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História Verdade ou Consequência - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente. EU to surgindo nesse mundo Farosella muito recentemente, mas me diga, tem como não se apaixonar por esses dois?
Eu tive a ideia dessa historia a muito tempo atras, já escrevi essa historia com outros personagens, mas to adaptando ela pro mundo farosella... e deu bem certo, mas como ficou muito grande, vou dividir em duas partes.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Parte 1


Paola acordou com o familiar som do seu despertador. Sua cabeça doía muito e ela não fazia ideia de qual cômodo da casa se encontrava, só sabia que estava em sua própria casa e que na noite anterior tinha acontecido o aniversário do Fogaça.

Ela piscou lentamente, tentando manter os olhos abertos, acostumando-se com a claridade. “Porque yo esqueci as cortinas abertas?” Era o pensamento que lhe ocorria naquele momento. Percebeu que estava em seu quarto e , quase que de modo automático, caminhou até o banheiro que tinha ali, escovando os dentes e lavando seu rosto. “Dio santo. No me recuerdo nada”.

Quando prestou atenção em si mesma, percebeu que não usava nada alem de sua calcinha de renda preta. Passou a mão pelo rosto tentando lembrar de algo, em vão. Andou até seu quarto afim de pegar um robbe e então percebeu que havia mais alguém em sua cama. Um corpo quase que completamente tatuado coberto modestamente pelo seus lençóis brancos. Era impossível não reconhecer. Seu amigo, aniversariante do dia anterior... Henrique Fogaça.

- Cazzo. Que diabos aconteceu?

Ela não sabia o que pensar, mas procurou manter a calma. “Prioridades, Paola. Vamos ver o estado da casa”

Ao se direcionar a sala percebeu seus amigos ali, em um estado não tão comprometedor quanto o dela, mas ainda assim engraçado de se ver. Ana Paula estava deitada quase que completamente em cima do Pato. A baixinha estava usando apenas uma saia branca e o sutiã da mesma cor, e Patrício encontrava-se apenas com sua cueca preta, deitados no sofá da sala. Andou mais um pouco e pôde ver seu amigo francês. Ele estava deitado no chão usando apenas a sua camisa social, uma cueca samba canção e meias, e Rô estava deitada no braço dele vestindo exatamente a mesma quantidade de roupas do marido.

Paola não deixou de sorrir.  Ao menos não foi a única a passar dos limites com a bebida na noite anterior. Se dirigiu para a cozinha e preparou um café bem forte, em quantidade suficiente para todos. Pegou duas canecas e voltou ao quarto. Apesar de não acordar seus amigos, esse em especial ela precisava acordar. Provavelmente ele se lembraria do que tinha acontecido.

*Flashback on*

Fogaça passava seus dias se revezando entre a sua casa e o seu restaurante. Desde que terminou, mais uma vez, seu relacionamento com Carine que o chef não fazia nada alem de trabalhar. Ao contrario das outras vezes que o relacionamento acabou, que ele se metia em tudo quanto era festa, ficando com várias meninas, dessa vez ele estava realmente abalado. Os amigos deduziam que era pelo relacionamento, tentavam animá-lo, principalmente ela, a sua amiga, ex-chef e colega de trabalho Paola Carosella.

Sempre marcavam algo, mas o chef sempre se recusava a ir. E por mais que tentassem conversar com ele, pra saber o motivo da fossa, ele simplesmente dava um suspiro e desconversava.

Em um dado dia, Jacquin entra no camarim de Paola e Ana com uma proposta

- Devíamos fazer um aniversário surpresa para o Fogaça.

As duas se olharam e encararam o amigo de volta. Realmente, o aniversário dele estava próximo, e ele realmente precisava se animar.

- Concordo plenamente.

Ana Paula nem pensou na possibilidade de discordar. E já começou a dar diversas sugestões de idéias.  Paola ouvia calada, concordando apenas com um aceno de cabeça.

Ela queria tirar o amigo da bad em que ele estava, mas tinha receio de onde essa festa poderia levar. A realidade é que o clima entre eles estava meio estranho ultimamente. Mas ela queria ver novamente o sorriso no rosto do amigo, e se fosse necessário passar por cima da tensão, ela o faria.

- Podemos fazer en mi casa.

Sugeriu Paola. Sua filha estaria fora em uma excursão da escola, e Jason... bom, ele já era pagina virada, apensar dos amigos ainda não saberem disso.

- Perfecto. Eu arrumo as bebidas.

Jacquin disse rapidamente, fazendo ambas as mulheres soltarem uma risada. Claro que ele iria arrumar... provavelmente um estoque suficiente para deixar 40 convidados em coma alcoólico.

Paola ficaria responsável pela comida e Ana Paula com a lista de convidados e a decoração.

Seriam poucas pessoas. A idéia era exatamente fazer algo mais intimo mesmo, somente para descontrair o amigo.

- Mais uma coisa Paola, você vai ser responsável por fazer o Fogaça aparecer lá... afinal a casa é sua.

Ana disse e ela arregalou o olho e um frio se instalou em sua barriga. Tentou se pronunciar para outra pessoa fazer isso, mas Ana logo interveio

- Nem adianta fazer essa cara. Você é a única pessoa que ainda consegue fazer o Henrique sair dessa rotina chata que ele entrou de trabalho-casa. Se tem alguém que vai conseguir, é você.

Paola deu um longo suspiro... e concordou com um aceno de cabeça. Ideias pensadas, comida, decoração... tudo. Só faltava uma coisa.

- Vamos ter um tema?

Jacquin questionou e então Paola, pela primeira vez, com muita convicção, sugeriu sua idéia

- Verdade ou Consequencia

Ana Paula e Jacquin arregalaram o olho, mas logo deram um sorriso. Essa seria uma festa e tanto.

Eles tinham 5 dias para organizar tudo para o dia, que seria no sábado. Patricio, que claramente havia sido convidado, bem como algumas pessoas da produção, estavam bem animados para o final de semana, mas sempre agiam normalmente para não estragar a surpresa.

No dia, Ana Paula, Patrício, Jacquin e Rosangela chegaram cedo na casa de Paola para arrumar tudo. E esta já tinha combinado com Fogaça que queria jantar no sal, afinal ele não ia passar o aniversário enfiado na cozinha sozinho não. E após isso ia usar a desculpa de que tinha bebido pra ele levar ela em casa. Plano perfeito.

O que poderia dar errado? Um ambiente com muito álcool, muita musica... nada. Ao menos, se desse, eles poderiam culpar a bebida.

*Flashback off*

- Fogaça, acorda.

Ela falou bem suave perto do ouvido dele. Ele gemeu contrariado e puxou a coberta mais pra cima, cobrindo assim a cabeça.

- Vamos, Henrique, acorde. Precisamos conversar.

Ele reconheceu de imediato o sotaque, e, com muita dificuldade, abriu os olhos, reconhecendo o quarto dela. Olhou seu corpo, o dela, piscou algumas vezes. “Malditas ressacas”

- Café?

Ela ofereceu gentilmente o café enquanto ele se sentava na cama, tentando, ao máximo, esconder suas partes intimas. Embolou o lençol o quanto pode para não ficar tão visível, deixando uma parte de sua coxa de fora, o que não passou despercebido por Paola.

Ele tomou um gole de café e fez uma careta de agonia.

- Amargo...

Ela sorriu com isso. Ele pode perceber que ela estava a vontade, muito a vontade considerando o que muito provavelmente tinha acontecido ali. Mas o que REALMENTE havia acontecido ali? Ele não se lembrava de nada.

- O que aconteceu aqui, afinal?

Ele perguntou sondando o chão a procura de sua cueca. Vê-la daquele jeito, tão natural, modestamente coberta, ainda mais considerando todo o cenário, não estava colaborando em nada para a animação do seu amiguinho, que já estava mandando sinais de sua animação.

- Onde estão minhas roupas? O que você aprontou comigo Srta Carosella?

Ele fez essa ultima pergunta com um tom de graça, pra tentar quebrar o seu constrangimento pela excitação que estava dando o ar da graça. Ela sorriu, mostrando suas covinhas. Mordeu suavemente o lábio inferior em sinal de nervosismo.

- Eu esperava que você pudesse me dizer.

Então ele começou a se lembrar da sequencia de acontecimentos da noite anterior.

*Flashback on*

Estava tudo sendo encaminhado na casa de Paola quando ela saiu em direção ao Sal Gastronomia. Tinha ligado pra Henrique para desejar feliz aniversário e perguntado onde seria a festa, escutando um suspiro baixo e a resposta de que tinha que trabalhar. Ela já esperava essa resposta. Bancou a contrariada e disse que iria aparecer lá de todo jeito, e foi o que fez.

Ela comeu de frente pro balcão enquanto o admirava ordenando o serviço.  Ele era lindo. De dólmã ficava ainda mais, e chefiando a cozinha era o auge da maravilha. Não era mistério pra ninguém que Paola sentia tesão pela cozinha, e vendo Fogaça daquele jeito fez ela o desejar mais do que já desejava.

Ela tentou controlar seus olhares e reações, mas era muito difícil. Eram por situações como essas que a tensão entre eles aumentava a cada dia.

- Se você continuar me olhando assim não vou responder por mim.

Fogaça disse baixo, em um tom de brincadeira, mas ele não imaginava que esse era exatamente o tipo de comentário que ela estava esperando para tirar ele daquela cozinha. Uma brecha. Perfeito

- Vendo usted así, quem não está quase respondendo pelos próprios atos, soy yo.

Ele sorriu sacana, não esperava aquela resposta. O contato visual foi quebrado por mais um prato que chegou para que ele finalizasse e entregasse ao garçom.

- Mesa 21. Dois nhoques de banana da terra com ragu de javali. Mach.

Ele disse em um tom autoritário, dando um sorriso  pra Paola que olhava completamente excitada com tudo aquilo. Olhou para o relógio, estava na hora. Ela precisava agir. E por agir significava controlar seus hormônios e levar ele para a surpresa.

- Se você estivesse desse jeito na minha cozinha, eu já tinha pulado por cima do balcão.

Ela sorriu colocando a cereja que tinha na sua sobremesa na boca de forma bem sensual, segurando o talo. Sabia que estava provocando ele alem do limite que ela mesma não podia suportar, mas eles já estavam nesse jogo a muito tempo. Se provocavam inclusive quando ambos tinha relacionamentos. Era algo só deles. E mesmo que nos últimos dias ele estivesse mais sério, ela sempre buscava continuar com esse joguinho. Ao menos conseguia tirar sorrisos dele.

- Está me convidando para cozinhar em sua casa, Carosella?

- Na verdade não, mas não ia reclamar nenhum pouco se você fizesse isso.

Disse por fim, sabia que tinha prendido a atenção dele.

- Te dou sobremesa.

Concluiu sua fala sorrido de forma maliciosa e não aguentando a postura deu uma gargalhada.

- Vamos lá Fogaça. Você ta entocado ai no dia do seu aniversário. Devia ao menos fazer algo diferente. Vamos lá. Eu ligo pro pessoal, a gente abre um vinho e come alguma coisa.

Ele riu. Ela sabia como provocar e manter um clima ameno... concordou com a cabeça chamando seu sous-chef para tomar seu lugar. Foi no escritório pegar sua jaqueta e as chaves do seu carro. Oportunidade essa que Paola teve para mandar uma mensagem para o pessoal avisando que já estavam indo.

Foram na moto dele. Ela amava esses momentos em que podia andar de moto. Se sentia live. Chegando lá, as luzes apagadas ela abre a porta e espera que ele esteja ao seu lado para acender a luz.

- SURPRESA

Tinham umas 30 pessoas ali. Desde sua família, seus amigos, o pessoal da banda, da produção... as pessoas mais importantes pra ele cantando parabéns. Não pode conter a emoção. Mas logo começou a rir quando Jacquin apareceu com uma garrafa de cerveja na mão lhe entregando.

Ele viu uma faixa enorme escrito verdade ou consequência... deu risada. Talvez houvessem algumas consequências ali.

*Flashback off*

- Eu realmente não esperava a surpresa. Mas estava precisando. Muito obrigada, Paola.

Ela sorriu tímida, se sentando mais a vontade, fazendo com que seu robbe subisse um pouco, mostrando boa parte de suas coxas, o que não passou despercebido por Henrique.

- Ideia do Jacquin, mas fizemos tudo juntos. Você merece. Mas não desvia o assunto. Chegamos na festa e começamos a beber e a dançar... e aí?


Notas Finais


Estou terminando de digitar o final... mas já já volto
Tenham paciência com a novata aqui
beijo


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