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História Verdade ou desafio? (MICHAENG) - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus consagrados, boa noite.

Mais um capítulo para vocês.

Pretendo terminar a fic até o décimo capítulo, pois não quero deixar a história sem pé e sem cabeça. Só preciso ajustar alguns detalhes e enfim terminarei.

À propósito, eu não poderia estar mais feliz, isto porque: Mina is back, para nossa alegria.
Confesso que fiquei bastante emocionada em vê-la finalmente performando após tanto tempo. Ela precisou de um tempo, e esse tempo foi dado e o resultado não poderia ter sido outro: o seu retorno às performances do TWICE. Espero que ela fique bem e que se cuide direitinho.

Ah, um adendo: tô viciada em "Pick Me" de IZONE. ❤️ Na versão Re-lay.

Enfim, sem delongas...

Boa leitura!

Capítulo 6 - Você sempre será


Fanfic / Fanfiction Verdade ou desafio? (MICHAENG) - Capítulo 6 - Você sempre será


O dia foi amanhecendo, e logo os primeiros raios de sol entraram pelas janelas da casa de Chaeyoung. A menor foi acordando aos poucos, e ficou maravilhada com a visão que tinha: Mina aconchegada ao seu lado, com a cabeça repousada em seu peito. Se dependesse da Chae, aquele momento nunca iria sair de sua memória, pois estava na sua check-list de momentos especiais, e esse só perdia para o momento que ela teve com Mina ontem a noite.

O amor que Chaeyoung sentia por Mina simplesmente aconteceu e ela não tinha o controle da situação. Ela nunca esteve tão certa sobre seus sentimentos. Ter Mina ao seu lado era o bastante para que ela enfrentasse o mundo e todos. Ao observar a japonesa que dormia de uma forma fofa, a coreana começou a acariciar o rosto dela, repetindo para si mesma mentalmente: "Como eu te amo Mina!"

- C-Chae! - a japonesa foi despertando aos poucos, em razão do contato que Chae mantinha com ela, logo chamando pelo nome da sua amada.

- Oi meu amor, eu tô aqui! Dormiu bem? - aninhou-se ainda mais no corpo da japonesa, dando sinais que elas iriam ficar por ali por muito mais tempo do que o planejado anteriormente.

- Com você do meu lado, eu poderia dormir bem assim sempre! - disse antes de beijar a coreana de forma carinhosa, e esta retribuiu logo em seguida.

- A minha vontade era ficar com você aqui, juntinha, coladinha, de conchinha até não querer mais. Mas... Meus pais vão chegar em algumas horas e eu preciso arrumar essa bagunça que nós fizemos. - sorriu maliciosa, recebendo o olhar da Mina. Ela estava visivelmente corada.

- Sem problemas meu amor. Eu te entendo! Vou te ajudar na organização, mesmo que você não queira. Só assim, aproveito mais da tua companhia, já que só vamos nos ver na segunda-feira. E o pior de tudo: na aula! - suspirou pesadamente ao lembrar da rotina que levava. Estudar nunca foi um problema para Mina. Porém, desde quando conheceu melhor a coreana, sua atenção nas aulas caíram consideravelmente. Isso por que ela mais pensava na Chae, do que nas fórmulas algébricas, ou até mesmo na retrospectiva das lutas históricas mundiais.

- Deixa de ser manhosa, pinguim! Vem cá, que eu tiro essa tua manha. - agarrou a cintura da japonesa e a jogou por entre os lençóis que ainda estavam envolvendo-as no chão da sala. E assim elas ficaram mais alguns minutos, trocando carícias e beijos inacabados até conseguirem se levantar, vestirem as roupas e começarem a "mini-faxina" na residência da coreana.

Enquanto Chaeyoung retirava todos lençóis e travesseiros da chão e levava para o quarto dela, Mina se encarregou de lavar a louça e limpar a cozinha, pois Chae havia feito o chocolate, e sujou várias vasilhas, deixando a cozinha totalmente irreconhecível, até mesmo pelos donos da casa, se assim a vissem da firma como estava...coisas de cozinheira de primeira viagem. A coreana havia deixado o celular no balcão da cozinha, no modo vibração. Mina lavava as vasilhas sujas e sentiu o celular de Chaeyoung vibrar constantemente, sem cessar. Não podia negar que estava curiosa para saber que mandara tantas mensagens para sua namorada tão cedo num sábado de manhã.

Espiou de longe o conteúdo que aparecia na tela do celular, porém não tinha uma visão completa, ficando um pouco difícil de saber quais ícones estavam aparecendo no visor. Não demorou muito para que Mina terminasse de lavar a louça, e se enxugasse suas mãos no guardanapo que estava sobre o balcão, perto de celular. Isso foi pretexto para chegar mais perto do aparelho e o pegasse de forma rápida. A japonesa sabia que estava fazendo errado em mexer no celular da coreana sem sua autorização. Podia ser até mesmo uma mensagem dos pais dela, avisando que estavam chegando, como também poderia ser outra pessoa que enviara as mensagens seguidas.

Sua intuição de namorada ligou o pisca alerta no mesmo instante que o celular vibrou, fazendo aflorar um sentimento de dúvida sobre o que poderia ser, e quem poderia ser a pessoa que chamava a mais nova por meio das mensagens incessantes. Mesmo tentando se controlar e evitar o contato com o celular da Chae, falhou miseravelmente, logo vendo o conteúdo que estava exposto no aparelho. Suas veias salientaram, sua saliva secou, e seu coração se trancou de uma forma inesperada. Quem mais poderia ter enviado a mensagem? Quem, senhores e senhores? Que rufem os tambores... Turum.. Turtum.. Turum! Ela mesma: Hirai.oferecida.Momo!

MENSAGEM DE MOMO

"Oi Honey! Preciso falar com você urgente. Sei que fui imatura em te pressionar a algo não quisto por você e me sinto culpada. Por favor, só me dá mais uma oportunidade de mostrar o quanto eu gosto de você. Me retorna quando ver essa mensagem. Um beijo!"

Mina não podia acreditar que Momo ainda estava perturbando Chaeyoung. Já não bastava a cena estúpida que ela viu na sala de ginástica, em que Momo dizia que precisava do beijo da Chaeyoung, e necessitava do contato dela, ainda por cima teria de aguentar a japonesa oferecida se jogando para cima sua namorada? Isso seria complicado de lidar, mas deveria agir naturalmente, como uma namorada madura e atenciosa, não se deixando levar pelo calor do momento e a raiva visível que a tomava. Iria conversar com Chaeyoung de uma forma calma, sincera e aberta.

- Amor, alguém me ligou ou mandou mensagem? - Chae gritou lá do seu quarto, pois ainda estava terminando de guardar as coisas.

- Sim! - retrucou no mesmo tom de voz, para que ela ouvisse. Logo, nenhuma voz foi mais ouvida naquela residência, e Mina se direcionou ao sofá na sala, esperando Chaeyoung descer para esclarecer as coisas da forma correta. Ela deveria não se precipitar e tomar cuidado com as palavras que iria dizer para não machucar a pessoa que ela amava. Até poucas horas atrás elas estavam no maior love, em pura troca de sentimentos e emoções. A troca de carícias e toques por ambas era algo até então inexplicável para Mina. Ela sabia no seu mais íntimo que amava Chaeyoung com todas as suas forças, e que a partir daquele momento suas vidas estariam cruzadas à eternidade.

Não demorou muito até Chaeyoung descer as escadas e procurar pela japonesa. Deu uma olhada na cozinha, e não a encontrou, logo deduzindo que ela estivesse na sala, e assim ela a encontrou sentada, de pernas cruzadas. A feição de Mina era tranquila, apesar de ver a mensagem destinada à Chae, enviada por Momo. Ela sabia que a coreana também a amava, e somente queria entender o que estava se passando.

- Ah, aí está você! - se sentou ao lado da japonesa, passando as mãos pela cintura dela, abraçando-a de forma casta. - Onde está meu celular, Mina? - indagou Chaeyoung.

- Está no balcão da cozinha! - respondeu no mesmo tom, aguardando ela voltar para tentar iniciar a conversa esclarecedora.

- Encontrei! - logo se sentou novamente encarando o celular e percebendo quem havia lhe mando várias mensagens. Virou seu rosto para Mina e percebeu o olhar misterioso que esta portava. - Você viu quem me mandou essas mensagens não é mesmo? - perguntou inocentemente.

- Eu vi sim, e gostaria de conversar com você sobre isso. - respirou fundo e logo continuou. - Chae, eu sei que o que temos é algo recente, porém acredito que devemos esclarecer algumas coisas. Eu não quero ser o tipo de namorada chata, grudenta e ciumenta por tudo. Eu só quero que você me explique o que está acontecendo, ou o que aconteceu entre você e a Momo. - falou totalmente alheia à situação, sendo que Mina espiou anteriormente a conversa que Momo teve com a coreana na sala de ginástica. Pretendeu não ser evaziva e chata, aguardando Chae lhe contar sua versão dos fatos.

- Mina, eu ia te contar sobre isso uma hora ou outra. Você é muito especial para mim e tem todo direito de saber o que acontece na minha vida. A verdade é que a Momo sempre foi minha amiga, assim pensei, até pouco tempo atrás, antes de começarmos a nos envolver. Deixa eu te explicar desde o começo. - a coreana girou seu corpo, ficando em posição de índio, explicando pausadamente o que aconteceu entre ela e Momo, desde o beijo inesperado no seu quarto quando ela caiu no seu colo, e até mesmo a conversa da sala de ginástica.

Mina ficou atônita quando Chae revelou o beijo no quarto, pois ela somente sabia das investidas de Momo na sala de ginástica para com Chaeyoung. Ela ficou surpresa e não deixou de ficar triste com isso, mesmo tendo ciência que isso ocorreu antes de namorar a menor. Naquele momento, a japonesa apenas confirmou o que seu coração há tempos já alertava: Hirai Momo gostava da Chaeyoung e ela não descansaria até conseguir ficar com a coreana. Mina não sabia se Chaeyoung contou para a Hirai que elas estavam juntas, tampouco questionou isso para Chae. Esperou a menor terminar de falar para prosseguir a conversa.

- Chaeyoung, não vou negar que sempre tive essa pulga atrás da orelha sobre a Momo. Confesso também que nesse exato momento estou morrendo por dentro por saber que vocês quase tiveram algo juntas. O que me deixa mais tranquila é saber que você está comigo. - falou e suspirou pesadamente após falar.

- Mina, olha pra mim! - a menor segurou no queixo da japonesa e prosseguiu falando. - O que aconteceu entre eu e a Momo, se é que posso chamar isso de algo, ficou no passado. Eu não sinto nada por ela, a não ser um carinho imenso de amiga. Ela confundiu os sentimentos e acabou que ela mesma se machucou. Eu disse a verdade para ela, e eu não poderia mentir. O que sentia por ela não passava de uma amizade sincera e cheia de bons sentimentos, os mais puros e sinceros possíveis. Myoui Mina, você é, e sempre será o motivo para que eu queira acordar todas as manhãs.

A japonesa não sabia o que tinha feito para merecer tanto Chaeyoung. Ela era tão pura, sincera, amável e ingênua. Por mais que pudesse ter se aproveitado da situação com a Momo ( por que convenhamos: ela é um pedaço de morena), a menor cessou qualquer investida no sentido de tornar real um sentimentos falso e inexistente naquele dia.

- C-Chae, eu...eu.. Eu realmente te amo muito! Obrigada por você estar na minha vida. - em seus olhos se formaram grandes lágrimas por ouvir cada palavra que Chae havia dito. Não demorou muito para se entregarem a um beijo cheio de amor e sentimentos verdadeiros.

Após de terminarem a conversa, Mina deixou a residência da coreana, indo para sua casa. No caminho porém, encontrou com o pivô, o motivo, a razão para ter desconfiado do amor de Chae: a Momo. Ela estava na praça, muito bem vestida por sinal e falando ao celular dela parecendo discutir com a pessoa do outro lado da linha por não acatar o que ela pretendia fazer. A morena não deixou de ficar curiosa, porém decidiu seguir em frente e esquecer a outra japonesa.

Assim que chegou em casa, foi recebida por sua mãe. Não foi bombardeada de perguntas, ou teve seu saco enchido por sua esta, isto por que Chaeyoung havia armado tudo nos mínimos detalhes para passar a noite com ela. Foi até seu quarto e deitou na cama de barriga pra cima, lembrando da noite que teve com Chaeyoung. Ela lembrou de cada mínimo detalhe. Desde o cuidado que a coreana teve com ela na hora H, a sensatez de esperar seu momento, a sensação prazerosa do gosto dela, até mesmo o pós sexo, onde dormiram de conchinha pela noite toda. Vez ou outra naquela noite, Mina olhou para a pessoa que estava do seu lado. Em silêncio observou a coreana dormir em um sono leve e suave. Acariciou seu rosto e depositou leves selinhos nela. Sua felicidade se resumia naquele momento. Ela poderia ficar ali pela eternidade.

 *Chaeyoung pov*

Após Mina sair daqui de casa, subi para meu quarto e aguardei meus pais chegarem da viagem que fizeram ontem. Não pude deixar de pensar na Mina e o quanto eu estava perdidamente apaixonada por ela. Fui impedida de prosseguir nos meus pensamentos por uma mensagem que chegou no celular. Para minha surpresa, a mensagem era de Momo. Aliás, outra das várias que ela me enviou no decorrer do dia. Eu não queria ferir ainda mais seus sentimentos. Eu sabia que ela ainda gostava de mim, porém de um modo totalmente diferente do meu por ela. Iria dar um tempo para ela repensar, e por as ideias no lugar. Uma hora ou outra ela iria cair na realidade e perceber que não pode prosseguir com essa insistência para sempre. Todos merecem ser felizes, e eu desejo profundamente que ela encontre alguém que a faça feliz, pois eu quero o seu bem, apesar de tudo.

O final de semana se passou, após ficar o dia de domingo inteiro falando ao celular com Mina. Uma hora era vídeo chamada, na outra era mensagem de texto. Logo a segunda-feira chegou e eu estava feliz por saber que iria ver a menina que faz meu coração acelerar. Quando eu acordei pela manhã, fiz minha higiene pessoal, pegando meu uniforme que estava no guarda roupa, colocando-o, como também calçando o tênis. Desci para a cozinha, encontrando meus pais e alguém que eu não esperava. 

Na hora fiquei sem reação, pois não entendia o que ela estava fazendo ali. Eu sei que desde criança ela frequenta minha casa, porém as circunstâncias não pediam isso, pois não nos falávamos mais tanto como antes, e suas idas à minha casa diminuíram. Meus pais sempre perguntavam por ela e eu arrumava uma desculpa esfarrapada para não incorrer em um erro gravíssimo. Não era cogitado à mim dizer para meus pais que a minha melhor amiga me beijou e que eu correspondi. Meus pais não era homofóbicos, porém essa notícia não seria bem quista por eles, no momento.

- Bom dia meu amor! Olha quem veio tomar café conosco. Eu estava com saudades da presença dela aqui em casa todas as manhãs. - minha mãe falou, atraindo meu olhar para ela.

- Oi tigrinha! Você não respondeu minhas mensagens e decidi por bem vir aqui em missão de paz, e quem sabe até tomar um cafezinho maravilhoso da Senhora Son. - sorriu e deu uma piscadela para mim. Foi a vez da minha mãe questionar.

- Obrigada meu bem. Mas, o que é isso de missão de paz? Vocês por acaso discutiram, filha? Isso é impossível. Vocês são tão unidas que não dá para imaginar a Momo sem você, e você sem ela. É uma amizade muito forte e bonita. - minha mãe falava cada palavra olhando diretamente para mim que não sabia onde enfiar minha cara e minha raiva súbita. Não que eu não tivesse gostado que ela viesse aqui em casa, mas custava esperar para termos uma conversa após a aula, ou até mesmo no intervalo? Poxa, eu preciso de espaço e tempo para raciocinar melhor. Sua amizade era importante demais pra mim. Eu precisava encontrar um jeito de dizer a ela o que estava ocorrendo entre eu e Mina, e como eu me transformei numa pessoa melhor por conta da japonesa mais nova.

- Não mamãe, não discutimos. Só não acabamos de conversar um assunto que começamos antes! - falei suspirando pesadamente por ter que mentir assim na cara dura para minha mãe. Eu odiava isso.

- Então, o que você de terminarmos essa conversa agora, Chae? É rapidinho o que tenho de falar para você. - ela sabia como tirar minha paciência bem rápido. E o pior foi ouvir o que minha mãe disse logo após.

- Subam para seu quarto filha, e resolvam essa pendência. Eu aguardo vocês e as levo até o colégio de carro. Ainda tem tempo para começar a primeira aula. - eu não conseguia acreditar nisso... Minha mãe apoiando essa atitude estúpida da Momo. Eu queria esganar essa garota. Mas não posso! Seria presa e ficaria longe do amor da minha vida. Calma Chae, é só uma conversa. O que mais ela poderia querer fazer comigo? Subi novamente as escadas, sendo acompanhada pela japonesa. Abri a porta e aguardei ela entrar e fechar o trinco da porta, além da chave.

- Vai, desembucha! - falei já sem um pingo de paciência.

- Nossa, que grossa! - Momo bufou logo em seguida, porém continuou falando. - Bem, eu apenas gostaria de pedir desculpas pela forma como te abordei na sala de ginástica semana passada. Por mais que eu ainda sinta algo por você, eu percebi que não posso prosseguir com esses sentimentos. Aliás, fiquei sabendo de você e da Mina. Meus parabéns. - como ela sabia do que eu tinha com a Mina? Quem disse para ela? Minha mente bugou total nesse momento. - Se você está se perguntando como sei disso, eu explico. Apenas vi pela janela do meu quarto quando Mina entrou de noite ontem aqui na sua casa, e a vi saindo hoje pela manhã cedo. Presumo que estejam juntas e até tenham passado a noite juntas.

- Momo, você tem o direito de pensar como quiser. E sim, eu e Mina estamos juntas. Pensei que você tivesse mudado esse seu jeito bisbilhoteiro de ser. - retruquei com raiva.

- Bisbilhoteira? Eu estava na minha casa, no meu quarto quando vi isso. Meça suas palavras antes de dizer asneiras, Chaeyoung. - ela levantou em minha direção, parecendo que pularia encima e mim de tanta raiva que estava.

- E o que você tem para me falar de tão urgente assim, que não pôde esperar para me falar durante o dia? - respondi impaciente, querendo logo sair daquele quarto. Eu vi ela se aproximando cada vez mais de mim, até me encurralar entre o móvel que sustentava meu abajur.

- Você quer mesmo que eu diga? - falou bem próximo ao meu ouvido. Não vou negar que fiquei arrepiada. Momo era uma moça muito bonita, porém aquilo já estava demais.

- Momo, eu já disse tudo que tinha para falar. Você pode por favor sair de perto de mim e entender de uma vez por todas que eu só consigo te enxergar como uma amiga. - nesse momento, Momo saiu de perto de mim, batendo a porta com tanta força que pensei que tivesse quebrado. Ela saiu de minha casa como um foguete. Desci até a sala e expliquei para os meus pais que ela estava com um problema e eu iria ajudá-la resolver, ou tentar encontrar um modo para que ela mesma encontrasse uma solução sozinha. Ao chegar do lado de fora ainda consegui vê-la correndo pelas calçadas em direção ao colégio. Não era muito longe dali, somente uma 3 quadras.

No caminho até o colégio não pude deixar de pensar no que a Momo queria fazendo toda aquela ceninha no meu quarto. Eu sei que é difícil entender tudo, mas ela deveria se conformar com o meu posicionamento. Quando cheguei no colégio, vi Mina ao lado de Jihyo, Tzuyu e Sana. Apenas acenei e me dirigi até a sala.

Chegando lá, sentei no meu lugar, esperando que os demais alunos chegassem, bem como o professor de Trigonometria, o Sr. Kang Ho-Dong.

Quando cheguei na sala, deixei minha bolsa no chão, no lado esquerdo que fazia fronteira com outra fileira de cadeiras. Tive de girar meu corpo na carteira para conseguir encontrar meu celular que estava no fundo da bolsa. Quando enfim encontrei e deixei a bolsa de volta onde estava, fui pega de surpresa por um beijo avassalador. A pessoa se sentou no meu colo e passou as mãos por meus ombros, fazendo pressão na minha nuca, buscando por mais contato. 

No mesmo momento que isso aconteceu, ouvi vários alunos dizendo gracinhas e uivando em chacota pelo que estava acontecendo. Porém, ao retornar à Terra após ter sido pega de surpresa assim, percebi quem tinha feito isso e o pior, saber que Mina estava na porta da sala me olhando com um olhar triste e desesperado, sem entender o que havia acontecido. Só depois eu vi quem havia feito isso. Ela mesma. Hirai Momo! Um sentimento de raiva misturado com angústia me tomou por completo. Isso não poderia ter acontecido. O que Mina vai pensar de mim? Não queria nem imaginar o que se passaria dali em diante.


Notas Finais


Até a próxima atualização. ☺️


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