História Back To The 80's - Interativa - Capítulo 2


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Categorias Curtindo a Vida Adoidado, Doctor Sleep, Euphoria, Heathers, It: A Coisa, Riverdale, Stranger Things
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa
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Palavras 1.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


todos sabemos que houve um adiamento no fechamento de vagas, mas creio eu que até a próxima semana tudo esteja fechado e concluído.

até lá, espero que curtam o prólogo, galera.

beijinhos

— Y.

Capítulo 2 - 00.prologue


Fanfic / Fanfiction Back To The 80's - Interativa - Capítulo 2 - 00.prologue

Querida Madison,

Atualmente me sinto perdido numa intensa e profunda escuridão, sem saída ou chances de ser resgatado.

Assim como você.

— O Autor.

————————꧁꧂—————————

 O pesadelo todo que viria a terminar quase um ano e meio mais tarde, começou, pelo que eu sei e consigo me lembrar, quando Madison Morrison voltava da casa de Sally Paterson, em uma tarde de janeiro naquele ano fatídico.


Hill Place, Maine

Janeiro de 1989


Já faziam quase dois meses que a neve e o frio haviam alcançado Hill Place naquele ano. Algumas casas ainda tinham os enfeites e decorações da época natalina, por pura preguiça e falta de disposição de seus moradores. 


Um vento frio soprava de forma violenta pelas ruas desertas, provavelmente por conta do horário (já passava das sete da noite, vejam só!) e o frio não era uma grande atração em Hill Place, ainda mais naquela época monótona em que as crianças costumavam ir para casa mais cedo a fim de jantar.


A ideia, de certa forma, deixava Madison Morrison aborrecida. Na próxima segunda as aulas voltariam e então não teria mais tanto tempo para fazer bonecos de neve gigantes, ou guerras de bolas de neve, como qualquer um gostava de aproveitar as férias de inverno. Suspirava pesado enquanto voltava a passos pesarosos para casa.


Havia passado a tarde toda na casa da amiga, Sally Paterson, encenando teatros fingidos e cantando junto dos clipes que passavam na MTV.


Acontecia que Maddie adorava cantar, e tinha certeza que seria famosa por isso algum dia. Era seu destino! Ela podia sentir em suas veias, vivo e intenso. Assim que terminasse o colegial, o que deveria ter acontecido naquele mesmo ano, fugiria daquele buraco e se aventuraria por Hollywood, sem dúvidas. A chama de seu coração incendiária a cada música que ela cantasse e ela podia apostar nisso.


Era apenas uma garota com sonhos, é claro. Quem não sonha com a mesma ferocidade no auge da juventude?!


Dobrou a esquina da estrada Harris e desceu junto aos altos muros da Saint Laurent High School, enquanto ajeitava a gola do casaco. Foi só então que notou, por um instante, que estava escurecendo. Estalou a língua e parou, próxima ao muro da escola, e agachou-se para amarrar os cadarços do tênis. 


Suspirou de forma pesada. Madison não entendia bem as paranóias da cidade com toques de recolher sinistros. Quer dizer, nada nunca acontecia em Hill Place. Nada de nada mesmo, sem exageros. O último e pior acontecimento dali havia sido quando Verona Von Vaier liderou um bando de adolescentes e juntos vandalizaram um quarteirão inteiro com papel higiênico, no último Halloween.


Levantou-se e enfiou as mãos no bolso. Sabia que ainda teria de andar um bocado e pegar um atalho pela ponte da Hill Forest estava fora de cogitação naquele momento; aquele trecho era horripilante no escuro. 


Madison pensou ter ouvido, por um momento, o som de um ruído. Um ruído era a última coisa no mundo que ela gostaria de ouvir. É coisa da sua cabeça, Maddie, deixe de ser frouxa!


Tentou focar em seu plano de vida para alcançar a fama. Mas teria mesmo sido coisa da sua cabeça? Ouviu novamente, desta vez mais claramente. Um silvo. A princípio suave e distante, mas cada vez mais perto, mesmo que não fosse possível distinguir sua fonte de origem. Vinha de todos os lados. 


Se esforçando ao máximo para não entrar em pânico, desviou o olhar do chão e mirou o horizonte. Seu coração deu um pequeno salto e então congelou, antes de voltar ao normal. Ainda que há alguns metros de distância, pôde distinguir perfeitamente uma silhueta por entre as sombras do muro. Era um homem, e parecia alto, mas era difícil identificar sua face e vestes pela escuridão.


Uma sensação de nervosismo a percorreu e Madison parou no meio do caminho, ponderando o que deveria fazer a seguir. Era melhor precaver do que remediar, de toda a forma. Girou os calcanhares, pronta para seguir pelo lado oposto da estrada. Mas novamente, lá estava a silhueta, envolta por sombras, como um reflexo. Sentiu uma gota de suor escorrer por sua testa, enquanto lembrava da história que sua avó costumava lhe contar quando era menina. Da vez em que viu um de seus amigos morrer. Havia caído no lago do parque central e afundou, apesar do lago em si não ser fundo, e desapareceu. A história do espírito maligno que se alimentava de almas. Não, isso é coisa da sua cabeça.


Agora o pavor começava a tomar conta de Madison, que começou a hiperventilar e sentiu seus olhos esquentando à medida que lágrimas brotavam. O que deveria fazer agora? Não tinha para onde fugir. E então olhou para a margem do bosque Overland. 


O ímpeto de sobrevivência fez com que a loira, mesmo com o raciocínio agindo sem intenção, disparou contra a mata, desviando de árvores em meio à escuridão que caía. Corria sem rumo, correu até suas pernas doerem e nem sabia por quanto tempo, até descer por uma ladeira de folhas secas do último outono e se apoiar escondida em uma árvore.


Então mergulhou em uma onda de choro compulsivo, desejando ouvir a voz da mãe mais uma vez, dizendo que tudo daria certo e ficaria bem, dizendo que a salvaria, mas aquilo não aconteceu. Tudo que Madison ouviu foi o silvo arrepiante se aproximando do lugar onde estava escondida. E para seu desespero, ouviu uma voz pouco distante, provavelmente de cima do barranco de terra, uma voz áspera e que pelo tom tinha um riso maldoso.


— Hey, Maddie! Por que está correndo tanto? Estamos brincando de pega-pega? — Maddie se afastou da árvore e pôde ver o rosto se seu perseguidor pela primeira vez pela luz da Lua que irradiava pelas frestas das árvores: tinha pele negra, cabelos crespos em um tom branco e dentes enormes, como os de um tubarão, expostos pelo sorriso macabro que apresentava. Mas o mais surpreendente eram seus olhos que não apresentavam íris, mas a esclerótica azul era profunda e brilhante. — Está bem, então. Eu estou indo te pegar.


Madison gritou com uma força que não sabia que ainda tinha, ao notar uma víbora que escalava por sua perna, começando a balançar como se quisesse arrancá-la. Aquilo não pareceu funcionar e muito pelo contrário, pareceu atrair outras cobras que antes se encontravam penduradas nos galhos de árvores para cima da garota. Começou a pular, enquanto corria, chorando alto e gritando por ajuda.


Correu até as margens do rio de Hill Place, apoiando as mãos nos joelhos e olhando para trás. Nada. Virou-se para a água e sentiu seu coração errar uma batida ao ver a figura vestida de preto do homem do outro lado da margem, cubo sorriso havia ficado maior e mais psicótico, se é que era possível. E então, Madison entendeu que não conseguiria escapar. Não havia para onde correr ou fugir. Ele estava em todo lugar.


A loira caiu de joelhos no chão e vomitou, e o que saiu de dentro do si foram dezenas de cobras, se empurrando e espremendo contra sua garganta, interrompendo sua respiração e fazendo com que ela se engasgasse com as próprias lágrimas. Sentiu o gosto amargo de sangue em sua boca, quando avistou, com sua vista embaçada pelas lágrimas, a figura de uma garotinha parada na saída do esgoto, contra a corrente, chamando-a com a mão. O rosto da criança estava machucado, desfigurado com partes da carne faltando e os buracos dos olhos eram fendas negras e profundas.


Pelo canto dos olhos, pôde ver a figura sinistra do monstro se aproximando, lentamente. Estava tudo perdido agora, ele iria pegá-la. Fez menção de tornar a correr, mas foi segurada pelo braço, antes de sentir as mãos frias agarrarem seu pescoço, enquanto a erguiam do chão.


— Não se preocupe, Maddie. Vai acabar rápido. — o ser voltou a mostrar sua fileira de dentes pontudos.


— Não… não… — ela disse, com a voz fraca por conta da pressão em sua garganta, enquanto mais lágrimas escorriam.


E essa foi a última visão que Madison teve antes de ter seus olhos arrancados e devorados em instantes. Logo depois, ainda sentiu a dor de sua cabeça sendo perfurada ferozmente pelos dentes dilacerantes de seu assassino.


Jamais sairia de Hill Place, nunca seria uma estrela de Hollywood, nem mostraria todo o talento que tinha a oferecer. Assim como nunca teria seu corpo encontrado.




Notas Finais




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