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História Vendida para Rico - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiee tudo bem 🦋
😁

Capítulo 2 - Parte Sesshoumaru


— Prefiro perder um braço a deixar que me toque com essas mãos imundas. 

— Por enquanto, prefiro não discutir esta parte do nosso acordo. No momento certo, entenderá que tenho tudo o que desejo e que não preciso de permissão para que isso aconteça. 

— Você é...

—Seu pai vem aqui todas as noites, joga pôquer e faz apostas perigosas. Também compra bebidas caras sem nunca pagar por elas explicotendo a sua total atenção. —Para mim e para o meu sócio, é importante que os frequentadores extravasem e deixem à mostra todas as fraquezas ao se entregarem aos vícios. Com o seu pai não foi diferente, deixamos ele livre para desfrutar de tudo que o estabelecimento oferecia. Foi assim até cinco dias atrás, quando eu e Ryuura percebemos que enfim havia chegado o momento de cobrar a dívida. 

—Você é um monstro! —Agora, ela parece uma gatinha assustada e isso me causa um prazer quase doentio. —Usa as pessoas como se elas fossem animais.

 —Não, Rin, eu não uso as pessoas. Elas é que têm personalidade e caráter fracos e se deixam manipular. Não se sinta ofendida, seu pai é apenas mais um nome nesse livro. —Aponto para o objeto que está sobre a mesa de tampo de vidro escuro. —Um número, para ser mais exato. 

—Está querendo dizer que meu pai me vendeu para você? —indaga, incrédula. 

Não posso julgá-la por isso, afinal eu mesmo quase não acreditei quando o homem citou que a filha daria um jeito de ajudá-lo. Quando o fato chamou a minha atenção e ele revelou a idade dela e que não era casada, uma ideia que parecia loucura me veio à mente. No fim, ele pouco relutou antes de assinar o acordo, quitando a dívida em troca da garantia de que sua filha se casaria comigo.

 Quando propus, confesso que o fiz no calor do momento e sem nem mesmo pensar na aparência dela. Só queria agarrar a oportunidade que se apresentava e fazer o que era preciso sem empregar grandes esforços. Investigar e descobrir que Rin era uma puta gostosa foi somente a doce de leite o bolo, a garantia de que o negócio seria mais prazeroso do que imaginei. 

—Foi mais como uma troca —revelo. —Entenda uma coisa, meu bem, de uma forma ou de outra, essa dívida seria paga. Se o seu pai não tem financeiros, ele tomou a decisão mais sábia e menos dolorosa possível. Pelo menos para ele —emendo. 

—Eu não aceito isso. —Ela chega muito perto e agora estamos com os corpos e rostos a centímetros de distância um do outro. —Não vou me casar com você. Esse pedaço de papel não tem o menor valor.

 —Você é esperta, amor. —Estou irritado, mas na verdade meus olhos não conseguem desviar da sua boca cheia e convidativa. —Sabe muito bem o valor que ele tem. Não pense que pode fugir do seu destino. Tente e seu pai se arrependerá do dia que pisou os pés no meu cassino —ameaço para fazê-la entender que já é minha, mesmo que não queira ou lute contra esse fato.

 —Um ano —diz, dando-se por vencida. —Doze meses, trezentos e sessenta e cinco dias e você lamentará ter me obrigado a isso. Sua vida será um inferno —ela diz, firmemente, olhando dentro dos meus olhos, e minha reação não pode ser outra a não ser ficar excitado pelo jogo de vontades que ela me propõe sem perceber. 

—A sua também será, Rin. —Involuntariamente, meu braço envolve sua cintura marcada. Quando a puxo contra o meu corpo, seus olhos se arregalam com o susto causado pelo movimento inesperado. —Te garanto que será. 

A minha boca toma a dela sem aviso. Não é um beijo casto e muito menos carinhoso, apenas exijo resposta ao tentar colocar a língua dentro de sua boca, que está firme no propósito de se manter fechada. 

Nós dois estamos com os olhos abertos, em uma clara guerra de vontades. Percebo que não conseguirei nada com o ataque direto, então mudo a tática, lambendo vagarosamente os seus lábios com a ponta da língua. Sinto seu corpo amolecer minimamente e ouço um leve ofegar. 

Quando tento tomar a sua boca apetitosa novamente, a maluca morde meu lábio inferior com o que imagino ser toda a força dos seus dentes. Além disso, ela aproveita a minha surpresa para se soltar do meu abraço e desferir um tapa no lado direito do meu rosto. 

—Não toque em mim, filho da puta! 

A mulher está tremendo de raiva, mas duvido que esteja mais furiosa do que eu. 

—Quem você pensa que é para me agredir dessa forma, garota? Está louca ou perdeu a noção do perigo? 

Volto a agarrá-la pelo braço, aproximando nossos rostos novamente, e agora nos fitamos cheios de fúria.

 —Você está me machucando —reclama e os olhos estão brilhantes pelas lágrimas não derramadas.

 Ouço seu pedido e afrouxo o meu aperto. Posso ser o pior dos homens, mas bater em mulheres não entra na lista dos meus defeitos e não será agora que isso irá mudar. Mesmo que ela me faça perder o controle como nem uma outra conseguiu.

 —Veja só o que você fez, porra! —Levo a mão livre ao lábio ferido e, nos dedos, vejo o sangue que a louca conseguiu tirar com a sua mordida. 

—Vou te beijar e você não me morderá novamente, Rin —aviso, ameaçador. Ela precisa aprender que não terá a menor chance contra Sesshoumaru Taisho.—Você precisa aprender as consequências dos seus atos.

 Beijo-a mais uma vez e, com o gosto de sangue que torna tudo ainda mais perigoso, ela permite ser tocada, embora o corpo permaneça rígido. Minha língua varre sua boca por completo e quando ela começa a amolecer nos meus braços e a gostar do nosso momento íntimo, interrompo com brutalidade o beijo e me afasto para o mais longe que consigo dela. 

Beijei-a com o propósito de puni-la e mostrar para ela quem estava no comando, mas interrompi o beijo para me manter o mais longe possível do seu corpo tentador. Rin, com a sua personalidade, me causa efeitos desconhecidos e intensos demais, então a melhor coisa a fazer é tomar o máximo de cuidado com ela.

 Relacionamentos amorosos não fazem parte dos meus desejos imediatos e acredito que nem dos planos futuros. Vivo muito bem com o que tenho, com o sexo descomplicado com a Kagura, longe de quaisquer dramas desnecessários. 

O  casamento com essa garota não passará de um acordo com prazo de validade, uma encenação para que as pessoas vejam que Sesshoumaru  é capaz de ter mais do que apenas relacionamentos sexuais. É capaz de construir uma família nos moldes do que é socialmente aceitável. Quando acabar, depois de um ano, todos terão a certeza de que simplesmente não houve compatibilidade suficiente para seguirmos juntos. 

Com uma única jogada, acabarei de vez com a irritante curiosidade que as pessoas cultivam a respeito da minha vida amorosa ou a falta dela. As mulheres deixarão de nutrir a esperança de serem as felizardas que fisgarão o misterioso e perigoso dono do cassino mais famoso da cidade.

—Você tem uma semana e nada mais que isso para levar suas coisas para a minha casa —aviso. 

Deixo de fazer qualquer comentário a respeito do beijo e ajo como se ele em nada tivesse me afetado, quando na verdade estou cheio de tesão e fazendo um enorme esforço para não ir até ela. Quero levantar a porra do vestido justo e socar até o fundo da sua boceta apertada, enquanto beijo-lhe a boca e brinco com os seios grandes e tentadores. Seios que rapidamente parecem ter se tornado a minha obsessão, evocando imagens de todo tipo de sacanagem envolvendo as duas belezuras. 

—Acho bom você esperar deitado para não cansar. —Enquanto fala, Rin passa rudemente o dorso da mão sobre os lábios, como se com isso fosse capaz de apagar todos os resquícios do beijo que terminamos de trocar. A idiota pensa que engana quem, além de si mesma? Será que não se deu conta de que esteve nos meus braços, que eu senti seu corpo amolecer e percebi o momento em que começou a corresponder ao beijo?

 —Acho bom você —coloco ênfase na última palavra —não me desafiar, querida. Não perca energias tentando sair dessa situação, pois só conseguirá isso: gastar energia à toa. Daqui a, no máximo, um mês estaremos casados e não existe nada que você possa fazer quanto a isso. 

—Eu tenho um namorado —revela, o que é uma surpresa para mim, mas não é nada com que deva me preocupar.

 —Termine com ele —exijo.

—Eu o amo —declara. 

—Foda-se. Será a minha esposa e não preciso de mais esse inconveniente.

 —Eu jamais te perdoarei por isso, seu canalha —assevera, agora com os olhos cheios de lágrimas que mal pode conter e o corpo tenso. —Te odeio e juro por Deus que jamais permitirei que toque no meu corpo. Pode dominar as minhas vontades, mas não o meu corpo e os meus sentimentos. 

—Por favor, querida! Pare com este sentimentalismo barato. Posso conviver com o seu ódio, desde que esteja usando o meu sobrenome e deixe que todos saibam que é a senhora Rin Taisho. —Novamente, aproximo-me dela, que se arma toda e logo se coloca na defensiva. —E quanto ao sexo entre nós dois, não vou negar que apreciaria se acontecesse vez ou outra, mas se não acontecer, também conseguirei conviver com essa escolha. —Minha fala, por algum motivo, a surpreende, mesmo que não seja verdade. —Você não faz o meu tipo, garota. Para ser sincero com você, garanto que não chega nem perto disso. Não precisa trancar a porta do seu quarto, certamente não baterei na sua porta em busca de sexo, não quando posso conseguir em qualquer lugar e como mulheres muito mais agradáveis que você —digo, o que para mim é a maior mentira já saída da minha boca. Uma inverdade que passa longe do que esse encontro se transformou.

 Como não sei agir de modo diferente, falei para machucá-la e, levando-se em conta as emoções que passam pelos seus olhos, creio que consegui o que queria.

 —É claro que não sou o seu tipo —diz, com a voz embargada, ajeita a bolsa sobre o ombro e, sem dizer mais nada, ruma para a porta. 

A Rin que aparentou ser uma mulher forte, que me enfrentou ou tentou de igual para igual, tem os passos incertos, a cabeça baixa e os ombros levemente caídos. A mulher parece derrotada e não imagino a causa disso. Certamente não deve ser pela afirmação mentirosa de que não vou procurá-la para o sexo depois de nos casarmos. Muito pelo contrário, era para estar comemorando, já que abomina tanto o meu toque.

 —Não esqueça, meu bem, você tem apenas uma semana para resolver a sua vida. Ao final desse prazo, quero você na minha casa.

 Mal tenho tempo de concluir o aviso e o som alto da porta sendo batida se espalha pelo ambiente. 

—Caralho! O que foi que aconteceu aqui? —pergunto-me e acredito que esteja com a boca seca e com a respiração levemente .


Notas Finais


É Rin não tem saída.
Na próxima é Rin.
Em breve.....


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