História Velho Amor - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Orihime Inoue, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Ulquiorra Schiffer
Tags Ichihime, Renruki
Visualizações 150
Palavras 923
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - II


- Por favor, me desculpem. Eu sinto muito por ontem. Aconteceu um emprevisto no meu serviço, acabou não dando tempo de vir buscar minha encomenda.

"Rosto pálido e lindos olhos verdes", sem dúvida era o rapaz à minha frente. Seus olhos, embora cativantes, havia um quê de tristeza.

- Não tem problema algum senhor. Olha só, até guardamos para o senhor. - Dei alguns passos até o forno, retirando de lá a embalagem dos pães italianos. - Aqui estão - estendi os braços entregando o pacote. - por permanecerem no forno continuaram macios.

- Agradeço pela paciência. - Ao pagar os pães, ele parecia aliviado. - Eles são ótimos para caldos.

- Com certeza são sim, e ainda dá para aproveitar o miolo. - Sorri para ele que contribuiu levemente com outro.

- Tem toda razão. - Sem saber o que dizer a ele, perguntei:

- Deseja mais alguma coisa?

- Oh não, obrigado. Só isso mesmo.- Deu uma última olhada pelas prateleiras e dirigiu-se à saída.

- Obrigada senhor, volte sempre.

- Com certeza voltarei. Até mais!

- Até!

Verdadeira pena dona Umi não estar, ela teria gostado de vê-lo. Pensando bem, nunca tinha o visto por essas bandas. Bem, as pessoas vem e vão, se fosse para contar cada um que muda ou que chega não daria certo.

Tivemos um bom movimento na loja hoje, tanto que não restaram pães para eu levar. Um tanto cômico isso, pois já é esperado que sobrem.

- Demorei muito, minha querida? -

Qual foi minha surpresa ao ver dona Umi adentrar a padaria num belíssimo casaco florido.

- Para um jantar, a senhora chegou demasiadamente cedo. Aconteceu algo?

- Não, não. É tradição da família jantar cedo quando nos reunimos, assim antes de dormir sobra um tempinho para colocar as fofocas em dia.

Era típico de dona Umi falar sobre outros, por isso consigo facilmente imaginar a família toda fazendo o mesmo.

- Quis vir socorrê-la, querida. Antes de sair percebi que você estava fora de sincronia, não parecia a Inoue de sempre ou será impressão minha?

Deus! Que olhar aguçado, será que está tão na cara assim? A conversa com o Kurosaki-kun ontem me desorientou, como se não fosse o bastante a aproximação de Rukia ajudou na soma também.

- Acha, deve ser impressão da senhora. - Lançou-me um olhar desconfiada. Velhinha esperta. Tratei de mudar o assunto - O moço da encomenda passou aqui.

- Oh! Sério? Que bom. Entregou tudo certinho?

- Entreguei sim. - Seu contentamento foi expresso por meio de um sorriso.

- Ótimo, minha filha. Agora vamos fechar, está ficando tarde.

Fechamos o pequeno, porém aconchegante, estabelecimento.

...

O contato entre o Kurosaki-kun e eu reduziu-se a meras saudações durante dias, o que claramente me tirava do sério. Em meu trabalho estava sendo uma desgraça, em apenas uma semana por três vezes errei os trocos, além de deixar alguns pães passaram do ponto. Agradeço aos céus por dona Umi ser um doce de pessoa. A aproximação da Kuchiki-san em relação ao Kurosaki-kun era estupidamente desagradável. O pior é que eu não tinha coragem de chegar perto deles. Kurosaki-kun estava acompanhando detalhe por detalhe o tratamento que seu pai estava aplicando na irmã de Kuchiki. Dizendo ele à Tatsuki-chan serveria de ajuda no treinamento da Marinha, já que daria suporte na área da saúde. Rukia-san, por sua vez, sempre estava por perto para saber notícias e colocar-se à disposição. Desta forma, como poderia eu interferir entre eles por simples ciúmes? Me faltava essa ousadia.

...

Um café é sempre bom para relaxar, principalmente em temperaturas frias. A pouca distância de casa havia uma excelente cafeteria, no fim de semana sempre dava um pulinho aqui. Era confortável, além de me permitir esquecer por uns minutos o assunto Kurosaki-Kuchiki.

- Olha se não é a moça da padaria. - O timbre que ouvi não era desconhecido, virei-me para ver a quem pertencia.

- Oh é você! O moço da encomenda - Suas vestes brancas o deixavam estonteantemente elegante, seus cabelos pretos estavam soltos.

- Sim, eu mesmo. À propósito, eles ficaram ótimos no caldo que fiz e como sugeriu aproveitei os miolos.

- Ah é! - Exclamei - E o que fez?

- Antes, posso me sentar aqui?

- Ah por favor, fique à vontade - Sentou-se à minha frente. Mais próximo de mim, pude apreciar uma vez mais o encanto de seus olhos.

- Então, eu fiz uma mistura com alguns doces e comi. - A expressão que fez ao explicar foi tão engraçada que não resisti e ri.

- Ótimo que tenha aproveitado tudo. Faço o mesmo em casa.

- Cozinha bem também? - arqueou as sobrancelhas.

- Não diria isso, mas quebro um galho. - Desta vez ele riu, uma risada bonita.

- Bem, hoje está de folga?

- Por mais estranho que pareça, sim, estou.

- É, normalmente o pico dos comércios são nos finais de semana. E àquela velha senhora, dificilmente aguentaria o ritmo sozinha.

- Acertou em cheio, é exatamente por isso que fechamos mais cedo aos fins de semana. Exigiria demais dela.

- Compreendo. - Fez-se um breve silêncio - Você é estudante?

- Sou sim, estou no último ano. E você?

- Não, não. Expandiram a empresa onde trabalho e para manter as relações com países latinos, me mandaram pra cá. Atuo na parte da comunicação.

- Err... deve ser algo complicado. - Apressou-se em explicar.

- Não é não, ainda mais quando você gosta de fazer.

Passamos um bom tempo conversando, e por incrível que possa ser, esqueci-me completamente Kurosaki-kun. O resto da noite lembrei somente do moço da encomenda, que por acaso encontrei na cafeteria que à propósito tem por nome Ulquiorra Schiffer. 



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