História Vendetta: A Vingança dos Deuses (Interativa) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá! Voltei depois de um dia!

Bem, a foto da capa é minha personagem, optei por utilizar uma imagem que encontrei no Pinterest e não por outras com mais riqueza de detalhes, achei essa bem a cara que imagino para a Davina.

Olha... Relendo esse capítulo, cheguei a conclusão que vou abandonar os outros dois personagens que eu tinha preparado e vou focar apenas na história dela, então vou fazer algumas alterações sobre as vagas pertencentes aos espíritos da Trindade e aviso aqui quando tiver mudado.

Espero que gostem do capítulo! Ele não está muito longo e me empenhei bastante para mostrar como vai ser o rumo da história...

Aaah, mais uma coisa... Devo postar mais um último capítulo antes de acrescentar as fichas... Eu acho...

Qualquer coisa, dúvidas, ideias e etc... Deixem nos comentários =p
Eeeee se alguém tiver uma ideia original de como posso acrescentar uma "trilha sonora" nos capítulos, estou toda à ouvidos, porque acho bem legal, mas não sei bem como colocar xD

Beijos e divirtam-se!

Capítulo 2 - A Noite Mais Escura - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Vendetta: A Vingança dos Deuses (Interativa) - Capítulo 2 - A Noite Mais Escura - Parte 1

Sanctum Sanctorum, 2020

 

Na pequena cidade chamada Novitiate, o frio já se instalara na cidade, a neve caía aos poucos, evidenciando que o inverno chegara com potencia total. O Convento Filhas da Madonna estava preparado para toda a geleira que viria posteriormente, aquele não seria o pior dos invernos, exceto para uma jovem noviça prestes a completar seus dezoito anos.

Davina Laurel Lance era uma jovem em processo de noviciado, quando chegou ao Convento Filhas da Madonna, era apenas uma criança de oito anos, agora já era uma mulher formada, com uma beleza digna de atenção, no entanto, o maior destaque são seus olhos. Nascida com uma condição chamada heterocromia, Davina possui olhos com tonalidades de cor diferentes, enquanto um é azul acinzentado, o outro mescla uma azul claro junto do lilás, conferindo um brilho único em todo o continente.

A noviça caminhava até o escritório da Madre Adelita, a diretora do convento que comandava o local com punhos de ferro. O corpo da jovem até estremeceu, no entanto estava certa de que não cometera nenhum tipo de atitude digna de punição.

Os corredores do antigo convento eram decorados com imagens de santos e cruzes, suas paredes eram de pedra pura, no passado costumava ser um templo destinado aos antigos deuses, Davina não tinha ideia de quem era venerado ali, atualmente pouco se falam dos deuses antigos e no Novo Mundo é proibido qualquer tipo de adoração a essas divindades.

Assim que a secretária viu Davina, correu até a sala de sua chefe e ao sair, pediu para a garota esperar alguns minutos do lado de fora. Davina sentou-se em um banco e aguardou até ser chamada. Enquanto esperava a permissão para entrar, a moça encarou cada uma das pinturas, como de costume, segurava o crucifixo que carregava em seu pescoço com polegar e esfregava levemente o indicador pelo objeto.

— A Madre Adelita está pronta pra te receber. — A secretária disse em um tom benevolente. — Paz do Senhor.

— Paz do Senhor. — Davina cumprimentou-a com um sorriso natural.

Era a primeira vez que entrava no escritório da Madre Adelita, a decoração era extremamente extravagante, cheia de imagens, crucifixos e bibelôs com a figura de santos. No entanto, não foi aquilo que mais lhe chamou a atenção, mas sim a presença do Arcebispo e do Bispo à sua frente. A moça os reverenciou quase que ao susto, em seguida cumprimentou a Madre Adelita.

— Davina, esse é o Arcebispo Gocelinus e o Bispo Walcher, vieram da Terra Santa em busca de nossa ajuda.

— É um prazer conhecê-lo, Arcebispo Gocelinus. — Davina disse de bom grado. — Também é um prazer o conhecer, Bispo Walcher.  É uma honra poder os ajudar.

— O prazer é todo meu, minha senhorita. — O Arcebispo respondeu com um sorriso.

— Igualmente. — O Bispo Walcher não prolongou as cordialidades.

Apesar da Igreja sempre lembrar seus fiéis sobre os pecados capitais, o Arcebispo Gocelinus pareceu esquecer-se que a gula é um dos sete pecados e ostentava um belo corpo rechonchudo, com uma grandiosa papada em seu pescoço e um rosto tão vermelho quanto um tomate. Seu farto bigode branco acima de sua boca possuía uma leve tonalidade roxa, era a prova viva de que o homem se dedicava mais aos vinhos que às rezas, ao menos foi o que Davina julgou. Enquanto o Arcebispo era um fanfarrão flácido e barrigudo, o Bispo Walcher era um homem sisudo, de traços fortes, barba e cabelos grisalhos e um corpo repleto de saliências musculares.

— Minha querida, você se lembra daquele homem que encontrou à beira da praia há alguns anos? — A Madre encarou a garota.

— Sim, senhora. — Davina respondeu sem entender.

— Pois então... Ele ainda encontra-se frágil e debilitado. Porém ele chama por você. — A Madre completou. — O Bispo Walcher acredita que sua presença pode acalmá-lo.

— Eu e Gabrielle o encontramos. — Davina respondeu confusa. — Como sabe que sou eu quem ele procura?

— Porque ele chama pelo seu nome, garota. — O Bispo disse como se fosse o óbvio.

— Mas... — O frio percorreu a espinha de Davina. — Eu nunca disse meu nome a ele. — Davina disse baixo.

A tensão tomou conta de todos ali, principalmente do Bispo Walcher que já vira de tudo nesse mundo. Não houve como progredir no assunto, após a saída do Bispo e do Arcebispo, Madre Adelita correu até a garota e apertou-lhe o ombro fortemente.

— Se você estiver mentindo... — A Madre a encarou de forma tão hostil que Davina duvidou de sua bondade como madre. — Eu juro que vai adormecer todos os dias ajoelhada no milho... E terá que rezar “Pai Nosso” em alto e bom som enquanto eu corrijo suas mentiras com a palmatória. Fala a verdade!

— É a verdade, Madre Adelita. — Davina disse temerosa. — Ele estava desacordado, a senhora se lembra? Eu era só uma criança, estava com medo... Pergunte à Gabrielle, ela estava comigo e é mais velha...

— Tem razão... — A Madre largou o ombro da garota. — E como diabos esse homem sabe seu nome?

— Não sei.

— Você conhecia ele e não quer me falar? Se é alguém de antes... Pode falar, sua vida aqui que é a importante.

— Eu tinha só oito anos, Madre. Mesmo se fosse algum conhecido, eu sequer me lembro de sua fisionomia. Me lembro que ele tinha muitos pelos, tinha o cabelo bem grande e estava nu.

— Basta... — A mulher acenou com a mão para que a jovem parasse de falar. — Vá, suma daqui. — A madre ordenou ainda acenando com as mãos. — O Bispo saberá o que fazer.

Davina deixou o escritório da Madre Adelita e seguiu para o hall do convento. Lá, o Arcebispo Gocelinus escolhia algumas noviças à dedo. Davina tentou entender o que ele queria com elas mas foi impedida de prosseguir.

— Davina, não. — Foi Madre Selma quem a impediu. — Porque você não vai ao jardim? Ou para o seu quarto?

 A garota a encarou com olhos curiosos, Davina era uma garota curiosa, apesar do jeito submisso e amável, às vezes mostrava-se um tanto mais esperta do que aparentava e isso era evidenciado por seu olhar. As madres costumavam dizer que os olhos de Davina falavam mais que sua própria boca e isso era o suficiente para entender o que a menina pensava.

 

~

 

Quando a noite caiu, ninguém sequer comentou sobre o que aconteceu no hall do convento, Gabrielle Devoux, uma noviça e também melhor amiga de Davina não lhe contou absolutamente nada. Após o jantar, Davina foi chamada mais uma vez ao escritório da Madre Adelita.

— Mandou me chamar, Madre? — A garota adentrou o cômodo de cabeça baixa.

— Sim. — A Madre disse séria. — Faça suas malas imediatamente e encontre o Bispo Walcher na entrada. Vocês vão hoje para a Terra Santa.

— Mas...

— Vá. — A Madre ordenou rangendo os dentes em um pesar silencioso.

Davina assentiu obediente, como sempre, e foi até seus aposentos para arrumar uma pequena mala de roupas. Assim que adentrou seu quarto, recostou suas costas na porta e respirou fundo, tentando entender o que estava acontecendo. Fechou os olhos na esperança de se tranquilizar e então seguiu até os pés de sua cama, olhou para o crucifixo no topo de sua cama e empunhou seu rosário e pôs se a orar.

A garota pediu a Deus por proteção, por iluminação e por respostas, no entanto, mal sabia ela que nenhum dos seus pedidos seriam atendidos tão cedo e, o que estava por vir, mudaria sua vida completamente.

 

O Bispo Walcher não era um homem de muitas palavras, tão menos de sorrisos e elogios. Era quieto, soturno e um tanto carrancudo, seus ombros eram tensos e parecia que estava sempre pronto para a briga. Trajava sua habitual batina branca com uma cruz bordada em dourado, era assim que se vestia quando não estava em missão militar, o que não fazia muito ultimamente.

Assim que a noviça entrou no carro, partiram para o aeroporto mais próximo e de lá chegaram na Terra Santa, lar do Papa, dos Arcebispos, Bispos e Clérigos, e também o berço dos pudicos.

Dentro do jatinho particular da Igreja, o homem resolveu esmiuçar o assunto do qual iriam tratar.

— Então... Como você encontrou esse homem? — O Bispo perguntou encarando os olhos heterocrômicos de Davina.

— Eu... eu tinha só oito anos. — A garota recordou-se com certa dor. — Eu estava com Gabrielle na praia, ela tinha quinze anos na época... Ela me levou lá porque eu estava triste, fazia pouco tempo que eu tinha entrado no convento e estava sem amigas...

— É uma órfã ou rejeitada? Esses são os dois motivos que fazem crianças serem levadas ao Sanctum Sanctorum, não é?

— Órfã... — Davina lembrou-se de seus pais e irmã. — Uma semana antes... Perdi minha família em um incêndio... Ainda não tinha me acostumado com a nova vida...

— Meus sentimentos. — O Bispo disse compadecido com a dor da menina.

— Obrigada. — Davina respondeu séria. — Não sei como ele sabe meu nome... Eu mal falava naquela época... Acho que nem a Gabrielle sabia meu nome direito...

— O trauma mexe com crianças de forma diferente... Seja como for... Vamos descobrir. — O Bispo olhou pela janela do avião e crispou os lábios ao notar os relâmpagos dentre as nuvens. — Não se assuste com a turbulência. É normal. — O homem disse à garota que nunca havia voado alguma vez.

— Aham. — Davina disse com o coração disparado, não queria demonstrar que estava com medo, porém, quando se deu conta sua mão apertava a do Bispo em busca de segurança.

Para a surpresa do Bispo Walcher, a garota não notou os lábios pálidos, os olhos fechados e a respiração pausada que o Bispo adotara. Talvez, naquele momento, ele estava com mais medo que ela. Quando a turbulência chegou ao fim, o Bispo abriu os olhos e ainda teve o tempo o suficiente para se acalmar antes de confortar aquela noviça temerosa.

— Acabou.  — O velho disse com um tom protetor.

— Graças ao bom Deus. — A menina exalou um suspiro aliviado e sorriu em seguida. — Pode deixar, eu volto de trem ou de carro. — Davina sorriu com a mão no coração.

Naquele momento, tanto a garota quanto o bispo sentiram que formaram um certo laço, uma amizade quase fraternal. O Bispo Walcher encantou-se pelo sorriso honesto e pelo olhar ingênuo que aqueles olhos heterocrômicos demonstravam, a garota, por sua vez, sentiu que ao lado do homem estava segura, ele despertava uma certa nostalgia de sua infância, era quase como se estivesse ao lado de seu pai.

O restante do caminho até o hospital onde o misterioso homem encontrava-se internado foi preenchido por intensas conversas, sorrisos e piadas, era engraçado de se ver o quanto Davina demonstrava-se mais que uma simples noviça submissa e doce, ela também tinha um senso de humor bem predominante e era capaz de ver o lado bom da vida em tudo e todos.

Ao chegarem no hospital, Walcher lhe explicou que não sabiam sequer o nome do misterioso homem, ele nunca chegou a mensionar nenhum nome, por isso foram até Davina, aquele foi o primeiro nome que o homem mencionou em dez anos.

— Ele ficou em um asilo psiquiátrico em Novoeste, no Novo Mundo. — O Bispo informou quando se aproximavam do leito onde o homem estava. — O quarto dele está cheio de escritas indecifráveis para nós... Há desenhos, hieróglifos e muitas de suas falas são confusas...

— Ele está assim há dez anos? — Davina perguntou compadecida.

— Sim.

A garota suspirou fundo e fez uma oração mentalmente. Quando lhes indicaram o leito do homem, o Bispo pediu que ela esperasse do lado de fora até que ele checassem o estado mental do homem, ele poderia estar agressivo e acabar machucando a noviça.

Enquanto o bispo permanecia dentro do leito hospitalar do misterioso homem, Davina andou um pouco à frente, uma porta semiaberta lhe chamou a atenção, principalmente pelo vulto de uma criança que correra para de baixo da cama.

A noviça deu três pequenas batidas e adentrou o quarto, havia apenas um menino de aproximadamente cinco anos deitado sobre a cama. Era um garoto de pele parda, cabelos castanhos encaracolados e um corpinho rechonchudo que lhe conferia uma fofura pueril. Ele estava sereno e tinha um sorriso um tanto mais sábio para sua idade.

— Boa noite. — Davina o cumprimentou e apenas recebeu um sorriso e um olhar de quem era capaz de ver além dos olhos de uma pessoa. — Me parece que você estava procurando alguma coisa de baixo da cama... Posso ver o que é? — Davina brincou com a criança e abaixou-se com um sorriso quase maternal.

Ao levantar o lençol e procurar o que o garoto queria, Davina encontrou o que levaria qualquer um à duvidar de sua sanidade mental. De baixo da cama, o mesmo garoto estava deitado com o pequeno indicador em frente aos lábios e um olhar de pavor.

— Shhhh... — O garoto pediu silêncio e apontou com o dedo para cima. — Tem um monstro na minha cama

Davina não teve reação. Levantou-se instantaneamente e constatou que não tinha ninguém deitado na cama. A garota abriu a porta do banheiro, do armário e então procurou pelo corredor, não encontrou nada. Seu coração estava disparado e rezava o “Ave Maria” baixo.

— Davina! — A voz do Bispo a chamou, tirando-a do transe em que fora jogada. — Vem.

A garota estava em pane, olhou para trás, para o quarto do garoto e o viu saindo de seu esconderijo um tanto receoso e então logo seus pais chegaram. Ainda perturbada, entrou no quarto onde o misterioso homem estava e aproximou-se de seu leito.

— Ele está fraco, mas entende o que falamos. — O Bispo a informou. — Essa é Davina...

— Davina! — O homem disse tão forte que mal parecia enfermo. — Davina! Davina! Davina Laurel Lance!

A garota olhou para o bispo com os olhos arregalados, não sabia como reagir àquela exaltada reação do homem.

— Você... Você sabe quem eu sou? — Davina perguntou confusa. — Você se lembra de mim?

— Davina! — O homem segurou a mão da garota e chorou.

Davina compadeceu-se com aquelas lagrimas e curvou-se sobre ele, abraçando-o.

— Calma... Está tudo bem. — Davina tentou o acalmar. — Eu vou te ajudar, fique calmo. — Disse tentando transparecer a calma que gostaria que ele tivesse.

— Davina... Você precisa trazer a Dinah! Você precisa trazer a Dinah! — O homem disse entre lágrimas.

A garota afastou-se de súbito do homem. Ninguém sabia sobre Dinah, absolutamente ninguém.

— Como você sabe esse nome? — A garota perguntou com a voz trêmula.

— Todos sabem, Davina... Trás a Dinah... — O homem disse em súplica. — Trás a Dinah.

Davina afastou-se espantada, seu rosto expressava todo o medo que a aquela situação lhe provocou. Seus olhos, o espelho de sua alma, mostravam o pavor da garota, e seu coração, seu coração batia disparado, na certeza de que sua vida nunca mais seria como antes.

 

*

 

O Monte do Destino, 2010

 

Sob uma densa névoa a figura exuberante de Aella, a Deusa das Dimensões, se materializou diante dos poucos deuses que habitavam o Templo do Cosmo, um local sagrado localizado à cem quilômetros de escalada do Monte do Destino.

— Olá, meus irmãos. — A deusa disse ignorando a surpresa dos presentes.

— Aella... O que faz aqui? Como você saiu dos Portões do Submundo? — Foi Kallel o Deus da Esperança e da Justiça, quem a encarou.

— É uma longa história, meu querido Kallel. Mas o importante é que não venho sozinha...

— Seu tom é maquiavélico e sua aura é pesada... Volte Aella, nós estamos em paz. — Grimera, a Deusa da Cura, da Saúde e da Fertilidade, disse esboçando certo temor.

— Estão em paz e em esquecimento! — Aella retrucou. — Ouçam-me, irmãos! Eu e todos os nossos irmãos selados pelos Portões do Submundo estamos livres! Nós estamos livres pra transitar por esse mundo arrasado e descrente! Nós fomos abandonados, traídos, trocados... E não vamos abaixar a cabeça! Nosso poder pode estar fraco, mas ainda somos DEUSES! — A mulher bradou. — Não vamos deixar nossa essência desaparecer porque esses seres imundos e ingratos decidiram idolatrar um deus falso!

— Eles são livres pra adorar quem desejam, Aella! — Kallel respondeu. — Um dia vão se lembrar de nós e vamos reaver nossas verdadeiras forças.

— Quando? Quando isso vai acontecer? — Aella perguntou em provocoção. — Daqui há milênios? Quando já não existirmos mais? Nós não morremos de formas naturais, irmão, mas já não somos mais imortais há um bom tempo... É isso que quer? Morrer? Desaparecer?

— Aella, abandone esse ódio... Você não era assim... Sua bondade e força de vontade foi o que lhe concedeu o título de Guardiã. — Kallel tentou convencer a irmã, mas foi em vão.

— Não. Kallel. Esse ódio é o que me faz permanecer viva. — A deusa disse encarando os olhos serenos do irmão. — Todos vocês, todos que não desejem padecer no esquecimento, vinde à mim e partiremos em nossa própria Vendetta!

Por mais que Kallel tentasse argumentar, foi em vão, eram deuses, mas eram imperfeitos. O medo assolou seus irmãos, o Deus da Esperança e da Justiça viu os mais doces e gentis de seus irmãos converterem-se suas índoles e escolherem o caminho da vingança.

— Aemis, corra e avise os humanos. — Kallel pediu ao irmão que ainda mantinha-se ao seu lado. — Uktis, feche nosso templo e impeça-os de saírem para a Terra o quanto puder... Turtos... Leve Revva e Inera para um local seguro. Eu vou segurá-los enquanto eu puder.

Aemis, o Mensageiro dos Deuses correu com sua velocidade divina rumo ao Templo dos Sacerdotes Brancos, enquanto Uktis, o Deus do Tempo e Protetor dos Portões do Monte do Destino trancou os deuses dentro do Templo, não sem antes Turtos, o Deus das Viagens e do Comércio, fugiu com seus dois irmãos, Revva, o Deus das Virtudes e Inera a Deusa do Destino.

Sobraram poucos Deuses ao lado de Kallel, contra vários que vieram com Aella e ainda aqueles que se rebelaram, dando início a uma batalha pelos humanos no Monte do Destino.

 

~

 

Longe dali, no Templo dos Sacerdotes Brancos, um ancião olhava incansavelmente dentro de um caldeirão com um líquido viscoso e prateado. Poucos conseguiam ver o que ele era capaz de ver e por isso, aguardavam suas considerações.

— O que você viu? — Odarim um Sacerdote Branco o perguntou curioso.

— Morte, destruição e pânico... E sete luzes...

— Luzes? — Odarim encarou o velho amigo e então deu de ombro, confuso.

— As Luzes plantadas pelo Deus Revva e a Deusa Inera... Quando as Sete Luzes do Destino brilhar, o Espírito Ancestral vai despertar e a humanidade vai provar, novamente, do poder dos Deuses.

— OS DEUSES SE REBELARAM! A HUMANIDADE ESTÁ EM PERIGO! — O mensageiro dos Deuses surgiu diante dos velhos sacerdotes, seu corpo era azul como o relâmpago, apesar da silhueta semelhante à humana, não possuía rosto. Trajava um capuz preto e comprido luvas negras que cobriam seu antebraço até o cotovelo botas também negras que cobriam suas pernas até o joelho e uma espécie de sunga também escura que lhe tapava a pelve.

Era a primeira vez que humanos viam deuses em milênios de existência. Os sacerdotes ficaram estáticos e só quando a voz do deus ressoou como um trovão que caíram em si sobre o que ocorria.

Assim que Aemis entregou-lhes sua mensagem, seu corpo desapareceu e o deus sumiu sem explicação. Os sacerdotes se entreolharam espantados e então, Odarim quebrou o silêncio.

— Essa foi a profecia mais rápida de se entender. — O homem disse sarcástico e os sacerdotes prenderam a respiração em uma ânsia temerosa.


Notas Finais




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