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História Verdades Obscuras - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo 10


Obito narrou toda a sua história à Itachi, que ouviu tudo sem esboçar nenhuma expressão.

— Foi isso. Para mim, éramos todos monstros que precisavam ser destruídos. Eu me mataria, após derrotar você.

— Filho de Saori...

— Nunca a conheci.

— Malditos Senjus. – Resmungou.

— É. Foi uma grande... desgraça.

— Isso faz de você... meu parente.

— Um assassino da própria família. Acho que sou o pior dos demônios.

— Como se sentia? Sabendo que era metade... como nós?

— Eu não pensava nisso. Eu só fazia o que eu precisava fazer. Era tudo que eu entendia.

— Extinguir os vampiros.

— Apagar o erro de Hagoromo.

— O que fazemos agora? Lutamos até a morte?

— Não quero mais fazer isso. Eu vim aqui por ela. Eu abandonarei minha missão. Serei livre.

— Sakura. – Suspirou. – Ela nos controla...

— Eu ainda tenho por mim que ela é uma bruxa. Sob seu comando.

— Não. Ela é quem me comanda.

— Como isso é possível? – Riu desacreditado. – Uma simples humana... unindo dois inimigos.

— Não faço ideia. Mas... ela conseguiu.

— Não peço que me perdoe, pois, eu não mereço. Sei que lhe causei um grande mal.

— Você me tirou tudo. E agora, terei que dividir a única coisa que me resta.

— Vai me aceitar... como parte de seu clã?

— Por ela. Além do mais, vejo que você sofreu nas mãos do clã Senju. Seu rosto é a prova disso. Você foi forçado a servi-los. Forçado a existir para concluir os planos de Hashirama. Nunca ouviu o outro lado da história.

— Sakura foi a primeira a tentar me mostrar... que vocês também eram... vítimas, de certa forma. Faz parte da sua natureza. Somos predadores, afinal.

— Nunca se sentiu mal por saber... sobre Saori?

— Eu a via como um monstro. Agora, vejo que o pior dos monstros era meu pai. Eu nunca... quis nada disso.

— Quer vingança?

— Contra o clã Senju? Adiantaria alguma coisa?

— Não.

— Só quero... viver. Ao lado dela. Ela é minha luz.

— Nossa luz.

 

Itachi e Obito praticamente velaram o corpo da garota por dois dias seguidos. Ela não havia morrido, mas não acordava.

Sem caçar, Itachi estava ficando fraco, mas recusava-se a sair dali. Obito fazia refeições vez ou outra; chegou a caçar um coelho e deu um jeito de fazer uma sopa horrível.

Ainda não se sentia muito confortável por ter mudado de lado, mas estava se acostumando. Só queria que Sakura despertasse logo.

Durante a noite, após longas horas de silêncio, a garota abriu os olhos lentamente. Ambos os rapazes, um de cada lado da cama, seguraram suas mãos.

— Sakura. – Itachi sussurrou. – Bem-vinda de volta.

— Itachi? Obito? O que houve?

— Eu feri você gravemente, por acidente. – Obito murmurou. – Você morreria, então...

— Eu transformei você em vampira.

— O que? – Arregalou os olhos e levantou-se de uma vez.

— Foi um pedido seu. Agora, poderemos viver juntos para sempre.

— Juntos... nós três? – Ela estava confusa.

— Ainda odeio esse maníaco, mas entendo o lado dele.

— Você nos fez... desejar uma mudança. – Obito comentou. – Infelizmente, para você, a situação chegou num limite. Agora, você terá que ser como nós. Mais como ele, já que não poderá ver a luz do dia e terá que se alimentar de sangue. Sinto muito.

— Estive pensando nas possibilidades. É arriscado não matar a vítima. E não poderemos morder. – Itachi ponderou. – Ainda assim, podemos tentar.

— Não. – Ela falou de repente. – Que se danem os humanos.

— Sakura? – Os dois a olharam, surpresos.

— Isso é tudo culpa deles. Eles são presas, nós somos predadores. Vamos reconstruir o clã Uchiha e reinar sobre Konoha. – Deu um sorriso perverso.

— Desde quando pensa assim? – Itachi perguntou.

— Desde que soube a história de Obito. No momento em que entendi toda a história dos vampiros. Eles criaram os próprios algozes.

— Sakura, pensei que você quisesse... nos livrar disso. – Obito a fitou aturdido. – Quer que continuemos como assassinos? Quer se tornar uma assassina?

— Por que não? O que temos a perder? Pediriam a um lobo para não matar uma ovelha?

Itachi olhou para Obito.

— Não vou negar que estou com ela. Eu faço isso há tempo demais e não me importo muito. Resta saber se você está conosco.

— Abra mão da humanidade de vez, Obito. Abrace seu lado das trevas. – Sakura sorriu docemente e estendeu-lhe a mão. – Junte-se a nós.

— Isso é completamente o oposto do meu dever... – Lembrou-se de toda sua vida. De como foi tratado por seu pai e seu clã. Ele era uma aberração. Pensou em sua mãe, que nunca pôde conhecer. Encarou Sakura. Ela estaria com ele, para sempre. Fechou os olhos, refletindo sobre tudo aquilo. Sabia que era errado, mas tudo era errado. Sua vida toda foi um erro, um erro cometido por um humano egoísta. Hagoromo gerou todo aquele sofrimento. Poderia Obito desfrutar de um pouco de felicidade agora? – Eu... estou com vocês. – Segurou a mão dela.

— Não se preocupem. Eu trago o jantar. – Itachi sorriu de lado. Transformou-se em um corvo de tamanho maior que o normal e saiu janela à fora.

— Não sabia que ele podia fazer isso. – Obito comentou.

— Teremos tempo para descobrirmos todos os poderes dele.

— Está certa disso tudo?

— No momento, tudo que sei é que tenho raiva dos Senjus. Gostaria de aniquilar aquele clã.

— Isso não muda muita coisa.

— Talvez não. Mas, e daí? Somos imortais. Criados para isso. Chega de lutar contra sua natureza, Obito. Ninguém mais colocará rédeas em você. Está livre.

— Nunca pensei que chegaria a isso.

— Nem eu. Mas aqui estamos.

— E quanto aos seus pais?

— Não quero trazê-los a esse mundo sombrio. Imagino que eu não tenha controle para vê-los sem desejar atacá-los, certo?

— Leva tempo.

— Talvez, eu deva apenas desaparecer. Fui vítima de um vampiro, afinal. – Riu sem graça.

— Poderemos pensar nisso depois.

— Que bom que se entenderam. Você e Itachi.

— Ele ainda me odeia e com razão.

— Vão superar. Superaremos juntos. – Abraçou o rapaz. – Eu preciso de um banho. Pode me ajudar a esquentar água?

— Claro, vamos ver se essa casa está habitável de fato. – Riu.

 

Itachi voltou acompanhado de um homem.

— Ele está hipnotizado, não se preocupem. Essa é última vez que perguntarei, Sakura. Quer tentar deixá-lo vivo? Podemos estancar o sangue e eu o levo de volta. Ele não se lembrará de nada.

Ao encarar o homem aéreo, Sakura se pegou pensando em tudo aquilo. Ele poderia ter família, poderia ter amigos...

— Eu... acho que... podemos tentar.

— Manteremos ele vivo, então. – Itachi concordou. Obito pareceu respirar aliviado. – E eu trouxe algumas roupas suas. – Avisou para a garota que estava enrolada no sobretudo de Obito.

 

Mais tarde, os três estavam na sala em frente à lareira, aconchegados no sofá.

— Essa é minha primeira noite de liberdade. – Obito comentou.

— A primeira de muitas. – Sakura afagou seus cabelos rebeldes.

— Como se sente, Sakura? – Itachi perguntou.

— Diferente, mas estou bem. Me sinto... viva e completa.

— Fico satisfeito em saber. Acho que vou me acostumar a vocês dois.

— Seus poderes são a chave para coexistirmos com os humanos. – Obito falou. – Sakura estava certa o tempo todo. Devo acrescentar que estou bem melhor por não termos... matado aquele cara.

— Eu sei. – Sakura suspirou. – Me desculpe por ter sugerido aquilo.

— Todos temos nossos demônios. – Itachi acariciou o rosto da garota. – Devemos lutar contra eles.

— Sim. Obrigada por me proteger de mim mesma e me impedir de me arrepender depois.

— Pode me agradecer com um beijo. – Ele sorriu ladino, puxando Sakura para seu colo.

Obito desviou o olhar, enciumado.

Itachi a beijava com luxúria, sem o menor pudor, como se só houvessem os dois ali. Percorria o corpo de sua vampira com as mãos, apalpando os seios e o bumbum com força, fazendo Sakura gemer contra sua boca.

Obito pigarreou e fez menção de sair dali, mas foi segurado pela garota.

— Não saia. Quero você também. – Ela pediu.

Ele a olhou incrédulo e fitou Itachi, incerto. O vampiro deu de ombros.

— Como vamos? – Obito arqueou uma sobrancelha.

— Faça o que sentir vontade. – Sakura sorriu. – Não fique pensando.

Antes que alguém dissesse mais alguma coisa, Itachi tomou a boca de Sakura novamente. Ela podia sentir seu membro duro contra suas nádegas.

Obito olhou a cena com desejo, queria senti-la também. Sentou-se ao lado de Itachi e puxou Sakura pela nuca, trazendo-a para um beijo intenso.

Enquanto isso, Itachi expos os seios macios que ele passou a lamber com lascívia.

Sakura rebolou levemente no colo do vampiro, enquanto acariciava o corpo de Obito com as mãos, tocando seu pau rígido.

— Tirem logo essas roupas. – Ela ordenou manhosa.

Obedientes, os rapazes se livraram das vestes enquanto ela fazia o mesmo.

Sakura jogou Obito no sofá e passou a chupá-lo, ficando de quatro. Itachi aproveitou a posição dela para lamber e beijar sua intimidade molhada.

Ela gemeu alto quando o vampiro entrou nela, estocando fortemente, quase rosnado de prazer.

Obito agarrou seus cabelos rosados, controlando os movimentos deliciosos que ela fazia com a boca e a língua.

Os sons indecentes eram pura luxúria. Gemiam, arfavam, gritavam...

— Eu quero entrar nela também. – Obito murmurou sofregamente. O tesão o consumia.

— Vocês dois podem entrar em mim. Um de cada lado. – Sugeriu maliciosamente.

— Ah, Sakura, como você é safada. – Itachi zombou. Saiu de dentro dela e passou a acariciar sua outra entrada com o indicador. – Quer que eu entre aqui? – Pressionou devagar.

— Sim... – Gemeu dengosa. – E o Obito aqui. – Acariciou a própria intimidade.

— Seu desejo é uma ordem. – Ele arfou, penetrando-a lentamente. – Hum... gostosa. – Gemeu ao sentir a cavidade encharcada, que parecia acolher seu membro com agrado.

Enquanto isso, Itachi a estocou com um dedo, relaxando a entradinha apertada.

Ela gemia, perdida no prazer que os dois lhe proporcionavam.

Quando ele finalmente a invadiu com o pênis, Sakura gritou, chegando a um orgasmo intenso, enquanto era bombada por Obito.

— Tão... apertada. – Rosnou Itachi.

Sakura estava delirando de prazer, sensível pelo ápice recente, mas nenhum dos dois parou. Metiam com força, numa sincronia perfeita, levando a garota a gritar palavras desconexas.

Quando foi tomada pelo segundo orgasmo, gritou, sentindo-se comprimir aqueles dois membros em si.

Foi o suficiente para levar os rapazes ao clímax, gritando o nome de Sakura ao se derramarem nela.

Ofegantes, sentaram-se juntos, aninhando-se com ela no meio.

— Podemos fazer isso mais vezes. – Ela murmurou com um sorriso matreiro.

— Com certeza. – Responderam em uníssono.

Era o início de uma vida completamente nova para os três. Uma longa e, talvez eterna, existência para o pequeno clã de vampiros.


Notas Finais


Enfim, termina aqui a nossa pequena saga sombria.
Gostaram?
Esperavam um poliamor? kkk
Sakura sortuda...


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