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História Venator - Capítulo 7


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 7 - Capítulo 7


Olhei-os pasma e comecei a rir.

- Filha de anjo? Eu? - perguntei rindo enquanto todos me olhavam claramente indignados e surpresos. - Vocês são mais loucos do que eu estava pensando. - Me levantei e puxei minha mochila comigo. 

- Garota estúpida. - Disse Dom.

- Ah vai para o inferno. - Falei. Virei as costas e me retirei da sala.

- Espera Katherine! - Gritou Nikolai. - É perigoso você ficar sozinha agora! - Não dei ouvidos e continuei andando.

 Pedi informação de como sair daquele lugar para uma menina e ela me levou até a saída. Eu não fazia ideia de onde eu estava, caminhei para fora do cemitério e achei um ponto de táxis. Fiz sinal e entrei no carro. Longos minutos depois eu havia chego em casa. 

- Bando de malucos. - Murmurei. Joguei minhas chaves em qualquer lugar e chutei minha mochila para longe. Me sentei no sofá e tentei me acalmar. 

 Já era de noite quando eu havia entrado em casa e meu celular continha inúmeras chamadas perdidas de Connor e Alex. Retornei a chamada e no segundo toque Connor atendeu.

- Graças a Deus! - Gritou aliviado. - Onde você estava Katherine Macfield? Depois que você se despediu de mim vieram me contar que você foi embora no carro de um cara estranho.

- Eu sei Connor. Não foi nada, era só um cara que eu tinha tido um lance que queria falar comigo. - Menti.

- Você é uma péssima mentirosa. - Repreendeu. - Pelo menos dava notícias, eu estava começando a achar que você tinha sido sequestrada.

 Bom, eu literalmente havia sido sequestrada, mas preferi não contar a Connor e nem a ninguém.

- Eu estou bem papai. - Ri dele. - Tenho que desligaarr. - Aumentei as últimas sílabas soando dramática.

- Certo, mas não pense que nossa conversa acabou. - Disse e eu ouvi sua linha sendo desligada sem ao menos esperar minha resposta. Suspirei alto e joguei o telefone no canto.

Preparei minha janta e decidi ligar para a minha mãe.

- Alô. - Ela respondeu exitante.

- Mãe! Pelo amor de Deus onde a senhora está? - Quase gritei no telefone.

- Katherine é você? - Perguntou.

- Sim mãe, sou eu. - Passei a mão no rosto preocupada.

- Eu sinto muito ter sumido, mas é que eu precisava ficar longe de você. 

- Como é que é? - Perguntei surpresa. - Longe de mim? Por que?

- A sua existência é perigosa para mim Katherine. - Suspirou.

- Mãe, por favor me explique isso. - Minha voz já estava embargada.

- Eu recebi informações que um Var havia ido te buscar na faculdade... - Falou e eu a cortei.

- Mãe como você sabe quem são aqueles loucos?! -  Perguntei. Meu coração batia tão descompassado que eu estava a ponto de ter um ataque do coração.

- Eu não posso mais ficar perto de você minha querida... - Ela começou a chorar. - Eu sinto muito. - E desligou. 

 Meu telefone escorregou da minha mão e foi ao chão, meu coração batia freneticamente como se eu tivesse corrido uma maratona. Eu perdi meu pai, e agora minha mãe me abandonou sem motivo algum. Sentei no chão e me apoiei no sofá, chorei até pegar no sono.

- Para por favor! - Eu implorava para eles saírem de cima do corpo do meu pai.

- Você vai ser a próxima Katherine! - Disse um dos homens. 

Era três caras todos com presas no lugar dos caninos e sorrisos diabólicos, suas camisas estavam ensopadas de sangue. Um dos caras era o mesmo do sonho passado e sorria para mim intercalando seu olhar entre mim e o corpo ensanguentado do meu pai.

- Vamos beber todo o seu sangue igual fizemos com o seu querido papai... - Sussurrou uns dos homens. Eles vieram caminhando lentamente até mim e me agarraram.

- NÃO! - Gritei. 

- NÃO! - Meu corpo deu um pulo. Meu coração parecia que ia sair pela boca, respirei fundo e relaxei.

Eu ainda estava sentada no chão da sala, passei as mãos no rosto e me levantei. Era 3 da manhã e minha casa estava toda acesa por causa da minha dormida repentina, apaguei tudo e fui me deitar na cama. Eu preciso parar de sonhar com essas maluquices, me aconcheguei na cama e dormi outra vez.

Meu despertador tocou no mesmo horário de sempre, decidi que não ia a aula hoje. Desliguei o alarme e voltei a dormir. Acordei horas depois morrendo de fome, era 11 horas da manhã. Me levantei e fui agilizar minha vida.
     Depois de eu ter almoçado, decidi ligar para Alex para ver se ela tinha conselhos de uma psicóloga mesmo sendo estudante.

- Oi Kathy! - Disse ao telefone. - Por quê não veio a aula? Fiquei preocupada.

- Ah eu não estava me sentindo muito bem. - Sorri fraco. - Será que quando acabar as aulas você pode vir aqui em casa? - Perguntei.

- Claro! Pode me adiantar o assunto? - Deu uma leve risada.

- Estou tendo uns sonhos estranhos e pensei que a minha amiga psicóloga poderia me ajudar. - Enfatizei o "psicóloga".

- Certo. - Riu. - Mais tarde eu passo aí, tenho que ir acabou de tocar o sinal. - Disse eu eu ouvi o sinal tocar através do celular.

- Ok! Até mais tarde. - Me despedi e desliguei.

 Esses sonhos estavam mexendo com a minha cabeça, ou eu relaxo ou vou acabar pirando de vez. Isso pode estar acontecendo por causa daqueles loucos que praticamente me sequestraram, se bem que eu tive o primeiro sonho logo que meu pai morreu. Espantei os pensamentos e me concentrei em terminar um trabalho da faculdade.

Meu trabalho durou a tarde inteira e quando me dei conta Alex já estava tocando a campainha. Logo que abri a porta ela me puxou para um abraço apertado e saiu rindo pela minha casa. Alex tinha esse dom de espalhar alegria e contagiar quem estava por perto.

- Essa casa ficou tão vazia de repente. - Disse enquanto passeava pela minha casa. - Então me conte seu problema minha paciente. - Riu. Ela me puxou para deitar no sofá enquanto pegava uma cadeira.

     Fiz o que ela pediu e me deitei até que ela estava ao meu lado sentada em uma cadeira.

- Então meus sonhos começaram logo que meu pai morreu e, eu não paro de sonhar a mesma coisa toda noite. - Suspirei.

- Como é o sonho? - Perguntou.

- É bem ridículo acredite. - Falei sorrindo. Ela fez um gesto me incentivando a contar tudo. - Sou eu no local do crime e mais alguns homens, e eles se inclinam sobre o meu pai e bebem seu sangue.

- Isso é sinistro. - Comentou Alex.

- Sim! E é sempre a mesma coisa, um deles vem e me agarra e eu acordo ofegante.

- Eu fiquei sabendo que o sangue do seu pai foi drenado do corpo, deve ser por isso que você tem sonhando com essas coisas imaginárias. - Disse Alex. - Vampiros não existem Kathy, esses sonhos vão parar, confie em mim. - Disse amigável.

- Eu espero... - Digo por fim.

- Ah e tem mais uma coisa. - Falou como se tivesse se lembrado de uma coisa mega importante. - Sabe no dia quando você foi embora com aquele gato no carro esportivo? - Perguntou com os olhos brilhando.

- Meu Deus, o que tem ele? - Perguntei preocupada.

- Ele esteve lá na faculdade hoje, e pelo o que parece estava te procurando. - Falou com malícia. Me levantei rápido do sofá e a encarei surpresa. - Pelo o que me contaram ele ficou horas te esperando até todos irem embora, e quando percebeu que você não estava ele ficou revoltado. - Abri a boca surpresa.

 Dom não podia ter feito isso, ele estava me perseguindo ou melhor eles estavam me perseguindo.

- Meu Deus! - Exclamei.

- Sim, ele bateu a porta do carro tão forte que disseram que quase foi arrancada.

- É só um louco obcecado. - Falei. Não era mentira, Eles eram uns loucos obcecados que achavam que eu era filho de anjo.

- Tome cuidado, nunca se sabe o que um cara desses pode fazer. O que tem de gato tem de explosivo. - Sorriu. Assenti e ela não continuou o assunto, mas minha cabeça martelava com tudo o que estava acontecendo.

- Vamos dar uma volta? - Perguntei de repente. - Quero sair um pouquinho.

- É pra já! - Ela riu. - Mas vá trocar essa roupa de dormir por favor! - Exclamou.

 Depois de eu escolher uma calça jeans e uma blusa qualquer saímos de casa. Fomos andando sem rumo pelas ruas de Manhattan até que paramos em uma pequena carroça de cachorro quente. Sentamos em um banquinho próximo dali e ficamos jogando conversa fora.

- Connor anda muito malhado ultimamente, sempre foi bem magro. - Comentou Alex.

- Perguntei se ele estava tomando bomba e ele negou. - Falei e dei uma risada.

 Fiquei olhando a paisagem urbana enquanto Alexandra falava sobre os novatos que entraram na faculdade e que um deles queria sair com ela. Passei os olhos por um beco e meu lanche quase caiu da minha mão quando percebi que Dom estava encostado na parede me observando.

- Você tá bem? - Perguntou Alex. - Parece que viu um fantasma. - Ela olhou para o beco e deu de ombros como se não estivesse vendo nada.

 Eu estou pirando, certeza. Ele fez um sinal com a cabeça me chamando.

- Espera aí, eu já volto. - Dei meu lanche para ela segurar enquanto me levantava do banco. - Não coma Alex! - A repreendi quando vi ela beliscando meu cachorro quente.

 Fui andando até o beco onde se encontrava Dom e o mesmo revirou os olhos para mim.

- Que diabos você tá fazendo aqui?! - Falei por entre os dentes.

- Vim em nome de Nikolai. Ele pediu desculpas por jogar aquela notícia nas suas costas. - Ele encarou as unhas.

- Eu o perdoo por ser um louco, todos vocês aliás. Agora PARE de me seguir e aparecer na minha faculdade.

- Ele quer te ver de novo para esclarecer as coisas. - Falou e me encarou. - Aliás foi muito corajoso você me mandar para o inferno outro dia.

- Acho que não ficou claro. Eu quero que você e todo seu povo vá para o inferno! - Gritei. Olhei em volta e uma senhora me encarou achando que eu estava louca.

- Ninguém está me vendo, só você. Ainda acha que somos loucos? - Cruzou os braços e me olhou ameaçador. - Mande-me para o inferno de novo e eu esqueço meus bons modos.

- Não sabia que bons modos existiam no seu vocabulário. - Olhei desafiadora.

- Se você não fosse a queridinha do Nikolai eu já teria te dado uma lição a muito tempo. - Disse me ameaçando.

- Kathy! O que você está fazendo aí doida? - Alex chegou logo atrás de mim. - Eu tenho que ir embora, minha mãe quer minha ajuda para fazer umas coisas lá em casa.

- Ok. Vamos embora. - Olhei torto para Dom que continha um sorriso desafiador.

- O que você estava fazendo olhando para o nada no meio de um beco? - Perguntou por fim Alex.

- Achei ter visto alguém, só isso. - Ela não continuou o assunto, fomos para casa em silêncio.

 Ela se despediu de mim e por fim estava em casa de novo. Abri a porta e quando acendi a luz Dom estava sentando no meu sofá segurando um porta retrato. Xinguei um palavrão baixinho e joguei minhas chaves na escrivaninha.

- Que diabos... - Falei e ele me cortou com um dedo levantado. - Acho que eu deixei bem claro para VOCÊ me deixar em paz! - Exclamei nervosa.

- Nikolai quer te ver, e eu não volto sem você. - Disse por fim. Ele botou o porta retrato que estava eu e meus pais em cima da escrivaninha e se levantou imponente.

- Eu não vou. - Cruzei os braços.

- Isso é o que veremos. - Disse e levantou as sobrancelhas. Minha mente estava me avisando que ele era perigoso e eu deveria ir com ele caso não quisesse morrer, mas minhas ações faziam exatamente ao contrário.


Notas Finais


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