História Verdade ou Desafio - 3 - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Camren, Mistério, Romance
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Palavras 3.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aqui ta a Alicezinha again :3

Capítulo 15 - Quem é o vilão?


Fanfic / Fanfiction Verdade ou Desafio - 3 - Capítulo 15 - Quem é o vilão?

*Alice*

Minha cabeça doía, meu corpo ardia, em minha boca eu podia sentir o gosto do álcool. Não me lembro de muita coisa, apenas de ter ido para a confraternização com Lauren e bebido um pouco. Eu não havia exagerado, então como eu não me lembro de ter voltado pra casa?

Me viro na cama e sinto que alguem está do meu lado, penso em Jasmi na hora. Ela deve estar uma fera comigo por não tê-la avisado que ia sair. Me mexo um pouco em direção à borda da cama e esfrego os olhos, pelo movimento da cama sei que Jasmi tambem havia se levantado.

-Amor, desculpa - digo fechando os olhos, me viro pra ela - eu deveria ter ligado... - paro na hora em que abro os olhos e não encontro minha esposa, e sim minha secretária pelada do outro lado, o sangue sobe à cabeça - o que você está fazendo aqui?!!! - grito me levantando em um salto sentindo minha cabeça latejar - onde está Jasmi?!! - a garota me olha asustada como se estivesse com medo, taco o lençol em seu corpo para esconder sua nudez - me responda! Caralho!

-Ca-calma!

-Calma porra nenhuma! Que merda você está fazendo aqui?!!!

A porta se abre atrás de mim, vejo Lucy e Lucas entrarem.

-O que aconteceu...? - Lucy para ao nos ver nuas, engulo em seco na hora - mas...

-Quieta! - digo, estava com raiva demais pra tentar me cobrir, me viro para a secretária idiota - responda as minhas perguntas!!

-Vo-você fo-foi p-pra fe-festa - ela diz - vo-você t-tava lá a... - ela perde o fôlego, estava vermelha e parecia mais perdida que eu.

Bufo e pego minhas roupas no chão, logo depois aponto para a garota.

-Se você botar um pé pra fora dessa casa eu rasgo seu fígado e te faço comê-lo - digo. Entro no banheiro e começo a colocar as roupas que precisava, do lado de fora ouço alguns sussurros, a menina estava conversando com Lucy e Lucas provavelmente. Saio do banheiro e percebo a garota chorando.

-Alice... o quê... - Lauren pergunta entrando no quarto - eu ouvi uns gritos.

-Não foi só você - Layla diz aparecendo tambem.

-O que está acontecendo? - Lucas pergunta se colocando de pé virando para mim.

-Eu fui em uma confraternização e do nada apareci aqui, pelada com ela - digo. Todos ali me olham desconfiados - o que?

-Você bebeu? - Lucas pergunta, bufo alto.

-Sim, mas todos sabem que não sou fraca pra bebidas, só foram alguns goles - digo com raiva, ouço um soluço da garota que ainda estava pelada enrolada no lençol.

-Do que você se lembra? - Lucy pergunta pra garota - respira fundo e tenta falar - a moça assente com a cabeça e respira fundo.

-Eu estava no bar, e daí, eu estava aqui - ela diz fechando os olhos - não lembro o que aconteceu.

-Lauren, você estava com elas, neh? - Lucy pergunta.

-Na verdade Alice desapareceu no começo da festa e eu tive que voltar de táxi - fala - sorte que eu estava com dinheiro.

-Você me envenenou, vadia - digo me lançando na frente da garota e preparando para dar um soco, mas logo sou interrompida por Lucas.

-Calma, a versão da história dela é a mesma que a sua - Lucas fala me encarando nos olhos - ela está com medo, não vê?

-Idaí?!

-Calma! Alice! - Lucy grita para mim - vamos tentar achar Jasmi, alguem a viu?

Olho para os lados percebendo que Jasmi realmente não havia aparecido.

-Já é quase uma hora da manhã - Lucas diz - já era pra ela ter voltado.

Perco o fôlego na hora ao imaginar que talvez Jasmi tenha sido sequestrada tambem. Não ouço nada quando corro para fora do quarto e vou de cômodo em cômodo acordando aqueles que ainda não haviam acordados.

-Ela não está em lugar nenhum -sussurro - Jasmi! Amor! Onde você está? - grito, espero alguma resposta mas nenhuma chega.

-Alice! Cameron tambem não está em casa! - Lucas diz desesperado. Todos, até os que acordaram depois começam a buscar por ambos pela casa, do lado de fora ocorria um temporal muito forte. Tento ligar em seu número mas ela não atende, várias pessoas tentam entrar em contato com ela mas isso foi fútil.

Vou até o porão e abro uma gaveta grande do único armário ali. Pego meu notebook que tanto amava. O ligo e pesquiso algumas coisas, os outros se aproximam de mim esperando que eu dê alguma resposta, meus dedos deslizam rapidamente pelo teclado, lágrimas caiam de meus olhos aos montes. Finalmente consigo o que queria, um mapa se abre na tela mostrando o ponto onde estávamos e outro um pouco longe.

-Ela está saindo do país? - pergunto sem entender - onde está indo? Por que?

-Alice - Lucas me chama, encaro o garoto atrás de mim - e se ela te viu na cama com a outra garota?

Arregalo os olhos.

-Não! Não é possível! Eu nunca trairia Jasmi!

-Talvez você nunca a traisse enquanto estivesse sóbria...

Soco forte a parede fazendo vários machucados em minha mão, sangue escorre na parede branca.

-EU NUNCA TRAIRIA JASMI!!! - grito sentindo a raiva dentro de mim.

-E se... - Lucy começa e olha para mim - e se Jeremia for um sádico?

-E se ele estiver sendo o sucessor de Jena? - Lucas pergunta - continuando o que ela começou.

-Como assim? - Lauren pergunta sem entender, a ignoramos.

-Ele pode ter te envenenado - Lucas diz - te apagado, afinal, a especialidade dele não é sequestrar pessoas?

-Ele poderia ter feito isso pra fazer Jasmi pensar que você a traiu, e usou a secretária como isca.

-Só tem uma forma de saber - digo, volto determinada para dentro de casa, encontro a minha secretária descendo as escadas já vestida, cerro os punhos ao encará-la - venha comigo.

É a única coisa que digo e entro novamente no porão.

-Alice, o que...

-Saiam! - grito, eles paralisam - todos! Saiam agora! - minha mente estava fervendo, todos ali me obedecem, seguro no ombro de Layla antes dela sair junto com o resto - você fica - sussurro em seu ouvido, ela assente para mim já entendendo o que eu quis dizer, me viro para a minha secretária, ela estava vermelha, parecia com medo e tremia tambem - entre naquela porta - ordeno apontando para a única porta daquele lado do porão, a moça me obedece, Layla destranca a porta e assim nós três entramos, o lugar ainda estava com uma aparência de sauna. Ligo a única luz no centro do lugar - prepare o forno - digo para Layla, ela obedece - sente-se - digo para a secretária.

-Alice, p-por favor.

-SENTE-SE! - grito, ela senta, não me preocupo em preparar o lugar neste momento, só quero saber da verdade. Aperto certa parte da parede a fazendo virar e mostrar minha coleção de facas, mas não era isso que eu estava procurando, pego uma seringa já com um líquido ali, o famoso soro da verdade, me viro para a garota amendrontada e pego seu braço, injeto o líquido e volto para o centro da sala, pego uma faca na mão e a observo com calma.

-O que aconteceu hoje na festa?

-E-eu já disse...

-Estava mentindo - falo bufando - sabe, acho que você não conhece Alice Jade, não nos momentos em que estou aqui dentro - digo me referindo ao meu pequeno matadouro - eu mato, sabia? Mato por prazer, eu gosto disso, gosto de ver sangue pintando meu chão de vermelho - me aproximo dela e me agacho à sua frente - imagina? Se eu mato por diversão, imagina o que eu faria com alguem que tentou estragar meu casamento?

-Por favor! Por favor!

-Ue, parou de falar que é inocente e começou a pedir favores? - pergunto e estendo a minha mão fazendo a faca parar perto do pescoço da garota que tremia - comece a contar detalhe por detalhe sobre o que aconteceu naquele lugar, e se você contar a verdade não vou te matar.

-Eu vi você chegando com Lauren, eu sabia que você iria pra festa, eu havia levado um soro comigo, na primeira cerveja que bebeu eu te envenenei, então te levei para fora enquanto você perdia a consciência, e... e... e vim pra cá! Eu tirei suas roupas e as minhas quando cheguei no quarto, havia pegado sua chave para entrar nessa casa... - ela diz rapidamente - eu estou apaixonada por você há anos e só você não percebe isso! Eu te amo! Eu só queria uma chance mas seu casamento estava me atrapalhando. Por favor! Eu te amo.

A garota chora, suspiro fundo e retiro a faca de seu pescoço.

-Seu amor é recíproco - digo, ela me olha sem entender - da mesma forma que você me ama, eu te odeio. Na mesma medida e intensidade. E saiba que eu não deixo pessoas que odeio continuarem a respirar - me afasto dela parando do outro lado da sala.

-O-o q-quê? V-você d-disse q-que n-não ia m-me matar!

-Eu não - digo e estendo a faca na direção de Layla - mas ela vai.

Layla pega a faca e sorri pra mim.

-Morte lente ou rápida? - pergunta.

-Me surpreenda.

*Jena*

Eu estava sentada em um vagão do trem, ele não estava indo rápido, e por causa da chuva era difícil visualizar a paisagem. Estava de noite e não havia luz ali, se estivesse um pouco mais frio essa chuva seria uma nevasca.

-Jena - Jay me chama, me viro para observar o garoto debaixo de uma coberta que havíamos achado aqui - eu não consigo dormir.

Sorrio.

-Vem aqui - o chamo, Jay vem até mim, o abraço de lado para que fiquemos quentinhos - nós estamos quase chegando - digo e beijo o topo de sua cabeça.

-O que vai acontecer quando chegarmos?

-Não sei - rio - acho que eu vou ter que responder um monte de perguntas - ele ri tambem.

-Não sei se eles realmente querem que eu volte.

-Bem, querendo ou não, lá é seu lar, e por isso deve voltar - digo o apertando mais em meus braços - Jay.

-Oi.

-Você já fez alguma loucura?

-Hum, acho que não.

-Quer fazer uma agora que provavelmente vai se arrepender depois? - ele se afasta de mim e me encara, seus olhinhos brilhando.

-Quero.

Sorrio.

-Tira suas roupas, nós vamos subir só de roupas íntimas em cima do trem, no meio da chuva - ele gargalha.

-Está muito frio!

-Eu sei! - digo rindo e já tirando minha roupa, assim que termino vou até a abertura do vagão e me prendo em buracos que vou encontrando para escalar, a chuva parecia gelo e esfriava até meus ossos - vem! - grito subindo, paro sobre o teto do vagão e estendo a mão para ele para o ajudar a subir.

-Isso é suicídio! - Jay grita, rio do garoto.

-E daí? Já morremos!

Me levanto sobre o vagão colocando uma perna na frente e outra atrás para me apoiar, ao nosso redor uma paisagem de árvores e plantações passam.

Grito, grito muito, e rio e gargalho e grito. Jay me acompanha, o ajudo a ficar de pé. O menino abre os braços como se estivéssemos no filme do Titanic.

-Eu sou livre!!!! - ele grita.

-Somos livres!!!!

-Somos livres!!!

O abraço por trás e sinto uma lágrima quente descer meu rosto.

-Somos livres, Jay - digo - às vezes algumas regras têm que ser quebradas - abro seus braços novamente - às vezes temos que parar de nos preocupar com o que vão pensar e simplesmente ser livre!

Ele me encara e sorri.

-Como vou fazer isso se o que me impede de ser livre é a prisão do meu próprio corpo? Como vou fugir de mim mesmo?

Fecho os olhos e sinto a chuva gelada bater em minha pele.

-Sempre que achar que está preso, abra seus braços e grite "Eu sou livre".

Ele sorri e abre os braços novamente.

-Eu sou livre!!!

***

Voltamos para dentro do vagão algum tempo depois, pegamos nossas roupas e nos enchugamos com ela, depois ficamos embaixo do cobertor esperando as roupas secarem.

-Jena, eu posso te contar mais um segredo? - ele pergunta, afirmo com a cabeça - mês passado eu menstruei pela primeira vez - diz e abaixa o olhar - eu estava com vergonha de falar pra alguem, então roubei os absorventes da minha mãe e fingi que nada tinha acontecido. Sabe, eu não gosto disso, de ter nascido menina.

O encaro, ele tinha os olhinhos brilhando novamente, mas dessa vez era por causa do choro que estava para chegar.

-Você já conversou com Camila sobre começar a usar hormônios masculinos?

-Já - ele diz cabisbaixo - ela disse que posso fazer isso quando tiver dezoito anos, mas até lá meus peitos já vão ter crescido, e eu já vou ter passado por dores demais.

-Entendo - digo - converse com ela de novo, talvez ela mude de opnião.

-Não é sobre mudar de opnião, o médico que disse que eu não poderia começar agora - ele fala - o doutor disse que meu corpo tem características diferentes do comum - suspiro fundo.

-Sei, deve ter pegado isso de Lauren, a família Martins inteira tem, tirando meus pais.

-Então, por causa disso eu não posso começar agora - ele fala bufando - mas não queria demorar.

-Tudo bem, vou ver o que posso fazer - digo sorrindo para ele.

-Você falou da família Martins - ele diz um pouco tímido - poderia me contar a história? Toda ela? Eu nunca soube de toda a verdade...

Penso por alguns segundos.

-E por que não?

***

Após quase uma hora de eu contando toda a história para Jay, meu celular toca do outro lado do vagão, vou até lá pegá-lo e o atendo.

-Ooooooooooiiiii meeuuu xuxuuuuu.

Bufo e desligo a ligação, mas o celular volta a tocar. Atendo.

-Desligar na cara dos outros é feio! Vai apanhar da mamãe! - ele diz rindo.

-O que você quer, Jeremia?

-Eu acabei de receber a notícia de que o ruivinho Jade ainda não foi entregue, estava preocupado se havia acontecido algo com vocês.

-Estamos bem e a caminho. Nos perdemos na floresta.

-Tá explicado - ele diz e gargalha - eu quero o garotinho em casa ainda hoje!

-Certo - respondo.

-Aaaaaah! E fiquei sabendo que o Ariel está na casa dos Jade! Que incoveniente não é mesmo?

-Desgraçado. Foi você que armou isso?

-Não, eu só tenho a sorte do meu lado - ele ri - enfim, meu docinho de côco, me dá uma chance de te conquistar!

-Vai se fuder! - grito e desligo a ligação.

-Era Jeremia? - Jay pergunta, afirmo com a cabeça e vou até a abertura do vagão, observo onde já estávamos e me volto para o garoto.

-Mudança de planos - digo - coloque a sua roupa.

-O que? Por quê?

-Faz o que eu digo - ordeno já colocando as minhas roupas tambem, vou até a abertura novamente - daqui a pouco vai aparecer um ponto de carga e descarga, é lá que vamos descer.

-Mas... por quê?

-Porque agora Jeremia sabe que estamos de trem! - grito - e ele é astuto, não estou afim de encontrar alguma surpresa no caminho.

-Entendi, mas como vamos descer?

Aponto para um lugar que parecia uma casa grande de largura, ao lado da trilha do trem, havia tambem um hall vazio ali.

-Quando eu dizer já, você pula! - grito - um, dois, três. Já!

Nós dois pulamos ao mesmo tempo, rolo algumas vezes sobre a madeira do local, ainda estava frio, muito frio. Me levanto e encaro Jay.

-Você está bem? - ele pergunta.

-Sim, e você?

-Foi mais legal do que pensei - ele responde rindo, uma senhora idosa sai da casa com uma frigideira na mão querendo nos expulsar, de trás dela sai outra mulher pela porta, mais jovem e atraente, e com uma arma na mão, ela arregala os olhos assim que nos vê e aponta a arma em nossa direção.

-Polícia da capital! Os dois fiquem parado! Mãos para o alto! - ela diz se aproximando, respiro fundo e ergo as mãos, Jay faz o mesmo - aqui é a detetive Astrid, responsável pelo caso do desaparecimento de Jay! - ela grita, Jay me encara sem entender - vocês devem muitas respostas à polícia.

*Jasmi*

Paro o carro em frente ao que era o antigo hospital falido dos Morgan, estava perto do cemitério que liga as duas cidades que fizeram parte da minha infância e adolescência. Mas ali não havia um lugar abandonado e caindo aos pedaços, e sim um hospital novinho em folha, sem nome, com vários enfermeiros e ambulâncias.

Saio do carro e abro a porta de trás para sair com meu filho. Pegamos um pouco de chuva até finalmente conseguirmos entrar no local grande. Passo para a recepção ainda um pouco atordoada.

-Pois não? - um moço diz do outro lado do balcão.

-Hum, é nesse hospital que tem o tratamento para vítimas de uma doença que causa cegueira? - ele arqueia uma sombrancelha.

-Os pais nasceram nas cidades vizinhas?

-Sim, a mãe, eu - digo, ele afirma com a cabeça.

-Preencha esse formulário e espere um pouco - o moço diz e me dá uma prancheta e caneta. Começo a preencher as coisas ali.

-Mamãe, eu tô com fome - Cameron fala, olho para os lados tentando achar algum lugar para comprar comida.

-Desculpe, senhor, há algum restaurante ou lanchonete por aqui? - pergunto, ele afirma.

-Do outro lado do hospital, é só pegar o corredor principal, ir reto e virar a esquerda - diz e pega a prancheta que eu já havia preenchido - a senhora é Jasmi Jade? - pergunta, afirmo com a cabeça - poderia esperar alguns segundinhos?

O homem pesquisa algo no computador.

-Mamãe, to com fomeee - Cameron insisti, me abaixo para ficar na sua altura.

-A mamãe já vai comprar comida. Ok? Você espera um pouquinho?

-Tá bom - ele diz. Me levanto para encarar o moço, ele então me estende um papel.

-Siga esse guarda - diz apontando para um guarda que se aproximava de nós - e leve isso.

Pego o papel e começo a seguir o guarda com Cameron ao meu lado, ele passa por muitos corredores até chegarmos a uma porta onde estendo o papel, outro guarda pega e analisa, logo libera passagem para mim. Adentro o quarto que já estava claro. Um homem baixinho e todo deformado em pé sobre uma cadeira sorri pra mim e balança os braços sobre a cabeça animado como uma criança.

-Oooooooiiiiii - diz animado - eu seeeempre quis te conhecer! Sou seu fã número um!

-Você é Jeremia? - pergunto reconhecendo a voz, ele pula da cadeira, seu tamanho real era quase o mesmo que o de Cameron.

-Eu mesmo! Em pessoa! - ele estende uma mão para mim, a aperto - bem, fiquei sabendo que Cameron está com problemas e precisa de tratamento! Veio ao lugar certo.

-Você é dono deste hospital?

-Dono? - ele gargalha - não, não, eu só administro, o dono morreu alguns anos atrás e como o lugar passou para a herdeira Layla Morgan, foi feita uma eleição para saber quem iria cuidar daqui. E eu venci! Sou bom em manipular as pessoas. Esse lugar era um lixo até alguns anos atrás.

-Espera, então esse hospital é propriedade dos Jade? - pergunto tentando entender.

-Exatamente. Eu estava bem debaixo do nariz de vocês - Jeremia diz gargalhando e subindo na cadeira para ficar mais alto.

No meio do local havia uma mesa e duas cadeiras do meu lado, peço para Cameron sentar em uma e eu sento em outra.

-Bem, o que você quer? - pergunto.

-Eu já disse - ele bufa - primeiro quero que vocês, Jade, conheçam minha amiguinha de cabelo azul - ele diz - depois disso nós vemos como continuamos.

-Por que você sequestra crianças? - pergunto - pra que isso?

-Jasmi, você se lembra quando Alice descobria segredos dos outros e usava isso a seu favor? Quando vocês ainda estavam no ensino médio - afirmo com a cabeça - pense nas crianças como a informação, e eu como Alice.

-Você quer conseguir algo dos pais? - pergunto.

-Não só dos pais, dos tios, avós, essa é minha barganha e assim que consigo dinheiro e poder. Eu não machuco crianças, eu machuco familias inteiras - ele diz.

-Isso é doentio.

-Doentio é a sociedade em que vivemos - ele responde - o que estou fazendo, faço apenas com ricos, eu pego boa parte do dinheiro deles os diminuindo a classe média, e uso esse dinheiro para ajudar pessoas em situações miseráveis. O que estou fazendo é apenas o que qualquer um com a mente sã faria, buscar a igualdade entre as pessoas.

-Isso é impossível.

-Que seja, os médicos disseram que eu não sobreviveria até os dez anos e aqui estou eu - ele diz convicto - eu sou o próprio impossível.

-Os fins não justificam os meios - digo - o que você faz é doentio. Deveria ser em uma forma pacífica e na lei.

-A lei está contra quem quer lutar para o bem. Nenhuma paz é conquistada sem guerra, mesmo que eu faça pessoas morrerem agora para criar um futuro utópico - ele responde - então vou refazer a lei, assim como Lucas quer.

Arqueio uma sombrancelha.

-Como assim?

-Todos sabem que Lucas quer mudar a sociedade, todos sabem da ilha que ele vive, mas ninguem sabe o que acontece naquela ilha - ele diz - descobrir o que acontece lá foi o que me trouxe até aqui. Eu sou um subordinado de Lucas, só ele que não sabe disso ainda.

-O que acontece na ilha?

-Ainda não chegou a hora de você saber - ele diz sorrindo - enfim, acabei de ligar para a garota do cabelo azul, perguntei porque ela estava demorando sabe? E já arrumei as coisas, ela já está chegando em casa - ele se vira para Cameron - agora vamos falar sobre o tratamento desse garotinho?


Notas Finais


Alice mandou matar a secretária?
Jena e Jay foram pegos pela detetive Astrid?
O que acontece na ilha?
Quem é Jeremia no fim das contas?
Ele é do bem ou do mal?
Comentem :3


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