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História Venha Comigo. vol 5: Parceiros no Crime - Capítulo 5


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Notas do Autor


OLÁ! Novo capítulo, e que bom que a história está andando rápido, pois é assim que eu gosto. E talvez este seja um capítulo bombástico ou ridículo, a depender de um certo alguém que retirei da série moderna kkk leia e entenda. BOA LEITURA!

Capítulo 5 - Medos e coragens


 

O relógio prateado em seu pulso de pelos brancos marcava 10:15 da manhã. O senhor Arthur permanecia sentado em sua sala, por de trás de sua mesa de vidro, em sua cadeira giratória, e a saltilhar com os dedos a mesa, impaciente.

Tim permanecia algemado, e sentado também em uma cadeira, mas ao canto da sala. Enquanto um homem alto, forte, de barba bem feita, e vestido num smoking teclava em um aparelho telefônico, com uma cara de puro cansaço e emburramento.

– Não adianta, senhor. - Disse o homem guardando o telefone em um de seus bolsos. – Ela não atende. 

– Tente de novo. - Ordena o velho da mesa.

– Já foram 20 chamadas.

O velho bufa irritado, com certeza devia ser muito impaciente. Fita o ruivo algemado:

– Por que a sua namorada não atende? Tem certeza de que aquele era o seu número? Pensei que fosse inteligente o-suficiente para saber que não deve brincar com homens armados.

– A Grace não é minha namorada. - Avisou constrangido.

Arthur revira os olhos. O capanga de smoking engole a seco:

– Devo bater nele, senhor? Ou... - Pensou. – Puxão de cueca?

– Não sei. - Dispensou Arthur ser direto. – Me diga você, Tim Stiff. Será necessário?

– Não estou mentindo.  - Respondeu o ruivo, tentando respirar mais confortável. – Este é o seu número, o novo número da Grace. Comprou um novo telefone. Disse que o antigo lhe trazia más lembranças.

– Espera que eu acredite nisto?

– Eu acreditei!

– Você é uma piada. Por isso nunca teve ou terá Grace Holloway.

E Tim não consegue rebater, aquilo havia sido dito por um qualquer que não sabia um mínimo sobre ele, mas ainda assim... Havia doido. O seu olhar se desviou tristonho, mas logo continuou:

– Mas deviam imaginar, se são tão espertos. Grace nos seguia com uma moto em meio ao transito. É obvio que ela não atende porque pode ter sido presa com o Doutor Smith. Ou seja, vocês não podem me negociar, não podem chantageá-la!

Arthur e o capanga fecham a cara, realmente haviam caído na própria armadilha.

– Ainda não significa que você esteja certo. - Disse Arthur. – Talvez esteja em casa.

– E por que não o-atenderia? - Insistiu Tim.

– Posso ir até lá, senhor. - Avisou o capanga. – Recolhemos o recipiente e retornamos. O ruivo disse que a família da doutora está lá. Ela não irá resistir.

Tim então cala-se, realmente Grace não iria resistir. Arthur sorri convencido. Porém, algo como uma voz grave e profunda saindo de um computador por de atrás da mesa o-destrói o sorriso:

– Arthur?

– Sim, mestre. - Respondeu de cabeça baixa.

O capanga se retira cabisbaixo da sala. Tim não entende nada. A misteriosa voz continua:

– Você já arquitetou muitas falhas. O que há de errado com a sua eficiência?!

– Perdão, mestre, mas tudo logo se resolverá, prometo. - Prometeu Arthur.

– O que tem em mente?

– Sabe como funciona a cabeça de idiotas bonzinhos. Bennet teve uma boa ideia. Ele pode ir até lá, e capturar a peça fundamental.

– Não.

– Não?!

– Dois dos meus irmãos irão. 

– Mas, mestre... Vocês não podem ser se expor.

– Não, assim como subordinados não podem falhar. Já confiamos demais em formas humanas. Chegou a hora de partir para o lado pessoal.

Arthur engole a seco:

– Se refere ao Doutor?

– Digamos que... Tenhamos assuntos inacabados.

Arthur consente com a cabeça. Tim arregala os olhos, temia que o Doutor Smith estar junto a Grace significasse puro risco a ela.

***

Numa delegacia depois de sete quarteirões do Walker General Hospital, onde Grace trabalhava, o Doutor e a humana permaneciam trancafiados numa sela, aguardando até que fossem ouvidos, onde a humana berrava indignada nas grades, e o Senhor do Tempo jogando jogo da velha com um giz de cera achado debaixo do assento mofado de concreto em que estava sentado. 

 — Me soltem! - Berrava a ruiva. – Onde por acaso está a democracia? Esta é mesmo a maior potência mundial? Onde está a lei? Qual foi o nosso crime? Roubar a moto de um policial que parou para comer rosquinhas?! Qual o problema?! O Tim foi sequestrado! De novo!

— Tem certeza de que ela não é uma maluca? - Pergunta o delegado a um policial, observando do corredor.

— Sim, senhor.

— É bom que você esteja certo.

– Grace? - Chama o Doutor. – Relaxe! O mundo e Tim Stiff podem explodir há qualquer momento, mas... Acalme-se!

Grace o-encara boquiaberta. O Senhor do Tempo continua:

– Discutir só irá piorar a nossa situação. Sabe como humanos se fazem de surdos, não sabe?

– Tem razão. - Desistiu desanimada, sentando-se assim ao lado do alien, bem encima do jogo.

– Ah, acho que partida encerrada.

– Já perdi as contas de quantas vezes fui parar atrás das grades. Talvez tenha virado uma tradição do universo nos trancafiar.

– Ou, um momento para nos ver juntos novamente.

Grace afoba com o olhar, queria estar com o amigo, mas parecia não querer estar com o que ele era. Ou talvez quisesse, e apenas não conseguisse admitir, respirava diferente:

– Sempre que íamos para longe eu pensava... “Ah, iremos morrer aqui! E a minha família... Ficará para trás, e eu nunca mais os-verei”. Mas desta vez... Não estamos longe! Estamos o mais próximo possível, e ainda sim posso chegar em casa e nunca mais encontra-los.

– Não diga isso.

– Arthur me quer. Irá me contatar, e daqui não podemos atender! - Pausou tristonha, imaginando irmão e mãe em casa. – Eles irã se machucar por minha causa, Doutor.

– Sinto muito, é umas das maldições de se acompanhar um Senhor do Tempo. - Consolou abatido.

– Não é sua culpa!

– Como você disse horas atrás, Grace, a realidade ao meu redor é terrível. Você está ao meu redor, você é afetada. Infelizmente faz parte, e por isso já está na hora de eu parar com isto.

– Ah, não, não me diga que você...?

– Embora, para sempre. Bem longe da Terra, bem longe de humanos. Talvez se aposentar.

– Não seja ridículo!

– Não estou sendo. Grace, comigo aqui ou não eu sei que este mundo é um imã de catástrofes, mas saber que a minha presença afeta a história daqueles com quem eu me importo... Isto eu não posso continuar a tolerar.

Grace sabia que o Doutor se importava com ela, sabia de sua amizade e amor por seus amigos, mas não que um dia este amor que os convidava para conhecer o universo partiria para sempre. Porém, realmente as vidas daqueles que acompanharam o Senhor do Tempo acabaram em sua maioria sempre com consequências trágicas.

– Doutor... - A ruiva não sabia o que falar.

– Não, Grace. Está decidido.

– Porém, antes saiba quê...

– O quê?

– Mesmo com todos estes riscos... E eu pudesse mudar o meu passado e não ter aceito o seu segundo pedido... Eu não teria mudado nada. - Olhou para o homem, e ele para ela. – Nem uma virgula.

O Doutor então não sabia o que falar. Apenas encarou Grace, encarando para ele, onde os seus olhos, se fitavam envergonhados, constrangidos, ou admirados. Mas desviando o olhar, questiona o Senhor do Tempo:

– Continuaria comigo mesmo agora?

E Grace engole a seco cabisbaixa, para dizer:

– Não. - Olhou para o homem novamente. – Eu acho que não. Sinto muito.

O Senhor do Tempo respira fundo:

– Não sinta, Grace Holloway, não sinta.

Continuou com o jogo da velha, mas agora na parede.

***

No entanto, enquanto Grace e o Doutor aguardavam atrás das grades, na casa da ruiva, Doug continuava com os seus equipamentos, enquanto a mãe já preparando o almoço. E Bella, sendo atormentada pela curiosidade do ufólogo:

– Não vai parar de me encher o saco?!

– Calma, só mais uma.

Bella revira os olhos. O ruivo continua:

– Você é tipo uma mulher maravilha, certo? Quer dizer... Não quis dizer que você é super modelo! Ou que você não seja bonita, porque você é bonita. Mas, é que aqui no meu planeta temos uma personagem chamada de Mulher Maravilha, e toda a lenda de Atlântida, e você disse ser de Atlantis-9, e é uma amazona muito louca! 

– Não sou louca!

– Foi no bom sentido!

– Eu não entendo as suas referências. Talvez “Atlantis” seja uma palavra comum, ou o Doutor e as suas viagens no tempo deem informações demais aos outros por aí.

– Calma, você disse viagem no tempo? Então eu estava certo!

– Falei demais. Talvez seja louca.

– Isto explica o porquê de uma biografia escrita por uma sobrevivente judia da segunda guerra junto a um médico nazista citava tanto uma doutora de nome incerto, e ruiva, e de sotaque americano! Era a Grace...

Bella não entendeu nada, apenas ignorou, soprando emburrada. Enquanto Meg, logo comentou irritada com tantos assuntos dos quais nunca admitiria:

– Não quero mais ouvir sobre teorias da conspiração malucas retiradas das profundezas podres da internet. Será que poderia ser, Douglas?

– Mãe, chega. Não são teorias, não são bobagens, e não são mentiras! Por que tanto preconceito com a ufologia?!

– Porque é loucura! - Remexia uma panela.

– Foi o que disseram aos iluministas, aos grandes navegadores, os inventores, a aqueles que disseram sobre a Terra ser esférica, a todos que não tinham uma visão limitada e fechada para o mundo!

– Não há comparação!

– Por que não?

Meg abre a boca para falar, mas nada conseguia sair, não conseguia pensar em um bom motivo. Talvez não houvesse um bom porquê. Mas Bella continuou:

– E por que se importa conosco? Alienígenas.

Doug encarou triste para a mãe, que voltou a se concentrar no almoço.

– Eu... fui pego por algum de vocês. - Revelou o ruivo. – Me deixaram numa estrada de terra há quilômetros da cidade.

– Quer saber por que te pegaram. - Concluiu.

– Não, quero saber por que eu. Porque qual é?! O que eu tinha a oferecer? Sempre me senti um lixo, e então... De repente uma luz me adormece, e dores terríveis eu sinto em minha cabeça, enquanto ouvia vozes horrendas, e sentia a minha pele queimar.

– Eles podem ter um bom motivo, ou podem não ter.

– Qual seria? Por que eu era gerente de um banco? Estudava direito? Tinha um namorado lindo? Dançava como ninguém?! Não, eu não sou nada demais. Estes detalhes não são nada demais para o universo, Bella.

– Você parece muito sábio. Mas tem certeza de que isto é tudo?

– Bem, também me tornei ufólogo para entender algo que a mamãe contava sobre o meu...

– Não ouse tocar neste assunto! - Interrompeu Meg alterada. – Nunca mais. E menos ainda com estranhos.

Doug engoliu a seco, Bella fechou a cara. E na porta, o som da campainha soava. A tensão cessou.

– Esperando alguém, Doug? - Indagou Meg achando estranho.

– Não, ninguém. Mas talvez sejam os vizinhos masoquistas da Grace, querendo de novo um dos meus brinquedos emprestado.

Bella sacou a sua espada, e se manteve em posição de combate. Meg arregala os olhos, achava Bella uma louca com certeza. Parte para a porta, onde após abri-la se depara com dois homens imensamente acima do peso em suas proporções corpóreas, com uniformes azuis, maletas de couro, e olhos frios:

– Olá, senhora. - Cumprimentou um dos sujeitos, um com bigode.

– Olá. - Correspondeu Meg estranhando-os.

– Grace Holloway. Está?

– Trabalhando.

– Certeza? 

– É claro que eu tenho certeza!

– Bem... - Pausaram calados, pois não poderiam simplesmente acreditar nas palavras da mãe dela. – Ela nos pediu para vir até aqui. A sua pia está péssima. Com licença.

Foram entrando sem demoras. Meg permaneceu boquiaberta com a má educação:

– A pia está ótima! Não entendo o que esteja acontecendo.

– Qual deles posso decapitar. - Indaga Bella de mãos firmes em sua espada.

Meg fica entre os homens:

– Nenhum! Abaixe isto! - Riu para os sujeitos – Não liguem para ela, fugiu da psiquiatria. Nerd viciada em Caverna do Dragão.

– Não ligamos. - Disse um dos sujeitos, fitando frio para Bella, e ao mesmo tempo prepotente. Parecia achar ela um ser inferior. – Mas continuando, vamos até a pia.

Os sujeitos então partem até a pia, enquanto Meg e Bella discutiam seriamente, e Doug continuava com os seus interferômetros.

– O recipiente realmente não parece estar aqui. - Diz um dos sujeitos a outro.

– Sim, talvez não seja um truque.

– O que faremos?

– Abordar missão. Ou, capturar mais iscas.

– De acordo.  Mas veja isto... - Observava um de seus aparelhos em sua maleta, algo como um aparelho telefônico, e que não parava de piscar. – O rastreador biológico do recipiente.

– Consta que ele está aqui. Uma, entre as três formas de vida fora nós!

– Qual seria?

Observavam Meg, Doug e Bella na sala.

– O macho capturado disse que aqui haveria uma família. Mãe, e irmão. 

– O que está imaginando?

Um dos sujeitos aponta então o seu aparelho até a sala, e de lá se tem na pequena tela do aparelho a imagem simplesmente daquele que anos atrás havia sido supostamente abduzido, Doug.

– É ele, o ruivo. São sempre os ruivos.

– E como ocorreu a confusão?!

– Talvez mera semelhança genética.

– E pegaremos à força?

– Qual outro modo? Eliminar e descartar as testemunhas em seguida.

– E a amazona nonaatlantiana?

– Ora, meu irmão, quantas dessas víboras nós já não matamos antes?! Até as suas armaduras não foram o-suficiente na guerra.

Os dois homens então largam as suas maletas, e partem rumo à sala, de olhos sérios, e face estática. Doug e Meg encaram estranho. Bella novamente aponta a sua espada.

– Ninguém precisará se machucar, mulher do fogo da praia. - Disse o sujeito de bigode, encarando Bella.

– Como sabe qual é a minha tribo de sangue?! - Questiona a morena.

– Precisamos apenas do recipiente, e nada mais. Isto para o nosso bem, e para o bem de todo o mundo.

– Do que estão falando? - Indaga Meg. – Que recipiente é esse?

Miraram os olhares para Doug:

– Finalmente, nós o reencontramos. Depois de anos de fugitivo... O receptáculo será recomposto.

– Calma, essa revelação foi muito tresh! Como assim receptáculo?! - Pergunta Doug completamente desentendido.

– Sem explicações, apenas redenções. Renda-se, humano.

– Nunca!

Meg entra em prantos abraçando o filho, e Bella se posiciona frente a família. Os sujeitos anunciam:

– Está na hora de ficarmos pelados.

– Identifiquem-se por espécie e planeta de origem! - Exige Bella.

– Ah, mas isto já está tão na cara.

Os homens então põem as suas mãos sobre suas testas, em um movimento como se estivessem abrindo um zíper, onde então algo como uma brecha ia se abrindo, e uma forte luz ia saindo. Os humanos permanecem boquiabertos, completamente sem palavras, enquanto a nonaatlantiana, de olhos arregalados frente as criaturas que saiam da pele dos “homens”.

Eram criaturas com talvez dois metros de altura, verdes, barrigudos, olhos negros arredondados, bochechas enormes, pescoçudos, com um aparelho de compressão sobre na garganta, e com três garras enormes em seus dedos da mão. Estes eram de fato seres horrendos para o trio.

– Raxacoricofallapatorius. - Diz Bella descrente, porém logo enchendo os seus olhos como mais pesado dos ódios.

– Conhece eles? -  Indaga Doug.

– Os Inimigos do meu povo! Malditos!

– Foi um prazer extermina-los aos poucos. - Disse um dos seres. – Se quer saber a minha família foi uma das que mais matou vermes de armadura. - Riu.

– Qual a sua família, monstro?!

– Nós somos os Buuff.

O nome foi dito, e um que pareceu ter mexido profundamente com o coração da amazona, era o que os seus olhos diziam. Bella então com a exaltação do momento, parte para cima dos seres, lançado um golpe de espada, que foi facilmente contrariado com as garras longas da fera.

Bella então retrocede, e se esquiva de um golpe da besta, onde assim ela se joga no chão a rolar, e enfia a espada barriga a dentro do Buuff.

Ele urra dolorido, com o objeto a lhe penetrar e lhe cortar tripa por tripa, assim banhando Bella com sangue verde, e honrando o seu povo, de acordo com a sua cultura:

– O sangue do inimigo! Você não é nada! - Gritou orgulhosa.

A criatura então cai de joelhos, e depois se estira derrotada, enquanto o seu irmão encarava horrorizado, com tamanha violência, e logo parte com as suas garras para cima da amazona, que rolava de um lado para o ouro, esquivando-se pelo chão dos ataques.

A mulher então se levanta, mas sem a espada, que ainda no intestino inimigo estava, assim corre em círculos por envolta do inimigo de pé:

– Vamos lá, seu verme! Me mate, me mate! Matei o seu sangue, matei a sua carne!

– Você tem ódio de nós.

– É claro que tenho!

– O ódio é tolo.

– Quem disse isso?!

– Se entregar é sempre sábio.

Bella não entende, onde assim de repente o seu inimigo derrotado segura-a por sua perna, deixando-a vulnerável ao outro.

E o outro, lança contra a amazona um de seus golpes de garras, porém, graças a sua armadura, Bella poderia se manter por um tempo.

O Buuff não parava de atacar Bella, que o seu roso protegia com os braços, que revestidos pela armadura eram.

Meg e Doug não sabiam o que fazer, apenas se mantinham abraçados, até que Doug tomaria uma iniciativa:

– Fique aqui, mamãe, eu já volto.

– Não! É perigoso!

Doug então parte até o Buuff abatido, onde assim retira de sua virilha a espada enfiada por completo. Ele não sabia manusear uma espada, e ainda mais uma de pura prata, ou pelo menos parecia ser, que imensamente pesada acabava sendo.

Mas Doug ergue-a para atacar a fera, mesmo que desequilibrando-se, porém o ser acaba sendo mais rápido, e dá um enorme tapa no humano, que é jogado para longe pela força descomunal da besta.

– Doug?! - Berra a mãe, partindo para o filho caído junto a uma prateleira. – Me diga alguma coisa, qualquer coisa! Quantos dedos tem aqui?

– Mãe... Acho que é a sua vez de entrar na guerra. Enfrentar os seus medos, acreditar no impossível.

– Não me peça uma coisa dessas!

– Ahr. - Gemeu. – Acho que quebrei alguma coisa.

– Ninguém, ninguém machuca o meu filho.

– É assim que se fala, Meg Elouise Holloway.

Meg então engole o choro, se dirigindo próxima de Bella, que continuava resistindo com a sua armadura, aos golpes do inimigo, enquanto também ainda segurada pelo outro estava.

– A sua espada é pesada. - Avisa Meg com a espada. – Como posso passa-la a você?

– Não passe! - Avisa Bella. – No momento em que eu baixar a guarda para apanha-la ele arrancará a minha cabeça!

– Mas eu não posso deixa-la morrer! E não sei usar esse negócio!

Bella continuava de braços frente ao rosto, e o Buuff a ataca-la sem pausas.

– Há um ponto fraco. - Revela Bella. – Vergonhoso para uma guerreira, e completamente humilhante na verdade! Mas há uma forma de parar o monstro!

– Isto é golpe baixo! - Protesta a criatura. – Sua covarde!

– Do que estão falando? - Indaga Meg.

– Ácido acético! - Berra Bella.

– Víbora! - Diz o Buuff.

– Mas onde diabo eu acho ácido acético?! - Questiona Meg completamente em dúvida.

– Ora! Este é o seu planeta, me diga você! - Avisa a morena.

– Mãe?! - Chama Doug.

– Sim. - Corresponde Meg.

– Conservas de picles, de cebola, de ovos... Tudo isto há ácido acético, ou em outras palavras... Vinagre.

Meg então corre rumo à cozinha, onde assim na geladeira ela apanha todas as conservas que Grace possuía. Eram tantas que ela nem acreditava como a filha ainda era capaz de beijar alguém.

O Buuff percebe a ação, e em imediato parte para onde a loira estaria. Meg despeja tudo dos recipientes em uma panela, com as suas mãos tremulas, e face aflita, já pingando suor. O alienígena se aproxima letal, e já estando frente da humana, ergue ameaçador uma de suas mãos, enquanto encarava-a com os seus negros olhos enraivados.

Meg estava em pânico, estava apavorada, estava de frente de um ser que ela sempre negou, e nunca admitiria existir. Aquele era o seu pesadelo.

Porém, respirando fundo, a humana toma coragem, e atira todo o conteúdo da panela contra a barriga da fera, que logo para estática, roncando com a barriga. Mas, em seguida, simplesmente explodindo, e expelindo uma gosma verde viscosa contra tudo envolta. Meg acaba completamente lambuzada. Porém, bem mais chocada. 

– Devem ser formas de vida a base de cálcio, por isso reagem com vinagre. - Supõe Doug se levantando com dificuldade, e cerrando os olhos de dor, com uma mão sobre as costelas.

– Isso foi loucura! - Diz Meg vendo a gosma sobre ela.

– Mãe, não pode mais negar. - Sentou-se no sofá.

– Podem ser espíritos malignos.

– Não banque a puritana!

– Vocês blefando. - Diz Bella se ajoelhando no chão, e se esforçando para se desgarrar do inimigo. – E eu morrendo. - Disse caindo para trás.

Meg e Doug partem depressa para a amazona.

– O que houve? - Indaga Meg. – Está de armadura!

– Mas garras de vermes verdes são terríveis. - Revelou a mão suja de seu sangue vermelho como o humano. – Acho que um dos meus rins já eram. - Sangue jorrava levemente sobre a armadura, de onde seria o rim da mulher.

– Vou chamar uma ambulância!

– Não! Não sou humana, me matariam tentando me salvar, assim como quando Grace conheceu o Doutor.

– O quê?!

– Mas o meu sinto, ele possui nano-genes, ele pode me salvar. Porém, apenas o meu tutor possui a senha de ativação.

– Então chame o seu tutor! - Diz Doug.

– É o Doutor. Não está aqui. - Franziu a face de dor.

– Mas uma hemorragia.... Você vai morrer! Onde ele e Grace estriam? Não atendem nenhuma ligação.

***

Arthur andava pensativo de um lado par o outro, frente a Tim, que continuava desconfortável com as algemas, e mais ainda em imaginar o que queriam com Grace e a sua família.

– Acha que conseguiram? - Indaga o ruivo.

– Não lhe importa.

– É claro que importa. A Grace é minha amiga.

– Sim, amiga. - Parou fitando sério o outro. – Não acredito que coisas assim existam de verdade.

– Tudo o que existe é de verdade.

– Não tente ser engraçado.

– E você não tente ser calmo, você não é calmo.

Arthur bufa irritado, queria esbofetear o ruivo, mas com a voz de seus mestres emergindo de seu computador, ele logo muda a sua postura. Um dos mestres chama:

– Arthur?

– Sim, meu mestre. - Correspondeu passivo.

– Sterafoxetin, e Mustarexotain. Os seus sinais vitais se apagaram do grande banco. Explique.

 – Eu... Eu não sei o que dizer. - Disse completamente descrente. – O Doutor é um ser traiçoeiro.

– Ele pretende nos arruinar novamente.

– Sim, senhor, ele faz isso.

– Haja rápido, seja útil!

– Tudo o que posso fazer é esperar, mestre. Até que nos atenda, e a isca seja pega. - Encarou Tim.

– O tempo corre. E o tribunal vagante de Lisarium se aproxima. Mas cedo ou mais tarde... Estre mundo queimará.

Arthur engole a seco, e Tim continuava apenas prestando atenção, tentando decifrar tamanha loucura. O mestre continua:

– Lembre-se, nós somos os heróis, não ao contrário.

– Sim, mestre. - Concordou Arthur.

E talvez estivesse para o tribunal vagante estar próximo realmente, já que dos céus de todo o mundo enormes números apareceram, como algo mágico, como algo impossível, ou quem sabe terrível. Estavam os números em ordem decrescente, marcando horas, minutos e segundos.

As televisões, computadores, telefones, e quaisquer aparelhos com telas de led, ressaltavam os números, e um grande zumbido percorreu por todo o globo.

Pessoas por todos os cantos da Terra encaravam curiosos ou atormentados para os céus, quem sabe seria aquele o juízo final em muitas opiniões?

– Doutor? - Chama Grace, com eles ainda na cela da delegacia. O Doutor dormia num dos ombros da humana.

– Hum, o que foi, Ace? - Perguntou se despertando. – Eu não comi todo o queijo sozinho, talvez o Frobisher tenha colaborado.

– Todos da delegacia ficaram estranhos de repente, e saíram para olhar para fora! O que significa? Houve um estrondo terrível também, e não entendo como ainda consegue dormir!

– Faz quase 20 anos que não tiro um concilio, Grace.

Grace recua abismada com os ombros. O Doutor continua:

– Mas estrondo, olhar para cima... Isso tudo só me remete a uma coisa em como São Francisco estando como está.

– O que é?

– O fim do mundo.

 – Não. - Diz decepcionada. 

– Sim. - Confirma normalmente banal.

Mas Grace não queria acreditar. Aquele não podia ser o fim do mundo de novo, já era pela milésima vez. A sua face permaneceu completamente estática, e respiração em pausa. 

 

 


Notas Finais


e então, o que achou do capítulo? Eu gostei. E sim, os vilões são os Raxacoricofallapatorius, e estes uma família inventada por mim. Na série tem os Slitheen, e no spin off da Sarah Jane os Bane, e aqui os Buuff.
Talvez tenham até ligações.
Pra quem acha estes aliens da série horríveis com certeza vai abandonar a leitura, mas eu queria um vilão da série moderna, e que ficasse compatível com a cara anos 2000 do filme. Além de que acho que em uma história que se passa no presente em uma cidade tão influente seria um bom lugar para eles se instalarem, já que sempre vemos que eles nada mais são do que famílias tentando se aproveitar de riquezas alheias. Mas aqui o caso talvez seja outro, não posso revelar.
E então aqui estamos no meio da história muito provavelmente, verdades e pistas se conectam e espero que não esqueçam de nenhuma.
Mas se tem algo que estou gostando nessa história são os personagens. Até o Arthur.
E falando em personagem, quis fazer uma referência ao Frobisher, que era um companion de HQs do sexto e sétimo doutor, em forma de pinguim. Era um personagem curioso, e muito sem sentido, mas legal. Só num sei se é canon.
E a Ace era companion do sétimo na série clássica.
Mas enfim, OBRIGADO PELA LEITURA!


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