História Venom - Capítulo 5


Escrita por: e PamelaDalme

Postado
Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Brooks Wackerman, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Visualizações 80
Palavras 2.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite amores!
Chegando com mais um capítulo de Venom.
Quem ficou com a curiosidade em níveis perigosos depois do capítulo passado? xD
Sem enrolações, boa leitura!

Capítulo 5 - I Have Every Right To Hate You


Fanfic / Fanfiction Venom - Capítulo 5 - I Have Every Right To Hate You

- O que faz aqui tão cedo? - Perguntou Zacky, a voz sonolenta.

- Tem um uniforme meu aqui, e como a sua casa estava mais perto... – ela deu de ombros, tentando fingir indiferença.

Zacky sentou na cama, passando a mão pelos cabelos e finalmente se levantando e rumando para o armário à procura de algo para vestir. Laura atravessou o quarto, até a poltrona que havia ali, e despiu suas roupas, jogando-as de qualquer forma sobre o móvel enquanto vestia o uniforme amarelo da lanchonete.

- Onde você foi ontem? – Perguntou ela, incapaz de conter a curiosidade, por mais que estivesse receosa em tocar no assunto.

Zacky suspirou pesadamente.

- Brian me convidou para assistir às lutas do Huntington Beach Fighting – respondeu ele e, por mais que ela não esperasse uma resposta completa, prosseguiu: - Precisamos de patrocinadores e lá era o melhor lugar para conseguir.

- Eu fiquei esperando.

- Isso é importante, Laura – disse ele sem muita paciência, voltando-se para ela.

- O nosso encontro também era. Ao menos, era para mim.

- Não comece com esse joguinho agora. Sem patrocinadores a academia não se sustenta, e eu não vou deixar a Deathbat afundar por causa de um drama seu – Zacky disse, virando as costas para ela e revirando o guarda roupa a procura de uma camiseta. – Eu fiz o que tinha que fazer.

- É, eu também.

- Novamente procurando um vagabundo para passar a noite e me provocar? – Zacky perguntou.

- Não, não dessa vez.

Então ela foi pega de surpresa pela forma abrupta como ele se virou para ela. Alguma coisa em seu tom de voz deve tê-lo feito perceber que havia algo de errado.

- O quê? – Perguntou ele com raiva.

- Nada.

- Com quem você estava? – Ele a segurou com força pelo braço, e ela acenou negativamente com a cabeça. – Com quem, Laura?

- Matt – disse ela em voz baixa, então levantou os olhos ferozes para encontrar a expressão perplexa dele. – É isso mesmo, eu estava com Matt.

Zacky riu em tom zombeteiro.

- Shadows não faria isso. Ele é meu amigo, e não ia estragar nossa amizade por causa de uma vadia como você.

- Ah, meu amor... – foi a vez de Laura rir. – Ele não só estragou, como estragou com muito gosto.

- Laura...

- A propósito, os chuveiros da academia são ótimos.

- Sua vadia – gritou Zacky, segurando-a com força pelos pulsos. – Você é ridícula, Laura. Eu tolerei suas merdas por todo esse tempo, mas você simplesmente não tem limites, não é? Não bastava importunar a minha vida, tinha que arruinar tudo.

- Se enxerga, Zachary! – Ela se soltou do aperto dele. – Quem tolerava alguma coisa aqui era eu. Você não percebe a merda que é esse namoro? Você só sabe pensar em si mesmo.

- Suponho que sair por aí dando para qualquer um é um ótimo jeito de se importar com o relacionamento. Eu nunca deixei de te dar atenção, e é assim que você retribui.

- Não – ela retrucou com raiva. – Um relacionamento não é feito só de sexo. Mas é isso que você não enxerga. Você não sabe se doar a outra pessoa, e é por isso que vai ser infeliz pelo resto da vida.

- Chega, Laura – gritou ele novamente. – Para mim chega!

- O que? – Ela perguntou, surpresa.

- Eu não aguento mais isso. Pode ir passar as noites daqui em diante com quem bem entender, como a vagabunda que você é.

- Zacky...

- Não, você fez isso. Agora desaparece daqui antes que eu perca a paciência.

Como um soco na boca do estômago, Laura não esperava que ele fosse chegar àquilo. Ele nunca agiu daquela forma das outras vezes; sempre ficava com ciúmes, é óbvio, mas a ideia de chamar sua atenção sempre funcionava, com ele voltando a reparar nela.

Mas não daquela vez.

- Tudo bem – respondeu ela, tentando esconder que aquilo realmente a havia afetado. – Quer saber? Eu não preciso de você. Mas você vai ver que nem todas as mulheres são como eu, e aturam alguém como você, alguém que não sabe como tratar uma mulher! E quando você estiver sozinho, solitário, vai ver que eu tinha razão.

Sem esperar para ver a reação dele, Laura deu as costas, pegou sua bolsa na poltrona e desfilou para fora do apartamento, mantendo a cabeça erguida e esperando que suas palavras tivessem causado o efeito pretendido.

Uma vez do lado de fora, ela desceu um andar antes de sentar na escadaria e permitir que as lágrimas brotassem de seus olhos. Toda a mágoa e a dor que ela tanto lutou para ignorar naquele apartamento agora fluíam como correntes por seu rosto.

Nunca quis que ele terminasse tudo, mas agora não havia volta. Sabia que Zacky era orgulhoso demais para ir atrás dela, ou para reconsiderar, e por mais que estivesse machucada pelas duras palavras que ele dissera, doía ainda mais saber que agora o havia perdido. Precisaria aprender a viver com as consequências da sua escolha.

 

***

 

Quando Zacky chegou na academia, ela estava cheia, mas ele não se importou nenhum pouco com aquele fato enquanto passava por todas as salas do local, até finalmente avistar quem ele procurava na sala de treino.

- SANDERS – bradou ele, atravessando o amplo espaço a passos largos, ignorando os olhares que imediatamente recaíram sobre si.

Matthew estava recostado contra a parede conversando com James e seus olhos, antes atentos à luta que ocorria no ringue, voltaram-se para o dono da voz que o chamou. Sua expressão não deixava passar muita coisa, mas sua postura indicava certa tensão.

- Oi, Zacky – cumprimentou ele, avançando dois passos, a voz carregada de incerteza.

- Além de filho da puta você também é cínico?

Àquela altura, todos os presentes já haviam interrompido o que faziam e voltaram sua atenção para os donos da academia, bem a tempo de presenciar o momento em que Zacky finalmente chegou onde os outros estavam e prontamente empurrou o outro com força contra a parede, sendo imediatamente segurado por Jimmy e um outro aluno.

- Que merda é essa? – Pediu Matthew.

- Eu é que pergunto. Que merda você tinha na cabeça para ir atrás da Laura?

A sala caiu em silêncio absoluto assim que as palavras foram proferidas. Os frequentadores – em sua maioria esmagadora, homens – sabiam que Zacky era extremamente ciumento e não brincava quando o assunto era a namorada, tanto é que eles evitavam sequer ficar por perto quando ela aparecia por ali simplesmente para irritá-lo por estar cercada de outros caras.

A expressão no rosto de Matt era de espanto, e a curiosidade de todos somente aumentava com aquela tensão toda se acumulando entre os dois amigos.

- De onde foi que você tirou isso?

- Foi o que ela me disse – ele praticamente cuspiu as palavras, puxando os braços para que os alunos o soltassem, avançando um passo na direção do mais alto. – Eu conheço a Laura...

- É, você conhece – respondeu Matt, sem sequer elevar a voz. – Sabe que ela falaria qualquer coisa para te fazer perder a cabeça.

- Não desse jeito, ela não parecia estar blefando...

Zacky encarava Matt com um misto de fúria e dúvida. Claramente, ele queria que aquilo fosse apenas invenção da namorada, mas também precisava ter certeza, pois não queria ser feito de idiota.

- Eu sou seu melhor amigo – disse Matt simplesmente, escondendo seu nervosismo.

- Então é mentira?

Matt assentiu, incapaz de formar duas palavras que fossem. Um gosto estranho estava presente em sua língua, e ele se sentia nauseado. Se fechasse os olhos, podia ver com clareza a noite anterior, sentir a pele macia e morna de Laura sob suas mãos, enquanto a água do chuveiro do vestiário masculino caía sobre ambos. Ele também se lembrava bem daquela manhã, quando acordou e encontrou o outro lado da cama vazio, e ele quase podia enganar a si mesmo em acreditar que era mentira, não fosse o perfume floral dela impregnado nos travesseiros.

- É claro que é – disse por fim, com certa dificuldade, que rezou para que o amigo não percebesse.

- O que é que está acontecendo aqui? – A voz de Brian irrompeu pela sala, fazendo todos se sobressaltarem, e nenhuma palavra foi dita enquanto ele se aproximava do centro da confusão.

- Nada – disse Zacky prontamente, lançando um olhar significativo para Matt. – Não é nada.

A multidão logo dispersou, a comando de Brian, que não parecia nada satisfeito por ter os dois donos da academia e Personal Trainers arrumando confusão entre si, em pleno expediente.

- Não quero parte nessa confusão – disse Matt, grato pela intervenção de Brian. – Resolva seus problemas com a Laura.

- Não tem o que resolver, nós terminamos – anunciou Zacky, e o outro o encarou com surpresa. – Mandei ela embora, estou cansado dessas merdas.

- Ok, vocês dois sabem como fazer uma cena – interrompeu Brian novamente. – Shadows, vá cuidar dos alunos da musculação. Você – ele apontou para Zacky – comigo, agora.

Nenhum dos dois discutiu. Brian era, muitas vezes, o equilíbrio da Deathbat. Quando Zacky e Matt não conseguiam chegar a um consenso, ou conciliar suas ideias, ele sempre intervinha e ajudava, então ambos já haviam aprendido a acatar seus conselhos.

Assim que Sanders saiu em direção à sala de musculação, Zacky seguiu Brian até o pequeno escritório da academia, e se jogou em uma as poltronas assim que o outro fechou a porta.

- Quer me dizer o que foi aquilo?

- Deixa quieto, Gates.

- Não, não deixo. Se vocês estão quase saindo na porrada na frente de todos os nossos alunos, eu quero saber o que está acontecendo.

- Nós já resolvemos, tá legal? Só esquece...

- Ouvi dizer que a Laura está no meio... – insistiu Brian e Zacky bufou.

- Você é chato pra porra, sabia? – Ele encarou o teto por alguns segundos antes de voltar a falar. – A Laura é uma maluca, todo mundo sabe disso, mas ela sabe como me tirar do sério.

- Qual o problema?

- Ela deu mais um daqueles chiliques de sempre, e disse que tinha passado a noite com o Shadows.

- E você acreditou?

- Ah, eu sei lá. Não no início, mas do jeito como ela disse...

- O Matt é seu melhor amigo, Zacky.

- É o que eu continuo me dizendo – resmungou ele.

- E o que ele disse?

- Ele negou. Disse que é invenção da Laura.

- Olha, sinceramente, eu não conheço vocês há tanto tempo assim. Mas, pelo bem da Deathbat, deixe essa história de lado. Resolva o seu relacionamento fora da academia, e o resto dos seus problemas pessoais também.

- Eu já resolvi. Mandei aquela vagabunda embora e não quero mais ver a cara dela na minha frente pelo resto da vida.

- E ela aceitou numa boa? – O tom de Brian era duvidoso, de quem teme o tipo de confusão que a garota poderia causar.

- Eu vou saber? É problema dela, não meu.

- Tudo bem. Não quero me meter na sua vida, só não quero que uma cena como essa se repita, não é bom para a reputação da academia.

- Eu sei, Brian, eu sei. – Disse se levantando. – Agora vamos trabalhar, porque é disso que eu preciso para esquecer essa merda toda.

 

***

 

Laura mal conseguia acreditar que o dia finalmente havia chegado ao fim. Depois da briga com Zacky, ela mal conseguia pensar em outra coisa que não fossem as duras palavras que ele proferiu. As horas no trabalho pareceram se arrastar, e ela não conseguia prestar atenção no que fazia, tanto é que suas gorjetas foram uma miséria.

Ela se sentia exausta, física e emocionalmente, e tudo o que queria era um banho relaxante e o conforto de sua cama, e talvez uma ou duas taças de vinho para ajudar a ignorar a dor que sentia pelo término do namoro.

Quando finalmente chegou ao seu andar, as pernas cansadas pelos inúmeros lances de escada, já que o elevador há muito não funcionava, ela mal acreditou em sua má sorte ao ter sua tentativa de destrancar a porta. Já imaginava a demora que levaria para um chaveiro chegar até ali, e somente então ergueu a cabeça para o grande papel colado bem diante de seus olhos.

- Eu não acredito! – Lamentou ela, encarando a declaração de despejo da imobiliária responsável, e então socou a porta com raiva. – Seu filho da puta!

Ainda tomada pela raiva e pela angústia, mas sem saber o que fazer, pois já não tinha o apartamento de Zacky para se refugiar, recorreu à única pessoa que lhe ajudaria naquele momento.

 

- Como você deixou isso acontecer? – Leana protestava, ainda descrente da situação.

As duas estavam no apartamento dela, que havia prontamente acolhido a amiga pela noite, uma vez que ela não tinha para onde ir.

- E eu lá sei, Lea? Lembro vagamente de ter recebido um aviso de cobrança, mas eu não tinha como pagar. Não achei que fosse chegar a esse ponto.

- É claro que chegaria. Onde você estava com a cabeça?

- Se você vai ficar me dando sermão, pode deixar que vou dormir na rua – Laura resmungou, olhando em volta do sofá que estava sentada. – Você tem o que para beber aqui? Eu preciso de álcool.

- Você precisa é de vergonha na cara, Laura! Não vai colocar uma gota de álcool nessa boca enquanto não resolver esse problema, afinal precisa estar sóbria para isso.

- Não sei como resolver. No anúncio dizia que minhas coisas estão no depósito do prédio, mas que só terei autorização do síndico para retirá-las depois que pagar os alugueis atrasados. O que, por sinal, eu não tenho dinheiro para fazer.

- Que merda, hein? O que você pretende fazer?

- Eu não sei! Péssima hora para o desgraçado do Zacky terminar comigo.

- Eu avisei, não avisei? Que ele não ia aguentar isso para sempre?

- Caralho, Leana, você é minha amiga ou não? Não para de me criticar.

- É claro que eu sou, Laura – ela respirou fundo. – Só queria que você tivesse ouvido meus conselhos antes. E eu quero te ajudar, mas não posso fazer milagres. Você sabe que a minha colega de quarto é um porre, e não vou conseguir te abrigar aqui por muito tempo.

- Eu sei. Vou resolver, prometo, só preciso descansar e pensar no assunto. Por enquanto, preciso resolver o agora. Tem algumas coisas minhas no Zacky, preciso pegá-las de volta.

- Isso vai ser uma novela, eu imagino.

- Pode apostar que sim. Será que você pode ir até lá comigo? – Pediu.

- Na casa dele?

- Não, acho que vou na academia, talvez ele não faça um drama tão grande na frente dos alunos.

Leana se ajeitou no sofá.

- Você só arruma problema, minha amiga!

- É, eu já entendi – resmungou. – Você vai ou não?

- Como se eu tivesse muita escolha, não é? – Ela riu, virando os olhos levemente. – É claro que vou.

- Você é um anjo – sorriu Laura.

- Sei. Agora chega de conversa. – Leana se ergueu do assento e deu leves tapas na perna da amiga. – Você precisa descansar, o dia amanhã vai ser longo.

Laura sabia que ela tinha razão. Odiava quando sua vida fazia essas coisas de trazer todos os problemas ao mesmo tempo. Não bastasse a dor do término com Zacky, ainda precisava enfrenta-lo novamente, recuperar seus pertences encontrar um novo lugar para morar, isso se seu dinheiro permitisse qualquer dessas coisas. E foi com tudo isso em mente que ela se jogou no sofá da amiga, usando um pijama emprestado, sabendo que enfrentaria uma noite inquieta e de pouco repouso.


Notas Finais


E aí?
Tivemos uma pequena treta, mas o Matt conseguiu evitar uma catástrofe. Será que o Zacky vai deixar quieta essa história? Deem seus palpites :3
Como sempre, queremos saber o que estão achando da história, então quem puder deixar um comentário aí embaixo, ficamos muito felizes!
Qualquer errinho que tenha passado, avisem...
Até domingo que vem <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...