História Verleugnen - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~GBgabi

Postado
Categorias EXO
Personagens Lay, Suho
Tags Fluffy, Homofobia, Sulay
Visualizações 82
Palavras 842
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Logo vem mais dois capítulos, obrigada a @Avalon, essa linda que betou e me ajudou em tudo!

~ Abraços de urso ♡

Capítulo 2 - Capítulo 2



Yixing estava em sua pequena sala, era dia das crianças, uma data especial para a clínica onde trabalhava, eles faziam a festa. Neste dia consultas eram feitas de forma gratuita as crianças e todos ali gostavam delas, de toda aquela animação que lhes tiravam da rotina. Somente o seu chefe que se incomodava levemente em relação aos gastos, mas isso não vem ao caso.


Da primeira à última criança, Yixing pela primeira vez no ano não se estressou. De todos ele havia tido um paciente em especial, um que lhe fez pensar em algo. E não via a hora de poder contar isso ao seu namorado.
Chegou em casa e viu Junmyeon rindo no sofá por uma besteira que passava na TV. Respirou fundo, estava ansioso. Chegou perto de si e o comprimento com um beijo rápido e desajeitado.


– Jun, eu queria te falar algo – disse de forma rápida, Junmyeon não pode conter a vontade de sorrir, ele ficava extremamente fofo quando estava nervoso.


– Parece algo bom – brincou com as sobrancelhas fazendo Yixing rir. – Mas me fale, o que houve? 


– Hoje é dia das crianças certo? – sentou-se do seu lado. Junmyeon respondeu um "sim" animado, completando com uma das travessuras dos seus alunos. – Eu tive um paciente em especial hoje. Ele tinha sete anos, me falou que sofria bullying na escola.


– Por quê? Eu realmente odeio isso. 


– O pior é que isso não era por causa dele, mas sim dos pais. Ele é adotado e...


– Filho de pais como nós dois?


– Isso! Ele sofria bullying por apenas ter pais homossexuais, veja o absurdo! Mas a melhor parte é a reação dele a isso. Ele me disse que não entende os colegas dele, que adorava ter dois pais, que era um privilégio. Desde de então eu estive pensando em uma coisa.


– No que seria?


– Lembra da vez que conversamos sobre adotar uma criança – disse com a voz trêmula, engoliu seco e continuou. – Eu não me sentia pronto na época, sua mãe também gostaria de ter um neto...


– Você quer ter um filho? – disse animadamente, seu amor por criança era tão grande, sonhava diariamente em poder ter um filho, o seu filho. – Por favor, me diz que sim.


– Quero, muito aliás. Você acha que nós podemos?


– Por que não poderíamos? 


– Eu te amo muito.


– Eu também te amo. 


Naquela noite se amaram, esperavam ansiosamente pelo dia seguinte, animados e nervosos.


Era de manhã, o sol brilhava no céu como se soubesse da alegria dos futuros pais. Foram até o orfanato, estava tendo um evento em especial. Semana da criança, todo ano havia uma visita coletiva. Muitas crianças para serem adotadas, poucos pais para querer-las. Era uma esperança para todos, afinal.


Viam vários casais caminhando pelo espaço, Junmyeon sentiu-se inseguro. Yixing foi logo caminhando a um grupo de garotas que conversavam animadamente. Brincou bastante com elas, era gracioso a forma que elas ficavam ao receber um elogio.


Conheceram o Yongyeon, ele era adorável. Tinha os seus quatro anos, tão fofo e inteligente. O casal logo soube que era ele. Voltaram no dia seguinte, ele ainda estava lá; sorridente e brincalhão. Passou-se a semana e eles já estavam decididos, entrariam com os papéis, com o tempo de adaptação, eles teriam 60 dias para poder conhecer ele melhor. Porém nem tudo pode ser tão fácil assim.


– Sinto muito, mas há outro casal querendo adotá-lo – a mulher os avisou. – Inclusive eles estão ali.


– Mas não podemos ouvir ele? O que ele prefere?


– Aqui nós damos preferência a adoção por pais... normais.


– Normais? E o que nós seríamos? Não somos menos que aquele casal que está ali.


– É para o bem da criança – a voz do homem soou atrás de si. – Imaginem o que ele passaria por ser filhos de dois... de vocês. Ele precisa de um pai e uma mãe.


– Absurdo um casal como vocês, se podemos chamar assim, querer adotar uma criança. 


– O seu sistema concorda com isso? Você acha que é um absurdo duas pessoas quererem amar e proteger outra? – Yixing perguntou a mulher da recepção. 


– Não, nós só queremos evitar futuros transtornos a criança...


– Meu namorado é professor, eu sou psicólogo e você vem me falar sobre transtorno? – todos se calaram, enquanto Junmyeon fazia um carinho casto em suas costas Yixing respirou fundo. – Vamos embora.


Eles foram em silêncio, Yixing estava claramente abalado, Junmyeon não estava diferente, mas tinha que se manter firme para poder apoiar seu namorado. Chegaram em casa, ainda quietos. Isso era tão injusto, as pessoas os julgavam tanto apenas por amar quem eles amavam, os rebaixavam a nada.


– Será que estamos cometendo um crime? – Yixing perguntou ao abraçar o seu namorado.

 – Eu só...


Então desabou, chorou tudo o que guardou durante todos esses anos. Chorou por cada uma das palavras que já usaram para lhe machucar. Junmyeon não pode aguentar ver seu amado ali, tão indefeso a tudo.

Abraçou-lhe ainda mais forte, chorou consigo. A noite se esvaiu e eles dormiram ainda mais junto um ao outro. Sobre todo o sofrimento, eles apenas precisavam de um ao outro, isso é  amor.
 


Notas Finais


Falta só mais um ;-;
Triste. Até lá?

~ Abraços de urso ♡


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