História Vênus não me favorece - Capítulo 6


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Categorias Spartacus
Personagens Agron, Ashur, Auctus, Barca, Crixus, Doctore, Donar, Gaia, Gaius Claudius, Gannicus, Ilithyia, Kore, Laeta, Lentulus Batiatus, Lucretia, Lugo, Marcus Crassus, Melitta, Mira, Naevia, Nasir, Personagens Originais, Publius Varinius, Sabinus, Saxa, Seppia, Seppius, Solonius, Spartacus, Sura, Tiberius Crassus, Tullius, Varro
Tags Gannicus, Spartacus, Spartacus Vs Gannicus
Visualizações 3
Palavras 1.805
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Harem, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Ciúmes


Fanfic / Fanfiction Vênus não me favorece - Capítulo 6 - Ciúmes

*Gannicus POV's*

Era gratificante ver que mesmo passado anos da minha partida, todos ainda se lembravam de mim como um campeão, como um Deus, o Deus da Arena.

 Passado minutos todos voltaram aos treinos, exceto Crixus que se mantinha conversando.

-Então você sempre acabou por se tornar o novo Campeão de Cápua? - eu perguntei orgulhoso.

-Sim, depois da sua saída! Mas aquele Trácio boqueteiro está constantemente a ameaçar a minha posição! - Crixus apontou para um homen alto, de cabelos castanhos que estava encostado a um muro.

-E quem é ele? - eu questionei.

-Spartacus... Chegou à algum tempo, ninguém aqui gosta dele, exceto Varro, Ana e parece que os irmãos alemães também se aliaram a ele! - Crixus disse num tom simples.

-Ana? - eu olhei para Crixus como se exigisse uma explicação.

-É, ela! Eles conversam muito, são bastante próximos inclusivo! - ele disse desconfiado.

Após Crixus terminar de falar, Spartacus e mais dois homens que julgo serem os tais irmãos alemães, começaram sorrindo em direção a Ana que trazia três copos de água. Ela baixou-se até ficar ao mesmo nível e entregou um copo a cada um, sorrindo e falando algo que não dava para ouvir.

-Gannicus, está tudo bem? - Crixus colocou a mão em cima do meu ombro.

Eu tirei a mão dele e não respondi, apenas comecei caminhando em direção a Ana enquanto sentia o meu sangue fervendo de pura raiva e ódio. Quando eu estava começando a chegar perto o Trácio disse algo e Ana se levantou, virando na minha direção com uma expressão assustada. Eu puxei ela para perto de mim e comecei encarando o Trácio que logo se levantou, ficando de frente para mim.

-É... Spartacus, este é Gannicus! Gannicus, este é Spartacus! - Ana apresentou com receio.

-É melhor você ficar longe dela! - eu apertei mais o corpo dela em sinal de possessão.

-Farei o meu melhor! - o Trácio provocou sorrindo

-O que está acontecendo aqui? - Oenomaus aproximou-se, ajeitando o longo chicote.

-Nada! - eu e Spartacus dissemos em uníssono.

-Spartacus, volte ao treino! Ana, vá para dentro, não é seguro ficar aqui! - Oenomaus ordenou.

*Ana POV's*

Eu assenti e comecei caminhando para dentro do edifício, sendo seguida por Gannicus que estava com uma expressão irada, nunca tinha visto ele assim, eu estava sentindo medo dele.

-Ana! - ele chamou e eu continuei andando - Eu estou chamando você!

Ele caminhou mais rápido e colocou-se na minha frente, impedindo que eu continuasse.

-Sim? - eu respondi com um tom indiferente mas no fundo, eu estava assustada.

-Porque você está brava? - ele aproximou o seu rosto do meu.

-Eu não estou brava! Só preciso de um tempo sozinha! - eu afastei-me e voltei a caminhar, deixando Gannicus plantado no mesmo sítio.

Vasculhei a casa toda à procura de Naevia mas não a encontrei, ela devia ter saído com Lucretia, então fui até à varanda do Ludus. A leve brisa combinada com a magnífica paisagem eram ótimas para relaxar e organizar os pensamentos.

-Ana, Gannicus está procurando por você! - Mira avisou.

-Não é possível isto! - eu disse exasperada - Eu pensei que tinha sido clara ao dizer que queria ficar sozinha!

Eu bufei e dirigi-me até ao quarto de Gannicus, quando cheguei lá encontrei-o deitado na cama.

-Deseja alguma coisa, senhor? - eu perguntei com um tom debochado e fechei as cortinas atrás de mim.

-Você!

Após dizer isso ele avançou em mim de forma feroz, dando início a um beijo selvagem onde as línguas brigavam por espaço. Senti o meu vestido deslizar pelo meu corpo e em seguida ofeguei surpresa quando senti os dedos dele massageando a minha intimidade de forma torturante mas prazerosa.

-Gannicus... - eu gemi impaciente.

-Shhh! - ele fez sinal para eu ficar calada.

Ele deitou-me na sua cama e ficou por cima de mim, tomando posse dos meus lábios novamente e em seguida invadiu-me, iniciando movimentos lentos e fracos, como se tivesse medo do que estava fazendo, os seus olhos não desgrudavam dos meus, era como se ele tentasse encontrar algo neles. Eu comecei mexendo os meus quadris numa tentativa de ter mais contacto e as minhas mãos começaram passeando pelas suas costas, arrancando um grande sorriso da parte dele, que prontamente começou fazendo movimentos rápidos e fundos, levando-me à loucura. Os corpos chocavam num ritmo gostoso, Gannicus estava ofegante, cada vez que entrava por completo ele arfava e ficava ainda mais excitado, aumentando a sua força ao penetrar e eu não estava muito diferente, eu gemia descontroladamente enquanto o meu corpo, involuntariamente, se mexia, procurando ficar mais perto do corpo de Gannicus, como se fosse uma necessidade urgente. Senti a minha visão embaçar e após isso, uma quentura explodiu no meu ventre, amolecendo cada pedaço do meu corpo. Gannicus soltou um rugido e as suas expressões faciais mostraram o prazer que tinha alcançado, ele deixou o corpo cair enquanto jorrava dentro de mim. Ele levou a mão até ao topo da minha cabeça e começou fazendo carinho, fechei os olhos para poder apreciar melhor a sensação.

-Já pensei numa solução para os nossos problemas! - Gannicus murmurou com a voz rouca.

-Quais problemas? - eu abri os meus olhos para poder encara-lo.

-A disputa entre eu e o Trácio por você! - Gannicus explicou - Pedirei a Batiatus para substituir Crixus por Spartacus, amanhã, na Primus, o que ficar vivo poderá ficar com você!

-Está louco? - eu saí dos braços dele e me levantei - Essa disputa foi criada na sua mente! Spartacus tem esposa e ama ela!

-Então porque ele me desafiou hoje? - ele levantou uma sobrancelha.

-Talvez porque ele não conhece você e quer me proteger! - eu disse mas também não sabia o motivo.

-Eu levarei esta ideia até ao fim! - Gannicus decretou - Vou procurar por Quintus...

-Eu não sou um objeto para ser oferecida como um prêmio! - eu peguei a minha roupa e vesti.

-Eu sei, mas é apenas para colocar o Trácio no seu lugar! - Gannicus levou a mão até à minha face mas eu bati nela.

-Tirando a vida dele? Não acredito que você está querendo fazer isso! - eu saí do quarto pisando forte.

Precisava falar com Oenomaus, ele era a única pessoa que poderia tentar colocar juízo na cabeça de Gannicus.

-Ana, eu já disse que você não pode ficar aqui, é perigoso! - Oenomaus puxou-me pelo braço para longe dos gladiadores.

-Oenomaus, só você pode fazer Gannicus desistir da ideia idiota! - eu disse suplicante - Ele quer propor ao Dominus para substituir Crixus por Spartacus, na Primus, onde quem sobreviver, ficará comigo! Você tem que fazer alguma coisa, Spartacus irá morrer!

-Eu posso falar com ele mais tarde, mas se há alguém que pode mudar a cabeça dele, é você! - Oenomaus disse calmamente - Agora volte para cima, Domina notará o seu sumiço!

-Domina não está no Ludus, não preciso me preocupar! - eu dei de ombros.

-E o que você está fazendo aqui? Não era para você estar acompanhado ela? - ele interrogou com um semblante confuso.

-Lucretia ofereceu-me a Gannicus para servi-lo durante a estadia no Ludus! - eu revirei os olhos.

-Eles estão te usando para segurar Gannicus no Ludus, eles já descobriram acerca da paixão dele! - Oenomaus exclamou supreso.

-Paixão dele? - eu indaguei desacreditada.

-Porra, falei demais! - Oenomaus bateu na sua cabeça - Olha Ana, Gannicus é apaixonado por você desde o momento em que ele pisou neste Ludus pela primeira vez!

-O-O q-q-quê? - eu gaguejei chocada com a recente notícia.

-Ele nunca teve a oportunidade para falar com você, mas mesmo assim ele era apaixonado! Ele te observava cada vez que você aparecia, ele sempre perguntava a Melitta como você era e do que você gostava! - Oenomaus confessou.

-Então porque ele ficava com outras? - eu rebati.

-Porque ele acreditava que nunca iria poder ficar com você, então tentava afogar as mágoas em outras mulheres! - ele olhou no fundo dos meus olhos - Mas não lhe diga que eu contei isto, finja que não sabe de nada!

-Pode deixar! - eu assegurei - Vou indo, obrigada por contar Oenomaus!

Eu despedi-me dele com um abraço e voltei subindo para o andar de cima eufórica, por momentos tinha até esquecido a infeliz ideia de Gannicus.


-Que estranho ver você sozinha, sem Gannicus atrás de você, como um cão! - a voz de Ashur soou atrás de mim.

-Que estranho ver você sozinho, normalmente você está atrás de Dominus, como um cão! - eu virei-me para encarar Ashur.

-Você tem a língua afiada, garota! - Ashur aproximou-se e contornou os meus lábios com o seu dedo indicador - Como eu imaginava, suaves!

-Por isso não podem ser tocados por coisas ásperas e sujas! - eu empurrei a mão dele.

-Um dia você vai gemer quando estas mãos tocarem você! - Ashur retrucou com determinação.

-As únicas mãos que fazem ela gemer são as minhas! - Gannicus se aproximou de mim e sorriu quando notou que eu estava corada.

-Como pode afirmar isso com tanta certeza? - Ashur provocou mas na verdade ele apenas estava tentando procurar por informações.

-Experiência própria, algo que você nunca vai ter! - Gannicus enlaçou a minha cintura e juntou os nossos corpos.

-Se você não tivesse aparecido, Ashur teria sim, bem esta noite! - Ashur olhou para mim - Mas também me contento com Naevia!

Eu explodi de raiva e saí dos braços de Gannicus, quando eu ia dar um soco em Ashur senti o meu corpo sendo envolvido novamente pelos braços fortes de Gannicus, me afastando de Ashur.

-Me solte! Eu vou cortar o pau desse filho da puta! - eu debatia-me nos braços de Gannicus.

-Calma, me explique o que está acontecendo! - Gannicus olhou para mim confuso.

-Esse sírio de merda pediu ao Dominus para possuir Naevia, como recompensa pelos serviços prestados! - eu gritei com raiva.

-A sua amada pediu a Lucretia para substituir Naevia por ela! Algo que me agradava muito mais! - Ashur voltou a provocar - Porque não queria que Naevia sofresse! É tão nobre da parte de Ana, pena que não adiantou de nada!

-Mas o gesto em si, já conta muito! - Oenomaus estava parado à entrada - Você é nojento, Ashur!

-O grande Oenomaus chegou! - Ashur sorriu - Se aproxime mais e junte-se à conversa de irmãos!

-Eu me recuso a ser considerado seu irmão! - Gannicus e Oenomaus disseram em conjunto.

-Mas todos partilhamos a mesma marca! - Ashur levantou a manga, revelando a marca.

-Você não ganhou a marca do mesmo jeito que nós, o que faz você não ser nosso irmão! Você nunca foi um verdadeiro gladiador! - Oenomaus tinha razão.

-Não deveria estar treinando os novos recrutas? Se bem me lembro, os testes são amanhã! - Ashur começou a se afastar.



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