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História Várias Versões de Mim - Capítulo 1


Escrita por: e Sunflywer_


Notas do Autor


Olá, eu espero realmente que gostem da estória, essa é minha primeira fanfic no projeto e tanto esse fato quanto o tema me deixaram bastante ansiosa... Enfiiim, boa leitura!^^

Capítulo 1 - Capítulo Único


"Imaginei que a máscara nunca iria se quebrar, mas hoje ela se partiu, e percebo o quanto sou feliz por me sentir bem da maneira que fui feito para ser."


— Prontinho. — O timbre animado da voz de Hyejin me instigou a aumentar o sorriso pela finalização de seu trabalho. — Você está perfeita.

A morena ajeitou os óculos no rosto e colocou as duas mãos na cintura, analisando o próprio esforço feito em meu rosto.

A sensação de poder me olhar pelo reflexo e amar aquilo que via é o mais especial dentre todas as coisas. Poder dizer convicto e acreditar nas próprias palavras quando me sinto belo, ou bela, pois agora o grau de gênero direcionado a mim não parece mais com o Jung de minutos atrás.

Deslizei as unhas postiças grandes pela peruca alaranjada com loira, sentindo os fios sedosos e lisos pelos dedos. Meus lábios tinham uma cor mais viva e avermelhada — mesmo sendo normal vê-los rosados, o batom escuro que fora passado era visivelmente notável —, a sombra carregada tinha um pigmento cintilante rosa contrastando com um degradê branco, cílios postiços grandes chamavam a atenção para minhas íris verdes pela lente de contato e, por fim, minha parte favorita: as sobrancelhas grossas, chamativas e arqueadas.  

O desenho destas eram a parte mais importante para mim, pois chamava atenção, destacam o olhar, parecendo ser o coringa ideal de toda minha montagem.

— Arrasou, amiga! — Me aproximei do espelho apenas para enxergar cada detalhe com mais precisão, percebendo que estava linda, ultrapassando as expectativas de tudo que esperava.

— Fico contente que gostou — guardava suas maquiagens em uma grande maleta —, mas agora precisamos tirar fotos. Muitas!

Dessa vez levei a atenção as roupas que vestia. Usava um sutiã preto rendado, acompanhado de alças com glitters chamativos também pretos, e tiras que ligavam a peça até uma saia feita de renda escura transparente, sendo bastante marcada pela parte de baixo da lingerie. Sem contar nos saltos extremamente altos e exagerados, perfeitos!

— Agora sou Lady Black — falei, alegre.

— É um prazer, Lady — imitou uma reverência exagerada.

Guardamos a bagunça que fizemos no quarto de Hwasa — apelido que dei a ela —, colocando-os de volta no seu armário e conversando sobre como iriam ser as poses para a sessão de fotos. 

Aquele era certamente o melhor momento para atualizar minha conta nas redes sociais, porque pelo tempo escasso e a falta de acessórios, acabou sendo um pouco difícil continuar com as fotos em datas constantes. Gosto de imaginar que esses são os problemas de mais peso, não os comentários ruins que recebo todos os dias e o olhar torto dos meus pais por determinados comportamentos que tenho.

Nunca fui visto vestido dessa maneira por meus responsáveis, apenas em uma das vezes, e de prontidão Hyejin os convenceu de que era um trabalho da escola e estávamos ensaiando para uma peça. Desde o ocorrido encontrei minha mãe mexendo nas minha coisas, ou olhando roupas e gavetas, então precisei levar meus materiais para a casa da minha melhor amiga escondido.

Talvez fosse vergonha, ou receio de ser compreendido de maneira errada, porém de alguma forma nunca tive coragem de aparecer montado na frente deles, nem meus irmãos ou outras pessoas fora Hwasa. 

Vergonha essa que sumia como mágica dos meus pensamentos quando me encontrava nesses momentos: espetacular.

Exagero. Era esse o sinônimo das minhas performances solitárias — chamava assim meus momentos como Drag pela razão de que não me transformava por fins artísticos, não para um público visível, apenas postava fotos no meu perfil na internet em uma conta diferente da minha pessoal, onde tem familiares e amigos me seguindo.

— Gostei dessa — falou Hwasa, se abaixando um pouco e inclinando o aparelho celular nas mãos. — Olha para cá e arqueia a sobrancelha. Isso! Agora sente nos calcanhares e morda a ponta do dedo. Perfeito!

Inclinei o corpo para trás, sentado na cama, e levei uma das mãos para o feixe da liga entre o sutiã e a calcinha, abrindo os lábios em formato circular. Na próxima, sorri para a câmera, levando as unhas grandes para dentro do cabelo, deixando-os um pouco desalinhados.

Passaram-se dezenas de cliques e flashes. Ela parecia cansada, gotículas de suor eram notadas na sua testa pelas luzes fortes da iluminação. E eu não estava cansado de maneira alguma, entretanto tudo que é bom dura pouco. O horário para as aulas da tarde estavam se aproximando e deveríamos nos aprontar para a escola. 

Estudamos de manhã e somos liberados para o almoço, hoje em específico preparamos tudo com intenção de tirar o máximo de fotografias em pouco tempo, e faltavam poucos minutos para a entrada dos alunos. Mesmo que às aulas comecem apenas 20 minutos depois da abertura dos portões, a dificuldade para tirar a maquiagem levava uma alta concentração e tempo.

— Vamos escolher algumas para postar — falei. — Está quase na hora de nos arrumarmos para à escola.

— Nem me lembrava mais de aulas. Sua beleza me tirou o foco, Lady, e eu gosto mais de te ajudar do que fazer atividades de matemática.

Sentou-se ao meu lado rindo, começando a mostrar cada uma das fotos por vez, mas como as ocasiões anteriores, não nos atrasamos pela dificuldade de retirar a maquiagem, e sim a briga infinita por qual foto deveria ser escolhida


[ … ]


A cada segundo escutava o celular apitando com milhares de notificação sobre a nova publicação. Mais seguidores e comentários. Bastante amigáveis vez ou outra, contudo sempre existiria aquela parte me julgando por ser quem eu realmente sou. Dizendo ser errado e vergonhoso, propagando posicionamentos sem nexo e levando uma simples escolha de vida para o lado pessoal e até religioso.

Não uso dessa influência — que começou a aumentar — apenas para fotos, também gravo vídeos pequenos e textos com o intuito de informar as pessoas que não conhecem sobre o mundo das Drags.

Recebia perguntas do tipo: se eu sou gay por me vestir como, questionamentos sobre ser ou não transgênero, perguntas de locais de encontros entre pessoas da comunidade, ícones que admiro… Enfim, percebo muitas vezes que o assunto não é tão discutido, nem recebe tanto clareamento na cabeça das pessoas.

São perguntas simples, com respostas simples, mas o ser humano tende a banalizar tantas coisas que não precisam ser censuradas, que acabam se tornando complexas.

Comentários como: não posso deixar meu filho ver esse tipo de conteúdo! Ele pode ser influenciado. Frases desse tipo nem deveriam ser mais utilizadas em situação nenhuma ao conversar sobre identidade de gênero, orientação sexual ou expressão de gênero. 

Quanto mais o mundo se modifica, os pensamentos intolerantes aumentam, porém a maior alegria que sinto diante a todos esses fato é sobre os incentivos, aqueles que semeiam o respeito independente de tudo.

No ambiente escolar era típico encontrar adolescentes com o instinto superior, pensando que podem dizer ou fazer qualquer idiotice e nenhuma consequência irá bater na sua porta. Contudo, o respeito por, principalmente homossexuais, passou a ser algo automático pelos corredores da instituição.

Claro que houve momentos de piadas, chacota e três casos tiveram que separar os envolvidos em uma briga, mas quando se olha o avanço do respeito — o mínimo —, nota-se o quanto a sociedade está mudando.

Essa diferença, pelo menos ao meu ver, é mais explícita nos jovens que se juntam para ajudar a si mesmos. 

Os adolescentes começaram a se ajudar quando perceberam que os adultos não poderiam fazer isso. Sem julgamentos e olhares tortos. Conselhos e o famoso "ombro amigo" se mostraram verdadeiros por grande porcentagem das pessoas.

Assim como levou séculos para os protestos da comunidade LGBTQI se mostrarem fortes, serem ouvidos. O termo Drag Queen continua sendo algo quase que novo a ser discutido, mesmo tendo tantas décadas de movimentos a favor, as falas de humilhação não deixam de sair das suas bocas. O jovem tende a dizer qualquer coisa que vem na cabeça como forma de piada, e isso acaba me afetando, mesmo que ninguém saiba sobre essa outra metade minha.

— Você está bem? — perguntou meu melhor amigo e de Hyejin, Park Jimin.

— Ah, claro — sorri grande.

— Parece aéreo.

— Apenas pensando nos trabalhos que preciso entregar.

Sei que menti, e mesmo que Jimin seja o verdadeiro significado de fofura, nunca contei para ele sobre por me sentir acanhado ao expor todas as minhas máscaras, tendo uma vergonha que por trás da montagem sumia completamente.

— Você também? Estou lotado de atividades atrasadas — suspirou.

— Podemos fazer juntos — disse —, pode ser lá em casa.

— Essa é uma ótima ideia. — Me abraçou felizinho, fazendo seus olhos se perderem ao sorrir largo. — Seu olho está brilhando. — Franziu o cenho, levando os dedos gordinhos para minhas pálpebras pegando um pouco de glitter.

Congelei de imediato, mas depois lembrei que era apenas Park do meu lado, não precisava me sentir assustado, estava tudo bem.

— Deve ser porque eu sou uma fada — respondi sério, segurando uma risada alta por sua cara emburrada.

— Para de ser besta, Hoseokie! 

Não tínhamos aquele horário em conjunto com Hwasa, então o nosso trio inseparável só iria se encontrar após a batida do sinal, enquanto caminhamos em direção às nossas residências que são praticamente na mesma rua.

O intervalo entre as aulas passou rápido, logo a professora de Filosofia entrou na sala e começou a explicar sua matéria, deixando os alunos fazerem duplas para desocupar o meio da sala e passar alguns vídeos para nós.

Admito que passei mais tempo no celular e conversando com Jimin do que realmente prestando atenção. Por mais que a matéria seja interessante, não deixava de despertar meu sono.

No fim de um documentário cansativo e vários vídeos, Srta. Kim passou um trabalho individual para cada aluno com o tema: quem sou eu? 

A apresentação seria feita para a escola inteira como um projeto de autoconhecimento criado pela pedagogia e nossa turma foi escolhida como pioneira da ação, que seria apresentado por cada pessoa da sala nas próximas duas semanas.

Eu sei quem sou, pensei, mas será que entenderão quem nasci para ser?


[ … ]


Drag queen: homem que se veste de mulher, usando roupas exóticas e maquiagem carregada, como diversão ou a trabalho. 

Quem você é? Perguntava a professora na semana passada. Eu logo formulava uma resposta dizendo que era o mesmo Jung Hoseok, mas podendo acordar em personalidades diferentes a cada manhã.

Prontamente o resultado da minha pesquisa brilhou na tela do computador, seguida  de muitas páginas e notícias falando sobre a história e importância do movimento Drag revolucionado, em especial, pela comunidade gay. 

Assisti vídeos, os mesmos que já vi outras vezes, li depoimentos e reportagens, senti lágrimas de felicidade e tristeza caírem ao ler histórias sobre conquistas e derrotas de uma luta interminável por respeito. Percebi que fazem milhares de anos se originou a prática de homens se vestirem como mulheres. Em tempos desde a Grécia Antiga até chegar nos dias de hoje.

Seu aparecimento surgiu em peças de teatro, onde os senhores da época interpretavam papéis femininos,  consequentemente se trajavam com acessórios e vestimentas do sexo oposto. Mesmo sendo algo interessante, não me sinto completamente animado ao constatar o machismo evidente na proibição das mulheres em interpretarem pequenos papéis, precisando ser representadas por figuras masculinas.

A linha histórica da força do reconhecimento Drag foi graças ao surgimento do pop, sua popularização levou os artistas a se montarem por meios artísticos, crescendo cada vez mais, até tornar-se parte deles ou das pessoas que influenciavam. 

Sorri feliz, realmente contente por saber que a comunidade LGBTQ lutava pelos mesmos direitos, apenas desejando o respeito, ambos permanecem juntos como irmãos, se ajudando da melhor maneira possível e abrindo a cabeça de pessoas arrogantes, levando amor mesmo sendo devolvido como ódio.

Sou parte de uma luta, ponderei, alguém disposto a ajudar meus ideais.

Nas fotos e jornais as notícias sobre mortes em massa e discussões nunca tinham fim. A rígida intolerância acabou com a vida de dezenas de jovens e adultos, mas nunca foi capaz de derrubar a luta.

Nasci da mesma maneira, possuindo a mesma peculiaridade — termo que li em sites avulsos —, portanto não deveria sentir medo ou timidez por ter descoberto quem fui feito para ser. Mesmo que não acredite nessa história de se "assumir", tive a conclusão clara de que ninguém é obrigado a mostrar ao mundo quem realmente é, mas se puder, apenas deixe-se desmascarar.

Lá fora, espalhados por cada canto do mundo, alguém passa pela mesma coisa que eu, ou essas vítimas. E quanto mais pessoas se apoiam, menos o desrespeito fere.

"Aos dezessete anos fui expulso de casa ao ser visto usando as roupas da minha mãe, e simplesmente meus pais decidiram me jogar para fora de casa, quando estava quase acabando o Ensino Médio e sem emprego. 

Encontrei pessoas iguais a mim, que sofreram de agressões e humilhações por serem diferentes, e hoje somos uma família. Pude conhecer uma nova família mais forte que a sanguínea, baseada em apoio e respeito."

Anotou o trecho de uma entrevista feita a um grupo de jovens esquecidos pela família por sua orientação ou ideologia de gêneros, moças e rapazes por serem Drag Queen ou Drag King. 

Os exemplos de superações eram tantos que não sei qual escolher para poder apresentar no dia como forma de inspiração.

"Noite passada um grupo de delinquentes invadiram nossa boate pela madrugada e, como muitos, acabei sendo alvo de investidas brutas e agressões verbais. Tive parte do meu cabelo arrancado quando puxaram minha peruca, e o corpo lesionado. Colegas meus estão trancados em casa, assustados, mas eu escolhi vir mesmo após os acontecimentos, porque não me permitirei desistir jamais, e lutarei por mim e por eles."


Lutas, feridas e cicatrizes vitoriosas

Essas foram as definições que consegui retirar ao finalizar minha pesquisa.


[ … ]


Deixei o celular de lado após a última postagem que fiz. 

O dia chegou, meu estômago queima de nervosismo por dentro, minhas mãos estão frias e sinto que vou desmaiar, mas apenas me analisava uma última vez no espelho antes de seguir o caminho da escola.

Dessa vez usava uma peruca vermelha, sombra amarela e laranja e um batom escuro quase parecido com preto. Minhas roupas eram uma calça amarela colada com correntes, bota de salto rosa, e uma blusa até a altura do umbigo branca. 

Horas antes de começar o preparo tirei uma foto minha normal, o conhecido e simples Jung Hoseok, e assim que terminei toda a montagem, tirei outra e postei nas minhas redes sociais tanto pessoal quanto privada — do meu papel de Lady Black.

Simplesmente larguei o celular e ficarei o dia inteiro sem ele na escola, sem me importar com as mensagens e ligações de amigos e familiares, apenas iria passar aquela tarde podendo sair com minha arte interior, sem preocupações desnecessárias.

Teria que descer e falar com meus pais e irmãos, eles iriam me ver pela primeira vez daquela forma, e o mais assustador de tudo era não poder saber qual seria a reação de todos.

Segurei a mochila tão forte que quando pisei no último degrau da escada senti meu braço inteiro formigar. Respirei fundo no mínimo cinco vezes antes de passar pela porta da cozinha, vendo que ninguém notou minha presença e continuavam uma conversa envolvente.

— Preciso conversar com vocês — disse, querendo correr dali.

Viu o sorriso e a fala de todos morrer quando olharam para a porta e me viram daquela maneira. Minha mãe cobriu a boca com a mão, o papai paralisou com a xícara a caminho dos lábios e meus irmãos não sabiam se seguravam uma risada ou perguntavam algo.

— O-oque é isso? — Mamãe perguntou, tentando soar calma e controlada.

— Sou eu, mãe — ri nervoso. — Essa é uma parte de mim que nunca contei para vocês.

Silêncio. 

A falta de qualquer ruído pareceu ser eterno, e percebi todos desconfortáveis.

— Você… hã… — Meu pai não conseguia formular ao menos uma frase. — Agora é uma… mulher?

— Não, pai, continuo sendo o velho Hoseok, apenas me visto de mulher. Me sinto bem nessas roupas.

Apenas precisava continuar mantendo a calma fingida que transparecia para não piorar a situação.

— Desde quando? — perguntou.

— Desde sempre — respondi, sincero.

Olhava para os próprios pés agora, com medo do que iria acontecer ou qual seria a próxima pergunta ou reação deles, mas ao invés disso a voz esganiçada da minha irmã falou alto:

— Eu quero um cabelo igual o seu! — Pulou animada.

— Preciso registrar esse momento.O irmão gêmeo da mesma pegou o celular e tirou uma foto minha.

Pela parte descontraída dos dois meu nervosismo pareceu se perder nas risadas de nós, mas a feição dos meus progenitores continuavam sérias e confusas.

— Por que nunca nos contou? — perguntou a mais velha.

— Eu tinha medo. Na verdade estou apavorado — admiti.

— Somos seus pais, Hoseok, precisa confiar na gente — ditou o homem calmo e firme. — Nunca iríamos fazer algo de ruim. Nós somos seus pais e te amamos.

Uma sensação aconchegante explodiu por todos os lados, causando uma tempestade de lágrimas grossas e abundantes. 

Nunca me vi tão realizado e, quando fui abraçado por todos eles, cada confusão que senti ao longo daqueles anos pareceram evaporar como se fossem um nada na atmosfera.


[ … ]


— Poderia ter me contado — falou Jimin, chateado. — Sou seu melhor amigo. Você contou para a Hyejin e não para mim!

— Ele me ama mais  — se gabou.

Realmente me senti culpado por ter escondido isso de Park e sempre soube que sua reação não seria violenta ou estúpida, todavia algo sempre me prendeu.

— Me desculpa — o abracei , vocês dois são importantes, não tenho um favorito, tudo bem?

— Bom mesmo! Mas admite que eu sou mais legal que ela.Cutucou Hwasa na cintura, recebendo um tapa da morena. 

Ri dos dois, quase me esquecendo que seria o próximo a apresentar o trabalho. 

Achei que ficaria mais incomodado com os olhares, mas eles apenas me deixaram mais confiante. Parecia que o espírito de exibicionismo foi feito para ocupar metade de toda minha personalidade.

Escutei comentários maldosos e risadas, porém aquilo não fazia diferença alguma, e nunca iria fazer. Em contrapartida, o número de elogios e olhares curiosos foram maiores, todos bastante impressionados com a grande mudança.

— Está linda hoje, Lady.Piscou Jimin, me fazendo corar.

— Isso é porque ainda não viu as minhas maquiagens, elas são espetaculares! — Lançou um sorriso nada modesto.

Conversei com os dois sentado na arquibancada e escutando a apresentação de uma garota que dizia ser apaixonada por artes plásticas, dizendo ser uma artista. 

Apenas notei que fui chamado quando os dois sorriram para mim e me acompanharam até o microfone, correndo de volta para seus lugares esperando que eu começasse a falar.

— Olá, normalmente me apresento como Jung Hoseok, mas não agora, hoje irei adotar o nome do meu personagem que venho criando anos e aprendi a amá-lo como parte de mim mesmo: Lady Black  — suspirei fundo. — Esse sou eu, e por trás de toda essa produção que vocês estão vendo, posso ser quantas versões de mim quiser…


Notas Finais


Agradeço imensamente a todos que leram até aqui, e espero que a fanfic tenha o agradado ^^
Também queria agradecer a @romanticflowers pela betagem e a @ainoseiza pela capa maravilhosa.

Avaliação: @Yaze


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