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História Verdade ou Desafio? - Capítulo 1


Escrita por: e Gabygalaxy


Notas do Autor


eae' guys, como cês tão?
enfim, a estória foi feita por mim, e pela dragãozinho, vulgo @gabygalaxy

espero que gostem. <3

Capítulo 1 - Único;;


Chuuya, como era de sua preferência, conversava com o pessoal de seu esquadrão, subordinados e pessoas da máfia em geral. Até que estava divertido, porém, sentiu seu casaco ser puxado, e quando se virou, viu ser Kenji ali.


— O que foi, pirralho da fazenda? — Era de seu costume apelidar os outros, então, ninguém se importava e/ou ofendia com isso.


— Eu tô' chamando o pessoal pra' brincar de verdade ou desafio, quer vir também, Chuuya-san? — Perguntou Kenji, com o sorriso de sempre em seus lábios.


— Tá, não tenho nada melhor pra' fazer. O sem noção do Dazai vai participar também? — Prezava por sua paciência, então, esperava que não.


— Vai, ele foi o primeiro que eu chamei, na verdade. Algum problema? — Okay, a sorte definitivamente não estava do seu lado.


— Não, nenhum. Vai ser mais divertido assim.


Nakahara soltou um suspiro, tentando disfarçar seu desgosto, mesmo que isso fosse difícil, e que — basicamente — todo mundo sabia de sua rivalidade com Osamu, então, era de se concluir que não estava satisfeito. Miyazawa guiou Chuuya até um canto mais afastado da sala, onde já estava formado uma roda, que era composta por: Osamu, Yosano, Kouyou, Kunikida, Atsushi, Akutagawa, Ranpo e Poe. Junto de Kenji, sentou-se ali, se encaixando naquele círculo meio desajeitado.


— Então conseguiu convencer o pinscher a vir, Kenji-san? — Osamu pontuou, usando um tom sarcástico.


— Ô Dazai, tu fica aí na tua, na moral. Pra' eu te tacar pra' fora desse prédio é "dois palito". — Paz? Chuuya não conhecia essa palavra.


— Que isso, acordou agressiva ele.


— Dazai, por favor, para de incomodar o Chuuya. — Disse Kouyou, sabendo que Nakahara não estava longe de explodir. A mesma lhe envolveu em um meio abraço, já que, estava sentando ao lado dela.


— Exato, ninguém quer nada quebrando aqui. Certo? — Kunikida se pronunciou, mas Nakahara enxergou aquilo como uma provocação contra sua pessoa. Estaria Osamu andando muito com ele?


— Seu doido dos ideais, tá querendo voar junto do Dazai? Se você quiser, nem precisa pedir. 


— G-Gente… parem de brigar, por favor… — Atsushi se intrometeu, não querendo que uma brigue acontecesse logo de cara.


— Exato! As vacas não gostavam de brigar lá na minha vila, então, nós vamos fazer que nem ela. Sermos pacíficos! 


Chuuya iria dizer algo, porém, achou melhor ficar calado, pois sabia que se abrisse a boca, sua paciência seria testada mais ainda. Ficou no seu canto, encostando a cabeça no ombro de Kouyou, que logo começou a lhe fazer um pouco de cafuné. Ozaki amava mexer em seu cabelo, mesmo o cabelo deles sendo bem parecidos, provavelmente essa era uma das formas dela demonstrar afeto. Chuuya achava que era assim.


— Tá bom. Agora… Ranpo, me passa essa garrafa aí. — Yosano apareceu na conversa, então tirando uma garrafa de 'saquê' da mão de Edogawa, que a essa hora, já estava bêbado.


— Ei, mas eu ainda não acabei de beber! — Ranpo fez birra, querendo a garrafa de volta, mesmo ela estando vazia.


— Ô seu animal, não tem nada aqui não, deixa de ser doido da cabeça. Tá parecendo o Poe com os livros dele! — Akiko bateu na cabeça de Ranpo, mesmo que bem fraco.


— Ei, eu não fiz nada! — Poe argumentou com Yosano, ofendido. Ninguém podia, ou melhor, tinha o direito de falar de suas histórias, além de Ranpo. Porque ele era boiolinha por ele, então, Edogawa podia.


— Shiu vocês, só comecem isso logo. Estamos perdendo tempo. — Kunikida estava ansioso pelo jogo? Ou queria voltar para casa no tempo "ideal", como ele diria? Bem, não iria saber.


Akiko concordou silenciosamente, mexendo a cabeça em confirmação. Logo em seguida, colocou a garrafa no chão, assim girando ela. Demorou alguns segundos, porém, o resultado saiu.


— Okay, Chuuya e… Kouyou! A Kouyou pergunta. — Disse Yosano, como se algum de nós fosse cego. Bem, Akutagawa era um asmático com tuberculose, não podiam esperar nada mesmo. Mais não cego.


— Chuuya-san… verdade ou desafio? — Perguntou a mais velha, como era regra.


— Desafio, eu sei que você não vai me falar nada demais. — Chuuya deu de ombros, seguro de si mesmo. Porém, não sabia o que a mente de Ozaki lhe guardava.


— Olha só… Nesses dias, quero dizer, nesses anos pra' cá, eu fiquei pensando se, esse ódio que você e o Osamu tem um pelo outro, for na verdade tesão acumulado. Então, conta aqui pra' gente, vocês dois já transaram? E se sim, onde?


Naquele momento, Nakahara entrou em choque. Quero dizer, sabiam que não eram as pessoas mais discretas do mundo, e Kouyou era alguém inteligente, então, já deveria ter ligado alguns pontos. Em algum momento, essa pergunta surgiria na mente dela, porém, não acreditava que ela teve a ousadia de perguntar isso na frente de todo mundo, pensava que falaria isso em privado com Chuuya, agora na frente da agência e máfia? Não esperava isso dela. 

Chuuya direcionou o olhar para Dazai, em busca de alguma ajuda, mas ele lhe ignorou, como se nada tivesse acontecido. Deveria dizer que sim? Ou mentir, dizendo que não? Não sabia. Ficou em silêncio por alguns segundos, pensando no que fazer, poderia até mentir, porém, Ranpo provavelmente já sabia do caso de Nakahara com Osamu, e do jeito que estava 'tantan' da cabeça, era capaz dele contar a verdade, ao em vez de lhe ameaçar para comprar doces para ele.


Soltou um suspiro, sua reputação com eles, que já não era muita, iria por "água a baixo". Chuuya preferiu dizer a verdade, mas, não olhando diretamente para Ozaki, pois não tinha coragem de fazer isso.


— Já… agora, em qual lugar, é meio complicado, porque tipo assim- — Nakahara foi interrompido.


— Eu sabia! Tava na cara, você é expressivo demais Chuuya! — Disse Akiko, comemorando "o nada". — Você me deve vinte, Kunikida. E você também, Atsushi.


— Calma lá, vocês apostaram na gente?! — Osamu, pela primeira vez, se pronunciando depois dessa bagunça.


— Mas é óbvio! Você acha mesmo que a gente ia ficar o dia todo sem fazer nada? Sendo que a gente pode 'futricar' na vida de vocês?


— Porra, Chuuya… nem pra' apoiar dá, meu amor. — Kouyou falou, aparentemente, decepcionada.


— Dá pra' defender sim. Chuuya-san e Dazai-san, por favor, sejam meus mentores. Eu imploro a vocês. — Ryuunosuke, como se não fosse nada, se "curvou" para os dois. 


— Sai fora, nem na máfia eu tô mais. E além disso, o Atsushi-kun como discípulo, é muito melhor que você. — Osamu pareceu ofendido com aquela hipótese.


— Jinko! Eu te odeio, é tudo sempre você! — Akutagawa, obviamente bravo com aquela rejeição, só faltava pular em Atsushi, a fim de brigar.


— Parou. Todo mundo, vamo' acalmar aqui, a gente fugiu do foco principal! — Yosano, novamente se voltou para Chuuya, ela não iria deixá-lo em paz até que contasse sobre "tudo" — Conta pra' gente, Chuuya. Como, na verdade, onde?


— Yosano, esse daí é todo enrolado pra' falar, deixa que eu mesmo conto! — Osamu iria mesmo assumir essa vergonha por Nakahara? Enfim, salvo por alguns minutos. — Então, meio que tipo assim, teve vários lugares e tals… Como por exemplo, na minha casa, na casa dele, no banheiro de um restaurante, na praia, em alguns outros lugares públicos…


— Meu Deus! Não tava' escrito na minha agenda isso, eu não vou ouvir o Dazai falar sobre a vida sexual dele com o Chuuya. Sinto muito, mas eu tô indo pra' casa. — Enquanto Dazai listava os lugares, Kunikida de levantou, pegando consigo seu óculos e caderno, então saindo de perto da rodinha em passos apertados.


— Finalmente, aquele insuportável foi embora! — Era assim mesmo que Ranpo falava de seus colegas de trabalho? Até a Máfia tinha mais respeito do que isso. — Enfim, continuem aí, meu espírito de fofoqueiro precisa de detalhes.


— Também teve naquele sofá da minha sala, caso os dois pombinhos não se lembram. — Mori, do nada, apareceu ali.


— Rintarou! Sai dessa coisa de jovem aí, eu quero ir embora! — Elise, como era de se esperar, não queria ficar mais ali, provavelmente, estava cansada e queria dormir. Afinal, Elise ainda era apenas uma criança, mesmo que, eternamente.


— Nós já vamos, Elise-chan. — Ougai sorriu para ela, e então, se despediu de nós como um aceno. Ele, simplesmente, jogou a bomba e saiu dali. Era um filha da puta mesmo.


— Chuuya, na sala do Mori! Meu Deus, calma, a Onee-san é cardíaca. — Kouyou, como era de se esperar, esperava que, ao menos nesse sentido, Chuuya fosse apenas um pouco inocente. Na verdade, ela nem queria imaginar que Nakahara já era um homem crescido. Aquela conversa estava sendo um choque de realidade para Ozaki.


— Em minha defesa, é culpa dele! — Disse Chuuya, apontando para Osamu de forma acusatória.


— Minha culpa?! Você é o que tem mais fogo nesse rabo! 


— Ô caralho! Ao menos eu, não ligo pra mim nas pausas do trabalho, porque do nada lembrou de… sei lá! Noite ou semana passada!


— Então é por isso que o Dazai-san some tanto?! Que mentor é esse que eu fui arrumar… — Atsushi, nesse ponto, não tinha mais fé na humanidade.


— Cala boca, que se não fosse por mim e pelo Kunikida-kun, você já teria morrido na rua!


— PARO! EU JÁ MANDEI A GENTE FOCAR NO COISO AQUI! — Akiko, sem muita paciência, gritou, chamando a atenção de todos da roda.


— FOCAR NO QUÊ? EU, QUERO DIZER, O DAZAI JÁ FALOU DE TUDO! NÃO TEM MAIS NADA PRA' FALAR NÃO. — Chuuya, estava estressado com toda essa conversação sobre suas relações com Osamu, como era de esperar. Porém, dessa vez, não o culpava, qualquer um ficaria dessa forma.


— E os detalhes?! Agência de Detetives Armados? Nah', só conheço Agência dos Detetives Fofoqueiros! — Disse Ranpo. Okay, Nakahara chegou em mais uma conclusão, esse povinho da Agência era tudo "pocazideia".


— Como assim "detalhes"? Tu quer que eu falo o quê? Que o Chuuya geme meu nome que nem uma vadia? Se for isso, pronto! Agora vocês sabem.


— Osamu Dazai! Eu vou te matar! — Chuuya já iria partir para a violência, porém, pensou em algo melhor. Também iria queimar a imagem dele. — E tu, que ficou me enrolando por uma hora quase, pra' na hora, tu gozar na primeira sentada?!


— Caralho, só os 'exposed' pesado! — Disse Yosano, assistindo o circo pegar fogo. Como diria ela, "pega fogo cabaré!"


Mesmo que, falassem sobre essas coisas, na verdade, na cabeça de Osamu e de Chuuya, estavam se passando lembranças sobre cada noite, cada coisa e/ou loucura que fizeram na hora do sexo. Estava sendo uma guerra para não ficarem excitados no meio dessa discussão.


Quando há ódio em excesso, geralmente é amor. Porquê de tanto você amar essa pessoa, você automaticamente começa a odiá-la, por esse amor condensado em seu peito. A verdade é que, toda essa troca de palavras, era como se um estivesse desafiando ao outro a falar mais, ou mais simplificado: Um grande jogo de provocações. No final, ninguém perde – os dois ganham. Porque, o único fim para esse jogo sem sentido, ou melhor dizendo, ódio sem sentido, é o sexo. Então, em termos de "perda", nenhum dos dois perde. 


Na mente "meio" perturbada dos ex-parceiros, essas provocações, são sua forma de demonstrar amor. No mundo deles, não existem apelidos carinhosos, existem provocações, porque provocações geram a única situação em que os dois se dão bem: uma boa transa para reconciliar. Basicamente, esse é o final de todas as suas discussões sem sentido. 


E claro, que essa discussão de agora, não estaria fora desta "regra".


— Então, que tal adicionarmos mais um lugar a essa lista? — repentinamente, Chuuya expôs — Pode adicionar aí: O banheiro de vocês. Vamos, Osamu!










Notas Finais


talvez, repito, talvez vá ter um extra, com a hot. mas, se vocês cobrarem ele, eu não escrevo. <3


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