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História Venator - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo 8


- Se você tentar alguma coisa, eu vou gritar. - Falei. Tentei soar ameaçadora com meus 1,60 de altura diante de uma cara de talvez 1,85cm. Ele me olhou e simplesmente riu.

- Eu sou um caçador garotinha. - Disse e chegou mais perto. - Você acha mesmo que pode contra mim? - Ele sussurrou no meu ouvido e logo se afastou. Refleti um pouco sobre o que ele quis dizer com ser um caçador e logo espantei o pensamento.

- Eu não quero ir, vocês são loucos. - Falei. Andei de um lado para o outro sob o olhar atento de Dom. - Vai ter que me arrastar. - Falei por fim.

- Certo. - Ele disse.

- Certo? - Perguntei impressionada com sua desistência.

- Sim. Vou embora e vou dizer ao Nikolai que você não quis ir. - Ele se estava de frente para mim e se virou para a porta.

 Sorri vitoriosa até que Dom deu dois passos em direção a porta e se virou em uma fração de segundos, ele me jogou em suas costas como se eu fosse um saco de batata.

- ME SOLTA! - Gritei e me debati.

- Eu te avisei que se você não fosse por bem ia ser por mal. - Suspirou falsamente.

- Eu vou te matar seu desgraçado! - Me debati socando suas costas. Ele me ignorou e pegou minhas chaves, abriu a porta comigo nas costas e a fechou.

- Se você colaborar eu não te jogo escada abaixo. - Disse enquanto ia descendo as escadas que davam para o portão da rua. Parei de me debater e percebi que ele estava me levando para o seu carro.

- Eu te odeio Dominic! - Me debati outra vez. Ele abriu a porta do seu carro e me jogou igual um lixo é jogado na lixeira. Ele trancou a porta do carona e deu a volta no carro para entrar no lado do motorista.

 Ele parou de repente e olhou em volta como se tivesse escutado algo. Ele olhou para a rua preocupado e tirou uma caneta de dentro de sua jaqueta, segundos depois a caneta se transformou em uma espada. Quase dei um grito de susto e recebi um olhar cortante de Dom.

- O que foi? - Perguntei. Ele fez sinal de silêncio. Bufei e olhei em volta do carro tentando achar o que fez ele ficar tão alerta.

 Em uma fração de segundos um cara pulou em suas costas travando uma luta com Dom. Gritei desesperada quando o homem o atingiu, vi sangue escorrer pelo braço de Dom. Ele deu uma olhada sombria ao tal cara e num giro 360° ele enfiou sua espada nele. O corpo do homem parecia um vulcão entrando em erupção, o corpo dele tremeu e pegou fogo.
      Olhei paralisada para a marca de fogo no chão e as cinzas do homem. Meu coração batia descompassado, tantas emoções provavelmente me fariam ter um ataque a qualquer momento. Dom clicou no topo de sua espada e ela voltou a ser uma caneta, ele a pôs no bolso e ajeitou sua jaqueta que continha sangue.

- Droga, minha janela predileta. - Suspirou. Seus cabelos estavam soltos, provavelmente seu elástico se arrebentou durante a luta. Ele passou as mãos neles tirando-os do rosto coberto de suor e entrou no carro. Sai do transe de ver seu pequeno gesto ser tão bonito e me concentrei em estar nervosa por ter visto uma morte.

- O que foi aquilo? - Perguntei rapidamente.

- Era um Demônio das Sombras. - Disse tranquilo enquanto ligava o carro.

- E-e que diabos é um Demônio das Sombras? - Gaguejei. - Demônios não existem. - Concluí.

- Ah eles existem sim garotinha. - Me olhou de soslaio. - Demônios das Sombras são criaturas nojentas criadas para infernizar nossas vidas.

- Isso não faz o menor sentido... - Sussurrei. - Você matou um cara e ele virou CINZAS! - Enfatizei quase gritando o "cinzas".

- Ele não era uma pessoa, Demônios das Sombras costumam copiar corpos humanos para se infiltrar na sociedade. - Explicou.

- E existem mais deles por aqui? - Perguntei baixo. Eu estava considerando que tudo o que eu acreditava estava indo por água abaixo.

- Milhares por todo o mundo. Por isso não pode confiar em ninguém. - Avisou.

- E em você? Eu devo confiar? - Perguntei.

- Não. Confie em si mesma. - Disse por fim.

 Me encostei no vidro no carro refletindo sobre tudo o que veio acontecendo na minha vida no período de 1 semana. Meu pai que eu já nem sei se foi morto por um humano, minha mãe me largou e agora descobri a existência de seres sobrenaturais.

- Chegamos garotinha. - Dom disse. Acordei dos meus pensamentos e lá estávamos nós de novo no maldito cemitério.

- Lar doce lar. - Falei ironicamente. Pulei de seu carro e fechei meu casaco pois estava frio. Dom riu e seguiu na minha frente.

 Paramos em frente ao mausoléu outra vez e tinha umas letras gravadas na porta que eu não tinha visto antes, VAR. A escrita estava marcada no concreto velho e desgastado.

- Isso não estava aqui antes. - Falei me referindo as letras. - O que significa Var? - Perguntei.

- Sempre esteve aí. - Disse enquanto empurrava a porta do mausoléu. - Significa Caçador em latim.

 Entramos e estava tudo como antes, pessoas caminhando de um lado para o outro,umas mexendo em telas gigantes outras em computadores... Cassie e Danielle estavam juntas e logo nos avistaram.

- Olha só se não é a garota do anjos. - Danielle falou. Ela me puxou para um abraço e logo se afastou sorrindo. Sorri sem graça.

- Eu prefiro só Kathy. - Falei.

- Dom! Por que suas roupas estão com sangue? - Cassie perguntou preocupada. Ela virou Dom de um lado para o outro como se estivesse procurando ferimentos.

- Você sabe que se eu estivesse sido ferido já teria curado. - Sorriu cúmplice. - Fomos atacados por um Demônio das Sombras.

- Odeio essas criaturas. - Danielle disse. Ela tinha um pequeno machado grudado por fivelas em sua coxa. Ela percebeu que eu olhava e sorriu. - Meu melhor amigo, ninguém pode contra meu machado. - Sorriu vitoriosa.

- O que significa que se estivesse machucado teria curado? - Perguntei a ninguém a princípio.

- Sabe nossa tatuagem? - Cassie perguntou. Ela apontou a tatuagem escrita em seu pescoço. - Ela tem múltiplas funções, como cura, força, velocidade. Uma só para todas as especialidades. - Concluiu.

 Pisquei diversas vezes. Eles são loucos e eu estou cada vez mais envolvida com eles. Meu estômago sentiu um pequeno desconforto, eu estava faminta.

- Será que antes de vocês me arrastarem até Nikolai eu poderia parar para comer? - Perguntei.

- Não demora. - Dom falou e saiu andando impaciente. Revirei os olhos.

- Não liga para ele, vem comigo. - Danielle me puxou pela mão deixando Cassie por lá.

 Ela me puxou até a cozinha daquele lugar, abriu a geladeira e verificou se tinha algo comestível.

- Você come comida instantânea? - Perguntou segurando um pacote de macarrão. Ri e assenti.

- Não precisa fazer para mim, eu mesma posso fazer. - Falei quando percebi que ela já estava fazendo minha comida.

- Não custa nada. Não é sempre que temos convidados por aqui, e ainda mais garotas. - Riu.

- Vocês sei lá fazem faculdade ou algo assim? - Perguntei.

- Não. - Riu. - Nós nascemos para caçar e não temos tempo para coisas "normais". - Fez aspas com os dedos.

- Como é essa coisa de caçador?

- Eu conto se você não achar que somos loucos. - Ela sorriu. Danielle botou a comida no prato e me entregou.

- Depois de tudo o que eu passei... Acho que a louca sou eu mas continue.

- Certo. Somos filhos de Nephilins. - Disse. Olhei-a com uma expressão de confusão. - É tipo varios anjos que tiveram "filhos", e esses filhos somos nós. Meus pais são Nephilins assim como eu, Cassie, Dom... - Ela gesticulava enquanto falava. - Os Nephilim são capazes de ver objetos e seres que são invisíveis aos humanos, por exemplo ceifeiros e etc.

- Meu Deus... - Sussurrei. Ela sorriu gentilmente.

- Para você eu sei que é difícil acreditar pois não foi criada como um de nós...

- Deve ser porque eu não sou uma de vocês. - Falei.

- Você é sim. Você tem uma alma de Var, só ainda não se descobriu. - Sorriu e saiu da cozinha me deixando sozinha mergulhada em pensamentos.

 Ceifeiros, demônios, Nephilins... Minha cabeça estava uma bagunça completa, nada fazia sentido. De repente o mundo que eu conhecia virou de cabeça para baixo e tudo o que acreditava já não fazia mais sentido. Suspirei fundo e terminei meu jantar.
    Dom apareceu minutos depois me chamando para ir ver Nikolai. Lavei meu prato e fui sem reclamar encontrar com o homem que queria tanto a minha presença.

- Katherine! - Exclamou Nikolai ao me ver.

- Espero que tenha um bom motivo para eu estar nesse lugar. Dominic me arrastou até aqui. - Bufei e sentei na cadeira a sua frente. Dom revirou os olhos me ignorando.

- Dominic Wood! Isso é jeito de trazer nossa convidada? - Nikolai repreendeu Dom.

- Se eu não tivesse arrastado ela até aqui aquele demônio teria encontrado ela e como ela é inútil com tudo já estaria morta. - Ele cruzou os braços. Nikolai suspirou e voltou-se para mim.

- Pedi para que Dom te trouxesse aqui para te contar o que a 18 anos te esconderam. - Ele falou sério. - Sua verdadeira origem. - Concluiu.

- Estou ouvindo. Nada mais me surpreende, conte sem medo. - Falei. Nikolai me deu um sorriso como se estivesse orgulhoso.

      Estavam todos na sala esperando o que Nikolai havia tanto para me falar. Suspirei fundo me preparando mentalmente para ouvir a bomba.

- Creio que você conhece a história da Caída do Anjos. - Ele disse. Assenti. - Quando Lúcifer foi expulso do céu por alta traição, ele levou milhares de anjos que o apoiavam à cair junto com ele. Foram anjos, arcanjos e querubins junto com ele. - Nikolai tomou um gole do líquido que havia em sua xícara antes de voltar a história.

- O que isso tem haver comigo? - Perguntei confusa.

- Lúcifer chamou todos os anjos que caíram para governar o inferno. Só que quando alguns dos anjos viram que Lúcifer não era tão celestial quanto imaginavam, alguns deles se rebelaram e saíram do inferno. Condenados por Lúcifer a viverem exilados entre os humanos. - Nikolai suspirou. - Até então os anjos não podiam engravidar humanos, pois sua força angelical os matariam.

- Mas o Nephilins são filhos de anjos. - Concluí. - Como que não poderia engravidar humanos?

- Os anjos se reproduziram sozinhos há milhares de anos, pois se tivesse filhos com humanos eles provavelmente morreriam. - Disse.

- Isso está muito confuso. - Esfreguei as têmporas e suspirei.

- Vou deixar claro para você não ter dúvidas. Antes da criação dos humanos, os anjos tiveram filhos sem a ajuda de receptoras como as mulheres, chega a ser confuso até para nós, isso se deve com a ordem direta de um superior, que para vocês podem ser Deus ou não. São os Nephilins que somos nós. Nós nos multiplicamos com os da nossa espécie e geramos mais Nephilins. O que estou tentando dizer é que um anjo não pode engravidar uma humana. - Fiz uma cara que significava um mas quem disse que isso é um problema meu? - Você Katherine Macfield, é filha pura de um anjo com uma humana.

- Meu Deus... - Sussurrou Cassie.

- E o lance do Renegado? - Perguntei.

- Você é filha de um anjo caído. - Concluiu por fim.


Notas Finais


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