História Verdade ou Desafio - 3 - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Camren, Mistério, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Jeremia Martins M.


*Algumas horas antes*

*Jena*

Chego no local desejado, ali no meio da floresta havia um galpão enorme cercado de uma cerca alta, vários guardas patrulhavam o local, todos com armas de fogo. Me aproximo com a mão levantada em sinal de rendição, o primeiro que me vê aponta a arma e vai até a grade.

-Quem é você?

-Tenho assuntos pendentes com o seu chefe - digo - e ele não vai gostar de saber que alguem atirou em Jena Jade - ao ouvir meu nome o rapaz arregala os olhos e se afasta, logo dá sinal para outro abrir o portão para mim. Observo cada um ali que me cercava com suas enormes armas. Sou levada até a porta do galpão e revistada, retiram a minha arma mas não encontram minha faca.

-Posso passar? - pergunto quando terminam, um deles afirma com a cabeça e outro me leva para dentro, mas logo o mesmo pede para eu parar quando já estou no meio da sala de entrada, vários guardas me cercam, todos apontando a arma que carregavam em minha direção, um deles se aproxima com um celular, pego o objeto e o coloco perto do ouvido.

-Oooooooi meu bebê - ouço uma voz cantarolar do outro lado, afasto o celular por causa do som muito alto.

-Mas que desgraça - resmungo.

-Ai, eu sei, neh? - ele fala com uma voz afeminada - no teto há quatro câmeras e é por elas que estou te vendo, minha linda.

-Não sou sua.

-Caguei - ele ri do outro lado - eu finjo que é! - reviro os olhos.

-Você está ou não com Jay? - pergunto sem paciência.

-Estou sim, sim, mas, minha doce aurora, eu não vou poder dá-lo de graça pra você.

-E por que não?

-Porque não teria graça! - ele fala como se fosse a coisa mais óbvia do mundo e cai na gargalhada - entendeu? De graça... não ter graça - o garoto continua a rir da propria piada - enfim, os Jade idiotas acham que eu o sequestrei por causa deles.

-E não foi?

-Claro que não! Isso seria óbvio demais - ele gargalha - eu tenho algumas coisas pra você fazer, mas eu sei que não faria se não tivesse um impulso, sabe?

Respiro fundo.

-E que coisas seriam essas? - pergunto.

-Calma! Não vamos direto ao assunto, finalmente eu voltei a conversar com tu e quero aproveitar o momento.

-Estou meio sem tempo - digo.

-Você está bem?

-Você está zuando?

-Por que demorou tanto pra vir?

-Estava viajando, desculpa a demora.

-Você pode voltar a trabalhar pra mim?

-Não.

-Aaaaah - ele reclama como se fosse uma criança - mas podemos sair para jantar de novo?

-Não.

-Aaaaah - de novo, ele está tirando a minha paciencia.

-Eu já sabia que você traficava coisas, mas nunca pensei que se rebaxaria ao nível de sequestrar crianças.

-Alguem tem que fazer o trabalho sujo - diz calmamente - pois bem, então vamos ao assunto.

-O que você quer?

-Quero três coisas de você - ele diz - na verdade quero duas mas falei três pra parecer clichê - bufo - oh! Na verdade tem mais uma coisa que eu quero.

-Tá, desembucha.

-Tira a sua roupa.

...

-O QUE?

-Pela sua reação acho que ouviu direito - ele ri - a roupa todinha, não quero nenhuma peça sobrando.

-E se você não estiver com Jay? - pergunto sentindo uma raiva dentro de mim.

-Bem, você lembra de Milley e Eduard? Os irmãos de Alice? Lembra do sobrinho dela? Ele está grande sabe, e está na mira de um dos meus atiradores - trinco os dentes - ah, e tambem temos Arthur e Jenny, sem contar o pequeno Ariel. Estão todos se divertindo tanto no triller na rua 38 na capital, seria uma pena se a bomba debaixo do triller explodisse ou se meu atirador escorregasse o dedo no gatilho - sinto meu fôlego sumir - fazer. BOOOOOOM. - ele gargalha - boooom! Você gosta de fogo, não gosta? Qual era o nome do menino fogo? Marcus?

-Tá bom! - grito e começo a retirar minhas roupas, uma por uma, até a calcinha e sutiã, deixando a faca que estava escondida sob minha calça à mostra.

-Gostei da faca - ele diz - eu acharia estranho se você não estivesse escondendo nenhuma coisa.

-Tanto faz - suspiro e pego a faca com medo dos guardas ao meu redor avançarem em mim - qual era a segunda coisa?

-Não! Você ainda não terminou a primeira - ele diz, sinto meu corpo se arrepiar - eu vou te dar um presente, vai até um dos guardas e pegue a cinta de liga com a arma dele.

-O quê?

-Aiai... homem fogo, Marcus, boom...

-Tá!! - faço o que ele me pediu.

-Pegue a arma de pequeno porte e coloque na cinta, depois a encaixe em seu corpo - sinto meu rosto inteiro ficar vermelho de ódio, de canto de olho conseguia ver alguns dos homens cochichando.

-Pronto - falo - e agora?

-Agora fica paradinha em uma pose sexy pra eu tirar foto.

Respira. Respira. Respira.

Faço a pose.

-Eu vou te matar! - digo entredentes.

-Nossa! Essa é a cena mais sexy que eu já vi na minha vida! Está de parabéns!

-Tanto faz - digo - vai dizer ou não a segunda coisa?

-Ah sim - ele pausa um pouco - nossa, minha cueca nunca esteve tão apertada.

-Vai se fuder.

-Tambem te amo!

-Você nem tem coração.

-Mas posso amar com outro membro - ele ri - se é que me entende...

-A segunda coisa!

-Tá! Tá! Impaciente! - o rapaz suspira fundo - você vai reviver.

-É o que?

-Reviver Jena Jade, a morta há seis anos atrás. Quero que você mostre para todos que está viva, vai fazer isso assim que chegar salvando o lindo Jay. Será uma heroína da paz! Oh! Que romantico!

-Tá bom, e a terceira coisa?

-Mate Alice - ele diz, não entendo.

-Alice? Alice Jade? Como...

-Eu não sei como, só sei que a quero morta - ele fala - Milley, Eduard, sobrinho da Alice, Arthur, Jenny, Ariel. Vai morrer um por semana até que Alice pare de respirar, todos nessa ordem, começando hoje como parte da primeira semana.

-Mas... por que?

-Ela estava interfirindo nos meus negócios. Matou peões demais, e preciso dos peões para proteger o rei lindo maravilhoso que no caso sou eu. Estamos de acordo? - fecho o punho e respiro fundo.

-Sim.

A ligação acaba.

-Siga-me - um dos homens diz, pego minhas roupas e vou as colocando enquanto o sigo pelo lugar adentro.

*Jasmi*

Disco o enorme número no celular e aperto para chamar. Ainda estava duvidando que aquilo era um numero de telefone, mas precisava tentar. Sou frustada quando a ligação cai.

Lucas que estava no quarto comigo me encara, ele e Alice estavam anciosos para saberem o que significava aquilo.

-Deixe-me ver o número - Lucas pede, o rapaz observa a folha de papel por alguns segundos e então rabisca alguns no final - esses aqui não são números telefônicos, são coordenadas geográficas - responde.

Pego meu notebook e pesquiso onde estaria aquele lugar. Fico perplexa com o resultado.

-É o cemitério onde Marcus foi enterrado - Alice diz.

-E é onde fica a tumba da família Morgan - Lucas completa - o que isso quer dizer?

-Que ele sabe de onde viemos? Do nosso passado? Ou é uma ameaça?

-Espera - digo observando o número novamente - se tirarmos as coordenadas geográficas teremos um número de celular comum - digo e pego meu celular de volta - vou tentar ligar de novo.

-Coloca no viva voz - Lucas comenta, faço o que ele disse enquanto o celular tocava.

-Alooooou - uma voz cantarola do outro lado - mas que surpresa mais agradável! Amo conversar com uma Jade, imagina duas em um dia só! - ele gargalha.

-Ele não está usando modificador de voz - Lucas diz - e dá pra localizar de onde vem o número. Está sendo descuidado demais.

-Obrigado pelo elogio - o rapaz diz do outro lado da linha - sabe porque sou descuidado? Porque eu quero morrer!! - ele gargalha novamente.

-Quem é você? - pergunto.

-Meu nome é Jeremia Martins M. Prazer em conhecê-los... se bem que já os conhecia há um bom tempo.

A partir do momento em que se é dito o nome do garoto, o semblante de Alice muda por completo, ela se afasta um pouco parecendo estar com falta de ar.

-Alice? - pergunto me aproximando - você está bem?

-Ding ding ding! - o louco fala - acho que alguem aí já conhece o meu nome, mas isso não muda muita coisa, se você pesquisar na internet vai encontrar várias matérias sobre mim.

Lucas pega o notebook do meu colo e começa a pesquisar.

-Você está com Jay? - pergunto.

-No momento? Nop - responde - acabei de o soltar.

-O quê?

-Pois é. Eu mandei uma garota de cabelo azul entregar o ruivinho, sabe, ele é chato, mas se parece muito com Lauren - o rapaz brinca um pouco - não me leve a mal... eu não sou uma pessoa má... o mundo me fez mau... HAHAHAHAHAHA mentira! Eu sou mau mesmo.

-Quando Jay voltará pra casa? - Alice pergunta.

-Isso depende da rapidez que o meu amor vulgo garota do cabelo azul vai chegar aí - ele bufa - bem... eu tenho um desafio para vocês. Venham pra cima de mim, revidem, me faça sentir a dor que eu os fiz sentir com a breve perda do pequeno Jay - Jeremia para e ri mais alto ainda - vocês sabem onde eu estou! Eu dei até a localização! Não demorem.

Ele desliga a ligação. Fico parada sem saber o que pensar ou fazer.

-Olhem - Morgan diz mostrando as notícias do tal nome, todas elas estavam datadas um ano depois do meu nascimento - no antigo hospital de pesquisa dos Morgans onde haviam cobaias humanas para dar avanço científico, era um lugar perto do tal cemitério, a maioria das cobaias eram pobres ou andarilhos e por isso se morriam nunca voltavam pra  suas famílias, eram enterrados na tumba Morgan - Lucas arregala os olhos - e muitas famílias participavam de projetos para conseguirem dinheiro - o vejo perder a respiração, o rapaz coloca o notebook de lado e sai correndo do quarto, Alice vai atrás dele, continuo lendo a matéria - tudo era financiado pelo governo... muitos bebês participavam de grandes projetos... o hospital faliu no incidente de Jeremia Martins M. - paro por um segundo observando o nome, ele é meu parente? - no caso o jovem garoto foi torturado e teve seu corpo desconfigurado... o enterraram na tumba Morgan pensando que estava morto, mas ele conseguiu sair e assim as cidades vizinhas viram o que era feito de verdade no hospital... o suposto presidente do projeto se matou meses depois, dando lugar assim para Lary Morgan - perco o fôlego ao ler o nome do pai de Lucas - a direção foi toda revista e o hospital foi abandonado.

Abro algumas fotos de Jeremia Martins M. O garoto estava desconfigurado, não tinha um olho, seus lábios estavam inchados, o nariz estava torto, metade de um ouvido havia sido arrancado, um dos braços estava pequeno enquanto que o outro estava gigante, ele estava corcunda, uma das pernas haviam uma bolha do tamanho de uma laranja, a pele dele inteira estava com um apecto queimado. Não aguento olhar para aquilo por muito tempo e fecho as abas.

-Eu o conheci - Alice fala na porta do quarto - nos primeiros anos ele foi para a mesma escola que eu, mas logo não aguentou ás pessoas o maltratando, ele fugiu - Alice para por alguns segundos - quando Marcus morreu eu fui visitar a tumba dos Morgan, não havia entendido o porquê de algumas não terem nomes, outras não terem datas, e não achei nada na internet ou de valor na polícia - fala - tudo havia sido apagado, ele não queria ser encontrado, mas agora, pelo visto, ele quer... e por isso voltou a por as notícias online - vejo ela fechar os olhos rapidamente - eu vi o nome dele na tumba, vi onde ele foi enterrado. Me lembrei do nome sempre comentado na escola, mas eu nunca soube da verdadeira história. O hospital Morgan era fonte de recursos para muitas famílias humildes, e por isso a notícia foi reprimida o máximo possível, mas agora consigo entender o que aconteceu...

-Entendi - falo - Lucas está bem?

-Ele sabia das pesquisas - Alice fala - mas acho que a notícia das cobaias e das mortes nunca chegaram a ele, e se chegaram, ele tem nojo o suficiente para estar vomitando no banheiro agora.

Olho para o chão.

-Então, o que fazemos agora?

-Vamos esperar a garota do cabelo azul chegar.

*Agora*

*Layla*

Me arrumo para ir à festa que Aiyami me convidou, era longe e por isso Lucy iria me levar, mas sou parada na porta de casa por Alice.

-Onde você vai? - penso por alguns segundos se iria ou não responder àquela pergunta.

-A irmã de Aiyami vai dar uma festa - digo - e eu vou.

-Certo - ela sobe as escadas - me espera aí - um tempo passa com ela lá em cima e logo a mesma desce e me entrega um broxe - isso aqui tem rastreador, só caso for preciso. Não quero perder outro Jade.

Afirmo com a cabeca.

-Você não vai perder.

Saio de casa e vou em direção ao carro que já me esperava, vinte minutos depois sou deixada em frente à casa de Aiyami. Me despeço de Lucy e adentro o local que já estava cheio e bagunçado.

Talvez eu tenha me atrasado um pouco.

Observo a casa enquanto os adolescentes idiotas zuavam e conversavam. Estava uma zona ali, e nada me chamava a atenção tirando...

Eu sei que sou menor de idade, mas não será ilegal beber bebidas alcoólicas se ninguem ficar sabendo, e de qualquer forma a culpa não é minha que ela estava ali me chamando.

Bebo apenas um pouco, não exagero e tento me enturmar enquanto a música tocava alto, até que vejo Aiyami, ela vem sorrindo até mim.

-Oi! - ela diz toda animada - desculpa a demora! Tive que ir atender o moço das bebidas - fala e me abraça - agora a festa está completa com muito álcool - sorri - e caso queira, tenho mais coisas interessantes... - ela aponta para uma mesa ali perto onde vejo dois moços cheirando um pó branco.

-Aiyami! - outra garota aparece chamando a minha amiga, enquanto as duas conversam fico observando as pessoas ali, até que um deles me chama a atenção. Não era adolescente, e sim um adulto com o uniforme de alguma cervejaria. Provavelmente é o cara que trouxe as bebidas encomendadas, mas, o que ele ainda estava fazendo aqui?

No barulho incessante da festa o observo se aproximar da minha amiga Aiyami, e enquanto ela não estava prestando atenção, o vejo depositar algo em seu copo.

Bingo.

Paro de beber e afasto o copo de perto de meu rosto, observo o rapaz e logo Aiyami toma o líquido rapidamente. Sorrio de lado.

Bingo duplo.

Obrigada por fazer o favor de ser burra, Aiyami.

Isso com certeza não pode ser evitado.

Saio da casa o mais rápido possível, tento achar o pequeno caminhão que ele havia trazido as bebidas, o encontro estacionado em uma vala escura um pouco longe do lugar, era facil identificar pela estampa da empresa. Tendo abrir a porta de trás, e para a minha surpresa, estava aberto. Sorrio.

-Burro - digo e entro ali onde haviam várias caixas, fecho a porta assim que entro e vou no local mais escondido de lá. Pego meu celular e vou nas mensagens para Alice.

"Preciso de você agora. Siga a minha localização do rastreador"

Espero um pouco no escuro até ver uma mensagem nova.

"O que aconteceu?" Ela pergunta.

"Encontrei uma vítima em potencial, e talvez ele esteja relacionado com os raptos infantis".

"Layla, não se envolva com essa gente, hoje mais cedo eu cheguei a conversar com o líder deles, e ele irá devolver Jay se formos pacíficos"

Eu já sabia dessa notícia, já sabia que Jay estava vindo por causa de Max, mas eu queria sangue, queria ver um cadáver.

"Pensei que você matasse aliciadores de menores"

Escrevo, sei que ela não vai resistir. Alice tem um orgulho muito frágil que não quer que seja ferido.

"Já estou indo"

Sorrio. Tão previsível. Me escondo atrás de algumas caixas.

Espero por mais alguns minutos até a porta do caminhão ser aberta, vejo o homem depositar o corpo de minha amiga no fundo, e vejo ele colocar um vidrinho ao lado de seu corpo.

"Tão descuidado..." penso.

Ele fecha a porta e depois de alguns segundos sinto o caminhão começar a se mover.

Isso vai ser interessante...


Notas Finais


Gostaram ou odiaram Jeremia?
E a história que estou escondendo desde a primeira temporada? Foi finalmente revelada!
Layla vai matar alguem?
Comentem o que acharam!


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