História Vante - Vhope - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Arte, Hoseok, Irmãos, Jimin, Pintor, Taehyung, Taeseok, Vhope, Yoongi
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Palavras 6.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - 17


Fanfic / Fanfiction Vante - Vhope - Capítulo 17 - 17

Taehyung tem me pedido para ir buscá-lo no colégio com muita frequência ultimamente, vez ou outra Seokjin aparece para me cumprimentar, também conheci outros amigos dele.

Dahyun, a garota ruiva, dezoito anos, último ano do ensino médio e faz teatro, Taehyung também me disse que ela canta muito bem.

Namjoon, é o mais velho entre eles, faz faculdade de música, Taehyung me disse que ele é muito militante por isso se deve pensar muito bem antes de dizer algo perto dele, me pergunto se ele é famosinho no Twitter.

E, até onde eu sei, existe uma quinta pessoa nesse grupo de amigos, o moreno das fotos do Instagram, que até então não foi mencionado, mas vez ou outra eles deixam a entender que existia sim uma quinta pessoa. Um possível ex do Taehyung, talvez? não que isso me interesse, na verdade eu não dou a mínima, o real problema seria se ele aparecesse.

- Yoongi, agora não dá, tô na porta do colégio do Taehyung – disse ao telefone, sem tirar os olhos do portão.

- Fazendo o quê?

- Vim buscar ele – respondi como se fosse óbvio.

- Vish, virou motorista foi? – debochou.

- Vai à merda.

- Seguinte, deixa o garoto em casa e vem pra cá.

- Tá, vou ver...

- Vai ver nada, você vai vir, Hoseok. Eu tô triste pra caralho, seja um bom amigo e venha para a minha casa beber comigo.

- Você deveria sair e entregar currículos, outro emprego não vai cair do céu e você precisa pagar as contas...

- Eu já consegui outro emprego, minha demissão naquela loja de brinquedos do caralho é uma desculpa para eu encher a cara, agora vem logo e traz comida.

- Já conseguiu outro? Como? – perguntei surpreso.

- Eu tenho experiência com tudo e eu sou bonito – disse simples – Trabalho em uma clínica veterinária agora.

- Parabéns, eu acho... – o sino finalmente tocou e os alunos começaram a sair – Vou falar com o Taehyung e depois passo aí.

- Beleza, não esquece o lanche.

Desliguei o celular o colocando sobre o painel, Taehyung vinha ao lado de Dahyun e Seokjin, segurando uma de suas pastas de desenho, rindo com os outros. O cabelinho todo bagunçado, e as roupas folgadas dele, Taehyung é adorável.

Os meninos acenaram antes dele seguir caminho e entrar no carro. Taehyung colocou as coisas no banco de trás antes de se arrumar no banco do passageiro, me encarando com um sorrisinho no rosto.

- Seu resumo de história ganhou nota máxima – comentou.

- Eu falei pra você – sorri convencido – O papai aqui é um gênio.

- Com certeza, vamos sair? – perguntou animado – Eu quero hambúrguer – apoiou as mãos no meu colo, os olhinhos brilhando.

- A pior coisa que eu fiz foi ter te apresentado os restaurantes fast-foods.

- Por que? É bom e a maioria deles é vinte e quatro horas. Eu acho que fast-foods foram a melhor coisa que o ser humano já inventou – disse sério.

- É e também causam hipertensão, doenças cardíacas e obesidade.

- Eu vejo isso como um ponto positivo, você come o que é bom e ainda morre cedo – sorriu animado – Vamos, eu quero um BigMac.

Oh, meu Deus, ele é tão adorável, querendo comer alimentos cancerígenos.

Concordei com a cabeça, mudando a rota para o restaurante fast-food mais próximo. Fazia um tempo que nós não comíamos essas besteiras, Taehyung vive pedindo e eu sempre tenho que negar, porque ele não pode comer essas coisas e sabe muito bem disso, mas hoje é sexta, hoje tá liberado.

Taehyung me contou sobre a manhã dele no inferno, comumente conhecido como escola, um lugar que eu não sinto um pingo de saudade. É estranho porque você sempre escuta as pessoas dizerem que sentem falta da escola, eu dou graças a Deus por ter me livrado.

Taehyung comentou sobre Seokjin e a confusão com os moleques do time de basquete que ele provocou. Nunca vou entender a necessidade que o adolescente tem de brigar por qualquer coisa, devem ser os hormônios, a puberdade, sei lá.

Eu sei que a minha puberdade foi um inferno, era 70% vontade de transar e os outros 30% eu não sei bem descrever já que eu mudava muito de humor. Agora com quase vinte anos na cara, isso me faz refletir muito sobre meus atos de quando eu tinha, sei lá, dezesseis ou dezessete anos, eu era um adolescente muito descontrolado.

Paramos em um drive-thru e por sorte não demorou para fazerem os nossos pedidos, o que é uma surpresa, já que Taehyung pediu tudo o que tinha direito.

- Eu vou te deixar em casa e ir pra casa do Yoongi, tudo bem pra você?

- Eu quero ir – me encarou levando duas batatas fritas até a boca.

- Hm, a gente vai beber é melhor não.

- Eu não preciso beber – deu de ombros, neguei com a cabeça o vendo revirar os olhos – Por favor, ficar em casa sozinho é chato.

- Não.

- Eu não preciso da sua permissão, eu vou pedir para o dono da casa – puxou o celular do bolso o desbloqueando, Taehyung passou poucos segundos em silêncio até Yoongi finalmente responder e ele me mostrar a tela do aparelho com a permissão do Yoongi bem visível.

- Sabe que eu posso muito bem te deixar em casa, você querendo ou não, não sabe?

- Quero ver me tirar do carro a força – riu.

- Você é tão teimoso...

Ele sorriu voltando a atenção para a comida. Quando chegamos no prédio de Yoongi tudo o que restou daquele lanche foi o milkshake de morango que ele nem estava mais aguentando tomar do tanto que já havia comido. Ninguém manda ter o olho maior que a barriga.

Yoongi nos recebeu vestindo aquele absurdo de roupão que eu sei muito bem que não tem mais nada por baixo, ele tem uma necessidade de andar pelado em casa que eu nunca vou compreender.

O apê até que era arrumadinho e espaçoso, tinham dois quarto e uma varanda bem grandinha, com uma vista muito boa da cidade. Yoongi não pagava aluguel, havia ganho o apartamento quando se formou, os pais deram pra ele poder ir embora de casa.

Assim que entrou Taehyung foi direto atrás do cachorro, sentando-se no tapete enquanto fazia carinho em sua barriga.

- Porque você não deixou a criança em casa e deu um remédio pra ele dormir?

- Eu não sou criança! – respondeu alto às provocações de Yoongi.

- Uhum, trouxe minha comida? – cruzou os braços me encarando.

- Aqui – entreguei a sacola para ele.

- Caralho, eu te amo, Hoseok – sorriu sentando-se na bancada da cozinha – Coloca uma música aí, eu vou pegar o álcool.

- Por que vocês estão indo beber agora? – Taehyung perguntou agora com o cachorro no colo.

- Porque sim – o baixinho respondeu pondo três copos na bancada, enchendo todos eles com tequila.

- Taehyung não vai beber – avisei, tomando a dose dele, sentindo minha garganta queimar.

- Por que não? Ele tem quase dezoito – puxou o moreno pelo braço – Quando você faz aniversário?

- Em dezembro.

- E nós estamos em...

- Março.

- Aí é foda – riu fraco – Hoseok, seu aniversário é no mês que vem! Vinte anos caralho! – ele veio até mim, segurando meus braços – Porra, quais são os planos?

- Nenhum, ainda...

- A gente podia ir pra casa no lago, encher o cu de cachaça e cair naquela piscina – disse sério enquanto cortava os limões.

- É...

- Que casa no lago? – Taehyung perguntou enchendo um dos copos com a tequila.

- Hoseok não contou? Ele tem uma puta casa no lago.

- Era da minha mãe – corrigi.

- E agora é sua – sorriu, agora derramando um pouco de sal em uma tigela.

A casa no lago é uma das coisas que minha mãe deixou pra mim, tudo o que era dela meu pai colocou no meu nome, ele disse que era melhor que eu ficasse com tudo. Minha mãe tinha muito dinheiro, então, tecnicamente eu não preciso do meu pai pra me sustentar, eu só continuei morando com ele porque tive medo dele se sentir sozinho, por muito tempo foi apenas nós dois, então, enquanto eu via meus amigos saírem de casa e começarem suas próprias vidas, eu decidi que preferia continuar a minha vida ao lado do meu pai, mas pensando agora, talvez, esteja na hora de eu mudar isso. Talvez.

- Que música você gosta de ouvir? – Yoongi perguntou passando o braço envolta do pescoço de Taehyung, o arrastando consigo até o meio da sala.

- Eu gosto de Alessia Cara.

- Sério? Eu achei que você gostasse de One Direction, Big Time Rush, Backstreet Boys...

- Backstreet Boys é bom – comentei vendo Yoongi concordar.

- Eu não gosto de One Direction, por que vocês ficam dizendo isso? – se virou para me encarar.

- Não sei – dei de ombros, tomando o restante da tequila em meu copo.

- Coloca Here – Taehyung pediu voltando para perto de mim.

Ele me encarou antes de virar sua dose de tequila, fazendo uma careta logo depois, apoiando as mãos na bancada.

- Horrível – murmurou, contive o riso negando com a cabeça – Tá queimando.

- Aqui, chupa – entreguei uma das rodelas de limão para ele – Anda, Taehyung.

Ele obedeceu, puxando uma das cadeiras para se sentar, ainda de cenho franzido.

- Você tem que lamber o sal, beber a tequila e depois chupar o limão, entendeu? – expliquei, apontando para os ingredientes na bancada, ele assentiu com a cabeça.

Me levantei enchendo o copo dele outra vez, antes de encher o meu próprio.

- Segura – lhe entreguei uma das rodelas de limão, derramei um punhado de sal nas costas dessa mesma mão, o fazendo segurar a dose com a mão livre – Aqui, olha pra mim – mandei, com a atenção dele, fiz exatamente o que ele devia fazer, lambendo o sal, bebendo a tequila e chupando o limão, tudo nessa ordem – Faz do jeito que eu fiz – mandei.

Taehyung hesitou, encarou as próprias mãos antes de finalmente fazer, tudo muito rápido, com uma careta no fim.

- Tá bom, duas doses é o suficiente pra você – tirei seu copo da bancada.

- Ah não, Hoseok – choramingou.

- Não, se você chegar em casa bêbado sobra pra mim.

- Por favor, Hyung – fez um bico com os lábios estendendo as mãos sobre a bancada.

- Dá só mais uma pra ele – Yoongi sugeriu, enchendo o copo mais uma vez – Tu acha que ele perde a linha com três?

- Certeza – debochei.

Taehyung me mostrou o dedo do meio, antes de pegar o copo de Yoongi repetindo todo o processo com o sal e limão.

Conforme o tempo foi passando Taehyung já ria até para as paredes, falando lento e reclamando pela visão embaçada. Yoongi e eu continuamos bebendo por muito mais tempo, a garrafa já estava pela metade quando a bebida finalmente começou a fazer efeito.

O lado Camilizer de Yoongi começou a aparecer quando o clipe de Señorita começou a ser reproduzido no YouTube. Sempre que bebe ou ele se mostra muito fã da Camila Cabello ou do Michael Jackson, o que eu não consigo entender mesmo.

Aquela altura ele e Taehyung estavam dançando no meio da sala, guiados por passos estranhos e uma cantoria totalmente fora do tom.

Não sei quantas músicas da Camila continuaram tocando, mas eles pararam em Consequences.

- Essa música me deixa muito triste – Yoongi comentou, fitando a TV jogado no tapete.

- Me deixa triste também – Taehyung murmurou, agora encolhido no canto do sofá.

- Vocês não vão começar a chorar, não, né? – perguntei me sentando ao lado dele, apoiando a mão em seu joelho. Taehyung ergueu o olhar para me encarar, sorrindo mínimo antes de se aproximar, me abraçando de lado.

- Meu Deus, eu sou muito trouxa – Yoongi se levantou, tropeçando enquanto voltava para a cozinha, pegou a garrafa de tequila e voltou a se sentar no chão – Amar dói demais, Deus me livre – resmungou dando um gole na garrafa.

- Do que ele tá falando? – Taehyung perguntou em um sussurro.

- Da ex – respondi minimamente.

- Aquela desgraçada – Yoongi disse alto, virando-se para nos encarar – Eu fiquei com ela por três anos, sabe o que são três anos? – mostrou três dedos da mão – Três! Pra ela me trair com o meu vizinho, o desgraçado do andar de baixo – apontou para o chão – Quase um ano e ela transando com ele no apartamento de baixo – riu irônico – Desgraçados...

- É foda – Taehyung disse por fim, não consegui evitar de rir, sendo acompanhado por ele e no fim estávamos os três rindo – Eu acho que fui corno também – comentou baixo – Não sei...

- O corno nunca sabe – Yoongi riu fraco – Por que você acha isso?

- Porque quando nós terminamos ele assumiu outra pessoa, e não foram nem três dias direito – murmurou, se encolhendo nos meus braços – Ele tinha viajado e voltou estranho, sabe? Nós mal conversamos direito, ele só disse que iria embora pra fazer a faculdade na Itália, nós terminamos e ele assumiu essa outra pessoa.

- Seu ex é italiano? – Yoongi perguntou.

- Essa foi a única parte que te chamou a atenção? – perguntei o vendo dar de ombros.

- Ele é ítalo-coreano.

- Uau – murmurou – Pega, afogue suas lágrimas – entregou a garrafa para Taehyung.

O moreno pegou deu um gole só antes de eu tomar a garrafa de suas mãos a devolvendo para Yoongi.

- Foi meu único namorado – disse por fim – Não sei porque isso ainda me abala.

- Ah, ele foi seu primeiro – Yoongi se apoiou no sofá – O primeiro a gente nunca esquece... – riu fraco – Outros virão, você ainda vai sofrer muito, garoto. Diz pra ele, Hoseok.

- Amor não existe é um fruto do capitalismo, criado para promover filmes de romance, livros, fazer com que você gaste com casamentos e dia dos namorados...

- Nossa – ele suspirou se afastando para me encarar – Você é muito amargurado.

- É o que acontece quando você não consegue amar ninguém.

- Você amou alguém – Yoongi riu, as bochechas vermelhas pela embriaguez – O Jimin, meu Deus, você era tão apaixonadinho por ele...

- Era. Eu era.

- Qual é? Não sente mais nada? Nadinha? Nem quando ele age daquele jeito fofo dele? Ou quando vocês se abraçam?

- Não – menti, a verdade é que eu nem sei mais – Nada.

- Uma pena – suspirou – Porque ele me confessou uma coisa esses dias, ele me pediu para não contar, mas eu achei que te interessaria...

- O que ele disse? – perguntei franzindo o cenho, Yoongi riu negando com a cabeça – Vai direto ao ponto, caralho.

- Ui, agressivo ele – se levantou rindo, tombando para o lado – Faz um tempo, ele disse que tinha passado a tarde contigo – gesticulou tentando lembrar – Ai eu perguntei qual era a dele, porque eu não sei se você percebeu, mas ele tá estranho pra caralho – concordei com a cabeça – Ele disse quer uma chance contigo, mas você não tem dado bola pra ele desde que o coitado voltou – riu soprado – Eu disse: Passou a vez querido – riu alto – Enfim, se você ainda quiser, ele tá afim, só vai – andou de costas até o banheiro – Tô indo mijar.

Soltei um suspiro passando a mão nos olhos. Não acredito que isso realmente tá acontecendo, sério, que porra. Eu esperei tanto tempo por esse momento de merda e quando eu desisto ele finalmente chega. Eu não sei o que é pior, realmente não sei.

Não sei de mais nada, não sei se ainda quero, não sei o que sinto por Jimin, e por algum motivo eu tenho Taehyung na minha cabeça. Sempre pairando na minha mente. Sempre.

Me virei para encarar o moreno ao meu lado, os olhos castanhos fixos em mim, difícil saber o que ele está pensando, mas não parece contente, com certeza não.

- Você ainda quer? – perguntou baixinho.

Não respondi, desviei o olhar para meu colo, o ouvindo suspirar arrastado, se levantando.

- É claro que você ainda quer – riu irônico.

- Eu não sei – murmurei – Desculpa.

- Tudo bem, nós não somos nada – respondeu seco. E por algum motivo aquilo me abalou.

Franzi o cenho erguendo o olhar para encara-lo, agora mexendo em seu celular, sentado de pernas cruzadas no tapete.

- É sério, Taehyung? – perguntei ganhando sua atenção outra vez – Se nós não somos nada pode me dizer o motivo dos seus surtos de ciúme?

- Eu não tenho surtos de ciúme.

- Não é? Tá bom – debochei.

- Vai se foder, Hoseok!

- Ei, que gritaria é essa aqui? – Yoongi saiu do banheiro, amarrando o roupão – Vocês estão loucos, é? O sindico manda multa por qualquer barulhinho, então, sem gritos na minha casa – avisou andando até a cozinha.

Taehyung bufou antes de voltar a mexer no celular, as bochechas dele estavam vermelhas pelo álcool e o cabelo bagunçado.

Talvez esteja na hora de ir embora, colocá-lo para tomar um banho gelado e depois dormir um pouco. Antes que se desencadeie uma série de motivos para discutirmos e que eu sei que ele vai querer começar.

- Taehyung, fala mais sobre o italiano – Yoongi voltou com uma garrafa de água – Quero ver fotos.

O moreno concordou com a cabeça, mexeu em algumas coisas no celular, entregando o aparelho para Yoongi logo em seguida.

- O desgraçado ainda é bonito – disse me entregando o celular, estava aberto no perfil do Instagram do garoto, era o moreno das outras fotos, porém ele estava bem diferente nas fotos atuais, o cabelo estava mais comprido – Qual o nome dele?

- Jungkook.

- Jungkook – repetiu antes de abrir a garrafa de água, tomando uns dois goles.

- Ele é musico, sabe cantar...

- Músicos não, Taehyung. Não namore um músico, muito menos se ele tiver o cabelo comprido assim. Você tá melhor sem ele acredite – disse sério. Não sei que tipo de lógica é essa que ele tem, mas deve estar certo.

- Eu estou sim – concordou com a cabeça – Eu superei – disse me encarando.

- Isso é ótimo – concordei no mesmo tom.

- Com certeza, traidores e músicos não passaram.

- Sim – Taehyung concordou.

- Você concorda com porque ainda não ouviu a opinião dele sobre artistas – debochei.

- Não é nada com você garoto, eu namorei um cara que vendia quadros nesses eventos beneficentes – riu recordando – Deus que me livre, artistas também não passaram, muito menos os tatuados.

- Você nunca vai se casar – Taehyung concluiu o fazendo rir.

- Eu acho que vou dormir – Yoongi anunciou bocejando – Minha cabeça tá começando a doer – se arrastou até o quarto – Tranquem a porta quando forem embora – pediu.

Taehyung se levantou, seguindo em direção ao banheiro, tropeçando no tapete e rindo por isso. Soltei um riso fraco, me deitando de qualquer jeito no sofá pequeno de Yoongi, procurando meu celular nos bolsos da calça.

Forçando muito a minha vista eu consegui abrir a câmera frontal, notando não só meu rosto vermelho como meu cabelo bagunçado.

Minha cabeça tá uma bagunça, foi muita informação em um curto período de tempo, eu não posso lidar com isso estando bêbado.

Taehyung saiu do banheiro segurando a barra da camisa com o queixo, enquanto tentava sem sucesso algum abotoar a calça, até me fez rir.

- Não consigo – riu desistindo, se arrastou até mim, parando em pé ao meu lado – Fecha pra mim – pediu segurando a camisa, deixando boa parte da sua barriga amostra.

Soltei um suspiro concordando, com muita dificuldade fechei o zíper que ele não havia subido e abotoei o único botão na calça.

- Tira o cinto, não consigo afivelar – mandei desistindo. Ele concordou puxando o cinto de couro por uma das pontas, me entregando logo depois.

Taehyung se sentou no meu colo, soltando um suspiro enquanto me assistia enrolar o cinto dele em uma das mãos, o deixando sobre a mesa de centro. Nos encaramos por alguns segundos, passei a mão em sua coxa, deixando um aperto ali enquanto pensava no que dizer.

- Desculpa – murmurei o vendo franzir o cenho confuso – Você tem razão, o que temos é só sexo casual – cobri os olhos com o braço, evitando contato visual – Não somos nada.

- Isso quer dizer que você vai dar uma chance à ele? – perguntou baixinho.

- Não. Isso significa que não existem motivos para brigarmos ou sentirmos ciúmes um do outro.

Ele ficou em silêncio por um tempo, achei que iria se levantar e se afastar, mas ele apenas se deitou no canto vazio ao meu lado, apoiando a cabeça no meu peito e me abraçando com força pela cintura.

- Hoseok – chamou baixo, tirei o braço do rosto para encara-lo, esperando que continuasse – Se você decidir que vai dar uma chance à ele eu vou querer saber, entendeu?

- Sim – passei o braço envolta dele, desviando o olhar.

- Sem sentimentos, sem se apegar, sem nada disso, nós não pertencemos um ao outro – murmurou – Mas eu só quero que me diga.

- Ok – concordei sentindo meu estômago gelar.

- Tudo bem mesmo? – perguntou se levantando para me encarar, os olhos castanhos incrivelmente hipnotizantes dele, por um segundo me deixei levar por eles, até Taehyung voltar a chamar minha atenção – Hoseok, você concorda mesmo com isso? – perguntou.

- Sim, tudo bem – afastei os fios longos de seu cabelo castanho, o prendendo atrás de sua orelha.

O moreno mordeu o lábio inferior, antes de abrir um sorriso, um sorriso quadrado lindo, lancei um olhar rápido para a porta do quarto de Yoongi, provavelmente trancada, voltei a encarar Taehyung o puxando pela nuca, lhe dando um beijo rápido. Se o que temos é apenas casual, então eu pretendo tirar o melhor disso.

Taehyung passou uma das pernas por cima do meu corpo, sentando em meu colo e aprofundando o beijo, suas mãos desceram pelo meu torço até a barra da bermuda, começando a abrir os botões. Eu estou bêbado, mas ainda me resta um pouco de noção, segurei suas mãos o impedindo de continuar, me afastando o suficiente para poder encara-lo.

- No quarto – apontei para o quarto vago de Yoongi. Taehyung concordou se levantando, segurei sua mão o seguindo até o quarto. Assim que entramos o moreno fez a questão de trancar a porta, passou os braços envolta dos meus ombros, juntando nossos lábios outra vez.

Eu sei o quanto tudo isso pode ser perigoso ainda mais com Yoongi dormindo no quarto ao lado, eu nem sei se ele está dormindo mesmo, mas eu estou bêbado o suficiente para não me importar.

Segurei seu quadril, lhe dando impulso para passar as pernas envolta da minha cintura. Me sentei na ponta da cama com ele em meu colo, subindo as mãos pelas suas coxas por cima da calça, até suas costas, empurrando a barra da camisa para cima com a ponta dos dedos.

- Se ele ouvir? – perguntou baixinho, empurrando o quadril sobre o meu, causando um arrepio gostoso por todo o meu corpo.

- Ele não vai, porque você não vai fazer barulho – respondi no mesmo tom, descendo os beijos para o seu pescoço, sentindo o cheiro gostoso da sua pele antes de começar a chupa-la.

Taehyung arfou perto do meu ouvido, subindo as mãos pelos meus ombros, empurrando o tecido da minha camisa. Meu corpo inteiro estremeceu apenas com isso.

Me afastei apenas para poder tirar sua blusa a largando no chão, Taehyung sorriu segurando meu rosto com ambas as mãos, selando nossos lábios em um beijo gostoso, deslizando a língua sobre a minha, seguindo um ritmo lento.

Segurei firme seu quadril o empurrando na cama, ficando por cima dele, me encaixando entre suas pernas. Taehyung soltou uma risada fraca, o rostinho vermelho pela embriaguez o deixava tão adorável e o cabelo escuro inteiramente bagunçado só melhorava tudo.

- Hoseok...

- Shhh – segurei seus pulsos, prendendo suas mãos contra o colchão acima da sua cabeça – Quietinho, Tae – sussurrei deixando um beijo em seu pescoço, chupando sua pele o ouvindo grunhir baixinho.

A campainha começou a tocar exatamente quando estávamos indo para a melhor parte. Taehyung e eu nos entreolhamos por pelo menos dois segundos até a campainha tocar outra vez nos tirando daquele pequeno transe.

- Que porra – grunhi me levantando, Taehyung se sentou na cama ainda me encarando – Se veste – sussurrei pegando sua camisa à entregando.

Taehyung se levantou vestindo a camisa o mais rápido possível, abri a porta o puxando para fora do quarto, por sorte o quarto de Yoongi ainda estava trancado.

- Eu vou abrir a porta – murmurei, ele concordou com a cabeça seguindo até o banheiro.

Passei a mão no cabelo antes de ir até lá e, naquele segundo, eu tive a certeza de que o destino e todas as forças do universo me odeiam.

- Hoseok? – Jimin me encarou surpreso.

- Jimin – ri nervoso olhando rapidamente para a porta do banheiro ainda fechada, apenas para conferir – O que você tá fazendo aqui?

- O que você tá fazendo aqui? – perguntou entrando sem mais e nem menos.

- Yoongi me chamou pra beber.

- Ah, sim – concordou deixando umas sacolas na bancada – Ele me chamou também, eu disse que estava ocupado e que passaria aqui depois para dar um oi, você sabe – deu de ombros – Cadê ele?

- Dormindo.

- Quem era? – a voz de Taehyung se fez presente, não demorou muito para ele aparecer se apoiando na parede – Ah, você – sorriu cínico.

- Oi, garoto – sorriu da mesma forma – Ele tá bêbado? – perguntou agora me encarando.

- Não – Taehyung respondeu sério.

- Esta sim – respondi o puxando pelo braço até a cozinha, o coloquei sentado na bancada, só então notando o chupão em seu pescoço – Merda... – murmurei passando a ponta dos dedos na marca.

- É... – ele riu – Foi você – sussurrou.

- Vou pegar agua pra você – avisei o deixando ali, passei por Jimin que agora tirava os poucos pacotes de comida das sacolas – Você anda fazendo compras pro Yoongi agora?

- Ele pediu, disse que me pagaria depois, falando nisso, sabe onde tá a carteira dele? – perguntou.

- Não sei – ri soprado abrindo a geladeira, tirando uma garrafa de água de lá a entregando para Taehyung – Quer ir pra casa?

- Você tá bêbado – respondeu abrindo a garrafa – Não pode dirigir.

- Deixamos o carro ai e vamos andando – sugeri – Você vai ficar Jimin? – perguntei.

- Vou – começou a guardar as coisas no armário – Vou ficar aqui bebendo e assistindo um dorama na Netflix até o pinguço acordar – catou a garrafa de tequila, tomando um gole demorado – Você podia ficar – me encarou sorrindo mínimo.

- Eu quero ir pra casa – Taehyung se intrometeu, apoiando os braços no balcão, me encarando com aqueles olhinhos brilhantes.

- Vamos pra casa, fica para a próxima, Chim – sorri para ele, tirando Taehyung do balcão – Pega suas coisas – mandei.

Taehyung se arrastou até o meio da sala, pegando tanto o celular quanto o cinto que ele havia tirado.

- Deixa o garoto em casa e volta pra cá – sugeriu me mandando uma piscada rápida, tomando outro gole da tequila – A gente acorda o Yoongi e vamos beber de verdade.

Parecia ótimo, beber até perder a noção da realidade, vomitar até as tripas, acordar com uma ressaca do caralho ao lado dos meus melhores amigos, parece muito bom.

- Pode ser – assenti com a cabeça – Mando mensagem depois.

- Certo – deu tapinhas no meu ombro, virando-se para encarar Taehyung – Tchau, bebê – soou debochado.

Pude ver o moreno revirar os olhos, bufando antes de vir pisando fundo na minha direção. Saí do apartamento logo depois dele.

No elevador tanto eu quanto ele ficamos em silêncio, cada um em um canto, Taehyung batucava os dedos na barra de apoio, encarando o próprio reflexo no espelho. Ele estava emburrado, aquilo foi a maior prova de que todas aquelas palavras que dissemos antes não faziam a mínima diferença na nossa relação conturbada.

Fomos até o estacionamento buscar a mochila dele no carro, esta na qual ele não me deixou levar por pura birra. E, na metade do caminho, depois de se queixar por estar cansado ele finalmente me deixou levar tanto a mochila quanto o restante das coisas dele.

- Anda mais devagar, Hyung – pediu acelerando o passo tentando me alcançar.

Parei de andar o esperando, para só então continuar no seu ritmo, minha cabeça já estava começando a doer e eu mal sentia minhas pernas. Só queria poder chegar logo e dormir um pouco antes dos nossos pais chegarem e decidir se voltava ou não para a casa do Yoongi.

Taehyung por outro lado ainda parecia bêbado demais para se importar, de braços cruzados e o bico nos lábios. Eu sei que ele está com raiva, mas com o rosto todo vermelho assim e o cabelo bagunçado ele só consegue ficar mais adorável, vez ou outra tombando para os lados, ziguezagueando pela rua.

- Eu acho que vai chover – murmurou olhando para o céu, só então notei o tempo fechado. Era só o que me faltava. No instante seguinte um relâmpago seguido por um trovão cortou o céu, fazendo o moreno ao meu lado saltar com o susto – Ainda falta muito? – perguntou.

- Não, mas é melhor andarmos mais rápido antes que comece a chover.

Ele concordou, segurei sua mão o puxando comigo, vez ou outra o ouvindo se queixar por eu estar quase o arrastando.

A chuva começou pouco tempo depois, ainda faltavam duas ruas para chegarmos em casa e querendo ou não nós tivemos que começar a correr. Ele não soltou minha mão em momento algum, o que foi bem difícil para ele já que sempre acabava ficando um pouco mais atrás.

- Chega, chega, chega – pediu parando de correr – Não consigo mais, eu sou sedentário, Hoseok – disse pausadamente, apoiando as mãos na cintura.

- Tá bom, vem aqui – o puxei para debaixo de uma parada de ônibus, ele abraçou o próprio corpo, o cabelo já estava completamente molhado enquanto suas roupas nem tanto. Se ele ficar doente eu me fodo muito – Vem cá – segurei seu braço o puxando para perto, podendo então abraça-lo.

- Devíamos ter ficado no Yoongi – ele riu se encolhendo nos meus braços.

- Pra você arrumar briga com o Jimin? Tá bom... – debochei.

- Eu não ia brigar com ele, a não ser que ele começasse – respondeu no mesmo tom, rindo soprado.

- Sei – acabei rindo junto com ele – Depois disso tudo você ainda se sente bêbado? – perguntei, passando a mão em seu cabelo molhado, o afastando de seu rosto.

- Não, eu só quero deitar na minha cama quentinha – murmurou em meio a uma risada fraca – E minha cabeça tá doendo.

- A minha também – fiz carinho em seu braço assim que um vento forte passou por nós – Vamos correr de novo, ok? – perguntei me afastando para encara-lo.

Taehyung assentiu, pondo sua mão na minha antes de começarmos a correr na chuva outra vez. Por sorte já estávamos bem perto, assim que chegamos fomos os dois direto para o andar de cima, deixando um rastro de água por toda a casa que eu teria que limpar depois.

Tomamos um banho quente e bem demorado juntos, brigamos porque ele não queria sair de baixo do chuveiro e nenhum de nós estava com paciência para encher a banheira.

- Para de me empurrar, Taehyung – grunhi apoiando as mãos na parede do box.

- Eu não sei o que você ainda tá fazendo aqui – reclamou.

- Eu ia tomar banho primeiro, foi você quem entrou aqui – me virei para encara-lo. Ele cruzou os braços arqueando as sobrancelhas – Teimoso. Você é teimoso!

- Hyung... – murmurou me abraçando pela cintura, fazendo um bico com os lábios. E ainda é manipulador.

- Ridículo – segurei seu rosto lhe dando um selinho rápido, seguido por outro e mais outro, até começarmos a nos beijar de verdade o que só prolongou ainda mais o banho.

Eu sei o que eu disse mais cedo, sei muito bem, mas não consigo pensar na ideia de ver Taehyung com outra pessoa, não enquanto eu o tenho dessa forma, talvez seja demais quere-lo só pra mim e no fundo, eu sei muito bem o que eu sinto, mas parece muito mais fácil negar tudo isso e continuar dizendo que é só “sexo casual”.

E Jimin, bom, Jimin não é uma das minhas maiores preocupações no momento e, talvez, eu não esteja afim de trocar o que eu tenho pelo o que eu sei que pode dar muito errado.

Saímos do banho e seguimos cada um para seu próprio quarto, uns bons minutos depois de eu me revirar na cama em uma tentativa de falha de dormir, eu finalmente desisti e sai do quarto. Parei na porta de Taehyung o encontrando deitado enquanto assistia algo no computador, seu olhar caiu sobre mim e ficamos ali, nos encarando por um bom tempo, até ele me mandar entrar.

Taehyung afastou o cobertor para que eu deitasse ao seu lado, ele vestia uma camisa vermelha, que na verdade é minha, e uma calça de moletom preta. Eu já desisti de tentar impedi-lo de sair por ai catando minhas blusas. Passei os braços envolta de sua cintura, o abraçando por trás, puxando o cobertor para cima de nós dois.

Ele estava assistindo a nova temporada de Big Mouth, o primeiro episódio era sobre o dia dos namorados e eu teria prestado muito mais atenção se o sono não tivesse me pegado de jeito, e digamos que o cheiro de Taehyung em todo o canto não tenha facilitado muito.

Quando acordei eram quase sete horas, Taehyung estava dormindo e o desenho ainda rodava na tela do computador. Abaixei a tela, me sentando na cama, olhei envolta na intenção de me acostumar com o ambiente e só então pude prestar mais atenção no moreno ao meu lado.

Taehyung estava todo encolhido na cama, estava tremendo de frio, encostei a palma da mão em sua testa apenas para verificar e ter a plena certeza de que ele estava com febre. Meus parabéns Hoseok.

Me levantei indo atrás de outro cobertor para ele, até pensei em ir atrás de um remédio, mas decidi fazer isso depois que ele acordar, provavelmente ele vai estar puto da vida e vai me xingar horrores, nada que um carinho não resolva, é, eu aprendi a lidar com ele.

- Hoseok... – Taehyung chamou me assustando, a voz mais rouca que o normal.

- Oi – me sentei na ponta da cama.

- Minha cabeça tá doendo – murmurou afundando o rosto no travesseiro, grunhido baixo.

- É, você tá com febre – soltei um suspiro – Tá sentindo mais alguma coisa?

- Minha garganta – murmurou.

- Tá bom – me levantei – Vou buscar um remédio pra você – passei a mão no seu cabelo, antes de sair do quarto.

Rodei a casa inteira atrás do remédio certo e quando voltei Taehyung estava vomitando no banheiro. Eu tô muito fodido.

- Oh, caralho – me ajoelhei no chão ao seu lado, afastando seu cabelo.

- Eu odeio você, Hoseok – murmurou sentando sobre os tornozelos.

- Eu também me odeio – passei a mão em suas costas – Acha que vai vomitar mais? – perguntei o vendo negar com a cabeça.

Taehyung se apoiou em mim para se levantar, no primeiro passo ele teria ido direto para o chão se eu não o tivesse segurado.

- Tudo bem, minha pressão cai o tempo todo – riu soprado – É a minha anemia.

Concordei mesmo sem achar aquilo nada normal, o levei de volta para o quarto, deixando que se enfiasse embaixo das cobertas, se encolhendo todo.

- O remédio, só tinha comprimido, então...

- Não – cortou minha fala, puxando o cobertor na altura dos ombros – Não vou tomar.

- Vai sim – disse sério, tirando um dos comprimidos vermelhos da cartela, Taehyung balançou a cabeça em negação – Eu não vou te deixar em paz até você tomar – puxei sua mão, pondo o remédio em sua palma e o copo d’água na outra.

- Hoseok... – choramingou.

- Agora Taehyung – mandei, ele bufou levando o olhar até sua palma antes de finalmente tomar, me encarando com raiva enquanto bebia a água, me entregando o copo logo depois. Olhei dentro dele apenas para ter certeza de que ele havia tomado – Abre a boca – mandei, ele revirou os olhos antes de obedecer – Embaixo da língua.

- Eu tomei, seu ridículo – resmungou irritado.

- Não dá pra confiar em você – ele bufou mais uma vez, voltando a se deitar – Quer comer alguma coisa?

- Não, acho que vou dormir de novo – murmurou fechando os olhos, abraçando o travesseiro – Minha mãe vai me encher o saco quando chegar, que merda... – ela vai mesmo. Taehyung se remexeu na cama outra vez, abrindo os olhos para me encarar – Deita comigo – pediu – Só um pouquinho.

Concordei, me enfiando embaixo das cobertas junto com ele, deixando que me abraçasse no lugar do travesseiro, ele estava quente pra caralho, se encolhendo todinho nos meus braços.

Meu celular vibrou no bolso e com um pouco de dificuldade consegui pega-lo, forçando a vista para ler a notificação de Jimin.

Chim: Você vem ou não?

Li e reli pelo menos duas vezes, encarei Taehyung por um instante, os olhinhos fechados e o cabelo cobrindo metade de seu rosto.

Eu: não posso, desculpa.

Enviei, largando o celular do outro lado do colchão, podendo então passar os braços envolta do corpo dele, deixando um beijo em sua testa.

No fim eu teria ficado em casa de qualquer jeito.


Notas Finais


Não me odeiem pelo que eu vou fazer nessa fanfic daqui pra frente, ok? kkkk


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