História Veneno (Natiese) - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Nataliesmith, Natiese, Priscillapugliese, Romance
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Palavras 1.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Teoria da culpa e mistura de decepções


POV Natalie




Estava na sala assistindo televisão e minha mãe chegou, sentou-se ao meu lado e ficou analisando a programação.

- A moça... que estava no seu quarto aquele dia é sua namorada?

- Não.

- Ela é tatuada, meio alternativa, você nunca trouxe ninguém assim aqui.

- Estamos nos conhecendo, mas eu gosto dela. Nem leve em consideração o número de tatuagens, ela é um doce.

- Não estou levando, só não sabia que era seu tipo.

- Ela é uma mulher muito interessante e é tão doce, gosto de passar meu tempo com ela. Valentina tem uma energia tão gostosa, é tão bom ficar perto dela e eu precisava de alguém mesmo.

- Acho que deve convidar ela para o jantar. Hoje mesmo, pode ser bem informal, prometo não julgar ela, vou tratar ela da melhor forma possível. Estou tentando controlar meu lado super protetor.

- Eu posso falar com ela, mas não sei se é o momento. Estamos muito no começo.

- É só um jantar, filha. Assim ela pode ficar mais à vontade para vir aqui.

- Isso é verdade.

Fiquei pensando e dei os ombros, não era o fim do mundo, era só um jantar.

Peguei a chave do carro e fui até a empresa dos Amell. Falei meu nome na entrada e logo Robbie estava na recepção.

- Senhorita Smith, só estou aqui por protocolo, deve querer conversar com a Pri... – Ele começou a tossir. – Desculpe. Com a Valentina, ela fica no segundo andar e por sorte, ela está sem chamadas agora.

- Sim, preciso conversar um pouco com ela.

- Claro. Eu te acompanho até lá.

Chegamos a tal sala que ela ficava e todos os outros caras ali estavam conversando, só Valentina estava sentada encarando um copo de café e passando o dedo em sua borda.

- Valentina. – Ela nos encarou. – Olha só quem veio visitar você. – Ele disse sorrindo e ela abriu o sorriso mais meigo e lindo que já vi.

- Tudo bem, Natalie? – Segurei a nuca dela para selar nossos lábios e ficamos assim por um tempinho. Quando nos afastamos, Robbie nos encarava com um sorriso no rosto, como se admirasse.

- Cuida bem desse bebê aqui, nós cuidamos dela de todas as formas possíveis e não vamos admitir que ninguém machuque esse coração bom aqui. – Ele disse abraçando Valentina e beijando sua testa.

- Eu gosto muito dela.

- É um bom começo, podem conversar na minha sala, vou sair um pouco. – Ele disse e Valentina pegou minha mão, depois entramos na sala para ela pegar o café.

- Você quer um?

- Não, obrigada. – Ela assentiu e caminhamos até o elevador, depois entramos na sala e ela trancou a porta.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não. Está tudo bem, só queria te fazer um convite. – Ela arqueou uma sobrancelha. Comecei a abrir os botões do uniforme dela. – Eu gosto desta vista aqui. – Eu disse passando a mão pelo tronco dela, que corou com meu comentário.

- Eu fico em desvantagem, seria bom que você tirasse algo também. - A puxei para o banheiro e entrei no reservado com ela. Tirei minha blusa e estava sem nada por baixo dela, o queixo de Valentina caiu.

- Estamos em pé de igualdade? – Ela assentiu sem parar de olhar para eles. – Queria convidar você para um jantar hoje lá em casa.

- Um jantar. Seria bom, gostei muito do último.

- Esse é um pouco diferente. Irão mais pessoas.

- Aí... muitas pessoas?

- Duas.

- Ah... duas é tranquilo.

- Meus pais. – Ela arregalou os olhos e levou a mão ao queixo onde apertou algumas vezes.

- Eles sabem...

- Minha mãe quer conhecer você. Eles são legais, não fique preocupada.

- Está bem. Acho que vai ser legal.

- Vai sim, bom... vou deixar você trabalhar.

- Eu vou poder andar de blusa na sua casa? – Gargalhei a puxando para um beijo.

- Na frente dos meus pais sim, mas no meu quarto você tem que deixar ela na porta.

- Entendido.

A deixei na sala e depois voltei para casa e contei a minha mãe que Valentina havia aceitado.

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POV Priscilla

No jantar, os pais de Natalie foram tão atenciosos. Eles foram tão legais, que acabei me sentindo mais culpada. A culpa estava me sufocando, como se fosse bom demais e eu não merecesse estar ali.

- Natalie sempre foi ligada a natureza, quando íamos para a avó dela era uma briga para ela voltar.

- Ela tem falado bastante de você, Valentina.

- Natalie é incrível. – Falei e ela apertou minha mão sobre a mesa. – Eu adorei conhecer ela.

- Conheceu ela no elevador da empresa. – O pai dela falou, ele estava explicando para a Clara. – Valentina trabalha para os Amell, ela é amiga deles, Natalie me contou.

- Nossa, os Amell são excelentes pessoas, eu adorei você, Valentina. Foi a melhor que Natalie já trouxe aqui.

- Mãe! Assim ela vai pensar que foram muitas.

- E foram, mas nenhuma me conquistou como você, Valentina. – Pai dela falou e eu senti uma vontade imensa de chorar.

Na frente deles, tão bem tratada, tão acolhida, minha consciência não deixou eu seguir com aquilo. Foi assim que a culpa começou a controlar meus movimentos e me faz levantar.

- Eu preciso ir... Eu... me desculpem.

- O que houve, Valentina?

- Falamos algo, Valentina?

- Não, vocês são todos incríveis, eu só não posso fazer isso. Eu não... me desculpem.

Caminhei até o carro e acabei sendo puxada.

- O que aconteceu? Fala direito comigo?

- Eu não posso, Natalie. Eu não sirvo para você.

- Ainda é lance da gozada? Foda-se, acontece. Eu gostei, queria que fosse em mim.

- Não é isso.

- O que é então? – Eu a beijei, da forma mais intensa e lenta possível. Eu estava me despedindo dela, sentiria falta dela todos os dias, mas não podia mais a iludir. – Uau... Caralho! Tira essa roupa. – Ela disse levantando minha blusa.

- Priscilla Pugliese. – Ela parou e me encarou. – Meu nome é Priscilla Valentina Pugliese . Você foi a pessoa mais incrível que já conheci, mas não mereço você. Pesquise meu nome na internet e vai saber o motivo.

Entrei no carro e acelerei para casa, foi difícil dirigir e chorar, mas essa não é minha realidade. Eu sou uma fodida. Eu não mereço ninguém tão bom assim e tenho que me conscientizar disto.

POV Natalie

Valentina saiu de carro e me deixou com a expressão mais confusa possível. Priscilla Pugliese. Corri para o quarto e  liguei meu notebook, abri a barra de pesquisas e digitei Priscilla Pugliese Pugliese.

Levei minhas mãos a boca com as manchetes. Todas de uma adolescente que foi presa por tentativa de homicídio. Abri uma delas.

“Garota de quatorze anos tentou matar aos próprios pais despejando veneno de rato no jantar da família. O pai Roberto Pugliese, notou a cor estranha na mesma e chamou a polícia quando viu o pacote aberto dentro da pia. ”

Eu só conseguia chorar. Abri outra manchete.

“ Após a condenação de Priscilla Pugliese, os pais da mesma morreram de um ataque do coração. Os médicos confirmaram que muitas emoções e decepções levaram o quadro a um estágio gravíssimo. ”

Coloquei as mãos contra o meu rosto e comecei a chorar, não posso ter me envolvido com alguém tão cruel.



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