História Vendenöre - Um mundo de guerra - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Arcano, Armas, Deuses, Dragão, Dragões, Espadas, Exército, Fanfic, Guerra, Intriga, Luta, Magia, Mistério, Mitologia, Morte, Navios, Original, Piratas, Romance, Sensual, Sexo, Traição
Visualizações 10
Palavras 1.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capitulo 4 uhuuuul \o/
Deixem suas opiniões, comentem, adicionem aos favoritos, divulguem a fic, se acha que merece claro.

BOA LEITURA

Capítulo 4 - Capitulo 4 - Quase fui morto por um pirata


Sai da loja de Damien pisando duro, irritado e bufando. Os clientes e outros funcionários me olhavam de canto enquanto eu saía em direção à porta, a qual recebeu um chute para ser aberta.

                - Que droga Kaina, por que sempre me irrita assim, ein? E justo pelo merda do Lestar. – falava sozinho indo na direção do porto. – Podia ser qualquer um, mas justo ele?

                Algumas pessoas me encaravam por eu estar falando sozinho.

                - Bem, a Kaina é bonita, é normal os caras querer algo com ela... – dei um tapa em minha própria testa pelos pensamentos que passaram naquele momento. -... Foco Razen, foco. Você tem que cuidar dela, foi isso que você prometeu ao Kim e ao Henry.

                No meio do caminho vi Lestar vindo em minha direção, tentei passar reto, mas ele me impediu.

                - Hey idiota, viu a Kaina? – ele me parou colocando a mão no meu peito.

                Agarrei a mão dele e girei-a colocando em suas costas, o imobilizando, dando sequencia com um chute atrás de seus joelhos o fazendo cair no chão.

                - Primeiro não me toque. Segundo, nunca mais fale comigo. E terceiro, não sei onde a idiota da tua namorada tá e quero que se foda onde ela esteja. – terminei de falar e o empurrei fazendo o imbecil cair de barriga no chão e sai andando.

                - Você me paga Razen Strauss. – ele falou começando a se levantar.

                Parei de andar e me virei para ele.

                - Pode vir Lestar Hauzak, que hoje eu to com vontade de quebrar a cara de alguém. – falei o olhando nos olhos enquanto minha mão se fechava ao redor do punho da minha espada.

                Ele sacou sua espada de cavalaria, uma lâmina longa e larga. Saquei também minha espada recém-arrumada. Era uma arma da legião de Dhaivikan, a única lembrança de meu irmão.  Minha espada era uma pouco mais curta e estreita que a de Lestar, a diferença mais visível é que a minha lâmina é feita do tão famoso titânio negro.

                Entrei em posição de luta, ergui o cabo da espada na altura do meu rosto segurando com a mão direita e a esquerda apoiando as costas sem fio da lâmina que estava apontada na direção de meu oponente.
                Lestar estava normal, espada apoiada no ombro e com a cara de babaca de sempre.

                O ataquei primeiro, dei um golpe na vertical com toda minha força segurando a espada com as duas mãos. Quando estava prestes a acerta-lo ele colocou a espada na frente segurando meu golpe apenas com uma mão, o que fez eu me espantar com a força dele.

                - Que fracote hein Razen. – ele zombou e me empurrou com a espada. – Gostou da minha nova espada de Dranium?

                - Dranium? – Questionei.

                - Sim, é um metal que existe somente nas minas da capital de Lahquer. Ele tem uma propriedade que repele qualquer ataque feito a ele. Mas creio que alguém tão “humilde” quanto você nunca tenha ouvido falar desses metais raros né? – explicou como se fosse a pessoa mais inteligente do mundo.

                A como me subestima Lestar, trabalhar com Damien me rendeu alguns conhecimentos. Dranium repele todo impacto contra ele, mas quebra fácil quando provoca o ataque, geralmente guerreiros que usam espada desse material a usam para defesa tendo uma adaga ou outra espada para poder atacar. Eu só tinha que fazê-lo atacar, e eu sabia como.

                - Sério Hauzak? Você se rebaixa tanto ao ponto de usar dranium? Quando eu estava começando a achar que você era inteligente, você me prova o contrário. – pela sua face eu já podia ver a irritação.

                - O que está querendo dizer Strauss? – ele apertou o punho da espada quando retrucou, estava dando certo.

                - O Damien sempre fala, quem usa dranium é um idiota que só sabe se defender e não como atacar. Mas bem, atacar nunca soube né Lestar? Pois luta igual uma menininha.

                No mesmo instante ele veio ao ataque. Eu só me posicionei e esperei o ataque. Ele corria em minha direção com a espada preparada para atacar. Golpeou da esquerda para a direita na horizontal. Joguei minha espada para o lado só aparando o golpe.

                O impacto foi critico, a espada dele quebrou em duas no ponto onde colidiu com a minha, alguns cacos de metal voaram longe.
                Lestar arregalou os olhos quando se deu conta do que aconteceu. Recuou com a meia espada em mãos enquanto eu ia caminhando lentamente na direção dele. Apontei minha espada para o chão e ele se ajoelhou.

                - Tenha piedade, por favor. – ele choramingava.

                Olhei para a multidão que se formou ao redor, até guardas, que deveriam nos parar, estavam assistindo. Creio que não era todo dia que encontravam diversão assim.

                Eu virei de costas e estava saindo, ainda com a espada na mão, até que ouvi. Eu ouvi aquelas malditas palavras, sendo ditas como um sussurro apenas para mim ouvir.

                - É por isso que você não tem chances contra a Kaina, é um covarde. Já eu? Vou foder ela todinha, vou roubar a virgindade dela pra mim.

                Nessa hora fiquei possesso. Minha visão embaçou, como se eu assistisse o que eu fazia, mas não controlasse. Eu virei a toda força com minha espada crepitando fagulhas azuis, devido minha magia de trovão. Quando estava a milímetros de decapitar o maldito algo me fez voltar o controle e parar bruscamente.

                - RAZEN!!! – olhei para o lado e vi Kaina no canto da multidão, já com os olhos cheios de lágrimas escorrendo.

                Droga... droga, droga, droga. Eu não vou conseguir fazer isso na frente dela, por mais que eu devesse, não consigo.

                Dei dois passos para trás e acertei um chute com toda a força na altura do estomago. Foi tão forte que senti algumas costelas se quebrando sobre meu pé.

                - Razen, você tá louco? – Kaina agarrou meu braço.

                A empurrei e a fiz cair sentada ao lado do corpo desmaiado de Lestar.

                - Se me tocar de novo você será a próxima! – gritei apontando o dedo na cara dela. – Vocês se merecem. – falei ao sair dali.

                Fui para o porto, fiquei ali o resto da tarde, olhando os navios indo e vindo. Fiquei lá até a noite chegar.
                Senti alguém parar de pé ao meu lado. Vestia uma armadura leve de couro com um manto preto por cima, como uma capa. Cabelos castanhos escuros, talvez um pouquinho maiores que os meus, e uma barba espessa e bem aparada na cara. Carregava duas adagas no lado direito da cintura e nas costas, um pouco visível por baixo da capa uma escopeta.

                - O que te trás aqui essas horas garoto? – o sujeito me pergunta.

                - Tentando esquecer... E você? – perguntei.

                - Tentando encontrar. – chutou uma pedra para dentro d’água quando respondeu.

                - Sou Razen Strauss. E você?

                - Dylan. Dylan Backer.

                Me surpreendi, o homem em minha frente era o filho do capitão Roman Backer. Dylan Backer, o filho do demônio.

                Me levantei e fiquei ao lado dele, ele era um pouco mais alto que eu.

                - Prazer em conhecê-lo senhor. – falei um tanto quanto nervoso.

                - Se você diz que é um prazer conhecer um mero capitão como eu, deve saber quem sou. Estou errado? – se virou para mim.

                - Muitos conhecem as façanhas do capitão pirata Dylan Backer. – me virei também.

                Ele arregalou os olhos quando me olhou de frente.

                - Bria... – quando ele disse isso me deu um gelo na espinha.

                - Você... Conhece minha mãe? – perguntei dando um passo para frente.

                - Não, desculpe. – se virou e foi andando a passos rápidos.

                - Ele sabe sim. – comecei a segui-lo.

                Quando ele se distanciou um pouco eu me pus a seguir. O vi virando a primeira esquina ao passar pela saída do porto.
                Fui correndo até lá, na hora de virar eu me escorei na parede e olhei a rua, ele estava a uns cinco metros de mim. Escalei a casa pela calha. Fui o seguindo pelo alto, ele era realmente estranho, se movimentava rápido, como um ladrão...

                - Haha, esperto Razen, ele é um pirata. Claro que se movimenta assim, ele realmente é um ladrão. – falei baixinho comigo mesmo.

                Depois de uns cinco minutos o seguindo ele parou em uma barraca que vendia espelho e coisas assim. Assim que pegou um na mão me viu em cima do prédio pelo reflexo do espelho.

                Ele disparou em corrida pela rua. Fui o seguindo por cima de um prédio baixo mas ai ele correu para uma praça aberta. O prédio tinha dois andares, desci para a sacada e em seguida pulei para o chão e fui a correr atrás dele.

                Depois da praça ele entrou por uma rua estreita, e logo virou em um beco. Quando fui virar no beco dei de cara com ele, mais precisamente, dei de cara com o cano da arma dele apontada para mim.

                - Morra garoto. – ele disse quando puxou o gatilho.

                Um estalo em meu cérebro. Minha visão embaçou de novo.

                Me abaixei na hora certa, o tiro passou a milímetros da minha cabeça. Ele baixou o da arma para me acertar, eu me joguei para trás, ele errou novamente. Sai correndo do Baco com ele atrás de mim tentando me acertar tiros.

                A brincadeira de gato e rato se inverteu,  mas agora era um leão caçando um rato.

                - O que deu em você seu louco? – gritei.

                - Só me divertindo! – ele gritou de volta.

                Mesmo sem parar de correr eu saquei minha espada e me dirigi a um beco sem saída, eu sabia o que fazer.

                Ao chegar ao final do beco me joguei com os dois pés contra a parede. Aos meus pés a tocarem me impulsionei de volta, dessa vê com a arma em riste na direção dele. Quando estava prestes a acerta-lo ele parou meu golpe com o cabo da arma dele, segurando ela como um bastão.

                - Você é forte garoto, não pensei que seria tão complicado assim despistar você – ele sorriu enquanto colocava o pé no meu peito enquanto eu estava caído no chão.

                - Me diga o que sabe sobre minha mãe. – falei olhando em seu olhos.

                - Que tal perguntar pessoalmente para ela?

                Ele encostou o cano da arma em minha testa enquanto me encarava.

                - Adeus garoto.

                               Pensei que seria meu fim. Fechei os olhos, estava certo de que nunca mais iria abri-los.

                O tiro não veio, senti o cano ser desencostado da minha testa.

                Quando abri os olhos ele não estava mais lá. Eu estava sozinho, deitado no chão do beco.

                Estava cansado, mal conseguia ficar de pé e estava em um lado da cidade que não conhecia direito.

                - Tenho que achar... Um lugar... Para dormir. – falava suspirando.

                Andei até um galpão que ficava subindo a rua. Usei o um pouco da força que tinha para soltar uma descarga elétrica e abrir a fechadura.
                Entrei e logo de cara vi um monte de palha em um canto, uma caixa grande com lenha e varias caixas com frutas e legumes.

                - Vou dormir aqui hoje.

                Achei um balde de metal bem resistente, o lavei e coloquei água dentro. Lavei e cortei alguns legumes com dificuldade usando minha espada. Coloquei os legumes no balde, peguei alguns gravetos e fiz uma pequena fogueira. Usei minha eletricidade de novo para acender as chamas.

                Fiz uma bela sopa, comi e me joguei no monte de palha para dormir. Só vou acordar amanhã... Espero.



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