História Vende-se uma namorada - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anúncio, Certo, Drama, Errado, Faculdade, Namorada, Nova York, Revelaçoes, Vadia
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Palavras 4.873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, meus amores! Como vocês estão? Eis que eu terminei agora, tipo AGORA o capítulo, aí como já estou na frente do computador resolvi postar para vocês antes de eu ir dormir.

Bem, vocês lembram que o Thomas convidou a Maggie e os amigos para uma festa? Pois bem, vamos ver o que vai rolar nessa festa. Espero que gostem do capítulo.

Boa leitura, sweeties!

Capítulo 5 - Capítulo 4 - Beerpong


Fanfic / Fanfiction Vende-se uma namorada - Capítulo 5 - Capítulo 4 - Beerpong

Eu já me sentia entediada naquela aula introdutória sobre a história da moda. O módulo falava basicamente sobre os tecidos e as suas origens e não sobre a história da moda em si. Bocejei e evitei ao máximo que o tédio me vencesse, mas aquela era uma tarefa difícil. A velha professora Maverik falava em um tom de voz alto e irritante, creio que era só por isso que eu não tive caído no sono.

Camille estava sentada na minha frente e se esforçava para anotar tudo o que a mulher dizia em seu caderno, já que a mesma nos proibiu de usarmos nossos notebooks. Segundo Maverik, nós tendíamos a não anotar nada nos notebook, só ficaríamos perdendo tempo com bobagens e não prestaríamos atenção no seu conteúdo.

Eu encarei Lorenzo sentado ao meu lado e ele estava na mesma situação que eu, se esforçava para não ceder ao sono. Suspirei e olhei o relógio pendurado na parede atrás da velha professora, já que se eu puxasse meu celular para checar o horário ela me colocaria para fora da sala, e pude constatar que faltavam dois minutos para a aula milenar dela acabar.

Era muito tédio em um ser humano só. Eu estava exausta e aquela era só a primeira aula do dia. Aquela mulher era o capeta, sério. Ela conseguiu sugar toda a minha animação do dia em uma hora e meia.

O sinal tocou e a professora checou o seu pulso.

—Nos vemos na próxima semana! ­—Declarou ela ajeitando o seu terninho vermelho.

Eu me espreguicei na cadeira ainda e só então criei coragem para me levantar. Segui com Enzo e Cami para fora da sala e nós três nos encaramos com cara de pura derrota.

—Essa mulher é o cão! —Declarou Enzo chocado. —O diabo não veste Prada, veste Versace! —Ele comentou fazendo uma referência ao terninho que ela usava.

Eu não contive o meu riso.

—Só você para melhorar o meu humor em um dia tão desastroso como hoje. —Comentei.

—Isso que o dia mal começou. ­—Acrescentou Cami.

—Nem me lembre desse pequeno detalhe. —Eu resmunguei e caminhei até o bebedouro que havia no corredor para encher a minha garrafinha de água. Tirei a tampa da garrafinha plástica dourada e rosa e apertei o botão do bebedouro, fazendo com que a água jorrasse para cima e caísse na abertura da garrafinha, enchendo-a aos poucos. —Qual a nossa próxima aula? —Questionei um pouco atônita.

—É confecção com o gato do Luke Sampson. —Declarou Enzo, o que me fez rir mais um pouco.

—De fato, um homem para não se jogar fora... —Comentei. —Mas veremos se ele é tão bom professor quanto é lindo.

Fechei a minha garrafinha e nós três seguimos pelo corredor rumo às escadas, para que pudéssemos chegar a sala do Sr. Sampson. Entramos na sala e observamos o professor ainda organizando as coisas, mas apressando os alunos para que formassem grupos de até quatro pessoas e sentassem-se nos bancos altos disponíveis para as mesas compridas.

Como já estávamos em três resolvemos nos sentar juntos em uma das mesas disponíveis. Nós ficamos sentados esperando a primeira instrução do professor, o que não demorou a vir. Ele verificou o horário no seu relógio e pulso e foi até a porta da sala, a fechando.

—Bom dia... —Ele disse em bom tom para que fosse ouvido por todos ali presentes. —É assim que as coisas funcionarão na minha aula. —Ele apontou para a porta fechada. — Chegou aqui e viu a porta fechada, não ouse entrar e atrapalhar os demais. ­—De fato o típico inglês pontual. —Sou Luke Sampson, formado pela Central Saint Martins, em Londres. Pelo meu sotaque podem notar claramente que sou britânico. —Foi ouvido algumas risadinhas de algumas alunas. — A minha aula será a primeira prática de vocês nesse curso. Não espero que nenhum de vocês sejam gênios ou que saibam coisas antes mesmo de eu explicá-los, mas exigirei mais do que podem imaginar. —Ui, ele é exigente... Ri em pensamento. —Vamos começar pelas medidas dos manequins ao canto direito hoje. —Ele apontou com a cabeça para os manequins posicionados ao canto direito de cada mesa. —Quero que todos façam o exercício, então peguem a fita métrica que está sobre a mesa e podem começar as anotações. Quero no papel e todos me entreguem os seus resultados ao fim da aula.

Fácil.

Camille foi a primeira a fazer as suas anotações, Lorenzo foi o segundo e eu por último. Foi algo bem tranquilo, todos fizemos as nossas anotações em uma folha sulfite, colocamos nossos nomes e nossos códigos de alunos —a matrícula — e então entregamos ao professor.

—Os três fizeram? —Ele questionou verificando as folhas.

—Sim, Sr. Sampson.  —Respondi segura.

—Tudo bem então... Estão dispensados por hoje. —Ele declarou.

—Até a próxima aula, Sr. Sampson. —Disse Camille sendo educada. O homem assentiu e nós três deixamos a sua aula.

Chegamos ao corredor e eu pude suspirar um pouco mais aliviada. Aquele dia de aulas tinha chego ao fim.

—O que vamos fazer agora? —Questionou Enzo um pouco saltitante.

—Acho que podíamos ir comer e depois começarmos a nos arrumar para irmos a festa. —Sugeri e os olhos azuis de Enzo me encararam cúmplices.

—Amei!

—Só tem um porém na minha sugestão. —Acrescentei, recebendo olhares atentos dos dois. —Vocês precisam se arrumar lá em casa...

—Ué, porquê? —Questionou Camille.

Eu suspirei e decidi ser sincera com eles.

—Eu briguei com o meu irmão e sei que ele vai me encher o saco, não vai querer me deixar sair, mas se vocês estiverem lá, ele não dirá nada. Afinal é muito educado para me encher na frente de visitas. —Declarei e Enzo riu.

—Se é para conhecer o príncipe ruivo eu topo. ­—Declarou o meu amigo e dessa vez foi a minha vez de dar risada. —Só temos que passar no apartamento para pegar as nossas coisas, né, Cami?

—Claro... —A loira concordou. —Vou adorar que a gente se arrume na sua casa. ­—Declarou a minha amiga enganchando o seu braço no meu. —Estou animada!

Nós começamos a caminhar rumo a porta principal da universidade. Enzo dominava o seu monólogo sobre como seria divertida a nossa tarde juntos no meu apartamento, mas a minha atenção deixou o meu amigo para encontrar um par de olhos azuis que vinham em minha direção.

—Oi, Margot! —A sua voz ecoou pelo corredor e encontrou o meu ouvido, fazendo com que eu contivesse um suspiro preso em meus lábios.

—Olá, Thomas! —Respondi educadamente. Ele vinha com um garoto loiro de cabelos cacheados, parecia um anjo, atrás dele. ­—Esse é Carl Jones.

—Muito prazer, sou Margot Alanis.  —Me adiantei. —Esses são Camille Hills e Lorenzo Barnes.

—Prazer conhecê-los. —Disse o rapaz de forma educada, mas o seu olhar direcionou-se mais a Camille, que ruborizou um pouco diante do olhar do rapaz de porte atlético.

—Irão todos à festa hoje e noite? —Questionou Thomas me encarando.

—Claro, não perderíamos essa festa por nada. —Respondi sendo cem por cento sincera.

—É, de fato a festa é imperdível... —Comentou o tal Carl. —Bem, temos aula agora. Nos vemos na festa, senhoritas... E cara.

Lorenzo sorriu falsamente e os dois saíram em direção as salas de aula de computação enquanto nós três continuávamos o nosso caminho até o prédio onde Cami e Enzo viviam. Nós caminhamos pela rua animados e chegamos no grande prédio Hills, nós subimos pelo elevador até o apartamento de Cami e pegamos tudo o que eles iriam precisar.

Acabei tendo que esperar que Cami e Enzo tomassem um banho e então pudemos nos dirigir a minha casa. O motorista nos levou e eu conferi se tinha a chave daquela vez, já que não tinha certeza se haveria alguém em casa. Nós chegamos a frente do prédio e eu digitei a senha para que a porta se abrisse. Nós entramos e então fomos até o elevador.

—Ai que lindo o prédio... —Comentou Camille ajeitando seus óculos. — Nossa, amaria ter um apartamento aqui.

—Não se engane, você ainda não entrou no apartamento. —Comentei e ela riu.

Chegamos a porta do apartamento e eu coloquei a chave na fechadura, girei-a e abri a porta dando de cara com Paul e a loira da outra noite aos beijos no sofá. Eu respirei fundo e dei uma pigarreada, fazendo com que os dois me encarassem.

O meu colega de apartamento me encarou, mas não  pareceu incomodado ou envergonhado de ser pego num momento de amasso.

—O que você está fazendo em casa? —Ele questionou um pouco grosseiro enquanto levantava-se do sofá junto com a loira que ainda abotoava a sua camisa social novamente.

—Até aonde eu sei eu moro aqui, querido. —Eu declarei e ele revirou os olhos.

—Mas você nunca vem para cá na hora do almoço... —Ele resmungou.

—Mas eu estou aqui e estou com companhia. —Declarei e ele reparou nas duas pessoas que estavam atrás de mim. —Leva ela pro seu quarto da próxima, mas dessa vez, se quiserem terminar esse amasso vocês vão para um motel, por favor.

Paul abriu um sorriso enorme e cheio de deboche.

—Abusada você, né?! —Ele questionou me encarando um tanto sério.

—Bom, a gente vai almoçar aqui e vamos continuar aqui. ­—Eu declarei fechando a porta do apartamento enquanto Camille desviava o olhar de Paul e Lorenzo o encarava na maior cara de pau.

—Vocês vão querer ir naquela festa hoje à noite? —Questionou o futuro advogado a minha frente.

—Claro, esse é o plano. —Respondi rolando meus olhos e cruzando os meus braços.

—Hm, princesinha... Acho que não. —Ele declarou enquanto segurava na mão da loira e vinha na minha direção, rumo a porta. —O Jack não vai querer ver a irmãzinha em uma festa cheia de marmanjo de fraternidade da NYU. —Ele respondeu-me e eu serrei meus dentes.

—Não me ameace Paul... —Eu disse baixinho encarando-o no olho. —O Jack também não vai querer saber que eu peguei você e a sua amiguinha se pegando no sofá, quando você poderia estar no seu quarto. —Ele deixou o seu maxilar travado. — E ai, qual vai ser? Vamos viver a base de ameaça ou você vai colaborar comigo e me deixar em paz? —Questionei.

Ele riu e depositou um beijo na minha bochecha.

—Vamos ficar na paz, princesinha. ­—Ele sussurrou perto da minha orelha. —Até mais, pessoal.

E lá foi Paul com a loira para fora do apartamento. Ele fechou a porta e eu suspirei aliviada.

—Margot Alanis! —Enzo chamou a minha atenção. —Quem é esse deus grego? —Questionou o meu amigo com os olhinhos azuis brilhando.

Eu revirei os olhos e caminhei rumo ao corredor, com os dois atrás de mim.

—O nome dele é Paul McNamaha, ele é o melhor amigo do meu irmão, faz direito e é um mala sem alça. —Declarei enquanto abria a porta do meu quarto. —Não é o quarto da Cami, mas fiquem à vontade. —Eu declarei a minha amiga revirou os olhos enquanto soltava uma risada debochada.

—Eu achei bem charmoso o apartamento, de verdade, adorei e viveria aqui numa boa. ­—Ela declarou enquanto deixava a bolsa que tinha levado ao lado da minha escrivaninha.

Antes que eu pudesse responder a minha amiga, ouvi a porta da frente ser aberta. Achava que era Paul novamente, por isso fui até a sala pronta para mais uma conversa cheia de deboche e talvez ameaças, mas quem eu encontrei na sala foi meu irmão que estava deixando a sua pasta sobre a mesinha que tinha ao lado do sofá e já vinha em direção ao corredor que daria em seu quarto.

—Oi, Maggie! —Meu irmão disse sorrindo de leve e me cumprimentando.

—Oi, maninho... —Eu disse baixinho o abraçando, ele me soltou e encarou os dois seres que estavam na porta do meu quarto.

—Quem são? —Ele questionou curioso.

—Ah! —Eu sorri e encarei meus amigos e depois meu irmão novamente. —Esse é Lorenzo e Camille, são meus amigos da faculdade. —Declarei. —Enzo, Cami... Esse é o Jack, o meu irmão.

—Muito prazer. —O meu irmão aproximou-se dos dois e os cumprimentou. —É... Maninha, posso falar com você na sala? ­—Ele questionou passando por mim e eu fui atrás. Nós caminhamos até perto da porta para que ele começasse a falar. —O que eles estão fazendo aqui?

—A gente veio se arrumar para a festa de recepção de calouros que acontecerá a noite. —Eu respondi sem pretensão de me arrepender das minhas palavras.

—Ah... —Ele colocou a mão no rosto. —Claro, né, Margot... —Ele respondeu com deboche. Meu irmão suspirou e voltou a me encarar. —Ok, você vai na festa com os seus amigos, mas quero você até a uma da manhã em casa, combinado?

—Não dá para você ir transar com a sua namorada e não me encher? —Questionei com deboche e ele me encarou sério. —Ok, desculpa. Estarei aqui no horário combinado. —Eu o garanti e ele assentiu.

—Acho bom mesmo... —Ele debochou e eu rolei meus olhos. —Vocês já almoçaram?

—Ainda não... —Comentei e ele assentiu.

—Vou fazer comida então. —Sorri diante da sua declaração. —No caso o almoço será hambúrguer.

—Tudo bem, sem problemas. Somos todos americanos. —Garanti e ele riu da minha cara indo em direção ao sofá, tirou o seu terno e a gravata, deixando-a sobre o estofamento. Em seguida ele foi para a cozinha, colocou um avental e eu segui para o meu quarto para ver os meus amigos. Cheguei a porta e encarei Lorenzo me encarando de volta com uma expressão pervertida. —O que foi? —Questionei ao meu amigo.

—O que foi?! —Ele repetiu a pergunta em deboche puro. — Você mora com dois gatos maravilhosos, só isso, bonequinha russa.

Eu encostei a porta do meu quarto e ri com aquele comentário. Camille continuava quieta, ela ajeitou seus óculos e só então me encarou.

—Tudo bem, Cami? —Questionei sentando ao seu lado na minha cama.

—Tudo... Tudo certo... —Ela respondeu um pouco sem jeito. —Seu irmão é bonito... E o amigo dele também. —Comentou a minha amiga ruborizando.

—Ah, Cami... Meu irmão é bonito mesmo, afinal é meu irmão. —Brinquei. —Mas o Paul é um chato, isso sim. —Declarei deixando que um suspiro pesado deixasse o meu lábio. —Enfim... O Jack está fazendo hambúrguer para gente almoçar. —Comentei e Cami me encarou.

—Ele não precisa de ajuda? —Questionou a minha amiga toda cautelosa.

—Hm, não sei... Não perguntei. —Admiti. —Mas vamos para a sala, aí ele conhece melhor vocês também. —Eu sugeri e os dois concordaram. Nós seguimos para a sala e encontramos meu irmão mexendo no celular enquanto haviam pães na sua frente. —O que está fazendo, Jack? —Questionei recebendo um olhar não muito atencioso do meu irmão.

—Respondendo a Pandora. —Ele declarou, mas logo guardou o aparelho no bolso da sua calça social. —E aí, todos comem hambúrguer? —Questionou meu irmão mirando os meus amigos.

—Com certeza! —Declarou Lorenzo sorrindo e Camille apenas assentiu.

—Você fala? —Questionou meu irmão encarando Cami, que acabou ruborizando um pouco. Ela sorriu e quase riu.

—Falo, falo sim. —Minha amiga o respondeu colocando uma mecha de cabelo para trás da orelha e então notei uma coisa. Meu irmão se interessou minimamente por ela e isso geralmente não acontece e ela parece que também se interessou por ele. E uma luz se acendeu na minha mente. Eu mataria dois coelhos com uma cajadada só. Era genial. —Maggie?! —Cami sacudiu a mão na minha frente, me fazendo retomar a consciência.

—Oi... Desculpa, me perdi no meu sono. —Menti. —O que eu perdi?

—Quero saber como vão na festa hoje. —Declarou o meu irmão, pelo jeito, refazendo uma pergunta de forma diferente.

—De carro, táxi... Não sei ainda. ­—Dei de ombros e meu irmão pareceu aceitar a minha resposta.

Ele terminou de fazer os hambúrgueres e então serviu cada um de nós. Como estávamos sentados no balcão, ele apenas deixou o prato com o sanduíche sobre o mármore e depois colocou uma vasilha com batatas fritas na nossa frente. Eu me encarreguei de pegar o refrigerante

O almoço foi num clima tranquilo. Enzo fez algumas perguntas ao meu irmão sobre a faculdade dele e o emprego no escritório de advocacia. Camille acabou contando sobre os seus pais e meu irmão surpreendeu-se ao saber que a minha amiga pertencia a uma grande família tradicional da cidade. Mas meu irmão não pode ficar muito, logo teve que voltar para o seu trabalho.

—Bem, eu volto antes de vocês saírem a noite, qualquer coisa você pega o carro daí. —Meu irmão comentou enquanto eu o ajudava a ajeitar a sua gravata. Um sorriso largo abriu-se no meu rosto e no dele também. —Assim sei que você não vai tentar beber. —Espertinho, claro... O que mais eu poderia esperar de Jack Alanis, não é mesmo?! Revirei meus olhos e ele depositou um beijo em minha bochecha. —Até mais, maninha. Até, Lorenzo... Até, Camille...

—Até, seu mala! —Eu declarei e ele saiu pela porta do apartamento. —Ridículo. —Resmunguei sozinha.

—Bem, acho que precisamos começar a nos arrumarmos. —Disse Enzo vindo até mim e fazendo uma careta brincalhona. —E você precisa de um banho.

—Seu besta! —Repliquei, mas fui em direção ao banheiro para tomar um banho.

***

Encarei o meu reflexo mais uma vez no espelho e admito que a minha autoestima, que já era bem grande, estava muito maior naquele momento. Sorri com o resultado da maquiagem e encarei Enzo e Camille atrás de mim, tão lindos quanto eu. E Deus, Cami estava super sexy! Eu estava amando aquela garota daquela forma.

—Estamos um arraso só! —Declarei animada.

—Com certeza, baby. —Enzo concordou sorrindo de forma convencida.

Meus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto e eu acabei usando um sapato preto de salto que tinha no meu armário já. Camille estava com o vestido preto e azul e os cabelos ondulados soltos. Enzo estava com a camisa vinho e a calça branca, além de um sapato social cheio de brilho, um arraso só.

Nós nos sentamos na minha cama e Camille sacou seu celular de dentro da bolsa para tirar uma foto. Nós ficamos ali tirando até que ouvíssemos uma batida leve na porta do meu quarto.

Eu me levantei da cama e fui abrir a porta, dando de cara com o meu irmão.

—E aí, maninho... —Eu disse balançando a barra do meu vestido. —O que achou do meu look?

Ele fez uma carranca e cruzou os braços.

—Não está faltando pano aí?

Eu revirei os olhos.

—Não, querido Jack... O vestido está perfeito. —Eu o repliquei e ele apenas aceitou. —Estamos prontos, você vai nos levar?

—Com certeza. —Ele garantiu. —Vamos?

Sorri e abri mais a porta do meu quarto revelando Camille e Enzo sentados na minha cama.

—Vamos pessoal! —Eu ordenei e peguei minha bolsinha em cima da minha mesinha de cabeceira.

Passei pelo meu irmão e Enzo também. Já Camille e ele ainda trocaram alguns olhares até que ele caminhasse até mim e chegasse a sala antes de nós. Eu tinha um sorriso no rosto, mas ao reparar em quem estava naquela sala o sorriso diminuiu severamente.

—Oi, cunhadinha... —Pandora acenou para mim enquanto estava sentada em uma das banquetas altas da cozinha ao lado da sua bolsa e do seu jaleco. Eu suspirei e forcei um sorriso enorme.

— Oi, Pandora. —Me forcei a dar um sorriso e caminhei até a namorada do meu irmão. A cumprimentei da forma mais educada possível e com um sorriso bem falso. —O que faz aqui?

—Vim aproveitar que você e Paul estarão fora essa noite e vim passar um tempinho com o meu namorado. —Ela me respondeu enquanto meu irmão se colocava ao seu lado.

Revirei os olhos desinteressada naquela informação.

—Podemos ir? —Questionei mudando de assunto.

—Vamos... —Meu irmão resmungou pegando a chave do carro no bolso da sua calça social.

—Você vai levá-los? —Questionou Pandora confusa.

—Vou, só para ter certeza de onde a minha irmã vai ficar. Você pede o jantar? —Questionou meu irmão a replicando.

—Claro, meu amor. —Ela sorriu não muito satisfeita e roubou um beijo do meu irmão.

Eu desviei o olhar e caminhei até a porta do apartamento puxando Cami e Enzo comigo. Chamei o elevador e esperei que meu irmão viesse até nós. Todos descemos até a garagem e entramos no carro do meu irmão. Eu fui no banco do carona e meus amigos foram no banco de trás.

***

Jack analisou a casa antiga e me encarou não muito satisfeito.

—Eu vou sobreviver. —O garanti antes que ele começasse a falar qualquer coisa que fosse. —Obrigada por nos trazer, maninho. —Depositei um beijo em sua bochecha e abri a porta do carro. — Nos vemos mais tarde!

—Se até as três da manhã você não me der notícia eu mando a polícia vir aqui. —Ele alertou e eu ri.

—Você não faria isso...

E então foi a sua vez de rir.

—Pode apostar que faria sim. —Ele garantiu dando partida no carro e se retirando de lá.

Eu suspirei e me virei para Camille e Enzo.

—Preparados?! —Questionou a minha amiga loira e eu sorri largamente para ela.

Nós três começamos a caminhar em direção a casa onde a festa estava rolando. A música alta já podia ser ouvida da rua e o cheiro de bebida dominava todo o quarteirão. Segundo Enzo nos explicou aquela era a parte baixa de Nova Iorque, onde ainda haviam construções e a parte mais universitária da cidade. Nós três apresentamos nossos convites aos seguranças que estavam na porta e recebemos um carimbo invisível na mão de uma moça bem simpática que estava na porta.

—Divirtam-se! ­—Ela disse e eu agradeci.

Segurei na mão de Camille e Enzo veio logo atrás de nós. Ao passar pelo pano preto nós passamos para um salão enorme de três cômodos. Do lado direito estava a bebida, do lado esquerdo os sofás onde algumas pessoas davam uns amassos e na nossa frente havia uma pista de dança incrível.

Sorri sozinha com aquela visão do paraíso.

—Isso está sensacional! —Declarou Enzo em um tom mais alto que a música. —Quero começar a beber!

Eu e Camille rimos e o acompanhamos até onde estavam as bebidas. Passamos pelas pessoas na pista de dança e conseguimos alcançar o bar. Enzo foi o primeiro a se debruçar sobre o balcão, Camille ficou ao seu lado e eu ouvi uma voz bem conhecida pelos meus ouvidos. Ele tinha xingado alguém, mas era um xingamento de comemoração.

Olhei em sua direção e encontrei aquele deus grego de olhos azuis. Sorri internamente, mas a minha atenção foi atraída por Camille me estendendo um copo de bebida.

—O que é isso? —Eu questionei antes de colocar na boca.

—Alguma coisa com cereja e morango. —Respondeu a minha amiga.

Eu dei de ombros e tomei um gole daquilo. Estava forte e desceu a minha garganta queimando, não consegui conter a careta e Enzo foi o primeiro a rir da minha cara.

—Margot?! —O som do amor da minha vida soou em meus ouvidos.

—Thomas! —Eu me virei para ele sorrindo. —Nossa que surpresa encontrá-lo aqui...

—Sério?! —Ele cruzou seus braços musculosos na frente do seu peitoral coberto apenas por uma camiseta cinza. —Eu a convidei, não sei como pode estar surpreso pela minha presença aqui. —O seu tom era de deboche.

Uh, que bola fora!

Forcei uma risada e toquei o seu braço.

—Ah, Thom, isso foi uma piadinha. —Eu comentei e ele abriu um sorriso.

—Desculpa.

—Não precisa. —Repliquei-o. —O que está fazendo ali? —Questionei indicando a mesa cheia de copos e com dois caras, um de cada lado.

—Ah, a estava jogando beerpong. —Ele respondeu. —Já jogou?

—Nunca... —Comentei e então me lembrei do meu empecilho. —Onde está Ellouise?

—Ela não gosta de festas como essa. —Ele respondeu dando de ombros. —Prefere ficar em casa.

—Que moça recatada. —Comentei tentando não jogar o meu veneno naquela frase.

—Ela é, bem recatada e religiosa. —Ele adicionou. —Tanto que... ­—E ele se interrompeu. —Deixa quieto, nem sei porque eu comecei a frase. —Ele colocou as mãos nos bolsos da calça.

—Ei, pode confiar em mim. —Eu disse tentando obter a informação que ficou presa na garganta dele. —Sei que nos conhecemos muito pouco, mas eu juro que sou uma boa pessoa. —Nossa que falsidade!

Ele sorriu e segurou no meu ombro.

—Eu também sou confiável, se quiser me dizer qualquer coisa em qualquer momento. —Ele disse com seus olhos fixos aos meus. Um sorriso largo dominou seus lábios enquanto ele segurava em minha mão livre. —Vem, vou te ensinar a jogar beerpong.

Eu não contive o sorriso e fui com ele até a mesa onde estavam os copos.

—Galera, essa é a Maggie e ela será a minha dupla na próxima rodada. —Declarou Thomas enquanto um de seus amigos se concentrava para jogar a bolinha.

—Hm, então você é a ruivinha que estuda moda com a namorada do Prince? —Questionou um outro amigo de Thomas a mim.

—É, sou eu... —Respondi de forma simpática encarando o rapaz de tatuagens nos braços e lhe estendo uma mão. —Margot, mas pode me chamar de Maggie. —Eu declarei e o rapaz sorriu para mim.

—Jace Christen. —Apresentou-se o rapaz depositando um beijo sobre meus dedos.

—Que cafona, isso é um hábito tão velho... —Brinquei e ele travou o seu maxilar enquanto Thomas ria atrás de mim. —Estou brincando, qualquer mulher gosta de ser cortejada.

E o seu sorriso voltou.

—Que bom que gosta de ser cortejada. —Jace comentou aproximando-se de mim, mas então Thomas segurou no meu braço.

—Vem, Maggie, temos uma partida para ganhar. —Declarou o meu príncipe universitário. Lancei um sorriso a Jace e dei as costas a ele, me posicionando atrás da mesa, ao lado de Thomas.

—Ok, o que eu devo fazer? —Questionei curiosa.

—Tem a bolinha. —Thomas disse me mostrando uma bolinha azul de pingue-pongue. — Você tem que acertar o copo do outro lado da mesa, mas ela deve bater uma vez na mesa antes de cair no copo.

—Isso é pingue-pongue. —Comentei e ele riu.

—Exatamente garota do interior. —Ele brincou e eu o encarei de forma desafiadora.

—Não subestime a garota do interior. —Declarei e peguei a bolinha da sua mão, me preparei e joguei a bolinha acertando de primeira um dos copos do outro lado da mesa. —Viu só.

Ele riu e esticou a mão para mim, eu bati em sua mão e então seus olhos foram para o outro lado da mesa. O seu amigo se preparou e jogou a bola, errando. E lá fui eu novamente. Acertei!

***

Depois de três rodadas eu já estava bem mais do que animada e tinha ganho a maioria das rodadas.

—Ok, essa é a última bolinha... —Eu comentei e encarei Thomas que estava ao meu lado com os braços cruzados. —Se eu acertar essa você dança comigo? —Ele riu e concordou. Eu sorri vitoriosa e joguei a bolinha, que caiu direto na bebida que havia no copo. Eu levantei os braços e então me virei para Thom segurando em sua mão, puxando-o comigo. —Vem... Eu quero dançar! —Ele não fez objeção e eu suspirei um pouco vitoriosa quanto a isso. A música que tocava era um remix de uma música da Demi Lovato e não pude controlar a minha animação. —Ai, eu amo essa música!

—Que bom, então vamos aproveitar ela.

Suas mãos foram para a minha cintura e eu contive um suspiro. Sorri para ele e deixei que uma das minhas mãos fosse para o seu ombro largo. Minha cintura começou a se mover e eu pude sentir as suas mãos acompanhando o movimento. As luzes brilhavam demais e tudo estava girando, mas não era de uma forma ruim.

—Sabe Thomas, eu não acreditei que você e Ellouise pudessem ser um casal quando os vi na primeira vez. —Eu comentei.

—O que você quer dizer com isso? —Questionou ele com a sua boca próxima a minha orelha, por conta do volume da música.

—Vocês não combinam. —Eu declarei. Ele riu e eu continuei a lhe encarando. —Não deve ser a primeira vez que ouve isso.

—Não, de fato não é. —Ele me respondeu e senti meu pé vacilando, enquanto Thomas me segurava com mais força. —Opa. —Eu sorri. —Você deveria ir para casa... —Ele declarou me surpreendendo.

—O quê?

—Você deveria ir...

—Não! —Eu disse irritada empurrando-o. —Não vim para festa com o meu irmão pra alguém me dizer o que fazer.

Seus olhos azuis me miraram surpresos. Eu lhe dei as costas e comecei a caminhar para o bar novamente. Onde Camille e Enzo se meteram? Eles foram embora? Há quanto tempo eu estava lá mesmo? Minha mente começava a girar de forma mais feroz naquele momento.

Eu me apoiei na parede e respirei fundo, mas parecia que o ar escapava do meu pulmão. Meus olhos estavam pesados e o meu corpo estava mole. Eu tentei dar mais um passo, mas quase fui para no chão tropeçando nos meus próprios pés. Para a minha sorte alguém me segurou.

—Te peguei! —Seu tom de voz entrou nos meus ouvidos e eu encarei os seus olhos. —Vou te levar para casa, você definitivamente não está bem. 


Notas Finais


Paul e Maggie em pé de guerra e Jack dando umas olhadas para Camille. É pessoal, esse capítulo teve alguns acontecimentos bem chocantes. Thomas ia falar alguma coisa, mas desistiu e Maggie ficou bem bêbada.

Bom, o que acharam do capítulo? Quem foi o boy que segurou a Maggie no finalzinho aqui do capítulo?

Até o próximo capítulo, sweeties.

Beijos, SweetDrama


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