História Velho Amor - Capítulo 27


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Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Orihime Inoue, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Ulquiorra Schiffer
Tags Ichihime, Renruki
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Palavras 1.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 27 - Xxvii


E assim aquele ano passou. O início dele havia sido angustiante em demasia para Inoue, uma jovem com seus dezoitos anos que introduziu-se a vida adulta já com seus altos e baixos. O ano em nada correspondeu às suas expectativas adolescentes as quais criou para ele. Principalmente a metade inicial, uma verdadeira montanha russa de acontecimentos e sentimentos. Sua persistência a permitiu "perseverar" e seguir em frente. Aceitar os fatos de sua situação, tornou tudo mais fácil.

Estava agora no segundo semestre do curso de Medicina. Tinha acabado de completar 20 anos, a maioridade japonesa. Seus amigos da universidade fizeram uma pequena homenagem para si. 

Rangiku Matsumoto foi quem arranjou a pequena refeição em homenagem a Orihime. A moça que também era ruiva e de fartos seios, como Orihime, porém de olhos claros, atualmente morava com Inoue. Tornaram-se amigas logo que se conheceram e Orihime, muito bondosa, ao saber da fortuna que Rangiku dispensava no dormitório da universidade, ofereceu sua casa. 

Por muitas vezes se arrependida do convite. Depois do tanto que Arisawa puxou sua orelha em relação a organização da casa, ela aprendeu. Matsumoto, no entanto, era sua antiga eu. Nem colocar o lixo corretamente ela sabia colocar. Precisava ensinar repetidas vezes o que devia e o que não podia fazer. Além de ter um bônus em companhia de Rangiku, chamado Toushirou Hitsugaya. Os dois juntos eram inacreditáveis em quesito bagunça.

- Rangiku-san, a Tatsuki-chan virá lhe fazer companhia hoje. Demorarei a chegar, pois Unoha-sensei me ajudará com meu seminário.

- Conseguiu que àquele monstro te ajudasse? Você é muito boa. - bebeu um gole de seu sake.

- Não entendo a razão de chamá-la de "monstro". Por que diz isso? - repousou as mãos em cada lado da cintura.

- Você já a viu irritada? - arqueou uma sobrancelha.

- Não.

- Então, não adianta explicar. Àquilo é um demônio quando está brava. - meneava a cabeça de um lado para outro, enfatizando suas palavras.

- Bem, eu não tenho nada contra ela. Ela é muito inteligente e quero aproveitar que está disposta a me ajudar com minha tese do Souten Kisshun. Ayame-chin e Shun'ō estarão lá também.

- Sim, sim. Bons estudos. - caminhou até a sala.

- Até mais. - pôs o sapato e saiu.

Unohana Retsu é uma das professoras mais respeitada da universidade de Karakura, juntamente de Mayuri Korotsuchi; o último, não tem uma reputação muito boa concernente a sua personalidade, contudo, é inegável seu extraordinário conhecimento. Tanto que é o presidente do Departamento Tecnológico na universidade. Voltando  a Unohana, ela foi a sensei de Isane Kotetsu, a Dra. cirurgiã que cuidou de si, enquanto esteve no hospital no ano anterior. Ficou deveras feliz ao assistir uma palestra de Isane e descobrir que estava sendo pupila da mesma sensei dela.

A universidade lhe apresentou um mundo novo e agradeceu pela oportunidade de estar ali. Existe um termo muito conhecido na Inglaterra chamado "gap-year" que seria em uma tradução livre "espaço-ano". Os jovens que acabam  de se formarem no Ensino Médio são incentivados a primeiro arranjar um trabalho, viajar, fazer outras coisas nesse ano pós formatura do Ensino Médio. Desta forma, eles se refinam e descobrem se realmente querem entrar na faculdade e qual curso escolher. Assim, diminuem a porcentagem de se arrependerem depois. O ano anterior de Orihime, poderia facilmente ser encaixado na definição do "gap-year".

- Inoue-san, sugiro a você que leia os livros de Tenjirou Kirinji. Ele foi meu sensei e lecionou por muitos anos aqui. Infelizmente, morreu. Felizmente, porém, temos seus livros. Deixo meu incentivo para você os ler.

- Já estavam em minha lista de leitura, mas com sua indicação assim que terminar o seu, eu começo. Muito obrigada, sensei.

- Imagine. Me sinto satisfeita em poder ajudar meus alunos, ainda mais tão talentosos como você. 

Envergonhada, Orihime agradeceu.

- Obrigada. Preciso ir agora. O último metrô sai em quinze minutos.

- Tudo bem. Até amanhã.

- Até!

Se retirou animada. Admirava muito aquela mulher, ganhar um elogio seu era de derreter o coração de qualquer calouro aspirante a médico.

 ***

Por eles estarem em alto mar, não era fácil de receber correspondências. Não era permitido aos novatos o uso de celular ou computador. O uso dos computadores era explicitamente a fins de uso da Marinha, em hipótese alguma era utilizado para fins pessoais. Por isso, toda a correspondência era enviada ao quartel da Marinha em terra. Quando o navio atracasse, os marujos conferiam se havia recebido alguma. O que era incomum. Devido a globalização era raro o envio de cartas. Muitas famílias preferiam não entrar em contato. 


Ichigo após quase dois anos, finalmente estava em Terra. Seu primeiro ano era obrigatório já que havia se alistado, porém quis extender por mais um ano. Finalizaria o segundo ano auxiliando o enfermeiro da embarcação a dar um curso de primeiro socorros aos fuzileiros navais. E para isso atracariam no quartel em terra. Estava ansioso.

O tempo que passou sendo um marujo teve seus altos e baixos, mas conseguiu aproveitar bastante. Aprendeu bastante. Mesmo não estando em guerra a Marinha tem muito o que fazer, nem tudo é feito em alto mar. Os submarinos de guerra com sua alta tecnologia são fascinantes. Mas, não era para o seu bico. Tinha também a fiscalização da fauna e flora marítima, que cabiam à Marinha zelar. A fiscalização contra tráficos de diversos tipos via mar. Nesse tempo que ficou, conheceu um pouco de tudo. Descobriu, agora com a experiência, que não era isso que desejava para si.

Ao atracarem foram devidamente encaminhados aos seus postos e orientados ao que deveriam fazer e os horários que deveriam ser respeitados. Organização e Ordem eram indispensáveis. Basicamente, seriam duas turmas de aspirantes a fuzileiros navais: manhã e tarde, intercalando com aulas noturnas. 

Em seu mínimo tempo livre correu até a recepção para verificar a existência de alguma correspondência. Com antecedência havia se informado sobre o assunto de comunicações. 

- Boa tarde. Me chamo Kurosaki Ichigo, de Karakura. Tem alguma carta destinada a mim?

- Um momento, por favor. - A moça se dirigiu a um armário enorme que estava embutido na parede. Abriu uma gaveta qualquer, do ponto de vista de Ichigo (o que com certeza não era "qualquer gaveta", devia estar em alguma ordem para facilitar o arquivamento). - Kurosaki de Karakura na província de ... ?

- Isso mesmo. - respondeu empolgado.

- Apenas uma, Kurosaki-san. A remetente é Orihime Inoue. - Os olhos cor de âmbar de Ichigo se arregalaram. Sua ansiedade aumentou ainda mais. - Espere um momento, por favor. Preciso imprimir o termo de recebimento.

Cinco minutos nunca pareceram serem tão longos como foi naquele dia. A moça parecia propositalmente lenta, mas devia ser paranóia de sua mente. A única coisa que desejava era ler carta. Estava tão ansioso que chegou a ficar trêmulo. Ao tentar assinar o termo, acabou errando.

- Está tudo bem com você, senhor? Está tremendo. - a moça se preocupou.

- Não, não. Não se preocupe, está tudo bem. 

- Se o senhor diz. Imprimirei novamente, só um minuto, por favor.

- Aargh! - gritou em sua mente. De fato, era impaciente.

- Aqui.

Com mais calma ele assinou. Foi diretamente para seu alojamento, a distância até lá parecia o caminho da serpente até o planeta do senhor Kaio. Infindável! 

Com a carta em mãos, enfim, calmante ele pôde ler. Estava datada no mês de setembro do ano anterior. Já tinha mais de um ano. Na carta rezava:


" Ao meu querido Ichigo-kun. 

Ao menos aqui consigo me referir a você em seu primeiro nome. Isso é bom. Poderia escrever diversas vezes, Ichigo-kun. 

Não espero que me responda, mas preciso estar em paz comigo mesma e isso não seria possível se eu não lhe contasse o que aconteceu. Admito que relutei em fazer isso, porém, confesso que me sinto muito melhor lhe contando, ou melhor, escrevendo esta carta. Vai saber, né? Sempre me senti bem conversando com você, mesmo com nossos altos e baixos. Você sabe disso.

Antes de ir ao ponto, tenho urgência em dizer que meus sentimentos por você não mudaram. Não, eles mudaram sim. Acredito que essa distância os fez aumentarem. Minha ânsia em te ver, cresce todos os dias. Desejo ouvir sua voz, de observar sua expressão sempre enrugada, de visitar você e o encontrar "brigando" com seu pai. Isso me faz falta. Também, queria poder tocá-lo. A última noite em que estivemos juntos, hoje, me parece apenas como um sonho. Sinto que ela nunca aconteceu, e que é apenas uma alucinação causada pelo meu intenso desejo por você. É assim para você também, Ichigo-kun? Você também pensa em mim? Não me importo que seja apenas como uma tênue lembrança. Só de saber que pensa em mim, já me sentiria feliz.

Me desculpe por não ter mandando esta carta antes. Não peço que me entenda, apenas que me perdoe por não ter sido sincera com você. No fim, tudo não parece como um "sonho" ou "pesadelo", como preferir. Está guardada apenas em minhas lembranças; Eu não as quero perder, por isso envio a carta também, assim você poderá compartilhar comigo.

O ponto, Ichigo-kun, é que nós íamos ter um bebê. Se você não o aceitasse, talvez fique contente em saber que abortei. No entanto, se você aceitasse o bebê, não se preocupe. Eu não o abortei, apesar de ter essa opção*. Minha saúde não permitiu que eu continuasse a gestação, e a interrompeu espontaneamente. Não fui eu quem a provoquei intencionalmente. Peço desculpas por ser ter sido tão frágil, de não cuidar do seu filho.

Disse o que precisava lhe falar, portanto, não tenciono estender o assunto. Quero apenas que saiba que por breves dois meses e algumas semanas, você foi pai. 

Com amor, de sua Inoue Orihime."

Ao terminar a leitura o sino do quartel soou seis vezes. Eram 18 horas. A porta do quarto abriu.

- Kurosaki-san, você sabe que não pode … - o enfermeiro se interrompeu. - Kurosaki-san, o que aconteceu? Por que essas lágrimas? Kurosaki-san, você está bem? Me responda, marujo!


Notas Finais


* No Japão, o aborto é permitido até o quinto mês de gestação. Depois, não pode.

Eu, tinha alguma coisa para falar, mas tava ansiosa para publicar, então acabei esquecendo. Se eu lembrar publico no próximo.

Obrigada por comentarem e favoritarem a história.

Até o próximo!


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