História Venus - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Fluffy, Jimin, Não Sei Mais O Que, Planets, Taekook, Venus, Vmin, Yaoi, Yoongi, Yoonkook, Yoonmin
Visualizações 133
Palavras 3.956
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Helou

Capítulo 16 - Décimo Sexto


Estava surtando e nem queria disfarçar. Pulei na cama de Yoongi de cara nos travesseiros, morrendo de vergonha.

Peguei meu celular e digitei uma mensagem rápida pro Hoseok, porque não queria ficar surtando sozinho ali.

"Eu acabei de ver o Yoongi nu. SOCORRO"

A resposta veio dois segundos depois. Isso porque ele era um desocupado que estava sempre com o celular na mão.

"Como vocês são rápidos. Como foi? É grande? O que você fez?"

Ele e sua maldita curiosidade.

Àquela altura já estava rindo de nervoso enquanto digitava rapidamente. Não demoraria pra Yoongi aparecer, e acho que estava preocupado pela minha cena. Juro que não fazia por mal, mas não podia ficar em pé naquele banheiro olhando pra ele depois de tê-lo visto daquele jeito.

"Não seja idiota. Não fizemos nada, ele estava no banheiro e eu entrei. MAS EU NÃO SABIA QUE ELE TAVA TOMANDO BANHO.

Pode desistir, não vou falar nada sobre o corpo dele."

Seria estranho demais comentar sobre o corpo do meu namorado com o meu amigo. Ele podia sobreviver sem saber desses detalhes.

"Você gostou, não gostou?"

Apesar de ter sido um momento 100% constrangedor, não podia negar que Yoongi tinha um corpo muito bonito. Era algo a se admirar em um outro momento, mas não assim.

Antes que pudesse pensar em uma resposta pra digitar, a porta do quarto foi aberta e Yoongi, completamente vestido, entrou devagarinho. Era como se estivesse analisando o território para ter certeza que estava tudo bem.

— Jimin — chamou. Joguei meu celular na cama e sorri um pouco sem graça pra ele.

— Sim. Yoongi, olha eu... — falei me levantando rápido, mas acabei tropeçando nos lençóis e caindo bem na sua frente. Os constrangimentos não acabavam. — Droga! Calma. Eu... — tentei me levantar com dignidade. Ele veio me ajudar e se segurava para não rir. — Estou vendo isso, não ouse rir de mim.

— Desculpa — falou, finalmente rindo como queria.

— Tudo bem — suspirei quando estava de pé. — Hm... Me desculpe por ter entrado no banheiro e... sabe. É que você sumiu do nada e eu não sabia onde estava então só abri a porta. Deveria ter batido, foi realmente constrangedor. Desculpa ter corrido também, não sabia o que fazer.

Yoongi riu e ajeitou os lençóis para se sentar na cama logo depois e me puxar junto, fazendo com que eu me sentasse ao seu lado e me encostasse nele.

— Não me importo em você ter me visto, mas precisa realmente parar de correr quando essas coisas acontecem — disse, calmo. — Sabe, eu fico pensando várias coisas ruins. O que pensaria se eu te visse sem roupas e depois saísse correndo?

Por que aquela conversa estava tomando um rumo tão constrangedor? Senti minhas bochechas esquentarem.

— Hm... Acho que pensaria que não gostou de ver. Mas não foi isso, eu juro! Só fiquei sem reação, não é o tipo de coisa que tô acostumado a ver. Não que nunca tenha visto ninguém, mas é você! É diferente.

— Ah, é?! — perguntou, sorria estranho pra mim. — Então quer dizer que gostou do que viu?

Acho que não só meu rosto como eu, por inteiro, devia estar vermelho de vergonha agora. Tudo isso era culpa e influência de Jung Hoseok, que minutos antes não parava de fazer brincadeiras sobre o que a gente faria esta noite.

Suas energias para minha vida sexual eram tão fortes que a vida tinha resolvido ajudar, mas era uma forma terrível de fazer isso. Por que não de uma maneira sutil?

— Ei! Não diga essas coisas — reclamei, tentei esconder meu rosto corado com as mãos. — Seu pervertido!

— Pervertido? Não fui eu quem entrei no banheiro quando você estava tomando banho. — Riu alto e me abraçou de lado. — Quem sabe se não fez de propósito?!

— Não foi de propósito! — Me defendi. Jamais teria uma ideia dessas e muito menos coragem de pôr em prática. — Você é o único pervertido aqui que está me fazendo essas perguntas. Parece até o Hoseok.

Ele parou de rir.

— O que o Hoseok tem a ver com isso?

— É que ele fica perguntando essas coisas sobre nós. É um intrometido, quase tive problemas com minha mãe por isso, ela ouviu ele falando disso. Foi tão constrangedor!

— E o que ele disse?

— Ele queria se saber se a gente já... Bem, você sabe, eu não vou dizer isso — olhei para o outro lado. Era tão complicado falar essas coisas, morria de vergonha. Ainda mais quando Yoongi parecia realmente interessado pelo assunto. — E também disse que a gente precisaria falar sobre isso um dia. Nunca imaginei que entraríamos nesse assunto porque eu invadi o seu banheiro.

Yoongi voltou a sorrir, se sentou de frente para mim e me puxou, fazendo com que eu estivesse praticamente deitado nele. Era bastante confortável na verdade.

— Ele não está totalmente errado — falou, começou um carinho leve no meu cabelo. — Mas não precisamos falar sobre isso se não se sente confortável. Sabe que nunca vou te forçar a nada. Se quiser, podemos só ignorar o que aconteceu hoje, assistir algo e ir dormir.

Era uma boa chance de me safar do assunto, mas ao mesmo tempo não queria deixar isso pra lá. Hoseok me mataria se perdesse essa chance.

A posição em que estávamos não permitia que eu visse seu rosto, isso ajudava um pouco porque talvez morresse de vergonha ou começaria a rir no meio do assunto.

— Nós podemos falar disso, só é estranho... — expliquei. Fechei os olhos e suspirei sentindo os dedos dele passando pelos meus fios. Era tão bom!

— Por quê? Você não quer...? — não completou sua frase, mas nem precisava.

— Não! Não é isso! — levantei e virei para olha-lo, não queria que ele pensasse que eu não o queria de jeito nenhum. — Quero, mas... Não sei.

Ele sorriu e me puxou para deitar em seu peito outra vez. Eu estava no meio entre suas pernas, deitado de lado e usando seu peito como um travesseiro, então era realmente confortável e quente.

— Você não está pronto pra isso — afirmou. — Tá tudo bem, não me importo nem um pouquinho em esperar o tempo que for. E se nunca quiser... Isso vai ser um pouco difícil, mas acho que posso viver sem sexo.

— Vai ser difícil porque você é um pervertido — brinquei o fazendo rir e beijar minha cabeça. — Não se preocupe, não vou te deixar sem isso pra sempre.

— Pra sempre, é? — repetiu, sorrindo. — Isso quer dizer que vamos ficar juntos pra sempre?

— Cale a boca — reclamei. Não tinha percebido o que eu tinha dito até ele mencionar. Yoongi riu baixinho e me apertou um pouco mais contra ele.

Não continuamos naquele assunto por mais tempo já que logo depois a mãe de Yoongi ligou reclamando horrores sobre ele não ter ligado pra ela o final de semana inteiro.

Típico de mães.

Então nós apenas ligamos a televisão do quarto e ficamos deitadinhos juntos assistindo um filme, até Yoongi bocejar e dizer que precisava acordar bem cedo no outro dia. Ele dormiu antes mesmo de terminar de falar.

Eu demorei um pouco mais pra pegar no sono, principalmente porque Hoseok não parava de mandar mensagens querendo saber cada palavra da nossa pequena conversa, mas consegui acalma-lo prometendo que contaria depois.

Coloquei meu celular pra despertar bem cedo, queria acordar antes de Yoongi e preparar algo pra ele comer antes de ir, porque sabia que ele passaria horas sem comer direito e isso me preocupava um pouco.

Andava bastante preocupado com ele ultimamente, o que podia fazer se sabia sobre sua alimentação a base de comida instantânea por sua falta de conhecimento culinário? Isso de jeito nenhum o deixaria saudável, principalmente quando passava o dia inteiro fora.

Assim que acordei, passei uns cinco minutos deitado apenas o olhando dormir tranquilamente, parecia errado e um pouco louco ficar vendo alguém dormir, mas era uma cena tão adorável e ele era tão bonito, não tinha como me segurar.

Não demorei muito mais porque não queria que ele acordasse antes de ter um café da manhã lindo o esperando.

Depois que criei o costume de passar algumas noites no apartamento, Yoongi comprou uma escova de dentes pra mim, o que era ótimo. Então, fui escovar os dentes antes de começar a trabalhar.

— O que está fazendo? — Yoongi perguntou com a voz sonolenta. Ele entrou na cozinha coçando os olhos e parou atrás de mim.

Já tinha começado a fazer o café da manhã e estava quase terminando quando ele acordou. Talvez tivesse sido o barulho das panelas.

— Comida. Não era pra você acordar agora — reclamei, mas sorri e lhe dei um beijo. — Espera eu terminar, que horas tem que sair?

— Daqui a uns quarenta minutos — falou. Ele ainda estava um pouco lerdo por ter acabado de acordar. — Merda, estou meio atrasado. Vou tomar banho, já volto.

Sorri vendo-o correr de volta para o quarto. Por algum motivo meu cérebro me fez pensar em como seria agradável se vivêssemos juntos e todas as manhãs tivéssemos momentos como aquele.

Eu estava sorrindo como um idiota pensando em como parecíamos um casal, daqueles que estão juntos a bastante tempo, naquela manhã.

Até aquela hora, não tinha me tocado de que era segunda feira e que eu tinha aula. Havia me esquecido completamente da faculdade. Que tipo de aluno sou?!

Por sorte, a aula começaria às oito. Era tempo suficiente pra comer com Yoongi, ir pra casa, tomar um banho e ir pra faculdade — e talvez chegar às oito e meia, mas isso era só um detalhe.

Logo terminei de cozinhar e Yoongi e eu nos sentamos para comer juntos. Não era nenhuma refeição de qualidade, mas era bom o bastante para digerir e para nos manter vivos por algumas horas.

— Você — Yoongi disse, se inclinou na cadeira e me roubou um beijo. —... É o melhor namorado que já tive. Não estou falando só pelo café da manhã, você é mesmo incrível, Jiminie.

Senti meu coração palpitar.

— Que bom que posso te dizer o mesmo — sorri, já tinha acabado de comer, então me levantei pensando em ir pegar minhas coisas.

Yoongi deixou os pratos na pia e me seguiu. Ele me fez parar no meio do corredor para o quarto e me puxou pela cintura.

Sem dizer nada, juntou nossos lábios, iniciando um beijo calmo e lento.

Estava surpreso pela ação repentina, mas óbvio que não ia reclamar.

Passei meu braço pelo seu pescoço, fazendo com que seu corpo estivesse mais colado ao meu.

— Adoraria passar mais tempo assim, mas tenho que ir — ele sussurrou. — Vou te deixar em casa. Vamos.

— Não precisa, vai se atrasar se fizer isso — respondi, colocando uma mão em seu peito para afastá-lo. — Pode ir, sem preocupação, vou pegar um ônibus.

— Jimin, seu namorado tem um carro e o seu namorado com carro quer te mimar e te levar pra casa. Você não nega, você aceita e sabe por quê? — balancei a cabeça sorrindo. — Porque seu namorado é escravo do hospital e vocês provavelmente não vão se ver por um tempinho. Então tem que passar o máximo de tempo possível que puder com o seu namorado.

Sorri outra vez. Era impossível não sorrir quando ele começava com toda essa história de lembrar que éramos namorados a cada dois segundos.

— Tudo bem então, namorado — resolvi entrar na brincadeira, sabia que ele adorava me ouvir dizendo isso. — Vamos rápido, não quero que o meu namorado se atrase e receba um sermão.

O beijei rápido mais uma vez, porque era difícil resistir aos lábios de Min Yoongi. Depois corri para o quarto para buscar minha mochila e saímos.

Ele me deixou em casa e depois de uma sessão curta, porém fofa, de beijinhos de despedida, ele foi embora e entrei em casa correndo o mais rápido que podia para me arrumar e chegar a tempo.

Por algum milagre, minha mãe não disse nada quando me viu entrar às pressas, mas reclamou quando eu estava quase saindo e me fez voltar para pegar uma sacola com um pouco de comida que ela tinha preparado para mim.

Estava certíssimo quando disse que chegaria lá por volta das oito e meia, para minha sorte era o meio da aula de uma professora que me adorava, então tudo que ela fez foi sorrir para mim e dizer para não continuar me atrasando.

{>>>}

— Jimin, seu namorado é fofo pra caralho. Sabe se ele não tem algum amigo ou amiga assim pra mim? — Hoseok disse, depois que eu contei melhor sobre nossa conversa na noite anterior. Eu ri baixo e balancei a cabeça negativamente. — Do que está rindo? Tô falando sério. Tem tanto tempo que eu nem fico com ninguém.

— Agora que mencionou, estou pensando, Yoongi nunca me falou sobre amigos dele — respondi.

Repassei mentalmente algumas de nossas conversas, às vezes ele citava amigos do passado, mas nada atualmente.

— Talvez ele não tenha amigos realmente próximos, como a gente — falou, me abraçando de lado ao nos citar. — Pergunta a ele depois. Mas voltando ao assunto de interesse, como foi ver seu namorado peladinho pela primeira vez?

Nós estávamos sentados nos muros perto das escadas de entrada do prédio, Hoseok não sabia controlar sua voz às vezes e algumas pessoas passaram nos encarando estranho quando ouviram essa frase. Não as julgo.

— Fale mais baixo, idiota — resmunguei. — Foi extremamente constrangedor e não quero falar sobre isso. Vamos embora, tenho que trabalhar hoje.

— Vou com você, quero saber sobre o pau do Yoongi e eu sei que você quer me contar — sorriu, passando na minha frente. Okay, eu queria falar sobre isso, mas não exatamente o que ele queria saber. — Jiminie, aquele não é o seu pai?

— Onde? — olhei ao redor para ver de quem estava falando. Meu pai realmente estava lá, parado no meio do caminho procurando por alguém, provavelmente por mim. Engoli seco antes de confirmar. — Sim, é ele.

— O que seu pai tá fazendo aqui? — perguntou, ele continuava andando, sem perceber que eu tinha parado no lugar.

Sabia que ele estava ali pra terminar aquela conversa que deixamos em aberto. No sábado, tudo que falamos foi sobre o meu relacionamento, ele queria saber há quanto tempo nos conhecíamos, quando ficamos juntos, quando começamos a namorar... Quase tudo.

Foi um pouco estranho falar daquelas coisas com o meu pai, mas eu não ia negar e deixa-lo mais chateado que já estava.

— É isso que vou descobrir — murmurei, voltando a andar. — Pode ir na frente e avisar a minha mãe? Acho que isso vai levar um tempo.

Hoseok assentiu confuso e seguiu na direção oposta, para a saída, enquanto eu fui andando a passos lentos na direção do homem, que acenou quando me viu.

— Oi — falei, um pouco sem graça.

— Jimin, oi — ele disse, deu um sorriso fraco. — Podemos conversar? — Assenti, então ele sorriu outra vez. — Vamos, vou te pagar um lanche. O que quer comer?

Dei um sorriso, não muito verdadeiro já que estava nervoso, e o segui. Se ele estava ali sorrindo e se oferecendo pra pagar algo pra mim, a conversa não poderia ter um rumo ruim, certo?!

Chegamos em uma lanchonete que ficava bem perto da faculdade e ele fez os pedidos. Sentamos em uma mesa próxima à janela e esperei que começasse a falar, porém, meu pai era bem parecido comigo em alguns momentos, sabia que ele também estava nervoso, principalmente pela forma como não conseguia manter seus dedos parados.

— Quero começar pedindo desculpas pelo modo como reagi a noticia — disse, sem me olhar. — Só fiquei realmente surpreso e não sabia o que fazer exatamente. Foi um choque pra mim, eu nem imaginava que você era... gay, quanto mais que... que você tinha um... um namorado.

Sua dificuldade em dizer aquelas coisas mostrava que ele ainda não tinha aceitado tão bem assim. No entanto, estávamos ali conversando, isso era ótimo.

— Mas realmente não estou irritado por você ser assim — se apressou em dizer. Eu não fazia nada além de olhar sério para ele enquanto falava. — Não é como se gostasse, mas você é meu filho e isso não é nada demais. E também, como poderia te julgar por uma besteira quando eu fui um homem terrível para sua mãe e a mãe de Taehyung?!

— Não está mesmo irritado? — perguntei, hesitante. A lanchonete estava praticamente vazia, então nosso pedido veio bem rápido e um garçom veio trazê-lo naquele momento. Meu pai esperou que ele fosse embora para me responder.

— Claro que não — balançou a cabeça. — Fiquei muito chateado de saber que estava escondendo isso de mim por tanto tempo, mas não fiquei com raiva.

— Desculpe não ter contado antes, estava com medo da sua reação — disse, abaixei a cabeça para evitar olhá-lo.

— Está tudo bem agora. — garantiu, sorrindo. — Onde está o seu namorado? Gostaria de pedir desculpas a ele também por toda aquela cena.

— Yoongi está no hospital agora — falei, ele pareceu um pouco chocado, então tratei de me corrigir logo. — Ele faz medicina, é um interno.

— Ah, sim, isso é ótimo. Vai se casar com um médico — sorriu. Eu ri e balancei a cabeça positivamente, mas por dentro estava tipo "como assim casar? acabamos de começar a namorar!"

Não que a ideia de casar com Yoongi fosse ruim, mas era cedo demais pra me fazerem pensar sobre isso quando eu ainda estava aceitando a ideia do namoro. Compromissos me assustam.

De qualquer forma, o tempo que passei com meu pai foi agradável, faziam anos desde que saímos juntos assim e conversamos. Falamos sobre várias coisas, inclusive ele quis saber mais sobre Yoongi, me sentia feliz por saber que ele estava interessado na minha vida.

Minha mãe provavelmente surtaria quando chegasse em casa e contasse que estava com ele, ela era muito ciumenta e não queria que eu gostasse mais dele do que dela, mas isso era impossível já que eu vivia com ela e via ele apenas nos finais de semana e nós mal nos falávamos.

Ele fez questão de ir comigo até em casa e me deixar na floricultura, por sorte, minha mãe não estava lá, ou com certeza ela jogaria um daqueles vasos nele.

— Ah, que bom que você chegou — Hoseok disse, aliviado. Ele estava atrás do balcão vestindo um avental verde da loja. — Sua mãe me fez trabalhar aqui até você chegar. Um senhor veio e começou a falar sobre a vida dele e pedir conselho, não entendo nada de flores. Foi terrível, Jimin!

— Sem dramas, Jung — ri, indo pegar o meu avental para começar a trabalhar. O passeio com meu pai tinha me feito perder quase duas horas do meu turno. — Não fez nenhuma besteira, né?!

— Claro que não! — falou, fingindo estar ofendido. — O que seu pai queria? Era pra falar sobre seu namoro?

— Sim, nós conversamos e está tudo bem. Yoongi vai gostar de saber, será que ele pode falar?! Devo ligar?

— Manda uma mensagem, se ele puder falar você liga.

— É uma ótima ideia — sorri, pegando o meu celular na mochila.

Digitei uma mensagem dizendo que havia tido uma ótima conversa com o meu pai e perguntando quando ele teria um tempo livre. Mas ela não foi respondida no momento e nem durante o resto do dia.

Recebi uma resposta somente três dias depois, quando já estava morto de preocupação e havia mandado mais umas vinte perguntando onde ele estava. Tudo bem que estivesse muito ocupado, mas não teria tempo sequer pra verificar suas mensagens?

Quando ele me respondeu na quinta feira às onze e meia da noite, eu fiquei aliviado e irritado. Principalmente porque só recebi um "oi" como resposta. Por esse motivo não o respondi, sabia que iria xingá-lo de alguma coisa e me arrepender depois, então só deixei o celular de lado e voltei a estudar.

Yoongi raramente me irritava, não sabia o que fazer com isso.

Voltar a estudar foi uma tarefa falha depois disso, estava irritado demais pensando no que ele poderia estar fazendo durante todo esse tempo e porque respondeu somente com uma palavrinha. Não imaginou que eu poderia estar preocupado? Não se pode sumir por tanto tempo e voltar como se não fosse nada demais e ainda ignorar um monte de mensagens.

Meu celular começou a tocar alguns minutos depois e quando vi o nome dele brilhando na tela, meu coração acelerou um pouquinho. Talvez parte da minha irritação tivesse sumido quando ouvi sua voz.

— Jiminie — ele disse baixinho. Não o respondi porque estava ocupado demais prendendo a respiração por algum motivo. — Desculpe por ter sumido, estava tudo uma loucura.

— O que houve? — perguntei, tentei não parecer preocupado, mas provavelmente falhei nisso.

— Ah, é que me escolheram pra ajudar em uma cirurgia difícil e eu tive que estudar muito pra isso. — Sua voz parecia bastante cansada, isso partiu o meu coração. Não queria imaginar Yoongi mal. — Acabei não tendo tempo pra responder suas mensagens porque quando não estava estudando estava tentando dormir. Sei que estava preocupado, desculpa.

Já tinha desculpado ele assim que atendi o telefone. O que podia fazer? Era difícil ficar irritado com Min Yoongi.

— Tudo bem, Yoonie — respondi em um tom mais baixo. — Não é culpa sua. Foi mal não ter te respondido, fiquei um pouco irritado, mas tá tudo bem. Você está bem? Comeu direitinho? Já descansou?

Ouvi sua risada fraquinha do outro lado e sorri.

— Sim, estou bem e quase descansado. Acabei de chegar do hospital. — falou. — E você? Vi que se resolveu com seu pai, isso é ótimo! Acho que vou ter um tempo livre no sábado à noite, não quer sair ou vir em casa?

— Claro! — respondi, animado. — Vou pra sua casa e vou levar bastante comida, está trabalhando muito. Precisa se manter saudável e não vai conseguir se ficar comendo porcarias.

— Como sabe que estou comendo porcarias?

— Você não sabe cozinhar e se não tem tempo pra falar comigo, não tem tempo pra ir na casa da sua mãe comer. — falei. — Então, vou pra sua casa e vou cuidar de você.

— Eu definitivamente tenho o melhor namorado desse mundo inteiro! — Sorri ao ouvir isso. — Não vejo mal nenhum em o meu namorado vir cuidar de mim. Isso é muito melhor que sair.

Ouvi minha mãe passar pela porta e gritar pra eu apagar a luz e parar de fazer barulho.

— Acho que tenho que desligar.

— Sim, eu ouvi — riu. — Prometo que vou tentar responder suas mensagens.

— Certo. E vá dormir, não quero você desmaiando de sono por ai. — Ele riu outra vez. — Boa noite, Yoon. Durma com os anjinhos.

— Preferia dormir com um só, mas você não está aqui — fingiu estar triste. — Boa noite, bebê. Eu amo você.

— Eu também... — arregalei os olhos quando percebi o que estava prestes a dizer. Não podia falar que amava Yoongi ainda, eu não sabia se amava, era muito cedo pra isso. — gosto muito de você. Boa noite.

E desliguei.



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