História Velha Infância - Capítulo 3


Escrita por: e Roxyzinha

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Amizade, Angst, Cio, Hard Lemon, Romance, Side!jikook, Side!vmin, Taekook, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 423
Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá ^^
Antes de tudo, desculpem por demorar praticamente um mês (faz um mês desde a última atualização). Obrigada pelos favoritos <3
Espero que gostem, foi escrito com muito amor e carinho.
(capa nova linda yay)

Capítulo 3 - Sentimentos


Conforme sua mãe aconselhou, Taehyung resolveu conversar com Jimin e Jeongguk assim que a segunda-feira chegou. Sentia-se nervoso e temeroso, porque apesar de a progenitora lhe garantir que Jimin não deixaria de ser seu melhor amigo, ficava preocupado de o garoto não querer fazer as pazes.

Claro que qualquer preocupação desse tipo foi bobagem porque Jimin ficou mais do que radiante com o pedido de desculpas de Taehyung. Quando disse que agira de forma errada e pediu desculpas para Jeongguk também, o pequeno Park não conseguia conter sua felicidade. De início, Jeongguk o encarou com os olhos arregalados, parecendo desconfiado e com medo, até que Taehyung deu um passo à frente e sorriu, afirmando ter algo muito legal para mostrar ao garotinho, tomando sua mãozinha e levando-o até a brinquedoteca da escola.

E assim, aos poucos uma amizade forte foi nascendo e florescendo entre os três, um laço foi criado ali, e Taehyung se viu apreciando a companhia de Jeongguk tanto quanto aproveitava a companhia de Jimin. Ele era bem birrento e mimado quando queria, aproveitando-se constantemente do fato de ser o caçula do trio, e sempre conquistando os dois mais velhos com seu biquinho toda a vez que queria alguma coisa.

Mas além disso, Jeongguk também um garotinho extremamente meigo, gentil e carinhoso, não desgrudando de seus hyungs. A casinha na árvore, que antes era o ponto de encontro de Jimin e Taehyung, se tornou o ponto de encontro de Jimin, Taehyung e Jeongguk. Todos os sábados o trio se reunia lá para inventarem os mais diversos tipos de travessuras para aprontar. Criaram até um nome para se definirem: Clubinho dos Invencíveis, onde cada um deles era representado por um animal que pintaram nas paredes de madeira.

Jimin era uma raposa, Taehyung era um leão, e Jeongguk era um coelho. Apelidados carinhosamente de Tata, Chimy e Cooky.

Quando não estavam na casinha da árvore brincando, os três amigos aproveitavam para andarem de bicicleta juntos. Taehyung e Jimin já conseguiam andar sem o auxílio da rodinha, mas Jeongguk não, e o caçula sempre começava a chorar quando os dois pedalavam rápido demais para conseguir acompanhar. Foram diversas as situações na qual ou Jimin, ou Taehyung voltavam, desciam de suas bicicletas e tentavam consolar o garotinho choroso, afinal, era normal ele não conseguir manter o ritmo ainda.

Dias, semanas, meses e anos se passaram. Incontáveis tardes fazendo a lição de casa juntos, brincando juntos, se divertindo juntos. Taehyung sentia seu coração mais leve, pois conseguia ver como Jeongguk não chegara para tomar seu amigo, e sim, para ser um amigo a mais. E enquanto o pequeno Kim se mantinha feliz, sabendo que sua promessa feita com Jimin de ficarem juntos para sempre não era bobeira, Jeongguk cresceu uma profunda admiração a Taehyung. Era ótimo perceber como estava errado acerca de seu hyung. Ele não era um garoto maldoso que só sabia falar coisas maldosas, não, pelo contrário. O instinto de proteção e liderança do mais velho era algo admirável, como na vez em que brincaram de profissões. Jimin escolheu ser médico, Jeongguk escolheu ser policial e Taehyung escolheu ser bombeiro, pois segundo ele, poderia proteger e ajudar as pessoas.

E na medida que os anos passaram, os três foram avançando na escola e nos estudos. Quando Taehyung e Jimin tinha doze anos, e Jeongguk tinha onze, tiveram a aula que definitivamente mudou tudo em suas vidas.

Foi durante uma aula de biologia que seu professor lhes explicou sobre educação sexual e sobre os segundos gêneros que cada um pode ter assim que seu corpo estivesse pronto. O professor explicou que no mundo, cada pessoa podia se tornar ômega, beta ou alfa. Ômegas eram capazes de gerarem filhos, entravam no cio, possuíam um cheiro mais adocicado, produziam um líquido ácido responsável pela lubrificação de sua região anal, sem contar que suas personagens geralmente tendiam a ser mais calmas e gentis. Betas não possuíam cheiro, não entravam no cio, e nem produziam o tal líquido, mas podiam ter filhos também. Diferente dos ômegas e alfas, os betas não tinham nenhum indicativo de personalidade que lhes representasse. Já os alfas eram dominantes, entravam no cio, tinham o cheiro forte, não produziam o líquido, e costumavam ser mais enérgicos e intensos. Ainda foi explicado que embora qualquer par fosse considerado de forma igual, o professor deixou claro como alfas e ômegas eram definitivamente os mais compatíveis e os que mais davam certo.

— O que vocês acham que vão ser? — Jimin perguntou quando estavam no recreio, brincando de carrinho —, eu quero muito ser alfa. Acho que serei um alfa.

Taehyung sorriu afetuosamente para o amigo. Era tão bobo como seu sentimento por Jimin não mudara com o passar do tempo, e sua vontade de cuidar dele, de protegê-lo continuava ali… exatamente como com Jeongguk.

— Jiminie, não importa o que você for. Qualquer um será bom, até porque eu vou continuar gostando de você, mesmo se você for alfa, ou beta, ou ômega — respondeu, sem tirar o sorriso do rosto, — e você, Jeonggukie? O que acha?

O caçula deu de ombros.

— Não me importo, qualquer um está bom. Mas, meu pai quer que eu seja alfa. Ele diz que os homens de nossa família são sempre destinados a serem alfas — comentou, distraidamente —, essa semana ele me colocou em aulas de Tae-kwon-do. Ele disse que eu seria um alfa magro e franzino demais se não começasse a fazer luta.

— Você vai se sair bem! — Encorajou o mais velho, — eu acho que serei beta. Mas, se o Jiminie for alfa, eu quero ser um ômega.

— Não seja bobo, TaeTae — Jimin riu —, nós três seremos alfas!

Era cômico como Jimin não conseguiu perceber os sentimentos de Taehyung por si, no entanto, com apenas doze anos de idade não era como se tivesse muita noção das coisas. Já para o garoto Kim, isso se mostrou benéfico, porque enquanto cogitou se declarar para o amigo e confessar seus sentimentos, porém, com o passar do tempo, foi amadurecendo.

No início da adolescência, Taehyung começou a compreender melhor seu coração e o que sentia, e chegou numa conclusão que o entristeceu de início: não estava apaixonado por Jimin, e o que sentia pelo amigo era apenas carinho, cuidado e amor que um amigo sente pelo outro. Entretanto, acabou por se alegrar com isso. O Park era um de seus melhores amigos, confundir o sentimento era algo normal, e não gostaria de forma alguma que a amizade dos dois ficasse abalada por uma declaração de amor sem fundamento.

Enquanto se pegava observando outras pessoas por quem se sentia atraído, Taehyung tinha cada vez mais certeza de que amava Jimin como amigo, pois o garoto não lhe despertava interesse de formas mais românticas, não sentia vontade de beijá-lo, de abraçá-lo de forma mais íntima.

Já Jeongguk passou de não se importar para simplesmente evitar o assunto quando falavam sobre pessoas que se atraíam. Estranhamente, ele não parecia confortável com isso, justificando como o medo de gostar de uma pessoa que acabasse tendo um segundo gênero não tão compatível com o seu. Mesmo com catorze anos, o garoto atraía demasiada atenção, pois sua dedicação ao Tae-kwon-do lhe transformou em um pequeno prodígio, competindo em campeonatos juvenis e começando a desenvolver um corpo mais “alfa”, nas palavras de seu pai.

No entanto, era engraçado como Taehyung não considerava muito sua habilidade com luta quando saíam juntos. Seu hyung não abandonava a mania de proteção consigo e com Jimin não importando onde iam. Exatamente como fazia agora enquanto os três participavam da festa de aniversário de 16 anos de um colega de escola, Kim Minjae.

Estavam na metade de dezembro, perto do aniversário quinze anos de Taehyung. Os três amigos eram inseparáveis como nunca, mas algumas coisas mudaram (como por exemplo, a frequência com a qual passavam o tempo na casinha da árvore diminuiu bastante), além de gostos novos surgirem. Jimin se descobrira apaixonado pela dança, constantemente comentando sobre como adoraria conseguir entrar para as aulas extras de dança do colégio, Jeongguk apreciava muitas coisas, mas a mais notável de suas paixões era a fotografia. Passara mais da metade do ano convencendo seu pai a lhe presentear com uma câmera fotográfica em seu aniversário de catorze anos. Já Taehyung desenvolveu um espírito aventureiro sem igual, participando de acampamentos de escoteiros durante as férias.

Gostos e hobbies tão diferentes a medida que cresciam, mas a amizade que os unia permanecia intacta. E acreditavam que assim continuaria até o fim de suas vidas.

— Você cheira gostoso, sabia? — Um garoto alfa comentou, se aproximando de Jeongguk.

Os três estavam sentados em um sofá na sala de Minjae, Taehyung se encontrava no meio com cada um de seus amigos em seus dois lados.

— O quê? — Jeongguk franziu a testa, confuso —, eu não sei o que sou ainda, como você pode sentir algum cheiro?

Observando tudo com os olhos semicerrados, Taehyung passou seu braço pelo ombro de Jeongguk e Jimin, trazendo os dois amigos para perto de seu peito.

— Cai fora — alertou, fuzilando o alfa com os olhos.

— Relaxa, cara, só falei que o cheiro dele é bom. Se você não consegue sentir, problema é seu — deu de ombros, saindo dali.

— Idiota — Jimin revirou os olhos, — Jeonggukie, está tudo bem?

— Sim, hyung — assentiu.

— Estou entediado — o mais velho dos três suspirou —, vocês se importam se eu for dançar um pouco?

Jeongguk balançou a cabeça na hora enquanto Taehyung se espreguiçava e levantava do sofá.

— Vou pegar um ponche para beber.

— Eu vou com você — Jeongguk afirmou —, não quero ficar sozinho.

Franzindo a testa, Jimin se aproximou do caçula e tocou sua bochecha ternamente.

— Tem certeza que está tudo bem, Gukkie?

— Tenho sim — sorriu, mostrando seus dentinhos protuberantes da frente —, pode ir dançar, hyung. Eu e TaeTae hyung vamos beber alguma coisa.

Lançando um último olhar preocupado na direção dos amigos, Jimin foi em direção da pista de dança improvisada enquanto Taehyung entrelaçava sua mão maior na mão menor de Jeongguk, sentindo um formigamento agradável nos dedos, e guiando o mais novo em direção a cozinha da casa.

Apanhando um copo, o Kim serviu um copo, estendendo-o para o caçula, em seguida, se serviu, pegando a mão de Jeongguk mais uma vez, sorrindo curioso ao sentir a mesma sensação gostosa novamente e voltando para a sala, vendo pelo canto do olho que Jimin não dançava. O amigo estava parado no meio da pista de dança com a cabeça abaixada, parecendo chorar enquanto um outro garoto parado em sua frente ria e falava coisas que não conseguia compreender daquela distância.

Sentiu seu coração bater com força dentro do peito, a respiração acelerar e o suor começar a escorrer de suas têmporas. Não esperou, apenas largou a mão de Jeongguk, derrubando o copo de ponche no chão e correu em direção ao Jimin, empurrando com força o peito do garoto que ria, fazendo o mesmo cambalear para trás.

— Você está louco, cara? Quem foi que te chamou, cara? Meu papo é com o pigmeu aqui — o garoto, um alfa, alfinetou.

— Como é que você o chamou? — Taehyung apertou os punhos, sentindo rosto esquentar.

— Pigmeu? Nunca ouviu essa palavra, não? Aliás, seu amigo aí não se importa, ele já está acostumado, não é? — Sorriu debochado.

— Cala a boca! — Jimin gritou.

— Eu sou um alfa, não preciso me calar — respondeu, convencido —, você é apenas um pigmeu insignificante que provavelmente será ômega, sem contar que dança muito mal.

Aquilo fora o estopim. Taehyung nunca sentira tanta raiva em toda a sua vida, como se algo dentro de si estivesse rugindo em ira, querendo se libertar a qualquer momento. E parece que o momento chegou, pois, seu rosto avermelhou e suas glândulas de cheiro começaram a liberar um odor extremamente forte.

Estava à beira de um colapso, porém, ao invés de se importar, avançou no garoto que ofendera seu amigo e deu-lhe um soco no peito, fazendo o alfa cair de bunda no chão. Os adultos presentes na festa já iam intervir quando Taehyung rosnou alto, sentindo uma dor maldita e seu pênis endurecer na hora. Estava tendo o primeiro cio. Alcançara a puberdade. Era um alfa.

 

[...]

 

— Tae, foi tão assustador! — Jimin afirmou, não conseguindo esconder a empolgação uma semana depois —, mas foi incrível! Obrigado por ter me ajudado! Acho que você ficou tão bravo que isso fez você chegar na puberdade primeiro que eu e Jeongguk!

Quando o recém tornado alfa entrara no cio, seus pais foram buscá-lo na festa, levaram-no para casa e ele passou uns bons dias trancado no quarto até que fosse seguro seus amigos visitarem-no novamente. E os dois vieram juntos. Enquanto Jimin não escondia a animação de saber que Taehyung era alfa, Jeongguk estava quieto, parecendo reflexivo.

— Você não sabe como eu fiquei assustado — Taehyung comentou, dramaticamente —, mas sabe, minha mãe disse que não ficou nem um pouco surpresa. Ela disse que desde pequeno eu tinha comportamento de alfa, eu me metia em brigas, sempre tive instinto protetor. Acredita que quando meu cio acabou, ela me abraçou e apertou, afagando meus cabelos e resmungando coisas como “meu alfinha”, “meu bebê está tão crescido”, “meu bebê agora é um homem”.

Jimin riu.

— Isso é tão legal! Eu não vejo a hora de descobrir logo o que sou — fitou o caçula, que encarava a cabeceira da cama de Taehyung como se fosse a coisa mais interessante do mundo, — Jeonggukie, está tudo bem?

— Hã? — Piscou, atordoado, saindo de seus pensamentos e fitando os dois amigos.

— Eu perguntei se está tudo bem — Jimin acariciou seus cabelos negros, tirando-os da testa —, você parece meio desligado hoje.

Jeongguk sorriu sem graça, fitou Jimin e depois fitou Taehyung, engolindo em seco ao focar o olhar no último. Ambos eram seus melhores amigos e os amava mais que tudo, no entanto, por que sentia seu coração disparar ao olhar para Taehyung? Por que se sentia diferente ao olhar para ele?

Sempre tivera muita admiração pelo hyung, mas algo não parecia certo. Que sentimentos eram aqueles que ele lhe trazia?

— Não é nada, hyung. Está tudo bem — desconversou.

Os dois pareceram acreditar, sorrindo igualmente para si. E Jeongguk não queria, mas sabia que algo definitivamente mudara dentro de si sem sua permissão quando sentiu seu coração disparar novamente ao contemplar o sorriso de Taehyung

 


Notas Finais


O que acharam??? beijos e até o próximo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...