História Vanguarda Mística - Capítulo 3


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Categorias Ben 10
Personagens Ben Tennyson, Encantriz, Gwen Tennyson, Max Tennyson, Verdona
Tags Ben, Bencantriz, Bwen, Encantriz, Gwen
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Palavras 2.193
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Origem da Encantriz (Charmcaster). Esse capítulo é bem diferente do material da outra fic.

Capítulo 3 - Encantriz


Fanfic / Fanfiction Vanguarda Mística - Capítulo 3 - Encantriz

As memórias eram muito confusas.

“Olha, papai! Eu desenhei nós dois!” A pequena Hope, com sete anos de idade, exibia seu desenho feito com giz de cera.  

“Que bonito, filhinha!” Seu pai disse, orgulhoso.

A campainha tocou, e Papai foi atender. Hope ouviu a conversa de longe.

“Temos uma encomenda para o senhor,” disse uma voz desconhecida.

“Obrigado,” papai respondeu.

E depois o barulho de tiro e um grito de dor.

A próxima coisa que Hope se lembra é de ter vários homens vestindo armaduras estranhas dentro de sua casa. Seu pai estava bastante ferido e havia dois homens estavam segurando ele, e um homem segurando Hope.

O líder do grupo era um homem de longos cabelos negros e um tapa-olho. Ele se agachou em frente de Hope e disse numa voz sádica, “Quando eu tinha sua idade, seu pai Spellbinder matou minha família. Agora, eu vou garantir que ele viva o suficiente para me ver matando a família dele - você - na frente dele.”

“Connor, por favor… minha filha é inocente,” Papai argumentou, tossindo, “Quando você era criança, eu poupei você porque você era inocente…”

“A pequena vagabunda vai crescer e vai se tornar uma bruxa cruel como todos vocês dessa espécie imunda. O mal tem que ter cortado pela raiz,” Connor tinha um sorriso sombrio no rosto.

O homem que estava segurando Hope ergueu sua espada, preparado para desferir o golpe fatal. Hope olhou para seu pai, e viu seus lábios se moverem sussurrando algo baixinho. E então apareceram várias marcas vermelhas brilhantes por todo o corpo do Papai.  

“Que p**** é essa?” O homem que estava prestes a matar Hope parou, paralisado de medo “Achei que ele estava fraco demais para recitar qualquer feitiço.”

Nunca subestime um pai desesperado para salvar sua filha. Embora fosse verdade que ele estivesse fraco demais para lutar, ele reuniu todas as suas forças num último feitiço - um chamado, que foi prontamente atendido.

Um portal vermelho escuro surgiu, e de dentro dele saiu um homem. Ele tinha o rosto tatuado em preto e branco na forma de uma caveira humana. Ele usava um manto negro com capuz e segurava um bastão de madeira com um crânio de pássaro no topo - o Cajado das Eras. Era Hex, o tio que Hope nunca conhecera até aquele dia.

Hope lembra de vê-lo massacrando os inimigos. No fim, todos os seus corpos estavam estirados sem vida no chão - exceto pelo homem do tapa-olho, ele fugiu.

Hex segurou o pai de Hope em seus braços, e disse, “Irmão, eu vou curá-lo.”

“É tarde demais…” Papai disse, em seus suspiros finais, “Eu sei que tivemos nossas diferenças… Mas por favor… Cuide bem de Hope…”

Spellbinder foi enterrado nos fundos da mansão de Hex.

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Tio Hex explicou toda a história a Hope.

Centenas de anos atrás, surgiram os Cavaleiros Eternos, um grupo de humanos dedicados a erradicar a presença de alienígenas na Terra - naquela época, antes da chegada de outros, os alienígenas consistiam nos feiticeiros e seus dragões.

Embora não parecessem, Hex e Spellbinder eram velhos - muito mais velhos do que Hope imaginava. Spellbinder acreditava que bruxos deveriam coexistir pacificamente com os humanos, mas Hex achava que isso era tolice, e lutava para que os bruxos tomassem o controle da Terra - a única forma de garantir que os humanos os respeitariam, na visão de Hex. As ‘diferenças ideológicas’ entre os irmãos os afastaram.

Hex citou um exemplo claro: Connor - o homem com o tapa-olho - vinha de uma família de Cavaleiros Eternos. Spellbinder lutou contra eles, mas poupou a vida de Connor, uma criança pequena na época. Hex nunca teria mostrado esse tipo de misericórdia.

“Você mataria uma criança, Tio Hex?” Hope perguntou surpresa.

“Sim, sem hesitar. E se o seu pai tivesse a mesma atitude, ele estaria vivo agora.”

Hope entendeu que Hex estava certo.

Seu pai havia sido uma pessoa extremamente bondosa e altruísta.

Hope jurou a si mesma que não cometeria o mesmo erro.

Naquele dia, nasceu a Encantriz.

Tio Hex se tornou a inspiração da Encantriz e ela o amava muito. Ele começou a treiná-la com o básico, e ela sabia que quando crescesse, se tornaria o braço­ direito de Hex e faria o melhor para ajudá­-lo em todos os seus planos. Mas  ela ainda era uma criança, e seria uma vulnerabilidade a maior parte do tempo, e Tio Hex explicou que em certos momentos teria que deixá-la aos cuidados de outra pessoa...

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Toque-toque.

Era meia-noite, e eles estavam na porta de uma bonita casa.

Toque-toque. Hex bateu novamente.

“Tio Hex, vamos embora, não tem ninguém em casa,” Encantriz disse.

“Não insista! Eu já expliquei pra você que isso é necessário,” Tio Hex disse, num tom ríspido. Ele sabia que Encantriz só queria uma desculpa para não se afastar dele.

Toque-Toque.

Uma bonita mulher ruiva aparentando ter seus trinta e tantos anos finalmente abriu a porta.

“Hex.” Ela disse cheia de fúria.

As mãos dela brilharam num tom rosa, com um feitiço de ataque na ponta da língua, mas quando ela notou a presença daquela garotinha de cabelos prateados e olhos rosados ela abortou o ataque, provavelmente com medo de machucá-la.

“Verdona, linda como sempre.” Hex sorriu.

“Como você me encontrou?” Verdona disse, com ódio na voz.

“Eu procurei bastante… ” Hex disse, num tom frio. “Porque eu preciso da sua ajuda.”

“Minha ajuda? Você é um terrorista lunático e egoísta.” Verdona disse, ríspida. “Eu nunca vou ajudar você.”

“Você me amou… um dia.” Hex disse calmamente.

“Isso foi há muitos anos atrás, e eu era uma tola. Foi o maior erro da minha vida.” Verdona disse, cruzando os braços.

Hex ignorou o comentário de Verdona. “Essa é minha sobrinha, Charmcaster. Eu tenho inimigos atrás de mim, e coisas perigosas a fazer, e eu não posso ter uma criança comigo o tempo todo. Eu quero confiá-la aos seus cuidados nos momentos em que eu não puder ficar com ela.”

Verdona grunhiu. “E você acha que eu não vou ensinar a ela a pessoa horrível que você é?”

“Eu não me preocupo com isso. Minha sobrinha sempre será leal a mim, independente do que você possa fazer,” Hex disse, “Você aceita ficar com ela ou não?”

“Por que eu?” Verdona perguntou de volta, arqueando a sobrancelha.

“Porque não há mais ninguém com quem posso contar.” Hex disse, num tom sincero.

Verdona suspirou. “Eu vou cuidar da menina. Não por você, mas porque é o certo a fazer.”

“Obrigado.” Então Hex se abaixou e virou o rosto na direção da menina, “Charmcaster, você vai ficar com a Tia Verdona por enquanto. É mais seguro desse jeito.”

“Mas eu quero ajudar você, Tio Hex! Eu já tenho oito anos, sou grande o suficiente para lutar!” A menina tentou protestar pela última vez.

“Você vai. Um dia. Eu garanto.” Hex disse. “Agora, não me desobedeça. Tia Verdona vai cuidar bem de você.”

Hex partiu voando.

Encantriz encarou Verdona hesitante e preocupada. Ela não a conhecia, só sabia que ela odiava seu tio. Encantriz se abraçou com força a sua bolsa mágica - uma bolsa com um zíper parecendo uma boca, e um botão e um ‘X’ costurado que pareciam dois olhos.

“Qual é o seu nome, querida?” Verdona perguntou numa voz gentil, tentando acalmá-la.

“Hope- quero dizer, E-Encantriz,” A menina respondeu.

“Muito prazer, Hope. Pode me chamar de Tia Verdona. Vamos, entre,” Verdona gesticulou, ainda sorrindo. “Está com fome? Eu vou fazer um lanche pra você.”

Talvez aquilo não fosse ruim.

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Anos depois…

Tia Verdona não era uma “vilã” como Hex, mas também não era uma “heroína”. Encantriz a definiria como “neutra”. Ela cometia pequenos furtos, mas não era um perigo para ninguém. Encantriz passou a amá-la muito também e mesmo agora com 18 anos e já não mais necessitando ser cuidada por ninguém, Charmcaster ainda gostava de ficar na companhia da Tia Verdona.

Certo dia, quando Encantriz foi visitar Verdona em sua casa em Bellwood, ela a apresentou a uma linda jovem usando máscara de gato e uniforme militar da S.E.C.T.

“Encantriz, essa é minha neta Gwen, ela é minha aprendiz também, assim como você,” Verdona disse com um sorriso.

Charmcaster estava chocada. “Tia Verdona, essa daí é a Lucky Girl! Ela trabalha pra S.E.C.T! Não acredito que você está treinando ela!”

Lucky Girl estava igualmente chocada. “Vovó Verdona, essa daí é a Charmcaster! Ela é uma criminosa, conhecidamente associada ao feiticeiro terrorista Hex! Não acredito que você está treinando ela!”

As duas garotas se encararam fazendo cara feia, e fizeram posição de briga.

“Acalmem-se, acalmem-se, meninas.” Verdona entrou no meio, separando as duas.

“Gwen,” Verdona disse, dirigindo-se a sua neta, “Você sabe que no passado, a S.E.C.T. forçava Feiticeiros e outros alienígenas a se registrarem e trabalharem para eles. Os que se recusavam eram presos, e tinham seus direitos desrespeitados.”

Lucky Girl abaixou a cabeça envergonhada. “Vovó, eu sinto muito… Mas eu preciso estar lá para proteger o meu primo… ”

“Eu sei que essa não é a postura do Diretor atual. E eu sei que você está lá para proteger o seu primo, e que você nunca ajudaria a prender inocentes.” Verdona disse, colocando a mão no ombro de Lucky Girl.

“Hope,” Verdona disse, dirigindo-se a sua sobrinha, “Você sabe que o Hex é um terrorista. Ele matou inocentes, humanos e feiticeiros.”

Hope abaixou a cabeça, também envergonhada, “Eu sei… Mas ele é meu tio, minha família, eu-”

“Mas eu sei que apesar da influência do Hex sobre você ser forte, você é uma pessoa boa, e com certeza não faria as mesmas coisas que o Hex faz,” Verdona disse, colocando a mão no ombro de Hope.

As duas garotas relaxaram a postura de combate, mas ainda estavam se encarando.

“Nós somos todas família, e eu quero que vocês sejam como irmãs uma da outra, ok?” Verdona disse

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No decorrer das semanas, CC e Ruiva - os apelidos que CharmCaster e Gwen deram uma a outra - começaram a treinar juntas, tanto magia quanto combate físico. Encantriz zoava Gwen por ser melhor do que ela com magia (é claro, ela já treinava desde criança, enquanto Gwen havia decidido desenvolver seus poderes apenas recentemente), e em contrapartida Gwen a zoava por ser melhor em combate físico (é claro, Gwen treinava Karatê desde criança, enquanto Encantriz nunca havia se dedicado a aprender a lutar mão a mão antes).

Elas rapidamente se tornaram “animigas”... amigas com uma certa rivalidade competitiva.

    Certo dia, quando Encantriz chegou na casa da Tia Verdona  no meio de uma discussão acalorada entre a bruxa e um garoto - ela tinha as chaves, não precisava tocar a campainha, e, com a discussão, ninguém percebeu ela entrando.

"Menino, minha neta te ama muito, provavelmente muito mais do que você merece. Se você fizer alguma coisa para machucá-la, vou te matar."

"Vovó, não assuste o Ben assim!" Gwen repreendeu Verdona.

"Engraçado,” o jovem respondeu, "Eu ia dizer a mesma coisa para você, bruxa. Minha prima te ama muito, provavelmente muito mais do que você merece. Se você fizer alguma coisa para machucá-la, vou te matar."

Encantriz resolveu entrar na conversa.

“Então, Ruiva, esse é o seu famoso primo Ben?” Encantriz falou, anunciando sua presença.

O queixo do Ben caiu, e seu olhar se voltou para a Encantriz na hora, esquecendo completamente de Verdona. Ele tentou se apresentar, mas estava gaguejando muito. “O-oi! E-eu m-me c-chamo B-Ben!”

Encantriz deu uma risadinha. Estava bem óbvio que o primo da Gwen estava caidinho por ela. Ela olhou para para Gwen, e a ruiva estava de braços cruzados e revirando os olhos, claramente irritada pela atitude do primo.

Já que Gwen não estava gostando daquilo, Encantriz pensou então em fazer algo que provavelmente deixaria sua animiga muito mais irritada do que ela já estava.

“Oi, prazer em te conhecer,” ela foi até o Ben e sem avisos deu um beijo na boca dele. O rapaz ficou todo animado e retribuiu o beijo sem perder tempo. Ela sentiu a língua dele tocando os lábios dela, pedindo permissão para entrar. Embora Encantriz estivesse fazendo aquilo só pra provocar a Gwen, estava bom e ela decidiu aprofundar o beijo, deixando sua língua brigar com a do rapaz.

“Querem parar com essa pouca vergonha? Nem se conhecem e já tão se pegando assim?” Gwen protestou. O beijo não só foi maravilhoso como também surtiu o efeito desejado. O rosto da Gwen estava tão vermelho quanto seu cabelo, não conseguindo esconder sua raiva.

E Ben estava parecendo um bobo alegre, com um sorriso de orelha a orelha no rosto. De repente, um bipe foi ouvido.

“Meu relógio,” Ben disse, voltando a realidade. Ele começou a ‘discar’ o estranho relógio em seu pulso, “Olha só, ganhei um alien novo!”

Ele bateu no relógio, uma brilhante luz verde o envolveu e… ele se transformou. Encantriz, Gwen e Verdona se entreolharam. As três haviam percebido o que aconteceu.

O rapaz, porém, não percebeu nenhuma mudança, “Putz, acho que o Omnitrix tá com problema. Eu continuo eu mesmo,” ele disse, intrigado.

“Não, Ben,” Gwen disse, ainda muito surpresa, “Você se transformou sim. Você é agora um Homo Magi, como nós.”

CONTINUA…

 


Notas Finais


Esse vilão do começo do capítulo, Connor, vai aparecer de novo mais tarde...

O Ben ganhou o Magus Viridis mais cedo aqui nessa fic, com um beijo da Encantriz.

Por enquanto é isso pessoal. Espero que quem decidiu acompanhar esta fic esteja gostando dessa versão alternativa. Deixem suas opiniões nos comentários.


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