História Verbatim - Capítulo 13


Escrita por: e hieut

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bottom!taehyung, Jungkook, Kooktae, Kookv, Taegguk, Taehyung, Taehyung!bottom, Taekook, Top!jungkook, Vkook
Visualizações 840
Palavras 2.037
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


myla: oi rsrsrs esse cap não tem muita ação como os outros, é mais uma passagem de tempo importante na vida do Tae. O próximo capítulo, diferente desse, vai pegar fogo, vou logo adiantando.
Obrigada por todo o carinho de sempre e me desculpem mesmo pela ausência nos comentários, ultimamente eu não estou muito bem de saúde e isso me afeta em todas as áreas. Por fim, espero que gostem do capítulo! :)

Capítulo 13 - 13


Kim Taehyung



Terça-feira; primeiro dia de suspensão de Jeon Jeongguk




Por mais que eu tenha me surpreendido ao não ter visto Jeongguk na segunda-feira, me surpreendi mais ainda ao notar que isso se repetiu no dia seguinte. Jeon não era de faltar assim, presumi que o mesmo poderia ter pego algum resfriado, então aquilo por hora não me queimou os miolos.

O que realmente estava me incomodando era o fato do colégio estar me fazendo esperar há exatas uma hora, apenas para resolvermos a burocracia que era o registro social de minha irmã. Eu queria que ela fosse tratada como deveria na escola, começando pelo pronome atribuído, que deverá ser “ela”. A secretária discutia com a diretora por uma possível proibição de minha irmã frequentar o banheiro feminino o que, de certa forma, me rendeu mais dor de cabeça. Isso era claramente um preconceito visível contra a transexualidade da menor, o que resultou em um Taehyung — sim, estou falando de mim mesmo na terceira pessoa —, batendo boca com a secretária.


O melhor disso tudo é que eu ganhei a razão e consegui sair de lá com minha irmã tendo todos os seus direitos, assim como o uniforme trocado, já que minha mãe já tinha ido falar com a diretora e já haviam reservado seu uniforme no modelo masculino, então eu consegui com sucesso trocá-lo.


Ela não poderia começar o tratamento hormonal por conta da idade, então iria levando como pudesse para que ela se sentisse o mais confortável possível com o passar do tempo.



Aquele dia fora tão corrido, que eu agradeci imensamente Yoongi ao chegar em casa e dar de cara com o jantar pronto, me pouparia uns bons minutos dizendo à Taeoh que não teríamos pizza para jantar. Essa vida de “adulto” e responsabilidades me assustavam ao extremo, eu não sabia que era tão trabalhoso assim cuidar de uma criança. Se me arrependo? Muito pelo contrário, saber que Taeoh está ao meu lado me tranquiliza de uma forma imensa. Era incrivelmente confortável tê-la perto de mim, porém crianças dão trabalho, assim como a minha agenda apertada estava me dando o dobro de trabalho.


— Horas, se não é o meu trabalhador favorito. — Yoongi disparou com sarcasmo ao que eu me jogava no estofado da sala, enquanto o mesmo servia os pratos, já que Taeoh estava no banho.


— Eu vou morrer!


— Imagina então quando tiver seus próprios filhos! — Comentou rindo enquanto eu me esgueirava para o balcão da cozinha, sentando na cadeira da ilha.


— Eu amo crianças, mas elas dão um trabalhão! — E então, ouvi Taeoh me gritar lá do segundo andar e, assim como o grito, a risada de Yoongi também veio. — Olha ai… — Dei um riso soprado, enquanto praticamente me arrastava em direção ao quarto.




Quarta-feira; segundo dia de suspensão de Jeon Jeongguk





Hoje foi realmente estranho, primeiro porque descobri que o Jeon havia pego uma suspensão de três dias por ter batido em Minjae; segundo que Halla veio me pedir desculpas, ao que eu também a pedia desculpas. Conversamos bastante naquele dia enquanto eu via Taeoh brincar com as novas amigas, eu descobri o motivo da suspensão do Jeon, sendo esse, eu mesmo. Eu que fui o motivo dele ter batido em Minjae, porém ela não me deu detalhes, dando a desculpas de que aquilo não lhe dizia respeito. O único que deveria dar-me os devidos detalhes era o próprio Jeongguk, contudo, a mesma me pediu perdão por ter sido tão evasiva, e eu não pude entender o que ela dizia, já que suas amigas a chamavam ao término da aula vaga, enquanto eu, chamava Taeoh para que então pudéssemos ir para sua psicóloga.


Após a consulta na psicóloga, eu passei no estúdio, sendo bem recebido por Jin, que em momento algum fez menção de soltar Taeoh desde o momento que viu ela ao meu lado. Pude então ter minha primeira conversa com Namjoon sobre questões profissionais, o mesmo disse que amou o meu porte físico e perguntou se eu não me importaria de ter algumas peças feitas por ele, mas claro, isso teria um preço, eu teria que desfilar com suas peças, mas receberia uma comissão por isso além de poder ter as roupas do desfile.


Desconfiei um pouco daquela proposta, era muito proveitosa para mim, porém nada proveitosa para ele, mas Namjoon tratou de explicar que, dependendo do meu desempenho e estando vestido com tais roupas, iria proporciona-lhe reconhecimento no ramo, além de que iria promovê-lo como estilista e me promover como modelo. Ele não via isso como um benefício somente para mim, era mútuo e ele não podia estar mais animado com isso. Então, eu assinei um contrato de que iria fazer parte semi-integral no estúdio e compareceria nos desfiles, ao que eu também poderia modelar em meio-período para outros lugares; fosse para uma revista, ou ser modelo de alguma marca. Eu tinha total liberdade para aceitar esses trabalhos, visando que eles tinham conhecimento do que eu estava passando e dinheiro era o que eu mais iria precisar agora.


Namjoon me mostrou uma das roupas que ele gostaria de ver seus modelos desfilando na próxima conferência que teria em Seoul. A roupa era basicamente um cropped masculino, uma calça jeans de lavagem escura com um rasgo horizontal na poupa da bunda e alguns distribuídos sem muita organização pela coxa.


Ele se encantou ao me ver vestido com a roupa, já que minha cintura era bem marcada, assim como meu quadril era bonito — palavras do estilista. A roupa não me deixava quadradão, muito pelo contrário, eu possuía medidas perfeitas para modelos femininas até. E, pela primeira vez, me orgulhei pela cintura que eu tinha, esta que muitas vezes era motivo de piadas por parte de alguns garotos — sendo também o lugar onde o Jeon gostava de pôr as mãos. Me orgulhei também pela curvatura da coluna que dava destaque à minha bunda que, pela primeira vez, eu vi que não era nem um pouco pequena, se assim posso dizer.


Eu estava completamente lindo naquela roupa e Namjoon tratou de dizer que eu ficaria ainda mais com a maquiagem que iriam fazer. O look que eu usaria era o principal, para integrar aquela roupa na moda masculina coreana, e eu me sentia bem em saber que eu faria uma moda como aquela pegar, principalmente ao saber que existiam várias pessoas consideradas alternativas no mundo todo.




Quinta-feira; terceiro e último dia de suspensão de Jeongguk




Passei a maior parte do dia no estúdio de Jennie, conversando com a mesma, vendo-a tatuar diversas pessoas, assim como Yoongi retocar uma de suas tatuagens também. Contudo, o que eu nunca pensei era que eu veria o irmão mais velho de Jeongguk naquele estúdio. Mal sabia que ele havia voltado e nem sabia que ele conhecia a Jennie.


Conversamos um pouco e eu descobri que ele havia voltado da América e que não sabia por quanto tempo ficaria, contudo, me surpreendi ao notar que o mais velho não havia me reconhecido como Kim Taehyung, o garoto que não largava Jeon Jeongguk e amava implicar com Jeon Junghyun. Ele apenas me conheceu novamente, sem me ligar ao Taehyung da infância, talvez por nunca ter visto meu olho sem a lente ou por causa da cor do cabelo, dos piercings? Quem sabe? Eu mudei muito e me orgulho disso.

Naquela tarde, eu fiz outra tatuagem, uma fênix. Ela ia da costela, passava pela virilha e terminava na coxa, tudo em aquarela, nuances de vermelho, laranja, amarelo e alguns tons em preto apenas para os detalhes minuciosos. Por fim, Junghyun me convidou para dar uma volta com ele qualquer dia desses e trocamos numero, eu prometi que iríamos sim sair e voltei para casa, completamente acabado.


A fênix que eu fiz tinha outro significado importante: ela me lembrava todos os dias o meu renascimento das cinzas, lembrava o quão corajoso o novo Taehyung era.


Por conta disso, juntei toda a minha coragem do fundo da gaveta e decidi que iria questionar Jeongguk sobre suas ações. Afinal, precisava saber da boca do outro aquilo que Halla deixou por entrelinhas, para que assim eu pudesse ou superá-lo de uma vez por todas ou, então, tentar recomeçar algo ao lado dele.


E, com esses pensamentos, acabei dormindo embolado nos cobertores e nas perninhas de Taeoh, ao que a mais nova girava na cama e me empurrava com as mesmas; mas não a critico, eu fazia o mesmo com sua idade. Então assim, a tão temida sexta-feira chegou.


Acordei Taeoh calmamente e após a mesma entrar no chuveiro, fui acordar Yoongi para então passar um café para nós tomarmos, apenas para aguentar aquele dia cheio. Pouco tempo depois, Taeoh desceu saltitante com sua saia do uniforme, sorrindo para mim ao ver que seus cabelos já estavam no pescoço em um corte chanel, para dar mais charme a ela.


— O que vamos tomar no café? — Perguntou sentando-se com dificuldade no balcão da ilha.


— Temos café, torrada, leite, frutas… — E enquanto eu ia ditando o que tínhamos, ela tratou de pegar uma torrada e um copinho de leite, comendo tudo enquanto ria da cara sonolenta de Yoongi, com o uniforme amassado em seu corpo.


Admirava demasiadamente a forma na qual Taeoh estava se tornando mais madura, mesmo na tenra idade, era reconfortante de saber que ela estava tratando os assuntos com seriedade, principalmente após a conversa que eu tive com ela, sobre sua transexualidade. Ela entendeu tudinho e até confirmou algumas coisas que eu havia perguntado em função a seu corpo e como ela se via, e suas respostas partiam de: “Eu não gosto do meu corpo” e “Eu nasci no corpo errado”, e é claro que ela não disse com essas palavras, mas era o que dava a entender com suas respostas tímidas.


Passei o pente nos cabelos de Taeoh para mantê-los no lugar, partindo ao meio e dando o charme de seu corte. Arrumei também o uniforme torto de Yoongi, e até me sentiria um dono de casa, se não fosse pelo fato de que eu também estava arrumado e pronto para ir ao colégio.

Deixei Taeoh em sua sala, subindo rapidamente para minha, já que Yoongi disse que ia no banheiro antes. Ao chegar lá, pude ver a mochila característica do Jeon em seu lugar, o que de certa forma alegrou meu ser, porém eu sentia a coragem pouco a pouco se esvaindo ao que as pessoas entravam na sala e pouco tempo depois, Jeongguk com cara de poucos amigos. Eu sabia o que estava acontecendo com ele, porém queria confirmar minhas expectativas.


Em meio a aula, peguei uma folha de caderno, destacando-a com cuidado por causa dos ruídos e escrevendo um pequeno bilhetinho para o outro. Joguei em sua direção na tentativa de que caísse ou próximo a si, ou pelo menos em sua mesa, mas me frustrei ao notar que havia jogado diretamente em sua cabeça. Logo me arrependi quando seus punhos se fecharam, porém eu precisava que ele lesse aquele papel, então quando o mesmo se virou com seus olhos grandes mirando o responsável por ter jogado o papel, eu apontei em direção aos seus pés, dando-lhe um sorriso reconfortante, quase como um pedido de desculpas pela bolinha que acertei em sua cabeça.

E pouco tempo depois, ele me devolveu a bolinha de uma maneira mais sutil e confirmou minhas expectativas, Jeongguk tinha voltado a ser o meu Jeongguk. Ele estava fora do time de basquete e não tinha mentido para mim em sua resposta, estava ansioso para contar-me algo e não vou negar que eu estava quase tão ansioso quanto o maior. Sem muitas cerimônias, marcamos no sábado após uma sessão que eu teria e depois de uma reunião dele.


Estava com muitas saudades de ouvir Jeongguk cantar, assim como ouvi-lo tocar guitarra; sentia saudades do cheirinho do outro, de suas mãos fortes me apertando e não evitei de sorrir timidamente para ele ao que eu ia saindo da sala. Só de pensar que tudo isso poderia voltar a ser meu me amaldiçoava por ter fugido por tanto tempo, se eu tivesse percebido no começo e questionado o outro, nada disso teria acontecido. Contudo, não tiro a culpa de Jeongguk da reta e, se eu pudesse, eu iria pelo menos, dar um soco nele.



Porém logo o sábado chegou, e como eu não esperava, Jeongguk não veio.


Notas Finais


nana: Prevejo todo mundo xingando o Jeongguk dnv hm;

playlist para ouvir lendo: https://t.co/kJwEEFxQ8M
playlist de músicas citadas: https://t.co/YHpnK91ffs
se quiserem nos amar; @vkookflows e @whieut

Vemos vocês no próximo ♡


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