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História Veela Hereditatem - Capítulo 18


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Capítulo 18 - Ciúmes pra quê?



-Arthie vamos logo. Eu tô com fome!- reclamou Severus arrastando o mais alto pelo braço.

- Tá! Mas só se você vier pra minha mesa!- Severus o olhou sério.- Eu não quero comer sozinho Sevieeee! Por favoooor! Só hoje! Diz que siiim, diz que sim!- o maior balançava o Veela que por pura e livre pressão aceitou!

-Uhu! Vamos!- Arthie abraçou Severus pela cintura e assim os dois entraram no salão principal. A atenção automaticamente se voltou para eles. Mas ele ignoraram e seguiram até a mesa da Lufa-lufa.


Severus:


Eu podia sentir os olhares queimando minha pele. Evitei olhar para a mesa da minha casa, não devo nada a ninguém dali. Nunca gostei de chamar atenção, mas não é todo dia que se vê uma cobra e um furão andando juntos.

-Aah..por que tantos olhares.. - Arthie resmungava do meu lado, incomodado. Eu apertei seu braço o puxando logo para a mesa. Os olhares espantados dos lufanos, que foram engraçados de se ver, focaram em nós dois.

Arthie se serviu calmamente enquanto eu faziao o mesmo. Ele vez ou outra falava algo que me fazia sorrir de leve, mas abaixava a cabeça pra não perceberem.



-Não, sério. Eu explodi o caldeirão. Não foi de propósito mas aquela poção era difícil demais!- olhei pra ele indignado.

-Difícil! Você que tava quase dormindo na hora, passou a noite em claro lendo romance!- ele me encarou sério.

-Romances são incríveis. Quando começa você não para mais.- se defendeu.

"ÔMEGA!!"

Senti uma leve fisgada na minha nuca. Meu corpo se virou automaticamente para a mesa dos leões.

Olhos dourados.

Brilhantes.

Até mesmo...flamejantes.

Ódio, raiva, tristeza..uma mistura de sentimentos naqueles pequenos círculos.


O olhei como se pedisse calma. Ele apenas olhou para a porta e moveu a cabeça levemente para a direção em que olhou.


-Arthie, eu lembrei que preciso resolver algumas coisas. Eu já vou, nos falamos depois.- levantei rápido.

Nem mesmo ouvi a resposta do outro e caminhei a passos rápidos para fora do salão principal.



Estava próximo de uma janela num corredor de salas desabilitados. Ninguém passava ali, apenas Filth fazendo a ronda, mas ainda estava cedo pra isso.

Ouvi passos e virei meu corpo para o lado esquerdo. 

-Pensei que não viria.- falei em tom de desdém. Cruzando os braços.- O que quer falar comigo? Interrompeu meu jantar.

-Quem é?- a voz estava baixa e perigosamente rouca.

-Como? Do que está falando?- ele se aproximou e suas mãos pousaram na minha cintura.

-Quem é aquele cara?- perguntou colocando a cabeça na curva do meu pescoço. 


-O Arthie? Meu amigo..mas o que isso tem haver.. - parei de falar...Ele realmente estava..- Está com ciúmes do Arthie?

Ele rosnou baixinho, me apertando mais no abraço.

-Arthie! Ele é tão próximo assim!?- eu não aguentei e acabei rindo, por essa eu não esperava.

-Potter..- Chamei e ele resmungou um "hm" por usar o sobrenome.- Amor, ter ciúmes pra quê'? Ele gosta de outra pessoa e.. Eu só gosto de você.. ouviu?- ele apertou mais ainda me fazendo ofegar.

-Me chame assim de novo.. - ele pediu.


Pensei em negar, só pra vê-lo irritado mas..


-Amor..- Chamei, minha voz saiu tão baixa que ele só ouviu por estar colado em mim.

-Quero você ..- ele disse erguendo a cabeça e iniciando um beijo, era somente um celar de lábios, até ele chupar meu lábio inferior me fazendo ofegar e assim começar um beijo mais necessitado.

Estalos, línguas se enroscando, respirações entrecortadas, então senti minha coxa sendo apertando, e a mão que estava nela subir sob minha camisa deslizando pela minha pele.


Apertei sua cintura o puxando para perto fazendo nossos quadris se chocarem no impacto. O que resultou em gemidos de ambos.

-Você..Eu devia te deixar sozinho, pelo que me fez hoje mais cedo.- alfinetei quando ele cessou o beijo e se concentrou em maltratar meu pescoço com chupões e mordidas.

-Mas estávamos atrasados, eu sei que você ama ser pontual nas aulas, amor.- ele sorriu.


-Mas você nã...aah..- ele chupou forte. Filho da mãe..-Potter, está no cio por acaso? Vamos sair daqui! Estamos quase.. quase..

-Fodendo no meio do corredor?- eu odiava, essa mudança para palavras sujas e savanas. Odiava porque me deixavam constrangido mas ao mesmo tempo excitado.

-I-isso, não queremos ser pegos e..- ele ergueu a cabeça que ainda estava na altura do meu pescoço, e aqueles olhos, castanhos com traços dourados bem discretos, me fizeram quase ceder.- Todos vão ficar sabendo do nosso relacionamento.

- Não quer que ninguém saiba?- perguntou, eu conseguia sentir a dor e tristeza nas palavras.

-Quero, mas ser revelado assim, por nós dois sermos pegos quase transando no corredor não muito radical?- ele sorriu e me deu um beijo rápido na bochecha.

-Certo, mas..depois do que aconteceu com o idiota do Hugo, acho que ele vai espalhar para todos.- eu suspirei, tinha esquecido daquele incidente. Claro que o imbecil não tentaria algo comigo de novo, o nariz quebrado foi o suficiente para ele me evitar o resto do dia.

-Se acontecer, vão ser boatos, até que a verdade venha a tona e..confesso que seria ótimo.- sorri travesso. Ele me apertou no abraço e sorriu junto.- Assim você deixaria de levar tantas cantadas e paqueras.

A risada dele ecoou, era gostosa de se ouvir.

-Ciúmes pra' quê? Eu sou seu!- disse iniciando outro beijo.


Severus off.

Assim os dois saíram do corredor,  passaram um bom tempo juntos. Namorando. Os dois tinham combinado de que começariam a interagir mais intimamente, para que não fosse um choque total e porque Potter queria mais atenção vinda do namorado.

James combinou com Severus de que contaria aos Marotos sobre o namoro, embora Remus já soubesse, era o Moony, ele sabia com toda certeza. A preocupação era Sirius que ainda estava meio intrigado com o sumiço de James por quase uma semana, a desculpa que usou não foi tão aceita assim.




Wolfstar:

-Moony, James ainda não apareceu.- Sirius comentou entrando no quarto, daqui a meia hora seria o toque de recolher e o Potter tinha sumido no meio do jantar.

- Ele deve estar.. ocupado. - disse calmamente, enquanto lia atentamente um livro que fora passado para acompanhar um trabalho na aula de transfiguração.

-Prongs tem saído bastante. Chegado com chupões ou algo que indica que ele estava se pegando com alguém.- Sirius comentava se jogando na cama.- Até já vi arranhões bem suspeitos nas costas dele enquanto ele se arrumava. Depois daquela viagem que ele fez..pra, sei lá onde, ele está escondendo algo..Algo que eu vou..- se calou quando sentiu algo sobre si, na verdade, ALGUÉM!

Os olhos cinzentos que antes estavam fechados, enquanto vagava pelos pensamentos altos, se abriram dando de cara com olhos azuis, cicatrizes e um cheiro de chocolate.

-M..Moony?- embora fosse um, que muitos consideravam, badboy pegador, Sirius Black tinha um ponto fraco e esse tinha belos olhos azuis.

-Você fala demais Black, está me desconcentrando.- disse o licantropo sem sair de cima de si, os braços de cada lado da sua cabeça. Eles podiam ainda estar sem se falar direito, mas quando acordou com o loiro ao seu lado mais cedo, não pode negar que teve um certo abrandamento, tinha pedido desculpas para ele assim que o viu..Então combinaram de descer para jantar e até que conversaram sobre algumas coisas e riram juntos.

-Des..culpe..- saiu automaticamente de sua boca, Black estava mais interessado nos lábios do outro, pareciam tão.. atrativos.

Estavam tão perto..que mais um pouco e..


-Aah...desculpe. Preciso tomar meu banho.- Sirius levantou, fazendo Remus sair de cima dele, o Black entrou dentro do banheiro, foi algo tão natural e o moreno de um instante pro outro pareceu indiferente.

Remus ficou olhando a porta onde o outro tinha entrado e fechado a mesma.


Ele realmente gostava de si? Levantou e foi para sua cama, voltando a ler, mesmo que não conseguindo mas não queria encarar o Black depois de tal reação. 

"Mas também, quem manda ficar tão perto, quase o beijou! QUASE!"

Por que teve que fazer algo tão estúpido?! Elevem reagiu como pensou, teria que se controlar!


Mal Remus sabia que o outro estava de frente pra pia com as mãos apoiados nela e com o coração a mil! Bochechas vermelhas e um pequeno sorriso bobo.

Embora quisesse beijar o licantropo não poderia ainda. Tinha que fazer direito, tinha que fazer por merecer.




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