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História Verde Escuro - Capítulo 1


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Notas do Autor


OIE, LINDOS, LINDAS E LINDES! 💚 Vim aqui incomodar vocês, mais uma vez, com essa One-shot quentinha e pronta para ser lida! Espero que gostem, meus amores. E se quiserem algum (s) bônus, podem pedir, que eu penso no caso de vocês. <3

Créditos da capa: @Pamy978. Obrigada, amor! <3

Espero que gostem! 💚 Obrigada, espero que estejam/fiquem bem, e se cuidem! Beijos!

Capítulo 1 - Você sabe disso


Fanfic / Fanfiction Verde Escuro - Capítulo 1 - Você sabe disso

— O que acha de irmos à sorveteria agora, Kook? – perguntou o loiro, me olhando atentamente, com seus olhos verdes escuros. Suspirei pesadamente.

— Ok, vamos. Logo, ela irá fechar, de qualquer forma, se não formos rápido. – me levantei, rapidamente, do gramado, deixando o Park para trás. Ele veio correndo em minha direção, me agarrando pelo braço.

— Por um acaso, você vai sozinho, senhor Jeon? – brincou, descontraído, com uma sobrancelha erguida, em interrogação.

— Não quero te responder. – birrei, me soltando do seu aperto e caminhando mais rápido, o deixando, novamente, para trás. Ele iria se irritar, e eu sabia disso.

— Você está me deixando irritado, Kook. – exclamou, irritado, se aproximando em passos ligeiros. Não disse? Jimin era uma pessoa facilmente estressada, e todos sabiam disso. Eu, principalmente.

— A culpa não é minha, se o senhor tem pernas curtas. – debochei, em tom divertido. Jimin odiava que falassem da sua altura, ou algo que insinuasse isso. Mas poxa, eu não fazia por mal, ok? Eu apenas gostava de ver as suas bochechas vermelhas, e o seu biquinho extremamente fofo, de raiva.

— Você está me provocando demais, Kook. Eu só quero ir tomar um sorvete com o meu namorado. – bravou, revirando os olhos. Nós andávamos sincronizados, pela calçada de cor cinza escuro, e que continha alguns quadrados desenhados.

— Você sabe o porquê de eu estar assim, Ji. – afirmei, enquanto, em um movimento rápido, segurei sua mão.

— Sério, Jun? Ainda aquilo? – perguntou, indignado, me olhando atentamente. Eu apenas bufei em resposta.

A verdade era que, naquele mesmo dia, eu e o Jimin tínhamos combinado de irmos, primeiramente, para o parque, aproveitar um pouco de ar puro e calmaria, que ele nos proporcionava. Depois, iríamos até a sorveteria. No entanto, quando eu estava saíndo da sala, e me prontificando a ficar escorado na porta e esperar pelo Jimin, apareceu Ha Gye, procurando pelo loiro. 

Gye era um calouro, ômega, do segundo ano, que quando entrou no colégio, por algum motivo, gerou uma fixação eterna pelo Park. Aquilo me irritava um pouco. Mas o pico de tudo, era Jimin não perceber e dar um basta naquilo. Ele era tão ingênuo. Alfa ingênuo...

— Jungkook, olha para mim, meu bem. – pediu, segurando meu rosto. Eu havia fechado os olhos, como forma de não ter que encarar aquele olhar intenso do mais velho. Olhos verdes viraram minha sentença, quando o conheci. Principalmente, os escuros.

— Por favor... – apelou mais uma vez, e eu não pude não acatar o seu pedido, quando sua voz afinou, ficando parecida com a de uma criança pequena. Tão fofa, quanto.

— Meu amor... Eu apenas amo você, entende? Eu te quero, desejo, gosto e amo. Você é tudo para mim, bebê. Eu não me afasto de Ha Gye, porque, ele é um ótimo amigo, e uma pessoa incrível. E também, tenho carinho por ele. – ditou, beijando minhas bochechas. — Mas quem eu quero, para toda a minha vida, e se possível, além dela, é você, meu ômeguinha rabugento e ciumento. – por fim, selou nossos lábios, com carinho. Era apenas um selo, que não teve aprofundamento, pois estávamos no meio da rua, e as pessoas eram fofoqueiras, e algumas, poderiam se incomodar.

Dessa forma, seguimos caminho, de dedos entrelaçados, tranquilos e felizes. Eu amava o Park, e queria apenas o seu bem, em todas as hipóteses.

Havíamos nos conhecido, no primeiro ano do Ensino Médio. Ele era calouro, e eu, veterano. Assim, fui designado ao mostrar a escola, salas, entre outras coisas. Contudo, inesperadamente, logo fomos nos aproximando vagarosamente, e um ano, logo tinha se passado. Com isso, quando chegou o segundo ano, ele me pediu em namoro. 

Estávamos apaixonados e nervosos. Eu, principalmente. Mas aceitei. Não tinha como recusar um pedido de namoro, da pessoa que você amava. Além de que, nossos amigos estavam lá, e nos apoiaram o tempo inteiro.

Rapidamente, já estávamos perto da sorveteria. Logo, chegamos e entramos, buscando com o olhar, a melhor mesa, em nossa opinião. Ligeiramente, encontramos. Ela estava mais afastada, perto da janela e encostada na parede. Com isso, fomos até lá e sentamos, juntos; eu do lado esquerdo, e ele, do direito, apenas aguardando o (a) atendente, vir anotar os pedidos. 

— O que vão querer? – uma voz feminina é ouvida por nós, que logo direcionamos a atenção para essa. Era uma mulher baixa, de aproximadamente, dezenove anos, uma beta. Seu cabelo era curto e pintado de azul, nas pontas. Os olhos, castanho claro. Ela sorria para nós, gentil.

— Vou querer um sorvete de menta e chocolate. E você, amor? – respondeu, o loiro. Em seguida, me interrogando, sorrindo. 

— Baunilha e morango, por favor. – sorri para Jimin, e em seguida, para a moça, que anotou rapidamente os pedidos, e logo saiu dali, seguindo para a bancada. Voltei meu olhar para o alfa.

— Ela parece com a Jihyo Noona. – prontifiquei, mordendo o lábio inferior. Ele assentiu, com um balançar de cabeça.

— Jihyo vai voltar semana que vem, aliás. – avisou, sorrindo empolgado. Também sorri, ainda mais animado com a notícia. 

Park Jihyo, irmã mais velha de Jimin, e uma das minhas melhores amigas. Conheci Jihyo, no mesmo período que conheci Jimin, já que, ele, obviamente, me apresentou a sua irmã. Contudo, não demorou para que ela fosse embora de Busan, pois, como uma adulta de vinte e um anos, que era, fazia faculdade de Direito, em Seoul. Mas sempre mantínhamos contato, tinha sido por mensagem ou ligação. 

Jihyo tinha seus fios longos, pintados de vermelho, e algumas mechas, em roxo, misturado com azul e amarelo. Ela também era baixinha, igual o irmão, mas menor ainda. Entretanto, a coloração de seus olhos, era castanho-escuro.

— Sério?! Estou tão ansioso, para encontrar a minha rainha. – afirmei, alegre. Era um presente em tanto, ter Jihyo ali. Meus olhos brilhavam encantados.

— Aqui estão seus sorvetes, rapazes. – repentinamente, a voz daquela atendente de anteriormente, foi escutada. Assim, viramos em direção dessa. Ela já havia posicionado os doces gelados, em cima da mesa.

— Obrigado, moça. – exclamou Jimin, sereno. Ela sorriu, agradecida. 

— Obrigado também. – também proferi, lhe olhando, com um sorriso posto em meus lábios. Ela sorriu mais aberto, e logo saiu dali.

Com isso, apenas ficamos comendo os sorvetes, calmamente. Estavam deliciosos.

Quando terminamos, nos direcionamos para o caixa, e cada um, pagou pelo seu pedido. Posteriormente, saímos dali, seguindo caminho para a casa do Park. Eu iria dormir lá, já que, minha mãe, Jeon Nayeon, e minha outra mãe, Jeon Jeongyeon, haviam ido viajar, para voltar no dia seguinte, e elas não gostavam de que eu ficasse sozinho em casa.

Assim, rapidamente chegamos à residência do loiro, e entramos. Ali, era um lugar tranquilo e arejado. Os pais de Jimin, Park Jeongin e Hwang Hyunjin, cuidavam muito bem dali, com todo o cuidado do mundo. Contudo, o próprio Park mais novo, pensava diferente, pois, seu quarto poderia também ser chamado de "zona".

— Você pretende ir para a festa do Tae? – interroguei para meu namorado, me sentando no sofá. Em seguida, Jimin também veio e deitou sua cabeça em meu colo, com o corpo estirado e largado pelo sofá de forma desajeitada.

— Acho que não, amor. É bem melhor ficarmos em casa, dormindo juntinhos, ou assistindo alguma série ou filme, não? – sorriu divertido. Balancei a cabeça em negação, também sorrindo. 

— Essa proposta está muito tentadora, mas... O Taehyung é o nosso melhor amigo, Jimin. Precisamos ir lá, e apoiá-lo. – ditei, olhando-o, enquanto acariciava seus fios. Ele pareceu parar e pensar.

— Concordo com você, doce. Taehyung iria ficar desapontado, se não fossemos. – comentou, de olhos fechados. Ele sempre dormia, quando eu começava a mimá-lo com meus carinhos.

Kim Taehyung tinha dezoito anos, era alto e o seu cabelo, possuía uma coloração avermelhada. Ele era o meu melhor amigo, desde o fundamental. Mas com o tempo, assim, que o Jimin passou a ser meu namorado, o Kim também se tornou amigo dele. 

Taehyung amava proporcionar festas, de mês em mês, e sempre nos convidava. Contudo, quando não íamos, ele ficava extremamente carente, triste e decepcionado, assim, demorando dias para voltar com o seu tão lindo sorriso retangular, fofo e único.

Posteriormente, apenas ficamos ali, aproveitando da companhia um do outro. No começo, eu poderia parecer alguém grandemente ciumento, mas não era assim. Isso acontecia, apenas, com Ha Gye. Ele era a causa, de toda a minha chateação e birra. Além de que, Jimin era um alfa muito ingênuo, e quase não percebia as verdadeiras intenções do Gye. Isso me irritava ao extremo.

Contudo, eu amava o Park. Ele era meu namorado, melhor amigo e tudo. Quando o conheci, fiquei tão feliz. Ele era tão bonitinho, bochechudo e fofinho. Parecia uma criança, só que, com dezesseis anos. Meu alfa.

— No que tanto pensa, coelhinho? – saí dos meus pensamentos, quando ouvi a voz do mais velho. Ele havia se sentado ao meu lado, e me olhava sorridente. Seus olhos esbanjavam divertimento. 

Esmeraldas tão belas.

— Em nós. Quando nos conhecemos. – falei, sincero. Ele me abraçou, fortemente, e beijou o meu ombro.

— Eu te amo, e você sabe disso. – exclamou, rindo em seguida, de leve. Seus braços fortes me rodeavam, me dando uma sensação de segurança.

— Eu não gosto dele, e você sabe disso. – comentei, passando a língua pela parte interna da minha bochecha; uma mania, que tinha, quando estava nervoso ou incomodado. Jimin me apertou mais ainda, quase como, quisesse que eu me fundisse em si.

— Eu sei... – falou, em um sussurro assustadoramente baixo. Suspirei, cansado. — Vamos apenas pensar em outras coisas, por favor. – pediu, ainda sussurrando.

Eu sabia que aquela situação também era complicada e tediante para ele. Era muito difícil, ter que me aturar implicando com o Ha Gye... Eu sabia, e estava disposto a parar com isso. Mas precisava da ajuda dele.

Inesperadamente, senti algo quente descer por minhas bochechas. Eram lágrimas, e eu estava chorando. Eu estava, e ele também. Nós estávamos.

— Por que, está chorando? – indagou, passando o dedo pelo meu olho, como forma de limpar aquelas gotas que caíam descontroladas.

— Por que, você, está chorando, amor? – também perguntei-lhe, alisando sua bochecha cheinha, em um afago afetivo.

— Não quero te perder. – pronunciou, cabisbaixo. Senti o choque de realidade me abater.

Ele estava com medo.

— Amor, você não vai me perder, nunca. Eu vou sempre estar aqui, entendeu? – beijei sua testa, enquanto ele agarrava minha cintura e me puxava para si, ainda abalado.

— Isso é um grande alívio. – proferiu, finalmente, sorrindo. Seus olhos esmeralda, expressavam esperançosos e animados, todo o amor que ele demonstrava, por mim. 

Meu coração aqueceu e sambou, dentro de mim.

— Entretanto, por que, você estava chorando, meu bem? – indagou, preocupado. Engoli em seco.

— Porque, Kang Ha Gye, é um ótimo amigo. Mas ele não quer apenas a sua amizade, e você sabe disso. – respirei fundo antes de prosseguir, enquanto ele me observava atentamente. — Gye tem uma rixa comigo. Ele sempre está querendo competir. Contudo, você não nota. Eu não quero isso. Nós poderíamos sermos ótimos amigos. Entretanto, Gye tem uma possessividade por você, Jimin. Ele me odeia, apenas, pelo fato de eu ser seu namorado.

Falei tudo, que estava entalado há dias, e me vi leve como uma pluma. Todo o peso, tinha sido jogado pelos ares. Eu sentia, que aquilo iria ser resolvido. O Park parecia pensar seriamente, com o maxilar travado e os olhos focados em um ponto distante.

— Entendi. – suspirou. — Me desculpa, Jungoo. Isso, por parte, é culpa minha, e eu não vou negar. Logo, irei falar com Ha Gye. – exclamou, sorrindo pequeno. — Desculpas, amor. Você é tudo para mim, meu bem. 

Nossos sorrisos se conectaram, e trocamos olhares apaixonados e fervorosos. Eu sentia o desejo e a necessidade me corroer. A paixão, amor e carinho, que eu nutria por aquele homem, aquele alfa, o meu homem, meu alfa, eram gigantescas, em proporções inacreditáveis, para quem nunca sentiu algo tão profundo e sincero.

— Eu te amo. – o retribuí, logo, beijando-o, feliz. Minha boca encostava na sua, e se movimentava levemente, apenas raspando ali, mas rapidamente, transformando aquilo em um beijo doce e aprofundado.

Minhas mãos estavam em seu pescoço, e suas mãos, em minha cintura, segurando ali com cautela, mas ao mesmo tempo, força.

— Eu te amo. – separou o beijo, apenas para dizer. Ri de sua atitude, me afastando, mas ainda com nossos rostos próximos.

— Você... Vai querer falar com ele, também? – indagou, nervosamente, enquanto me encarava.

— Eu não gosto dele, você sabe disso. – sorrimos. — Mas vou tentar. 


Notas Finais


Fim! Bem, espero de coração, que tenham gostado. Verde Escuro é uma One-shot que surgiu bem aleatoriamente, e quando eu estava bem inspirada. Talvez, um dia eu conte a história... Mas é isso. Obrigada, se você chegou até aqui, e se cuide! 💚 Lavem as mãos, usem máscaras e lembrem de beber bastante água. Até mais! 💚 Qualquer coisa, podem me mandar uma mensagem, seja pra conversar ou desabafar, pois, sei que essa quarentena, não tá fácil pra ninguém. Tchauuu!


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