História Vendida para mim - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 169
Palavras 2.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Notas finais

Capítulo 5 - Capítulo 05


 

Toda vez que ele sai pela porta da frente

Eu me pergunto se ele nunca vai voltar

Eu não posso ajudá-lo, mas adoro o sabor do perigo, baby

E o uivo e o vento

E a áspera de suas mãos

(Caught Out In The Rain)

 

Permaneci deitada sobre a cama com os olhos voltados em direção a porta como quem fica a espera de um sinal, apesar disso, nenhuma palavra a mais fora dita, apenas silêncio. Findei adormecendo horas mais tarde em sono perturbado me revirando diversas vezes durante a noite, e a certa altura, já há muito inquieta, tornei a acordar morrendo de sede felizmente adormecendo posteriormente.

Despertei às cinco e meia com aquela sensação de desgaste refletido diretamente no meu humor, tomei banho com o pensamento de que isso faria me sentir melhor, e às seis e quinze me via caminhando silenciosamente para fora do quarto. A primeira coisa que notei foram duas almofadas empilhadas no canto do sofá indicando que ali alguém passou a noite, ou parte dela, quanto a isso eu não tive como saber. A segunda coisa era a mais óbvia, o senhor Uchiha encontrava em parte alguma, mas reconheci o bilhete dele deixado na borda da mesa destinado a mim.

Por um momento fiquei pensando em como a vida e a agenda deste homem é demasiada cheia, compromissos indispensáveis, eventos sociais importantes a negócios, estávamos há dois dias em um dos hotéis mais prestigiados da capital parisiense e ele praticamente mal teve tempo para aproveitar a estadia, vir a um lugar como tal apenas a trabalho é um pecado! Tomei o bilhete em mãos, escrito a punho com letras cursivas, pouco espaçadas. Uma caligrafia esteticamente bela conservando traços com leves inclinações, finas e elegantes, letras minúsculas em formatos e angûlos diferentes das maiúsculas, sorri involuntariamente com o capricho que tivera enquanto lia as palavras que se seguiram com olhos atentos.

“Bonjour. Assumo que a senhorita tenha acordado maravilhosamente bem, apesar do que acho pouco provável estando a uma parede longe de mim! Mas, deixando isso de lado por um instante, está livre de compromissos por esta manhã, aproveite bem pois à noite solicito sua companhia em um evento indispensável. Junto deste, o cartão, deixei-o para você, use-o! Atenciosamente.”

Inspirei profundo e longo notando além do bilhete o cartão preto com seu nome escrito no verso, sua atenciosidade para comigo e suas investidas intensivas começavam a judiar-me internamente, assumo a culpa, em partes. Quem não ficaria cega de encantamentos? Um homem poderoso feito Uchiha Sasuke que pode ter todas a mulheres que quiser aos pés, e mesmo assim, se empenhava a todo custo me agradar, e me possuir, isso acabava exercendo grande apelo ao meu ego! Deus, eu não queria tê-lo tão inflado! De tal forma, sinto estar me perdendo para ele. Será que tudo se tratava de um jogo, em que ele me ganhava? E depois? Neste caso, já sabia quem iria perder.

Me movo antes de ser completamente consumida por um sentimento abrasador que sua lembrança me causa, decidindo aproveitar a manhã como sugerido no bilhete solicitando através do telefone do quarto que a srta Karin me conseguisse uma roupa de ginástica, pois vi de antemão no menu de atividades que o hotel tinha a oferecer uma ‘corrida matinal pelos pontos turísticos despertando meu interessante. A roupa em questão levou 20 espantosos minutos para chegar, a competência daquela mulher era assustadora! Às 06:50 me dirigi para fora da suíte com propósito de usar o elevador mas fui alegremente abordada por um rosto familiar. Seus lábios se distendem para os lados e os cantos da boca se elevaram ligeiramente passando a genuína expressão alegria.

“Senhor Akasuna? Que surpresa encontrá-lo por aqui.” disse retribuindo a mesma amabilidade de seu sorriso. Era de impressionar a beleza de seus traços faciais delicados ao mesmo tempo propriamente masculinos, maçãs do rosto levemente rosadas como também eram rosados seus lábios onde o inferior tornava-se mais fino que o superior sem deixar de lado sua atratividade, eram cheios, maxilar forte, nariz retilíneo. O cheiro de loção pós-barba recendia a 20 passos de mim! O senhor Akasuna mais parecia um modelo de comercial.

Bonjour mademoiselle! Que surpresa mais agradável encontrá-la! Saiba que sua beleza encanta e alegra, muito, o meu dia.” disse e me convenço de seus elogios fáceis. Ao passo que seus olhos sagazes me examinam da cabeça aos pés, é errado sentir-se ligeiramente bem com isso? Mesmo com certo desconforto pela maneira intensa dele fazê-lo, era nítido me achar atraente. Ter um homem extremamente lindo encantado por você amacia a autoestima mesmo que não haja pretensão de levá-lo adiante.

“Fico contente das boas impressões que vejo o senhor ter de mim!” digo em resposta mexendo inconscientemente com os dedos as pontas do meu rabo de cavalo preso no alto de minha cabeça. Ele sorri como se estivesse fascinado comigo; de uma delicadeza encantadora.

“Se a senhorita está indo correr com as outras pessoas do hotel, sinto em dizer que é passada a hora. Geralmente os instrutores saem às 5:00 e retornam por volta de agora.” diz e meus ombros dão uma leve murchada o que não passa despercebido, estava tão empolgada com essa idéia para aliviar os resquícios da noite mal dormida o mesmo percebendo isso me propôs algo. “Eu estou indo fazer isso, não quer vir junto comigo?” indaga e me soa bastante animador.

“Adoraria.” disse sem pensar e nos encaminhamos para o elevador, acho que me sentiria menos sozinha de certa forma. “Desde quando está hospedado no hotel?” perguntei desprendida de intenções;

“Desde ontem à noite.” ele disse simpático em resposta porém sem me dar mais detalhes; Mantive meus olhos voltados para as portas metálicas vez ou outra vacilando olhares para o lado quase sempre o encontrando já sorrindo.

*

Contornava as icônicas ruas de Paris com olhar cheio de expectativa, tive essa perspectiva única de corrida matinal acompanhada pelo senhor Akasuna, o melhor e mais atencioso guia turístico que pode se ter. Passamos correndo ritmadamente pela Torre Eiffel. Pela ponte em arco atravessando sobre o rio Sena; Uma construção extravagante de uma época distante, que ainda, ao longo desta, haviam candelabros de bronze e numerosas esculturas de divindades aladas, leões conduzidos por crianças. Passamos pelo jardim das Tulherias compondo um verde parque. Pelo museu do Louvre, maior museu de arte do mundo! E monumento histórico. Pela avenida glamurosa e arborizada Champs-Élysées suas árvores de castanheiros-da-índia, robustos, de copas enormes, conferiam uma paisagem única! Tudo isso enquanto uma parte de Paris ainda estava acordando.

“Que acha de tomarmos um sorvete?” sugeriu o senhor Akasuna quando paramos frente a alguns cafés para descansar; o tímido sol estava começando a intensificar, a proposta soou tentadora demais. Assenti tirando as mãos até pouco tempo apoiadas nos joelhos. “O último que chegar paga a conta!” disse disparado na frente me deixando para trás.

“Não vale!” disse um pouco alto seguindo seus passos logo atrás.

*

O sorvete de passas ao rum me deixou surpresa positivamente, não esperava que fosse gostar do sabor quando acabei aceitando a recomendação do sr. Akasuna, não me arrependo. Sabor alcoólico leve, porém, bem perceptível, do rum, conferia ao sabor como todo um gosto meio azedo e meio amargo, não sei porque lembrando-me o sabor da boca do sr U. O sabor era delicioso! Contrabalanceado ainda pelo doce das passas. Além disso, elas ficam durinhas por causa em baixa temperatura, adicionando um toque de crocância ao mordê-las explodindo na língua.

“Sabia que iria gostar. Esse é o melhor sorvete que existe!” disse bem descontraído oferecendo um sorriso de canto, tudo que ele diz é se faz lisonjeiro. Como conseguia?

“De fato, eu estou mais que surpresa. Obrigada por isso.” disse em resposta lhe sorrindo timidamente, lançando olhares curiosos para o charmoso lugar como todo.

“Uchiha Sasuke, hn?” comentou sem que eu esperasse. “Estão em um relacionamento sério, ou algo do gênero? perguntou ainda.

“É complicado.” disse em resposta com extremo acanhamento, não como eu contar para a ele.

“Explique-me, senhorita, tenho todo o tempo do mundo se precisar.”

“Em um outro momento. Não quero falar sobre isso agora. Se o senhor entende.”

“Entendo.” disse me olhando de um jeito pretensioso, fiz-me ser mal interpretada, será? Pergunto-me agora, depois de dizê-lo sem qualquer intenção provocativa. Senti que ele podia me despir com os olhos a qualquer instante, e lá estava mexendo novamente no meu cabelo tentando disfarçar o rubor da vergonha.

“Desculpe, que horas são?” perguntei afim de tirá-lo a atenção de mim;

“Nove e meia.”

“Já podemos ir, senhor?” perguntei, ele realmente me desconcertou. Seu sorriso vaidoso me deixou na dúvida de qual seu significado.

Fazíamos o retorno caminhando apressado desta vez trocando conversas descontraídas e muito agradáveis, subimos a rua contrária do hotel e cruzamos a faixa de carros quando fora permitido, subimos os degraus do majestoso palaciano no momento em que vi a figura do senhor Uchiha acompanhada por mais dois se encaminhando para a entrada da mesma forma. Por um segundo virei para o senhor Akasuna que sorriu em resposta como quem entendeu que era hora de ir.

“Foi um prazer acompanhar a senhorita, espero que possamos correr juntos mais vezes. Sua delicadeza me encanta.” sorri para ele minimamente assentindo, girei meu corpo novamente e o senhor Uchiha estava perto o bastante já podendo me alcançar.

“Onde estava com a cabeça andando por aí vestida assim!? Sua voz dura, ríspida, e olhos flamejantes me estremeceram. Despertado de sua ira implacável o senhor Uchiha mirava-os em mim com intensidade e furor ao passo que seus dedos pressionavam meu antebraço, ele estava possesso, ainda que de maneira discreta.

“Bom dia cavalheiros.” disse disfarçando nosso atrito de tom confidente dada a circunstância em que ele me pegou.

“Cavalheiros, tenham todos um excelente dia. Com sua licença.” Ele disse secamente com a mão espalmada atrás de minha cintura a dedos enterrados, senti como se estivesse furioso como também notei os muitos olhares queimando em minhas costas. Em meu traseiro super valorizado pela peça de roupa.

“Responda-me.” inquiriu pela única vez quando entramos juntos para o elevador, e quando novamente as portas se abriram saí em sua frente pelo largo corretor de modo a entrar na suíte trazendo-o logo atrás;

“Não vejo nada de errado na maneira como me visto! Espera que eu corra por aí vestindo casaco de mangas e jeans? Não, meu senhor.” respondo-o afetada para um senhor Uchiha parado a 20 passos da ante-sala em que estou. “Não aprova minha leggin por ser colada demais ao corpo? Minha blusa não está comprida o suficiente? O envergonho? Está sendo tão injusto comigo senhor, jamais poderei forçar algo que não sou apenas para agradá-lo! Estou apenas sendo eu mesma.”

“Só vejo a senhorita vestida assim. Esse decote mal lhe cobre o busto! Não me submeta a estes testes eu não respondo bem, e ser indulgente não é minha virtude. Provoca-me deste modo!? Permitindo outro homem entrever seu corpo com olhar indecente. O que pretendia lhe dando cabimento? Noite passada já não fora suficiente? Está jogando comigo por acaso?

“O senhor está completamente fora de si!” bradei lhe virando as costas com propósito de ir me trancar no quarto porque discutir com ele me pareceu tão inútil quanto ralhar com a porta. Num hábil desjeito o indecoroso me alcançou virando-me para si, nossos olhares se intercalaram mutuamente, seu peito sobrepôs-se no meu e, nesse breve instante, senti seu coração bater quase tão acelerado quando o meu. O rubor veio a colorir meu rosto devido a proximidade abrasadora e meu embaraço bastou para expor minha fraqueza, estou irremediavelmente louca, irreversivelmente apaixonada! Pois, meu coração palpitou de paixão, e não de receio, ou de qualquer outro sentimento que não fosse esse sentimento avassalador.

“Eu estou louco. Devo estar! O que fez comigo?” Inquiriu sobressaltado muito contrastando com sua postura comedida de sempre. Me ocorre a seguinte pergunta, sou a causadora de tanto?

“Não sei do que está falando, senhor. Não sou o tipo de mulher capaz de virar a cabeça de um homem como insinua de que sou capaz, e tampouco tenho interesse nisso.”

“Me sinto completamente enfeitiçado, ou mesmo cego. Seu corpo é tão único, de modo que acredito a fio não existir no mundo pele tão macia que se compare a sua, e lábios que sejam igualmente apetitosos, me faz sentir a cruel e complexa apreensão de perdê-la tomar quando não está por perto. A vontade que lateja é a de arrebatá-la como fiz da primeira vez, e fazer todos saberem que é minha, e somente; quero furtá-la do mundo. Ser e o causador de doces gemidos doloridos!”

“Decerto meu corpo é a única coisa do que se interessa afinal de contas. Muito me parece que o senhor só consegue encontrar felicidade no gozo! Me responda francamente. Meus sentimentos importam? Não sou descartável, sou feita de carne, ossos, sentimentos. Não brinque comigo. Não me faça sentir especial para mais tarde me dispensar como uma qualquer.”

Seu silêncio deu espaço a muitas interpretações, o que pensava fitando meu rosto de forma tão expressiva? Ao tempo que conduzia meus braços em volta de meu corpo apertando-me mais amorosamente o beijo consentido que me deu foi magnífico em toda sua definição; Tão bom que o próprio amor não faria melhor. Um arfar pesaroso escapou de sua boca morna ao passo que tomava-me com tremenda vagareza e deleite.

“Não o deixe se aproximar de você novamente.” sussurrou áspero junto a meu ouvido beijando-me brevemente o ombro passando direto por mim em direção ao quarto. Aturdida e confusa em uma explosão de sentimentos embaralhados dentro da cabeça, ainda pressionando os lábios inchados com as pontas dos dedos encontrei apoio no sofá, agora mais parecendo com um divã. Minutos mais tarde ele tornou a sala usando um terno diferente, um cinza mais escuro, não precisava dizer que ia sair, seu traje dizia tudo. “A vejo mais tarde.” disse somente parando por dois segundos antes de propriamente sair. O suave bater da porta é única coisa que ouço.


Notas Finais


Gente, adoro essa musica que menciono no inicio! Acho que virou tema da fic rs rs. Mas vocês gostaram? Capítulo que vem promete!
sempre sai lá no wtt primeiro!
https://www.wattpad.com/story/204443855-vendida-para-mim

Musica
https://youtu.be/DuDhiHSksaA


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