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História Verdade ou Consequência - SeongHwa - Capítulo 10


Escrita por: jx4n4

Notas do Autor


Oi gente linda! voltei mais rápido que o flash.
queria esclarecer algumas coisas que muitos de vocês tem vindo me perguntar:
essa história é uma long fic, logo, as coisas não vão acontecer num estalar de dedos. Vai ter muitos e muitos capítulos, então cada coisa que acontecer vai ser importante; desde o passado, as falas, as evoluções das relações entre os personagens.
não precisam se preocupar pq muita coisa ainda vai acontecer, muitos podres vão rolar e o vilão vai aparecer.
espero que gostem do capítulo, cada demonstração de amor de vcs é especial pra mim!!! 🤠💙💙💙💙💙💙
espero que não me matem nesse capítulo pelo amor de deus, em breve tem momento seongjo
estou reescrevendo o capítulo pela segunda vez pq o spirit fez o favor de simplesmente apagar tudo que escrevi :)

Capítulo 10 - O primeiro ato e descobrindo passados


Fanfic / Fanfiction Verdade ou Consequência - SeongHwa - Capítulo 10 - O primeiro ato e descobrindo passados



Naquela noite, eu soube que não estava mais sozinha. 

Naquela noite, eu soube que tinha uma verdadeira amiga. 

Eu e Ally costumávamos beber um belo vinho branco, sentadas em frente a grande janela em minha sala de estar, enquanto encarávamos o rio han e contávamos como foi nosso dia. Isso já era nosso ritual, desde a primeira vez que a convidei para vir me ajudar na mudança. 



Bem, aconteceram muitas coisas desde que me mudei. Já havia se passado mais ou menos 5 meses ou um pouquinho mais, e tudo virou de uma hora para outra. Mas... Vamos por passos? 

Assim que amanheceu, eu e Ally fomos para o trabalho, atrasadas e energizadas. Todos ao redor ficaram felizes pela nossa proximidade repentina, e eu confesso que eu estava mais contente ainda. Não sabia dizer o porque, eu só estava e isso era mais que o suficiente. Ter a companhia de Ally se tornou algo essencial para mim. 

E então, quando chegamos na empresa, a correria começou para o comeback do ATEEZ. O álbum ZERO: FEVER, pt. 2 estava a todo vapor, e a gravação do MV de Fireworks ( I’m The One ) estava deixando todos malucos. A troca de visual dos meninos, os teasers, mudança de cenários, gravação das vozes, música, figurinhas, tudo estava perfeito. Acompanhamos de perto os preparativos, mas com o passar das semanas, tudo piorou.

Hongjoong e eu discutíamos com frequência, o que causava muita dor de cabeça para todos os staffs, diretores, integrantes do grupo e outros “subordinados”  que estavam cuidando do comeback. Diversas vezes eu tinha que sair correndo do cenário pois não conseguia segurar as lágrimas e nem ver os próprios meninos discutindo com Hongjoong, pincipalmente SeongHwa. Muitas coisas do passado ainda estavam entaladas em nossas gargantas, o que causou o infeliz fato de eu e Hongjoong não conseguirmos mais ficar no mesmo local. 

Quer dizer, eu sabia que a culpa disso era minha. Desde que convidei Ally pela primeira vez na minha casa, eu me abri para ela. Você pode pensar, “ nossa que burra, e se ela contar pra todo mundo? “, mas eu sabia que isso não iria acontecer. Desde então, Ally tem sido uma grande fonte de motivação para mim. Ela me incentivou a o procurar e tentar corrigir tudo, mas, pelo que vocês estão vendo, não deu certo. Eu até ficaria chocada se isso não tivesse passado pela minha cabeça, mas Wooyoung havia me avisado que Hongjoong traído nunca esquece sua mágoa, e eu não levei ao pé da letra. 

O fato é que, ter que lidar com isso me esgotou mais do que eu pensei que faria em si. Eu não dormia, meu rosto estava inchado pelas noites seguidas de choro, eu estava emagrecendo, não conseguia me manter tão perto dos meninos e isso estava me deixando na beira de um abismo. Eu não estava mais em capacidade de cuidar deles. 

E aí, tudo piorou. Mingi precisou dar uma pausa nas atividades por problemas psicológicos. Aquilo para mim, foi o estopim. Eu estava destruída psicologicamente e emocionalmente, então aproveitei o embalo, e pedi dispensa da minha função de manager. Fiquei apenas como psicóloga. Peguei uma pausa de 2 semanas no trabalho, estava destruída. Precisei fazer acompanhamento médico pois eu mesma não estava apta para cuidar de mim. YunHo e Ally vinham todos os dias me ver, o que me fez sentir mais acolhida, mas ainda sim, pensava nas constantes brigas com Hongjoong. Eu sentia tanto a falta dele, que chegava a doer todos os meus ossos. Mas não havia nada que eu pudesse fazer. Diversas vezes eu tentei conversar com Hong, tentava resolver a situação- até porque éramos parceiros na empresa, e Seonghwa passou a odiar isso. 

Durante minha pausa, me aproximei muito de Jongho, que sempre me mandava mensagens fofas e preocupadas, além de me ligar todo dia querendo me fazer companhia. Yunho e Yeosang também me faziam companhia com Ally, e eu estava me sentindo bem. 

Até agora. 

Eu sabia que uma hora ou outra precisaria voltar para a empresa, mas quanto mais a hora se aproxima, mais vontade de correr eu tenho. As frases encorajadores de todos rondavam minha cabeça agora e eu me sentei na poltrona, respirando fundo e contando até três. 

Preciso reorganizar minha mente. 

Bem, hoje é sábado, dia de voltar ao trabalho; dia de encarar meus amigos; dia de encarar meu “inimigo”; dia de encarar meu “ amor não sucedido”; dia de encarar minha melhor amiga. 

Na verdade, desde que me aproximei de Ally, notei que ela esconde algo de mim. Pelos simples fatos de: 

Ally costuma ser muito grudenta quando se sente triste;

Ally nunca gosta de ficar sozinha;

Ally costuma ser meio ciumenta quando me aproximo de alguma outra mulher;

Ally se sente extremamente insegura comigo;

Ally costuma chorar quando alguém fala sobre infância;

E eu como não sou nenhuma burra, me lembrei de quando ela chorou por eu ter dado um bolo para ela. 

Então, pela minha nota mental, preciso resolver cada coisa que está atormentando meu juízo. 

- Okay Jo, lembre-se exatamente do que o Dr. Murder disse para você! Em primeiro lugar, nunca conte seus passos achando tudo vai acontecer do jeito que você planeja. Segundo, sempre tenha em mente que problema não resolvido é como tormenta emocional, você precisa resolver um de cada vez. E em terceiro, nunca baseie o que você vê em fatos reais. Escute e depois absorva da maneira que achar melhor. 

Eu sei que tem sido complicado para mim lidar com tantas coisas pendentes, mas eu preciso dar o primeiro passo. 

Eu me lembro que naquele dia em que Ally correu atrás de mim no elevador, eu jurei que iria fazer diferente e iria concertar tudo. Chega de correr. Está na hora de tomar uma atitude. 

- Me dê forças... espero que vocês me perdoem por isso. - alisei com delicadeza a foto com todos os meninos no porta retrato e suspirei, colocando o mesmo no lugar. 

Minha respiração estava pesada, talvez pelo nervosismo que me percorria, e eu peguei meu celular digitando um número rapidamente. Repassei meu plano mentalmente pelo menos 8 vezes depois que acordei, agora não tinha mais volta. Minha jaqueta agora adornava meu braço e eu bati a porta, dando tchau para minha gatinha siamesa, Pearl. 


É agora ou nunca.... 


~~~~✨~~~~




Muitas pessoas costumam questionar nossas decisões pelo fato de entristecer outros ou escaparmos de uma oportunidade grande. Mas... E se isso já não te fizesse bem? E se isso simplesmente tivesse se tornado uma tortura mental para você? Eu estacionei meu carro na garagem, o trancando e andando apressada ao lado de Youngbok. Apesar de ser muito antisocial no meu ambiente de trabalho por sempre estar na correia por ser encarregada de um grupo, Youngbok se tornou um grande amigo. Ele sempre me repassava os ocorridos do dia, os sermões que eu tinha que dar nos meninos, e bem, eu só tinha que o agradecer. Ele colocou as coisas no porta malas do carro e eu sorri, me curvando. 

Por isso....



Dei três batidas na porta enorme no corredor, e ouvi afirmação para que eu entrasse. 

- Senhorita Jo, finalmente está de volta! Estivemos atarefados aqui sem você, mas diga, o que deseja tratar comigo? - O sorriso do CEO me entristeceu. - O que houve? 

- Bem... É um assunto delicado. 

- Tudo bem, pode prosseguir. - sua postura se tornou rígida na cadeira e ele me olhou apreensivo. 

- Tome isso. - o entreguei o papel imediatamente e ele o encarou. 

Suas expressões faciais não eram nada boas, me encolhi na cadeira não me permitindo chorar. 

Eu preciso ser forte... Não posso fraquejar... Cortar o mal pela raiz e tomar a primeira decisão mais importante da minha vida, é o que eu preciso. 

- Quero dizer que eu espero que isso não seja o que eu estou pensando.. Mas....

- Eu vivi um sonho! Não sabe como me senti deslumbrada nesse lugar. Conheci pessoas incríveis, e fiquei triste também. - sequei rapidamente uma lágrima que caiu. - Mas, eu aprendi muito. Com todos. Meu coração se tornou um livro assinado por cada coisinha que vivi aqui, com assinaturas inapagáveis de cada um que criei afeição. Mas.... Coisas boas também podem acabar, certo? 

- Senhorita Jo... Isso...

- Sim. Eu estou entregando minha carta de aviso. Quero pedir demissão. 





- Ally!

- Amiga! Te procurei em tudo que é lugar, onde você estava? - os cabelos mel da mais alta fizeram cócegas em meu pescoço e eu sorri.

- Estava conversando com o CEO. Mas não é nada demais. Vamos almoçar? Quero te levar em um lugar especial. 



Meu carro voava pela avenida e um arrepio corria pela minha espinha, eu sabia que eu não iria gostar do que Ally iria me contar, mas eu precisava saber porquê minha amiga estava agindo assim. Seja algo bom ou ruim, estarei ao lado dela. Ela foi a única figura feminina que eu tive do meu lado desde que cheguei aqui, que me deu forças e apoio do meio desse caos todo, e eu não posso perder ela. Não posso abrir mão dela. De Ally, não. 

- Tcharam! Chegamos ao Randy’s Donuts, o melhor donuts de Seul! Vem, Vamos! 

Eu agarrei o braço de Ally e corremos para dentro do grande estabelecimento de vidro, encantadas com o local.

- Nossa eu nunca tinha vindo aqui! Pedi seus donuts aquela vez para entrega, se soubesse já tinha vindo me perder por aqui faz tempo!

- Então, vamos reviver nosso primeiro encontro de amigas???? 

Sorrimos cúmplices e andamos rapidamente até uma mesa vazia e afastada, fazendo nosso pedido logo em seguida. Um copo de água me serviu como incentivo para começar a falar o que eu tanto queria, e após dar um gole grande no copo, eu suspirei e me ajeitei, chamando atenção de Ally.

- O que foi amiga?

- Al. Acho que você precisa me contar algo, não é? 

Sua pele se tornou como porcelana e ela tossiu. - Do que você está falando??

- Anda Ally, não precisa ser assim comigo, huh? Me conte, o que você está me escondendo? 

- Não estou escondendo nada! Jo, sério, o que foi que aconteceu? 

- Você não vai me contar mesmo não é?

- Contar o motivo de você ser e estar assim comigo!

- Assim com você? Assim como Jo-Ana? Que merda é essa que você bebeu? 

- Não fale assim comigo!

- Então por que você está inventando que tem algo comigo?

- Eu não estou inventando nada! Eu percebi desde o primeiro momento que coloquei minha atenção em você, que tem algo errado! Então por que continuar escondendo de mim?

- Se sabia que eu estava escondendo algo, por que quis se tornar minha amiga então? 

- Então você admite que está escondendo algo?

- Mas que droga Jo-Ana, eu sou adotada, tá legal? - bufou. - Eu nunca tive e nem tenho ninguém nessa droga de vida! 

- Ally, do que...

- Eu fui adotada quando tinha 10 anos. Meu pai só poderia conseguir subir de cargo se tivesse uma família formada, e eu fui a escolhida para ser a válvula de escape. Meus pais não ficavam em casa, por isso me mandaram para morar com meus avós. Mas minha vida se tornou um inferno! 

- Deixa isso pra lá, você não...

- Eu sempre fui muito carente pois nunca tive ninguém! Fui abandonada com 3 meses de vida, não me lembro de nada! Não tinha amigos, sofria bullying na escola por ser podre e era considerada o resquício de vida que ninguém quis dar continuidade. Depois que fui morar com meus avós, tudo piorou. 

- Al...

- Foram 5 noites, Jo-Ana. 5 malditas noites em que aquele velho imundo me fez sentir a pior pessoa do mundo! E aquela velha que eu chamava de vó, me expulsou de casa assim que soube que aquele troço asqueroso tocou em mim, dizendo que eu o havia provocado! Que eu havia pedido para ser TOCADA e ABUSADA por um homem de verdade! Ela queimou tudo! Minhas roupas, meus documentos, meu dinheiro, TUDO! A minha sorte, foi que a vizinha não gostava deles e me abrigou por 3 noites na casa dela, até que uma pizzaria me ligou pedindo para que eu começasse meus serviços. 

Minha garganta estava ardendo de uma forma descomunal. Meus olhos só jorravam lágrimas e mais lágrimas, eu negava com a cabeça de um lado pro outro, me encolhendo na cadeira. Meu coração estava inundando num ódio que eu nunca fui capaz de sentir em toda minha vida. Eu estava quebrada de novo, não por mim, mas pelo passado de Ally. 

- Eu passei 1 ano...- ela suspirou e bebeu um pouco de água. - 1 ano dormindo nos bancos de madeira no vestuário da pizzaria. Passei 1 ano juntando todo dinheiro que eu podia para conseguir fazer a prova da faculdade, e ganhar bolsa gratuita. Com esse dinheiro, eu consegui comprar um pouco dos materiais que precisava, alguns de segunda mão. Passei mais um ano juntando dinheiro, e consegui dar entrada numa casinha minúscula perto da faculdade, onde ainda moro. Eu sei que eu nunca quis que você fosse lá, inventei que morava com uma tia chata, mas era por isso. Eu não sou metade do que você é. Sou apenas um passado amargurado e tentando sobreviver cada dia que passa. 

- Por favor, me perdoe, eu não devia...

- Eu passei muitas dificuldades na faculdade. - A encarei. - Eu sofria muito preconceito por ser bolsista. Roubaram meus materiais várias vezes, até a chave do meu armário roubaram. Tive que gastar bastante dinheiro comprando livros novos. Não me alimentava muito bem, a sorte era que a tia da cantina me dava marmitas para levar para casa. Eu tive bastante ajuda de algumas pessoas que trabalhavam naquela escola, me tratavam muito bem. Mas o tanto que sofri, doeu tanto... Me ver absolutamente sozinha no meio de tudo. Minha vida não foi fácil, e ainda não é. A maioria das minhas roupas são usadas, ou de brechó- não que eu me importe com isso, mas nunca tive nada pra chamar de meu, foram pouquíssimas coisas. Doía, doía muito ver todos pisando em minhas coisas, me derrubando no chão, brigando comigo e roubando o pouco que eu tinha porque eu era inteligente e conseguia tirar notas altas. Quer dizer, eu não podia ser esperta por ser pobre? O ser humano realmente é engraçado. Mas com o tempo, eu me acostumei. Me acostumei a comer as marmitas que ganhava de caridade, me acostumava a ter que sempre comprar coisas novas e baratas porque roubavam ou estragavam minhas coisas.. Me acostumei a morar num cubículo onde mal cabe duas ou três pessoas e a fingir que sou feliz. Na verdade, eu sou feliz, mas tenho que fingir que estou bem. Cada xingamento, desaforo, maus-tratos, abusos que sofri, me ensinaram que existem pessoas que não nasceram pra serem felizes e ficarem bem. 

- Eu estou... Eu estou aqui. E-eu sei q-que... - Eu me sentia patética. As lágrimas só sabiam cair, e eu me sentia tão culpada por não ter percebido nada disso antes. Nada saia da minha boca. 

Ally segurou minha mão por cima da mesa e me olhou, compartilhando das mesmas lágrimas comigo. 

Ah, Al. Eu sinto muito por tudo que você passou. Mas eu estou aqui agora. E prometo não te desapontar. 


Notas Finais


ai gente, eu juro... eu chorei muito com esse capítulo. espero que não me matem, mas foi MUITO necessário explicar o que aconteceu com a ally durante a vida dela porque ela também vai ser uma peça chave no desfecho de tudo! juro que vocês vão entender. aí gente... quem se identificou com a ally? juro que tô com o coração partido


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