellwood, mas também porque um dos alienígenas disponíveis no Omnitrix era um grande cão alaranjado, sem olhos, mas com audição e olfato melhor do que qualquer coisa. O nome que Ben deu para ele foi Besta.

Quando o Besta foi para a cena de crime de um assalto frustrado pela Lucky Girl, ele deveria sentir seu cheiro e, em seguida, prosseguir para encontrá-la, como um profissional, é claro. Mas aquele cheiro ... A única palavra que poderia começar a descrever o cheiro dela era "celestial". Nesse momento, ele sabia que havia se apaixonado por ela. Ele esperava que Lucky Girl se juntasse a ele como uma agente da S.E.C.T., ele pediria a Steel para fazer dela sua parceira com certeza.

O mais engraçado era que seu cheiro lhe era familiar, como se ele já tivesse sentido antes. Mas cheirar algo como Ben e cheirar algo como Besta era muito diferente, então ele não fez nenhuma conexão.

A trilha terminou em algo que parecia ser uma grande mansão. Lucky Girl estava definitivamente lá dentro. O Besta atravessou facilmente o muro que separava a mansão da rua e, na janela mais próxima, cheirou comida.

Ele pulou para dentro da janela, e percebeu que mesa estava posta mas não havia ninguém lá ainda. Os instintos do cachorro alienígena falaram mais forte que o auto controle do Ben, "Este bacon está delicioso,” pensou o Besta enquanto mastigava a comida.

"Um vulpimancer? Aqui?", ouviu-se a voz de uma mulher. Não era Lucky Girl, o cheiro era diferente, mas ela tinha poderes mágicos também, e imediatamente disparou um feixe de energia mística de suas mãos contra ele. Felizmente, o Besta era ágil como um macaco, então ele foi capaz de evitar os feixes vindo em sua direção. Ele saiu da cozinha e entrou na sala de estar.  Besta esquivou de uma rajada, atingiu algo que caiu e quebrou, provavelmente um vaso de porcelana muito caro.

“Você está destruindo minha casa, seu animal!” A mulher gritou.

Besta latiu para ela, tentando dizer "na verdade, você é que está, se você não estivesse disparando esses raios em mim tudo estaria bem", mas é claro que ela não captou a mensagem. Talvez tivesse sido melhor se ele tivesse esperado o tempo do relógio esgotar para que pudesse simplesmente tocar a campainha como Ben e conversar. Ele gostaria de ter pensado nisso antes.

"O que está acontecendo?" Ele ouviu a voz de uma menina, descendo as escadas. Aquele cheiro celestial, definitivamente era a Lucky Girl. E assim como o cheiro, a voz também era familiar.

"Querida, volte, isso é muito perigoso para você, vovó matará essa fera," A mulher disse. Vovó? Ela se movia com muita agilidade e rapidez para uma vovó.

"Espere um minuto, vovó, esse símbolo no braço esquerdo ... O Omnitrix, não o ataque, acho que sei quem ele é!" Lucky Girl disse. Como assim, ela sabia quem ele era?

Besta tentou se aproximar de Lucky Girl, mas a mulher disparou uma rajada no chão perto dele como um aviso.

“Não tente se aproximar da minha neta, seu animal!”

"Não se preocupe, vovó, se é quem eu acho que é, ele provavelmente vai se tornar humano em breve. Espere e veja," Lucky Girl disse.

Ninguém se moveu por cerca de um minuto, até que o Omnitrix esgotou o tempo e o Besta voltou a ser Ben, trajando seu uniforme da S.E.C.T.

Agora que ele era humano e tinha olhos de novo, ele podia ver claramente sua prima Gwen ali perto dele, vestindo sua camiseta azul favorita com um desenho de gato. Gwen era a Lucky Girl!

"Oi, Ben. O que você está fazendo aqui?" Gwen perguntou, um pouco surpresa, mas definitivamente não tão surpresa quanto ele.

Ben - ainda parcialmente sob efeito de instintos ‘residuais’ do Besta - puxou a Gwen em um abraço, e enterrou o nariz em seu pescoço. Pela primeira vez, Ben reparou que ela realmente tinha um cheiro maravilhoso.

"É, primo, você realmente sentiu minha falta, hein!" Gwen disse, com um riso de constrangimento.

Ben caiu em si e percebeu que estava esfregando o nariz no pescoço de sua própria prima, e se afastou. Ele desajeitadamente tentou dar uma explicação para aquilo, “Os instintos do alien… E-eu sei que eu estou h-humano de n-novo, m-mas os i-instintos demoram um pouco para d-desaparecer…”

"Não se preocupe, eu entendo, está tudo bem,” Gwen disse, mas a avó dela - que parecia mais uma tia - arqueou uma sobrancelha.

Gwen segurou o braço do Ben e o arrostou pelas escadas, "Temos muito o que conversar, Ben. Nos dê licença por um minuto, Vovó.”

"Mantenha a porta do quarto aberta, Gwen. Eu não quero bisnetos ainda," Verdona sorriu. Ela tinha um senso de humor muito esquisito, pensou Ben.

Ele sentou-se na cama gigante e olhou em volta. Era um quarto muito agradável. Ben podia ver o traje de Lucky Girl de Gwen dentro de um guarda-roupa extravagante.

“Eu sou uma Feiticeira, uma alienígena, pelo lado da minha mãe,” Gwen revelou.

"Isso é impossível,” Ben disse, mesmo sabendo que era verdade, “Tia Natalie meio que odeia alienígenas.”

"Às vezes, até eu me pergunto se ela realmente odeia..." Gwen suspirou. "Mas acho que é apenas uma estratégia de autodefesa, ela diz coisas ruins sobre alienígenas para que ninguém imagine que ela mesma é uma alienígena.”

 

"Q-Quem mais sabe que você e sua mãe são alienígenas? Por que você não me contou isso anos atrás?"

"Só o meu pai sabe. E agora você. Minha mãe não queria que eu contasse a ninguém. Meu pai nunca contou a ninguém, nem mesmo ao seu pai, irmão dele, e eles são super próximos.”

"Seus pais também sabem que você é a Lucky Girl?"

"Não. Assim como seus pais não sabem que você é o Watch Boy.”

"Eu realmente preciso de um nome melhor,” Ben disse. Ele fez algumas perguntas sobre Verdona também, Gwen falou um pouco sobre ela e convenceu Ben a deixá-la de fora do relatório que faria para a S.E.C.T.

"Ok, está tudo combinado então,” Ben disse, “Vou me certificar de que o Steel dispense você, mas você não vai mais poder usar seus poderes".

“Na verdade, eu vou me tornar uma agente da S.EC.T.,” declarou Gwen com naturalidade.

Agora que ele tinha descoberto que Lucky Girl era na verdade Gwen, ele havia mudado de idéia sobre ela se tornar sua  parceira - e ele também havia mudado de idéia sobre estar apaixonado por ela, É CLARO!

"Não!” ele protestou, “É muito perigoso!”

“Exatamente. E, já que você não vai desistir, precisa de alguém te ajudando para se certificar de que não se machuque, panaca,” ela sorriu.

"De jeito nenhum, boboca. Primeiro, eu não preciso de uma babá, e segundo, eu não vou deixar você correr riscos, especialmente não por minha causa."

"Não é sua decisão, Ben. É a decisão do Diretor Steel, e ambos sabemos que, se eu estiver disposta, ele vai deixar que eu seja uma agentes, quer você goste ou não,” Gwen respondeu de braços cruzados.

Infelizmente, ele conhecia Diretor Steel o suficiente para saber que Gwen estava certa, ele faria dela uma agente, independentemente da opinião de Ben. E também sabia que sua prima era tão teimosa quanto ele, e não conseguiria convencê-la a desistir de se tornar uma agente. Ben admitiu para si mesmo que não tinha idéia do que fazer no momento, e decidiu deixar o assunto de lado por enquanto. Além disso, Lucky Girl havia derrotado alguns bandidos e parecia ser bem capaz de se cuidar.

“Parceiros?” Gwen estendeu a mão para seu primo.

“Parceiros,” Ben apertou a mão dela.

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Quando os primos estavam prestes a partir, Verdona interrompeu-os, "Menino,” disse se dirigindo ao Ben num tom frio, "minha neta te ama muito, provavelmente muito mais do que você merece. Se você fizer alguma coisa para machucá-la, vou te matar."

"Vovó, não assuste o Ben assim!" Gwen repreendeu Verdona.

"Engraçado,” Ben respondeu, "Eu ia dizer a mesma coisa para você, bruxa. Minha prima te ama muito, provavelmente muito mais do que você merece. Se você fizer alguma coisa para machucá-la, vou te matar."

"Parem com isso, vocês dois!" disse a garota, enquanto Ben e Verdona se encaravam. Gwen os separou.

“Então, Ruiva, esse é o seu famoso primo Ben?” Falou uma linda moça de cabelos prateados presos num rabo de cavalo, casaco magenta e longas botas púrpura - era a Encantriz.

 


Notas Finais


Surpresa! A Encantriz já apareceu no final desse capítulo. O próximo capítulo é a origem dela.


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