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História Vaso ruim (não) quebra - Capítulo 1



Notas do Autor


tinha dois meses pra fazer essa fanfic, mas ainda assim saiu no desespero kkkkkk'
esperamos que goste da leitura! ♥

Capítulo 1 - Endeavor Hawks VS O Vaso


Shouto se despedia de seu pai e padrasto, dizendo que qualquer ajuda que precisassem era apenas ligar para ele. Assentindo, os mais velhos acenaram à medida que o carro se afastava. Viraram-se para a casa nova, suspirando por ver a quantidade de caixas que teriam que pôr no lugar.

— Você carrega os pesados! — Keigo disse, recebendo um fuzilar de olhos de Enji. 

Os dois não demoraram muito para entrar na casa, quase não tendo espaço para eles com o tanto de coisas empacotadas e móveis para botar no lugar. Não se arrependiam da decisão de irem morar juntos em uma nova casa, mas não podiam mentir dizendo que era algo simples e fácil.

Decidiram, depois de uma curta discussão, que começariam pelo quarto do casal, pois assim não teriam que dormir em um hotel, ao menos.

Antes de qualquer móvel, limparam o quarto da melhor maneira possível, agradecendo mentalmente por não precisar retocar a tinta em lugar nenhum, pois era um trabalho a mais que nenhum dos dois estavam dispostos a fazer, além de que demoraria mais para para pôr a mobília.

Demorou cerca de quatro horas para terminarem ao menos aquele lugar da casa. No entanto, em vez de descansarem ou irem para outro cômodo, iniciaram uma discussão que, para qualquer outro, pareceria ridículo.

— Eu quero aquele vaso na varanda e ponto final! — reclamava o loiro, pronto para iniciar uma birra caso fosse necessário.

O Todoroki podia ser um teimoso de carteirinha, mas quando o loiro colocava alguma coisa na cabeça, nem mesmo o diabo conseguia fazer com que ele mudasse de ideia. E mesmo sabendo disso, o ruivo ainda assim iria querer teimar, é claro. 

— Pra que merdas você vai querer colocar aquele vaso de plantas ali na sacada do nosso quarto? Podemos botar em qualquer lugar dessa maldita casa, por que justo ali? — Revidou, no mesmo tom birrento.

— Porque foi o Natsuo quem me deu e eu escolho o lugar onde quero botar! Simples assim!

— Mas aquela merda é pesada pra cacete!

Keigo apenas se dignou a olhar para o mais alto, de cima a baixo, antes de sair de perto dele, fazendo qualquer coisa que fosse. Por mais que muitos achassem que ele gostava de ser dramático, as coisas eram exatamente o contrário. Mas, naquele momento, ele não estava se importando com o modo que estava agindo. Queria seu vaso no quarto e não teria nenhuma forma que o fizesse pensar diferente.

Enji sabia, querer retrucar e vencer em alguma discussão verbal com Keigo era uma perda de tempo, então, sem querer se desgastar mais ainda depois de tudo o que já tinham feito — apesar de não admitir que tinha se cansado um pouco — ele preferiu ir até aonde o vaso estava para pegá-lo.

E, pelos deuses, aquilo realmente era bem pesado. Sua coluna reclamou consigo no momento que se posicionou para levantá-lo nos braços, sua visão sendo parcialmente tapada pelo tamanho daquele vaso conforme dava passos em direção à varanda.

Felizmente, a porta já estava destrancada e aberta para que passasse, podendo selecionar o lugar que iria colocar o objeto. O espaço era até que largo para uma varanda comum, já que não tinham escolhido uma casa grande demais para morarem por mais que possuíssem status para tal.

Todoroki iria repousá-lo sem mais problemas no chão caso não tivesse medido a altura que poderia soltá-lo com segurança de suas mãos para o solo. O som de algo trincando veio de automático, o olhar azul claro do mais velho ficando surpreso e um pouco arregalado.

Não era ele, um motivo para relaxar a mais. Já estava na idade pra isso, mas nem tanto. Porém, logo uma constatação um pouco pior do que quebrar algo seu veio em questão. Nada mais ali era tão frágil assim ao ponto de sair quebrando além do que carregava.

Sentiu o olhar de Keigo em sua nuca, uma face de acusação de imediato vindo dele. Apostava que ele pensava que tinha feito de propósito por não querer carregar aquele maldito vaso desde o início. Bem, em partes, o seu interior concordava, no entanto, fora um acidente.

Não teve nenhuma palavra trocada por ambos durante alguns segundos, tendo Enji voltando a posição ereta, nenhum pouco afim de resolver aquilo agora.

— Você poderia ter usado suas penas para carregar. — Todoroki falou em um tom levemente acusatório, lembrando-se daquele detalhe só depois do acontecido.

— Não quero falar sobre isso. — Keigo interrompeu, em sua defesa, fazendo uma cara de que não iria levar a culpa por isso. — Mas mais importante, você quebrou o vaso que eu ganhei. O que eu vou dizer para o Natsuo agora? Que seu querido pai fez birra para carregá-lo e com raiva acabou quebrando-o?

O loiro estava realmente disposto em pegar o celular e relatar aquele abuso com a grosseria que o coitado do vaso tinha acabado de sofrer. Como se fosse o destino, ou algo assim, ouviu o toque de seu celular pouco tempo depois de ter pensado aquilo. Voltou para o quarto para procurar o aparelho, encontrando-o logo e se apressando em aceitar a chamada quando viu que era sua enteada.

— Yumi-chan! — Lançou um olhar significativo para Enji, que o seguiu até o quarto, determinado a continuar a “discussão”, mas ficando quieto ao ouvi-lo.

Keigo-san, como estão as coisas com a mudança? — Fuyumi perguntou, docemente.

— Estariam melhores se certas pessoas soubessem escutar, sabe? — Continuava olhando para seu parceiro, que fechou a cara.

— Espero que o papai não esteja te dando muitos problemas.

— Na verdade — Ainda olhando incisivamente para Enji, Keigo deu alguns passos para poder se sentar na cama. — Eu gostaria de fazer uma denúncia contra o seu querido pai.

Ouviu uma risadinha do outro lado.

Oh, não, o que foi que ele fez?

— Sabe aquele arranjo lindo que o Natsuo me deu? Quando carregamos o vaso lá pra fora, ou melhor, quando um certo Enji Todoroki o carregou, ele… caiu e agora está todo espatifado no chão — contou de maneira dramática, assim como as expressões que fazia, apenas para provocar o outro. — Mas não conta pro seu irmão, tá bom?

Ouviu um silêncio do outro lado, achando estranho, até conferiu para ver se a ligação não tinha caído, no entanto constatou que ainda estava na linha.

Keigo-san, peço mil desculpas, mas estava com o viva-voz ligado, porque o Natsuo e o Shouto queriam saber também se estava tudo bem. — A jovem Todoroki dizia toda embaraçada e Hawks quase podia imaginar como estava corada nesse momento, mesmo que aquilo não fosse culpa dela. — Mas o Natsuo não está bravo, ok? Foi apenas um acidente, tenho certeza!

Por mais que ela estivesse dizendo isso, ele podia jurar que ouviu Natsuo resmungando alguma coisa do outro lado enquanto Fuyumi tentava sussurrar de volta que “ele não tinha feito de propósito” e mais alguma coisa que não conseguiu entender, provavelmente referindo-se ao pai deles. Ela encerrou a ligação com mais alguns pedidos de desculpas, tentando se certificar se não poderia fazer nada por eles e até se oferecendo para ir até lá ajudá-los, mas Keigo a assegurou de que não seria necessário.

— Fofoqueiro — resmungou, emburrado, sabendo que o albino estava irritado consigo, mesmo Fuyumi dizendo o contrário.

— Não é como se eu soubesse que os outros dois estavam ouvindo! — rebateu, indignado pela forma que fora chamado pelo marido.

— Mesmo assim! Não precisava ficar fofocando pra ela de qualquer jeito! Pior que velha você!

Enji não estava realmente irritado com o loiro, mas sim com a situação. Mesmo que quisesse sumir com aquele vaso, sabia que Natsuo tinha dado ele para Keigo de coração.  Mas não admitiria que se sentia, de certa maneira, culpado pelo acontecimento trágico.

Mesmo não querendo perdoar o marido pelo que aconteceu, Hawks sempre fora o mais compreensível entre ambos, além de saber bem que o mais velho estava triste pelo que havia feito, mesmo que sem ter intenção disso. Por conta desse motivo, o loiro suspirou, se jogando na cama e deixando espaço o suficiente ao seu lado para que o gigante deitasse junto.

— Vem cá! — chamou, batendo no lugar vago, deixando bem claro o que queria que o ruivo fizesse.

Por mais que tenha olhado feio para Keigo, Endeavor fez o que foi mandado, deitando-se virado para o menor, que agora sorria amável para si. Não precisava ser um gênio para notar que ele ainda queria xingá-lo pela porcaria do vaso, mas que não estava fazendo aquilo justamente por ter notado a expressão tristonha de Todoroki.

— Esqueça disso, sim? Vamos apenas comprar um vaso parecido e pôr a planta nele. Até, quem sabe, conseguimos grudar o vaso original? — Enquanto falava, aproveitou para levar sua mão até o lado da nuca que não estava apoiado ao travesseiro, fazendo um carinho gostoso no local.

Somando o cansaço e a forma confortável com que o corpo alheio ficava perto de si, Enji teve que fazer muito esforço para fechar os olhos e dormir no meio da conversa mesmo.

— Ainda bravo pelo vaso?

— Completamente! — Mesmo que dissesse isso, ainda continuava com o sorriso doce nos lábios. — Vamos continuar a arrumar a casa? Só temos o quarto pronto!

Quando tentou se levantar, foi impedido pelos braços fortes do ruivo abraçando seu corpo, o deixando ali, bem próximo de si.

— Deita comigo um pouco. Depois fazemos isso. — Apertou mais ainda Keigo, mostrando que não estava nem um pouco disposto a deixar que ele saísse de perto de si.

— Ao menos faça o banheiro funcionar, como vamos tomar banho ou mijar?

— Vizinhos — respondeu simplista.

Agora sorrindo divertido, Hawks se deu por vencido, encolhendo-se mais no abraço de Endeavor. Iria pôr a culpa toda nele se demorassem muito para arrumar a casa, mas isso pensaria só depois de dormir um pouco.

 


Notas Finais


Agradecemos a administradora líndissima @Lexyee pelo tema do evento e ao @Aniverse por ser um ótimo lugar para nos proporcionar dinâmicas assim!
Capa e betagem por: @Ryuutsune
Obrigado por todos que leram! Comentários são sempre bem vindos!
Até ~ ♥


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