História .vanilla muffin - Capítulo 1


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Capítulo 1 - 1 xícara (chá) de açúcar


⠀⠀Levantar de uma cama nunca pareceu tão complicado para Chanyeol, que virava de um lado para o outro na tentativa de enxotar a preguiça que insistia em nublar sua mente gasta pela exaustão. Seus olhos chamejavam pela claridade no qual o pequeno cômodo se encontrava, do mesmo modo que sua boca seca o imortunava até mais do que a falta do precioso cobertor macio que outrora lhe cobria, batalhando juntos nas madrugadas gélidas de Seul.

— Mais um grande dia, Yeol! Vamos levantar e preparar a surpresa para o Fanfan. - murmurou de encontro ao travesseiro, limpando o rastro de baba que ainda escorria do canto de sua boca. Soltou uma risada fraca, sentando-se na cama com muita dificuldade ao passo em que sentia um leve formigamento em sua face.

⠀⠀Chanyeol, com suas orelhas rendondinhas de pelagem castanha e rabo longo, era um híbrido de cachorro surpreendentemente desastrado e entusiasmado. Não tinha um dia no qual o garoto não aprontava juntamente com Murilo, o gato da vizinha que sempre arranjava uma maneira estranha de invadir sua residência pela janela da cozinha e fazer companhia para o jovem desacompanhado. Quer dizer, nem tão desacompanhado assim. O híbrido morava em um condomínio renomado - por empresários com boas condições financeiras, ou até mesmo simples moradores que, com o dinheiro suado de uma longa semana de trabalho árduo, conseguem sobreviver com o alto aluguel do local - no centro da cidade, com seu dono. Wu Yifan, ou somente Kris, era um chinês bem sucedido de trinta e dois anos de idade, que com muito esforço e dedicação, alcançou seu objetivo e fundou seu próprio site de vendas online, um dos mais visitados nos últimos anos, aliás.

⠀⠀Ainda que tivesse um sobrenome conhecido - dado que, até os dezoito anos, ele foi nomeado como "filhinho dos Wu", por ainda viver nas asas dos pais, que eram famosos mundialmente em empresas de cosméticos e maquiagens, trazendo ainda mais reconhecimento para a família de origem chinesa -, um rosto esbelto, dinheiro o suficiente para suprir todas as suas necessidades, um apartamento sofisticado em um dos condomínios mais caros de Seul, e um híbrido muito leal que era completamente fascinado por si, Yifan era um tanto cobiçoso. Para ele, aquilo, não era o bastante. Seus pais sempre diziam inteiramente convictos de que dinheiro não era tudo no mundo, e que para ser um homem respeitado necessitaria de uma companheira, isto é, uma esposa que fosse prudente e que cuidasse de si e dos seus - possíveis, já que o chinês odiava crianças - futuros filhos.

⠀⠀Filhos, não um híbrido de cachorro de um metro e oitenta e cinco todo trapalhão e afobado, que pisoteava na própria cauda por não saber se equilibrar corretamente, e que sempre o esperava sentadinho na porta da frente com aquela expressão derreada no rosto. O cão não era o real aborrecimento, afinal, sempre foi atencioso e obediente às ordens do Wu, mas infelizmente o último citado queria orgulhar os pais e não a si mesmo com as inúmeras conquistas adquiridas durante os anos.

— Chanyeol, já acordaste? - uma voz suave, porém saturada de sotaque canadense, tomou conta do cômodo até então sossegado, e não, Chanyeol não havia caído no sono outra vez. - Chanyeol!

⠀⠀O híbrido pulou da cama, tropeçando na própria cauda que se enroscou em sua perna, arrancando-lhe um choramingar ao colidir com o chão gelado em fração de segundos. Ergueu sua vista até a governanta da casa, Amber, que além de ser a única empregada daquela moradia era também a babá do garotinho preguiçoso que agora formava um beiço em seus lábios trêmulos.

— Eu não estava dormindo, juro! Eu mesmo me acordei cedo hoje, estava prestes a levantar quando a senhora abriu a porta! - Disse com a voz carregada de desespero, embolando-se nas próprias palavras ao tentar dar uma justificativa para a mulher que agora suspirava; não de irritação ou algo parecido, e sim em divertimento e orgulho. Havia acompanhado o crescimento do híbrido, e diferente do Wu que sempre o desvalorizava, Amber sabia que tudo que o maior fazia era para conseguir, no mínimo, um sorriso do proprietário da casa. E não foi diferente dessa vez, o pequeno - nem tão pequeno assim - Yeol colocou em sua cabecinha coberta de fios encaracolados que deveria fazer algo surpreendentemente surpreendente para que o chinês mais velho desistisse da estúpida concepção de levá-lo para o leilão e vendê-lo por um mísero preço, já que estava entrando em sua fase adulta, e híbridos adultos não eram tão almejados quantos os jovens.

— Não se preocupe, Chanyeol, o Senhor Wu dormiu fora essa noite. O conheço bem o suficiente para supor que em uma hora dessas deve estar arranjando uma desculpa qualquer para não levar uma surra do namorado de alguma garota compromissada com quem deitou-se. - Soltou informalmente, rindo do rapaz que agora apresentava-se de pé, com o lençol enrolado na perna esquerda, tampando metade do rabo felpudo e com os olhos grandinhos arregalados sem entender absolutamente nada do que havia sido dito pela adulta. - Esqueça, garotão, apenas ponha roupas quentinhas e desça para me ajudar com o café. - Virou em direção a porta do cômodo, secando as mãos no avental de cozinha que usava. No entanto, antes de realmente sair, olhou mais uma vez para o híbrido que tinha um brilho esperançoso nos lumes, enquanto arrumava a cama de seu próprio modo. — Ah, e o que acha de comprarmos um delicioso muffin de baunilha na padaria da Kim para começarmos esse dia mágico da melhor maneira possível?

⠀⠀E o sorriso sincero que nasceu nos lábios de Chanyeol tornou aquele dia mágico, pelo menos para a senhora. 


Notas Finais


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☆ sinceramente? tomei vergonha na cara e vou publicar todas as histórias que estão guardadas há Telefone Removido828181 de anos no meu rascunho. ninguém vai ler mesmo, que se exploda também. e eu não sei fazer capas para o spirit, então vai ficar com essa porque estou [email protected] da vida, quem gostou aplaude e quem não gostou vá se catar. (ง •̀_•́)ง


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