História Verdades Secretas - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Entre o amor e o ódio


Fanfic / Fanfiction Verdades Secretas - Capítulo 13 - Entre o amor e o ódio

Narração Luísa

Marcelo e eu ficamos nos olhando por alguns segundos, já tinha um tempo que não nos falávamos pois Marcelo tinha parado de falar comigo desde que eu casei com Roger, entrei no meu carro de novo e fui embora.

E novamente fiquei pensando no Otto e como eu queria ele de volta, mas eu não ia conseguir perdoar aquela traição, doía lembrar daquele dia, mas a quem eu queria enganar? Eu amava aquele homem, minhas lágrimas caíam, eu tinha conseguido meu sonho.

Virei modelo famosa tive uma mundo luxúria, vaidade e ostentação ao lado de Roger, mas o vazio no meu coração ainda existia, dinheiro comprava tudo menos o amor que eu sentia pelo Otto.

Ele com certeza já deveria ter casado novamente com a Alice, e por isso nem quis me procurar, mas não adiantava eu ainda amava aquele homem. Porquê Luísa? Porquê amar ele? Eu amava tanto o Otto que quando ele me machucou eu tentei entender ele.

Narração Otto

Dias depois Dalton foi na minha casa e ficou conversando com a Stella, em seguida tirou suas dúvidas de física comigo, ele se parecia comigo mas o jeito e a simpatia dele eram da Luísa.

Naquele dia recebi um e-mail de Poliana achei estranho pois já tinha um tempo que ela não falava comigo e eu estava sem paciência para puxar assunto, e e-mail dizia:

"Pai

Tudo bem? Espero que sim, e que você se encontre na maior paz espiritual e que esteja forte como sempre, como está a Stella? Faz tempo que não falo com ela.

Pai na última semana Filipa e eu sofremos um acidente de carro horrível, graças a Deus não aconteceu o pior, mas Filipa não acordou ainda e estou preocupada, os médicos disseram que ela já teve morte cerebral, eles falaram em desligar os aparelhos.

Pai não sei o que fazer? Estou desesperada, eu não tenho ninguém comigo, por favor pai me ajuda.

Poliana"

E na mesma hora respondi o e-mail dela, e chamei Stella, ela disse:

-Oi paí.

-Arruma as malas, suas irmãs estão com problemas e precisamos ir para os Estados Unidos.

-Mas pai, e minha escola?

-Droga, está vendo? Por isso que eu preferia você estudando em casa, agora convencer a Elô a liberar você vai ser difícil.

-Tenho certeza que ela vai deixar.

E liguei para a Elô e expliquei a situação e ela deixou Stella ir comigo, e fomos viajar naquele dia, eu não contei para ela o que tinha acontecido com as meninas.

Narração Dalton

Eu estava em casa quando recebi a mensagem de Stella falando que ia viajar com o senhor Pendleton e que não tinha previsão de volta, e como Stella não era da mesma série que eu, não consegui fazer muita coisa para ajudar ela a recuperar a matéria.

Mas Stella era tão inteligente que nem era necessário ela assistir as aulas da escola, o senhor Pendleton mesmo já tinha falado que só colocou Stella na escola para ela fazer amigos.

Mamãe continuava triste acho que ela sentia muita falta do senhor Pendleton, quando eu me aproximei dela, eu disse:

-Mamãe, podíamos sair hoje?

-Não meu amor, estou cansada.

-Mas mamãe, você está triste.

-Logo passa...Achei que ia ficar o dia inteiro na casa do Pendleton.

-Ele precisou viajar, teve um problema com as filhas dele...Stella uma vez me disse que as irmãs não falavam muito com o senhor Pendleton.

-Stella? Você conhece a Stella?

-Conheço.

-E a mãe dela? Você vê ela na casa?

-Ela morreu, faz 10 anos, a Stella não disse muita coisa...

-Dadal, e o senhor Pendleton está casado?

-Não, a Stella disse que ele não quer ninguém.

Tive a impressão de ver mamãe dando um sorriso.

Narração Otto

Quando chegamos no hospital Stella já estava chorando e quando Poliana nós viu ela nos abraçou e estava chorando muito, tinha anos que eu não via Poliana, mas ela não tinha mudado muito.

Quando Stella e eu vimos Filipa ficamos surpresos, Poliana tinha esquecido de me dar esse detalhe sobre a irmã.

Narração Luísa

Dalton ficou varias semanas sem ir na casa do Otto e pensei que pudesse ter acontecido algo grave com uma das meninas, até pensei em mandar mensagem para ele, mas isso não era da minha conta.

Dalton ficava triste quando ficava longe do Otto e da Stella, e sempre me dizia isso, acho que no fundo ele sentia que era o pai e a irmã, e acabei saindo com ele para o cinema assim ele se esquecia uma pouco, e quando eu estava na fila para comprar as entradas, eu ouvi:

-Luísa?

-Marcelo?

-Você por aqui...

-Marcelo, realmente não estou a fim de conversa.

-Mas Luísa...

-Fica longe de mim.

E ele saiu de perto de mim e eu não consegui comprar os ingressos do filme, peguei Dalton e fui embora daquele shopping.

No dia seguinte quando Dalton voltou para casa pensei em sair para jantar fora com ele, eu disse:

-Filho, o que acha de sairmos para comer fora?

-Eu ia adorar.

-Que carinha é essa amor?

-Saudades da Stella.

-Logo ela volta.

-E se eles não voltarem? Eu adoro muito os dois.

-Eu sei meu amor, mas você tem que confiar no Pendleton e na Stella.

-Mãe, e quando vamos visitar os primos?

-Eu não sei, quem sabe nas férias.

Ele deu um sorriso, mas sinceramente eu nem tinha certeza se íamos visitar meus sobrinhos mas férias, eu estava ruim das contas pois Roger fez o favor de me deixar com inúmeras dividas mas nenhuma se comparava com a dívida que ele tinha com Otto.

Roger ficou devendo 15 milhões de euros para Otto, e sinceramente eu nem sabia se ia conseguir pagar isso, nem mesmo as ações que eu tinha na 011 pagava isso. 

Mas eu não ia poder viajar devendo uma fortuna para o Otto, dias depois Dalton entrou saltitante em casa e disse:

-A Stella chegou, preciso ver ela.

-Calma filho, os dois devem estarem cansados da viagem, espera amanhã.

-Mas mãe eu estou com saudades.

-Aguenta mais um pouco.

Ele se jogou no sofá e disse:

-Tudo bem.

Narração Dalton

No dia seguinte já era sábado e eu tomei café e corri para a casa do senhor Pendleton, e quando vi ele e Stella abracei os dois, e disse:

-Achei que vocês nem voltariam mais.

-Tivemos que ficar mais um tempo.

Disse Stella, o senhor Pendleton disse:

-Achei que você ia vir ontem, mas imaginei que sua mãe não tenha deixado.

-Imaginou certo senhor Pendleton, ela disse e que vocês precisavam descansar e eu tive que concordar com ela, e suas filhas estão bem?

-A Poliana mudou de faculdade, agora está na França estudando.

-Uau, imagino que ela esteja fazendo física já que o senhor é inventor, cientista, físico...

-Dadal, vamos ir para a biblioteca o papai está um pouco cansado.

-Vamos.

E dei mais um abraço no senhor Pendleton, e disse:

-Que bom que voltou.

E entrei na biblioteca com Stella e ela parecia triste, eu disse:

-Aconteceu alguma coisa né?

-Minha irmã Filipa morreu.

-Puxa Stella, eu sinto muito.

-Isso não é o pior.

-Não? 

-Ela estava grávida e...Bem trouxemos o bebê para cá.

-O que? Vocês tem um bebê agora?

-Temos, ele é um menino tão lindo, meu pai nem sabe como reagir.

-Não tiro a razão dele, mas ele parece bem.

-A Filipa não era filha do meu pai, ele só adotou ela, Filipa era filha da minha mãe e pelo que sei o pai da Filipa era casado com sua mãe.

-Espera, então esse é o neto do meu padrasto?

-Sim.

-Acho que minha mãe deveria saber.

-Dadal, pelo o que o pai disse, ele não quer sua mãe com o bebê.

-Mas...Tem razão, minha mãe e paciência são duas coisas que não se batem.

-O bebê é lindo, nasceu prematuro de oito meses, por isso demoramos para vir.

-Posso ver ele depois?

-Claro.

-E como ficou o nome dele?

-Felipe.

-Fico feliz do Felipe estar bem, mas triste pela Filipa, ela deveria ser uma pessoa boa.

-Nem tanto, ela era difícil.

Stella me levou até o quarto do Felipe e ele era o bebê mais lindo, era tão pequeno e fofo, quando eu ia saindo da casa do senhor Pendleton, ele disse:

-Dadal...Não diz sobre o bebê para sua mãe.

-Porque?

-Porque sua mãe era casada com o Roger e...

-O senhor tem medo dela querer o Felipe?

-Sim.

-Mas nem se preocupa, mamãe quer distância de bebês, ela só não me manda embora porque sou filho.

-Eu daria risada, mas não estou no clima.

E voltei para casa mas não disse nada para a mamãe sobre o neto do Roger.

Narração Luísa

Dalton voltou para casa sorridente era incrível como ele ficava feliz, quando via o pai, eu quis ver o Otto de novo, mas fiquei em casa, eu não podia ficar fraca de novo.

Naquele dia Marcelo foi na minha casa entregar o estojo do Dalton que ele tinha deixado na escola, Marcelo disse:

-Você está linda Luísa.

-Obrigada, já pode ir embora.

-Luísa, espere...

-Marcelo...

-Eu nunca esqueci você Luísa, eu te amo tanto Luísa, e esse tempo longe apenas serviu para eu perceber o quanto eu amo você.

-Marcelo, eu...Você é lindo, e merece alguém que realmente ame você, eu não nasci para ser amada.

-Amor...

-Não Marcelo.

Ele me puxou pela cintura e me beijou aquele beijo dele nem se compara com o beijo do meu Otto, ah Otto como eu te amo.

Marcelo se afastou de mim e eu dei um tapa na cara dele, e disse:

-Some da minha casa!

E ele saiu da minha casa confesso que eu tinha nojo do Marcelo, que pessoa mais desagradável,semanas depois Marcelo continuava me amolando, e insistia em ir na minha casa, mas depois de um tempo até que me acostumei com o idiota.

Meses depois

Narração Otto

Eu estava saindo da farmácia com Felipe no colo ele chorava muito, estava chovendo muito e eu nem conseguia abrir a porta do carro, e ouvi:

-Otto?

E ele colocou o guarda chuva em cima de mim e do Felipe, eu disse:

-Adriano?

-Precisa de ajuda?

-Preciso, ele não para de chorar.

Adriano abriu a porta do carro e eu coloquei Felipe na cadeirinha, Adriano disse:

-Otto, ele está com febre.

-Acabamos de vir do hospital, passei aqui para comprar os remédios...

-Precisa de ajuda com ele?

-Se importa?

-Claro que não.

E Adriano entrou no carro e ficou no banco de trás com Felipe, enquanto eu dirigia Adriano acalmou o bebê, ele disse:

-Seu filho é uma gracinha Otto.

-Não é meu filho é neto do Roger, a Filipa se acidentou quando estava grávida dele e bem...A Poliana não podia ficar com ele e como ele não tinha mais ninguém.

-Tem a Luísa e o Marcelo.

-Eu sei, mas ele fica melhor comigo, não confio no Marcelo e sinceramente nós últimos tempo a Luísa deu uma pirada...

-Eu não falo mais com a Luísa.

-Você? Mentira?

-Não, verdade, eu...É uma longa história.

-Então me diz quando chegarmos em casa.

E quando chegamos na mansão Adriano e eu entramos, ele deu banho morno no Felipe enquanto eu fazia a mamadeira dele, realmente eu entendi porque Luísa gostava tanto do Adriano, ele era um amigo que ajudava sempre.

Depois que Felipe dormiu e a febre dele baixou Adriano e eu fomos para a sala e começamos a beber um pouco, Stella desceu as escadas, e disse:

-Pai, esqueceu de me dar beijo.

-Boa noite minha bebê.

-Boa noite papai.

E ela me abraçou em seguida olhou para o Adriano, e disse:

-Boa noite senhor.

-Boa noite Stella.

Quando ela foi para o quarto, Adriano disse:

-Como cresceu.

-É minha vida, mas me diz o que aconteceu entre você e a Luísa?

-Primeiro me diz de você Otto, depois daquele dia nunca mais soubemos de você, você sumiu do mapa.

-É complicado Adriano, depois daquele dia, Alice me convenceu a viajar com ela, eu fui para esquecer e esfriar a cabeça, não funcionou muito, mas meses depois a Alice morreu e voltei para a cidade, peguei passaporte das meninas e o meu e saímos do país e moramos um tempo fora do país...Quando as meninas ganharam bolsa nas faculdades dos Estados Unidos Stella e eu ficamos sozinhos.

-E você não se relacionou com ninguém?

-Não, e nem quero, eu tenho muita preocupação com a Stella.

-E suas meninas?

-A Filipa morreu, mas soube da morte do Roger e eu mandei ela para o velório e cremação, ela e a Poliana não falavam muito comigo, Poliana queria continuar o trabalho da mãe e eu não deixei é claro e ficou com raiva, já a Filipa era difícil...Agora depois da morte da Filipa a Poliana manda mensagem todos os dias, liga sempre, mas desde que voltei ao Brasil eu não saio muito de casa, vou de vez em quando na empresa...A Stella está indo para a escola agora.

-Você quis se isolar?

-Sim, mas me diz e você?

Narração Adriano

Eu podia ver a tristeza nos olhos do Otto ele não tinha mais aquele olhar feliz, aquele sorriso, dava para perceber que ele só estáva vivendo por causa da Stella, eu disse:

-Logo depois daquele dia Luísa, Cláudia e eu fomos para o Havaí, e semanas depois ela voltou para o book rosa, e depois disso a Cláudia e eu tentamos convencer ela de que tinha algo errado na história, você estava muito sonolento para uma noite de sexo e eu não acreditava que você tinha feito isso, e foi quando ela casou com o Roger e paramos de nos falar, eu falo ainda com os sobrinhos dela e o Dalton, mas com a Luísa mesmo não.

-Eu ainda nem me lembro daquela noite, só me lembro de beber com o Marcelo e o Roger, ver a Luísa me batendo e eu tentava controlar ela mas era inútil eu não tinha forças, e depois só acordei com a Alice e ela me disse que a Luísa tinha me deixado...Eu não acreditei, mas depois que o Marcelo me mostrou a foto...Aquele dia ainda é confuso.

-Eu sei Otto, tenho certeza que tem dedo dos irmãos Pessoa nessa separação.

-Isso é ridículo Adriano, porquê eles iam querer me separar da Luísa?

-Roger gostava dela, Marcelo é apaixonado por ela e...A Alice.

-Acha que foi um plano deles? Mas eu teria que ter bebido alguma droga e...

-Lembrou de algo?

-Eu fui no banheiro com o Roger e eu estava bebendo tequila, e quando voltei eu terminei de beber...Adriano, eu fiquei com tontura e pedi para...

Ele pareceu confuso de novo mas disse:

-O Marcelo, pedi para ele me levar para casa...E quando ele me mostrou a foto ele disse que eu tinha ido com a moça...Mas eu lembro do Marcelo me colocar no carro e tudo ficou escuro.

-Tenho certeza que foi armação...

-Mas do que adianta agora Adriano? Já se passaram 10 anos, não 10 dias, só me resta eu me conformar com isso, e a Luísa nem se deu ao trabalho de me procurar.

-Não deveria desistir do seu amor.

-Eu não desisti dela, ela que desistiu de mim.

***

Meses depois

Narração Luísa

-Luísa, não acho certo esse cara ficar recebendo a visita do Dalton.

-Eu sinto muito Marcelo, mas ele é pai também, e se ele entrar na justiça vai ser pior.

-Que droga que esse cara ainda viva presente nas nossas vidas.

-Porque tanta raiva do Otto? 

-Por nada Luísa, só odeio lembrar do que ele fez no passado.

-A dívida é muito alta.

-Mas antes do nosso casamento, quero isso pago.

-Marcelo, tudo que eu tenho não cobre minha dívida com o Otto.

-Daremos um jeito Lu.

Narração Otto

Estávamos na sala jogando o jogo que tinha sido lançado recentemente pela 011, ouvi a campainha tocar, e Sara disse:

-A senhora D'Ávila e o senhor Pessoa, estão na porta.

-Stella, é melhor você e o Felipe subirem.

-Dalton ficou na biblioteca.

-Leva ele para seu quarto e não deixa ele sair de lá por nada.

Quando as crianças subiram deixei que Luísa e Marcelo entrassem, Marcelo disse:

-Otto, precisamos...Uau.

-Eu vim acertar minha dívida com você.

-Meu Deus, o homem ficou louco de vez, parece um mausoléu do tempo aqui.

-Luísa, você dizia?

-Eu quero acertar nossa dívida.

-Não precisa acertar, seus bens materiais não cobre a dívida, na verdade nem metade cobre.

-E se colocasse os meus bens e os bens da Luísa? Daria uma soma legal...

-Não seria o suficiente Marcelo...Mas tem outra maneira.

-Qual?

Perguntou os dois, eu disse:

-A Luísa pode me dar a guarda do Dalton e eu perdôo a dívida por completo.






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