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História Velhos demais para entender... - Capítulo 1


Escrita por: biamello7

Notas do Autor


Esse é meu primeiro capítulo, relevem alguns erros. Espero que gostem :>

https://youtu.be/Go12Vf6aL60 ( inspirado nessa música aqui )

Capítulo 1 - Capítulo 1


Já fazia um certo tempo que os dois não se falavam como antes, mesmo crescendo juntos, passando por um turbilhão de emoções juntos, aos poucos de afastaram, e isso doía quando pensavam um no outro ou quando se cruzavam na base do Reconhecimento.
Os dois já eram capitães, estavam entre os melhores soldados da área, mas do que adiantava se não se davam mais tão bem?

-- Capitã, os soldados do seu esquadrão já estão a postos, o treinamento para a invasão de Marley já está programado -- diz o assistente a Ana, Capitã do seu esquadrão, que está em seu escritório revisando planos e mais planos de ataque.

-- Obrigada cadete, agora avise aos outros capitães para nos juntarmos em campo, diga que eu desejo que treinemos juntos -- ela reforça sem olhar em seu rosto, havia colocado toda sua atenção nos papéis a sua frente.

-- Até o capitão Levi, senhora? -- o rapaz pergunta preocupado, todos sabiam que os dois tiveram desavenças ultimamente, e que não se falavam à mais de três anos além de somente saudações matinais.

Ana pousa a caneta sobre a mesa, e pensa por uns segundos, enquanto seu assistente espera atenciosamente pela reposta. Ela não queria passar muito tempo ao lado dele, não queria passar por ele, nem sentir seu cheiro de madeira, um perfume que ele usava desde que ela o conhece.

-- Sim, até o capitão Levi -- a capitã diz após respirar de uma forma pesada, como se os pensamentos sobre esse "ser" fossem uma carga que ela carrega por aí, e realmente era. Mas mesmo com tudo isso, não poderia deixar que seus sentimentos interferisse em uma missão tão grande, na verdade ela nunca deixa que nada interfira no seu trabalho meticuloso em prol da humanidade, suas emoções sempre estão por último em seu ranking pessoal, e todos a temiam por isso, pois assim como ela era gentil, poderia ser bem fria às vezes e irritada com as injustiças que aconteciam.

O cadete sai da sala esperançoso para cumprir a ordem dada pela mais velha, todos da base desejavam que os dois voltassem a ser amigos, quando estão juntos, o trabalho sempre é impecável, a final ele é um Arckeman e ela é como, uma parente distante...

Após um longo tempo sentada, Ana levanta, estica o corpo na falha tentativa de espantar o sono que se apegou em seus olhos. Ela passara a noite toda na mesma posição, naquela cadeira de madeira, o financeiro do Reconhecimento não tinha dinheiro o suficiente para comprar camas, cadeiras ou qualquer coisa confortável o suficiente.

-- O dia está nublado, pelo visto vai chover -- ela pensa alto, a cabelos castanho claro odeio dias ensolarados, mas de algum modo passou a apreciá-los quando veio para a superfície, mas nada tira o charme de um dia chuvoso, era o que pensava.

Ao sair, ela encontra vários soldados se alongando, alguns animados com a denominada "Missão Marley", já outros, como Mikasa, Armin, Jean e outros que estão nessa jornada a mais tempo e sabem das possíveis mortes, passam um certo pesar e desânimo ao por algum tempo, encararem a capitã. Ela faz um gesto com a cabeça, como um aceno, e eles retribuem com um sorriso amarelo.

-- Agradeço por aceitarem meu convite de virmos treinar a todos juntos, fazer isso separados seria uma grande perda de tempo, e isso não temos, nunca temos -- Ana diz ao entrar na pequena roda onde está Hange, Moblit, Erwin e Levi.

-- Tem toda razão, não temos tempo para fazer excessos -- diz Erwin, o Comandante do Reconhecimento, o mais renomado e capaz de liderar algo, todos o admiravam, sabiam que se ele estivesse em algo, isso daria certo. Ele quem cuidou de Levi e Ana quando vieram para a parte de cima, e os mesmo se sentiam sortudos por isso . -- aliás, creio que não precisaremos de tanto tempo para treinar, apesar de haver novos soldados, eles estão muito bem para passarmos por um longo período de ensinamentos e técnicas, todos estão em níveis excepcionais. -- diz com sua cara de sério de sempre, com um dos braços para trás, nas costas, já que por uma tragédia ele perdeu o outro.

-- Tem razão Comandante, estão melhores do que quando entramos, isso me alivia bastante -- fala Capitã Hange, a melhor cientista e chefe do departamento de pesquisas e uma médica excepcional, Ana a admirava bastante, já que as duas eram bastante amigas.

-- Então vamos começar agora, se quisermos almoçar antes das uma da tarde -- agora quem fala é Levi, o melhor soldado e arma dos humanos, que antes permanecia calado, atento ao que falavam. Erwin saí para seu escritório, e deixa tudo nas mãos dos três, os mais promissores, leais e responsáveis Capitães que ele poderia ter, tinha uma confiança absurda em cada um deles, especialmente em Levi.

Todos concordam e um longo dia acaba de começar, chutes e socos para lá, tiros e golpes para cá, treino de posição e ataque, tudo em quatro longas horas, pelo visto eles não comeriam tão cedo.

-- Senhora, eu não posso aguentar mais, acho que vou desmaiar de fome -- Sasha diz fazendo um enorme drama, tanto que até se joga para trás sabendo que Connie a pegaria, e ele o faz, temendo que a amiga caia de cabeça no chão e fique mais doida ainda.

-- Quanto drama garota, quero ver quando houver uma situação que você passará mais de um dia sem comer -- Ana fala estendendo um braço para Armin que estava no chão, a alguns minutos estavam lutando, como parte do treinamento pesado da capitã, ela queria que todos soubessem se defender em um combate corpo a corpo, coisa que ela era praticamente a melhor dali. Sasha bufa e faz mais drama ainda.

-- Capitã, assim você mata ela, coitada -- Connie diz representando a amiga.

-- Recomendo irmos comer logo, depois se você quiser continuamos. -- Levi diz surgindo ao lado dela, dando um leve susto na mesma.

-- Tudo bem seus molengas, podem ir, e não esqueçam de beber água! -- ela grita a última parte quando todos, em exceção de Mikasa e Armin saem e correm para o refeitório.

-- Não demore para ir se alimentar também, se não ir cedo vai acabar ficando sem comida. -- Levi diz seriamente a Ana caminhado, ela só era dois anos mais nova que ele, mas mesmo sem muita conexão entre os dois, o cuidado em pequenas coisas assim, era contínuo, sem querer ela esboça um pequeno sorriso, que é quase imperceptível.

-- Ana, podemos conversar um instante? -- Mikasa chama a atenção da mais velha, e quando a chama pelo nome, sem a reverência, ela sabe que é sério. As duas se tratam como irmãs, é como se Ana a tivesse adotado depois do que aconteceu com sua irmã mais nova à alguns anos atrás. Armin as olha preocupado, ele também é uma pessoa próxima à Capitã, mas prefere não interferir na conversa e vai embora.

As duas sentam em um pequeno banco, e ficam em silêncio por um tempo. É como se a mais velha ouvisse o silêncio de Mikasa como se fossem palavras, a relação delas é bem forte.

-- Estou preocupada com você, durante o treinamento não estava disposta, e dificilmente você não está. -- ela deduz, sabendo que ela não dormiu a noite inteira -- Tem haver com... ele? -- ela pergunta já sabendo a reposta, Mikasa consente com a cabeça, e uma pequena lágrima corre por sua delicada bochecha.

-- Já faz muito tempo que o Eren não manda sinal de vida, minha intuição diz que algo não está certo com ele, não digo fisicamente, mas... mentalmente. -- ela responde focada na paisagem.
E isso é o que me apavora.

-- Te entendo, depois de tudo que ele passou, e o peso que carrega agora, é provável que sua intuição esteja certa, e eu sinto muito por isso. -- Ana entendia mais do que ninguém essa situação, cadetes antes felizes com seu trabalho e missão agora passam tristeza apenas com um olhar, Hange que antes passava alegria por onde estava perdeu seu sorriso contagiante aos poucos, Levi... Levi depois de perder tanta gente parece mais triste ainda após a descoberta das memórias do Titã Fundador, todos estão carregados de tristeza e falta de esperança, e a nova capitã também não sai ilesa. -- eu não posso te impedir de sentir o que está sentido agora, mas eu sempre vou estar aqui, Mikasa, você não está só querida. -- em um impulso a mesma a abraça forte, como se nunca tivessem se abraçado antes, Mikasa precisava disso, precisava de sua irmã mais velha...


Notas Finais


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