História Vermelho - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henrique Fogaça, Masterchef Brasil, Paola Carosella
Visualizações 149
Palavras 4.320
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores! Sempre um prazer escrever one nova 💖
Essa one foi inspirada pela visão aguçada da Chia, que me fez ver uma certa marca vermelha, na clavícula de uma certa argentina no vídeo que a conta oficial postou essa semana.
Aproveitem a one 🥵🔥

Capítulo 1 - Uno


12 de Setembro

 

A notificação na tela do celular subiu rapidamente, e em menos de um minuto, o tatuado tocou para ver o que havia acontecido. “Paola Carosella (@paolacarosella) postou uma foto”, era o que estava escrito, e ao selecionar para a notificação abrir, viu-se diante da foto perfeita, e da legenda que ele não podia entender de outra forma a não ser um convite: “#vamosfugirbaby?”. Ah, Paola!, pensou, sentindo um sorriso involuntário se formar, e ele olhou em volta, buscando por um relance da mulher em vermelho. Ele a encontrou dois minutos depois, saindo do vagão onde havia feito a foto, na companhia de algumas auxiliares da produção e sua maquiadora, e todas riam juntas de alguma coisa. 

Encostado em uma das bancadas que seriam utilizadas na prova, ele podia analisar cada movimento leve que o vestido fazia, e a forma como o tecido se agarrava à cintura que ele tanto amava, marcando a curva do quadril, e se começasse a prestar muita atenção no decote, precisaria ser retirado da gravação. 

— Galera, começando em cinco minutos. Jurados e Ana, em seus lugares — Mimi pediu, com seu sotaque argentino, mas muito diferente do de Paola. Rapidamente, os quatro principais do Masterchef se posicionaram em um espaço designado para a primeira parte da prova, onde apresentariam o objetivo, e as câmeras começaram a testar ângulos e iluminação. Ana Paula conversava distraída com alguém através do ponto eletrônico em sua orelha, e Jacquin estava arrumando a gravata e o paletó. Nesse momento, ele aproveitou para falar com Paola, soltar uma mínima provocação que fosse. 

— Faltou pano pro vestido? — começou, parado ao lado direito da argentina, que olhou-o com uma sobrancelha erguida.

— Oi? — perguntou, fingindo ultraje.

— Deveriam ter economizado no comprimento e colocado mais pra cima — continuou, e Paola não resistiu, deixando um sorriso se espalhar pelo rosto. 

— Eu aposto que você tá se coçando pra dar uma olhada mais de perto — provocou, olhando para a TV onde apareciam, verificando se o cabelo estava bom e se o decote estava certo. Com intenção, usou as duas mãos para acertar o ângulo da fenda, e de propósito, virou-se para o tatuado — Tá certinho aqui? — perguntou, apontando para a direção onde Fogaça não conseguia desviar o olhar. 

— Cê tá fodida Paola — ameaçou, a voz baixa, quase um sussurro, e ela riu, ao percebê-lo ajeitando as calças, claramente incomodado. 


 

— Ótima introdução! Agora participantes, todos pra cozinha — Mimi pediu, após Marisa anunciar o “corta” — Jurados também, pra dar partida na prova — informou, e eles começaram a caminhar na direção das duas cozinhas. Ana Paula e Jacquin foram à frente, alheios a qualquer tensão que houvesse entre os outros dois, e Paola e Fogaça vinham atrás, tentando disfarçar os olhares divertidos e cheios de intenção. 

Em menos de meia hora, gravaram o início da prova, e também, passaram nas cozinhas de cada equipe, questionando o que seria cozinhado por cada um. Por ordem de Marisa, Paola e Henrique visitaram juntos a cozinha da equipe vermelha, e o tatuado não resistiu a colocar a mão na parte baixa das costas da chef, guiando-a ao entrar e depois ao sair da cozinha. Já estava acostumada a ouvir em seu ponto orientações para não encostar muito na mulher, mas quase comemorou ao não ouvir nada. Quando as imagens ficaram boas, a diretora liberou os jurados para uma pequena pausa, e os três se sentaram em frente à TV, para assistir a prova. 

— Pôla, gostei muito do vestido, muito bom gosto — Jacquin elogiou, dando um beijinho na mão da cozinheira, que sorriu para o amigo. 

— Estamos todos muito elegantes hoje, mas a campeã do dia é a Aninha! — comentou, enquanto Ana Paula de aproximava, e os três fizeram questão de assoviar e fazer sons de aprovação para a apresentadora, que fez pose e sorriu. 

— Vocês são terríveis — Ana respondeu, ocupando a última cadeira vaga. 

 

“Encontra um lugar pra gente”, a mensagem apareceu na tela de Fogaça, e ele sorriu ao olhar para Paola e vê-la encarando a TV, como se nada estivesse acontecendo. 

“Alguma exigência?” ele digitou rapidamente, e viu quando ela abaixou o olhar para responder. 

“Nenhum lugar que eu me machuque, da última vez fiquei com o joelho todo ralado”, foi a resposta, e ele pigarreou forte, lembrando-se da última vez. 

“Vou dar um volta pra procurar, e a gente foge na hora do almoço”, enviou, e ela sorriu, piscando para ele, sem que os outros percebessem. 

— Vou dar uma volta por aí, me mandem mensagem na hora de voltar — disse, levantando-se da cadeira, e Paola se forçou a disfarçar o sorriso bobo em seu rosto. 

 

Era assim desde o início da sexta temporada. Talvez movidos por nostalgia de revisitar provas do passado, ou pela leveza de Henrique ao se divorciar, Paola e Fogaça se reaproximaram, permitindo que a paixão líquida que surgira nas primeiras temporadas voltasse com tudo, e ainda mais forte, principalmente após todas as brigas e o inferno que enfrentaram após Recife. Encontravam-se sempre as escondidas, quando podiam, sem que ninguém soubesse, e embora tentassem disfarçar, estavam mais leves, mais felizes com essa nova versão de um relacionamento que antes fora sofrido e destrutivo. Paola estava cada vez mais ciente que seu casamento estava chegando ao fim, e a ideia já não a fazia sofrer. Cada dia mais feliz em suas escapadas e aventuras com Henrique, eles tinham certeza que haviam se tornado indestrutíveis, vivendo um dia após o outro com muita paixão. E como estavam apaixonados! Era quase impossível impedir o sorriso bobo que insistia em aparecer no rosto de Paola, quando o tatuado fazia alguma graça, ou quando aparecia de surpresa, tão bonito e feliz. Era por essa felicidade que tentava se vigiar, tentando impedir que deslizassem em público, na frente de grandes audiências, e depois da gravação do piloto da temporada, sabia que tinham falhado miseravelmente, ao não se desgrudarem nem por um minuto, por rirem juntos diversas vezes, e pelo cinto estourado que ela havia ajudado a tirar, enquanto a plateia e os participantes no mezanino riam e faziam graça da cena. Estava cada dia mais difícil esconderam o que estavam sentindo, e mesmo contra todo o sentido, viam-se cada vez menos interessados em esconder. 

“Encontrei um lugar ótimo… To contando as horas pro almoço”, ela leu a mensagem duas vezes, igual uma tonta apaixonada, e sorriu para si, antes de ouvir a voz apressada de Mimi.

— Cadê o Fogaça? — a produtora perguntou, e rapidamente a argentina digitou uma mensagem pra ele: 

“Volta logo pra cá, pq eu sou uma argentina boazinha, mas a Mimi no, e ele vai te comer vivo se atrasar a gravação” . 


 

— E corta! Todo mundo dispensado pro almoço — Marisa anunciou, assim que os convidados no salão terminaram de votar em seu menu favorito, e quando todos haviam ido embora, a equipe de produção, os participantes, os chefs e Ana Paula foram almoçar. 

— Quanta fome ô Fogaça — Jacquin provocou, ao ver que o amigo comia muito rápido. 

— Eu tenho uma video chamada com um sócio daqui a pouquinho, preciso escovar os dentes ainda! — explicou, quase finalizando o prato. 

— E ta com medo dele sentir seu bafo de lá? — o francês brincou, arrancando uma risada das mulheres. 

— Ah mas ele tá certo em escovar os dentes, vai que ele fica com um feijão preso — Paola comentou, com uma careta, e o tatuado riu. 

— Ninguém ia gostar disso — respondeu, e despediu-se dos ocupantes da mesa. Levou seu prato em direção ao balcão da cozinha aberta, e ao passar novamente pela mesa, piscou para Paola, que entendeu o sinal e reprimiu um sorriso ansioso. 

— Bom, eu vou aproveitar essa hora pra tirar um cochilo, tô podre de sono — disse, e também se despediu de Ana e Jacquin. 

 

— Onde a gente tá indo? — Paola perguntou com uma risada, seguindo Fogaça por uma pequena trilha. Ele segurava em sua mão, puxando-a pelo caminho que ele havia encontrado mais cedo, e em menos de cinco minutos, chegaram a um vagão de trem antigo. Era bonito, de madeira, todo em marrom com detalhes verdes, e tinha algumas janelas abertas — Lá dentro? — perguntou, com um sorriso travesso, e ele concordou com a cabeça, arqueando as sobrancelhas. 

— Depois de você — ele disse, fingindo cavalheirismo, ao empurrar a porta do vagão, e Paola olhou-o, semicerrando os olhos. 

— Você quer olhar pra minha bunda né? — brincou, e ele não perdeu tempo em encher as duas mãos com o traseiro da chef assim que ela se virou de costas. 

— Eu não tenho culpa se você tá tão gostosa hoje — respondeu, colando seu corpo às costas de Paola, com as mãos na bunda da argentina, e não perdeu tempo em afundar o rosto contra o cabelo solto e o pescoço da ‍mulher, dando um cheiro forte.

— Eu tô gostosa hoje? — perguntou, inclinando o pescoço para dar mais acesso ao tatuado, que moveu as mãos para seus quadris, apertando sem dó. 

— Demais… — confirmou, a voz necessitada. 

— Só hoje? — insistiu, fingindo manha, e ele riu contra a pele da mulher, fazendo-a se arrepir.

— Mais gostosa que ontem, e menos do que amanhã — declarou, com seu jeito cafajeste, e forçou a argentina a se virar,

deixando-a de frente para si. Os corpos já estavam colados, as respirações se misturavam, e Paola sorriu de forma irresistível, prendendo o lábio inferior entre os dentes — Você não sabe a força que eu fiz pra não ter agarrar na frente de todo mundo — comentou, afundando os dedos com força no quadril da argentina, que soltou um suspiro involuntário.

— E tá fazendo o quê que não me beijou ainda? — provocou, a voz fraquinha e rouca, quase um sussurro, e não precisou pedir duas vezes.  

 

No instante seguinte, os lábios de Fogaça se chocaram aos da mulher, fortes e exigentes, quentes e suaves,  demandando espaço e controle. As pernas de Paola bambearam ao sentir a intensidade com que ele a atacara, e sem questionar, cedeu passagem e correspondeu com o mesmo entusiasmo. As línguas se encontraram no meio do caminho, famintas, em uma dança sensual. Um tango que os dois sabiam muito bem como dançar. 

As mãos de Paola exploravam o torço de Fogaça, e em menos de um minuto, em seu ritmo particular, enfiou as mãos sobre a bainha da camisa polo e forçou-a para cima, interrompendo o beijo no processo. 

— Odeio camisa polo — comentou, a respiração completamente descompassada, enquanto as mãos de ocupavam em desafivelar o cinto que ele usava. 

— E do que você gosta? — perguntou, os lábios criando um caminho de beijos quentes e molhados a partir da orelha da mulher. 

— Das suas camisetas obscenas, e suas roupas de bad boy — respondeu, e gemeu alto quando ele lambeu a pele que havia irritado com a barba, em um trajeto de fogo. 

— E eu gosto de você assim, gemendo pra mim — disse, enfiando os dedos por entre os cabelos soltos de Paola, e agarrou-a pela nuca, puxando sua cabeça pra trás, deixando mais pele exposta a seu bel prazer. Novamente, ela gemeu sem se conter, e ele sorriu, beijando-a novamente com força, antes de atacar-lhe o pescoço. Amava sentir a pele de Paola se arrepiando sob seu toque e seu lábios, e saboreou bem cada segundinhos em que deslizava sua barba, seus lábios e sua língua pelo pescoço perfeito, antes de chegar em seu colo e suas clavículas. Ah, as clavículas! Se fosse poeta, talvez escrevesse poesia sobre a pele lisa e saborosa que se repuxava com delicadeza sobre os ossos elegantes, criando um relevo delicioso onde ele não podia evitar afundar o dentes, por um segundo que fosse. Ao fazê-lo, o corpo de Paola se arqueou em sua direção, e ela voltou a seu trabalho anterior, de livrá-lo do cinto, que caiu no chão um pouco depois, ao lado de sua camisa. 

Quase cega de tesão, Paola fez com Fogaça voltasse a beijá-la, e suspirou - quase de alivio - ao enfiar a mão por dentro da calça do homem, e encontrá-lo duro, quente e pulsante. Os lábios de Fogaça novamente tomaram refúgio no colo exposto e delicioso da chef, com lambidas e mordiscadas, e suas mãos tinham vida própria ao apertar os seios com força, querendo prová-los em seguida. 

— No dá tempo — a argentina sussurrou, forçando a calça de Henrique para baixo — Eu quero você ahora — pediu, apoiando as costas em uma das paredes do vagão. Entendendo bem o que ela queria, e como queria, Fogaça deslizou as mãos da cintura até a curva do joelho esquerdo de Paola, e puxou sua perna até encaixá-la em seu quadril. 

— Será que quer mesmo? — perguntou, com um sorriso, e como o bom cafajeste que é, ergueu o vestido da mulher, e enfiou a mão por dentro da calcinha fina, tendo em seus dedos a prova do quanto ela queria. 

— Eu quero… Quero muito — afirmou, olhando-o nos olhos com desafio. 

— E eu vou te dar tudo o que você quer — prometeu, canalha como sempre, e com sua mão livre e seca, segurou-a pelo rosto, trazendo-a para mais um beijo, dessa vez mais lento, enquanto afastava a calcinha para o lado e se alinhava para o que tanto queria. 

— Paola? Gente, alguém viu a Paola? — a voz alta, clara e exigente de Marisa ecoou em algum lugar ali perto e os dois se separaram quase em um pulo. 

— Puta que pariu! — Paola exclamou, frustrada, ao descer a perna de volta para o chão, e Fogaça por um segundo enfiou a cabeça entre os seios da mulher.

— Se a gente ficar bem quietinho ela vai embora — sugeriu, sussurrando contra a pele enquanto ainda sugava de leve a carne exposta. 

— Fogaça não! Se ela entrar aqui, já era — rebateu, e empurrou-o para longe, no mesmo segundo que seu celular começou a tocar alto. 

— Tá ouvindo? Ela deve tá passeando por ali — a voz de Marisa novamente foi ouvida, mais alto que antes, e Paola se desesperou para de ajeitar. Prendeu o cabelo, arrumou o vestido e secou o suor da testa. 

— Como eu tô? — perguntou para o tatuado, que vestia a camisa. 

— Toda vermelha — respondeu, apontando para a pele irritada no pescoço e colo. 

— Eu saio me coçando, vai disfarçar, e você sai só depois que eu levar eles pra longe — orientou, e quando ele assentiu, beijou-o mais uma vez, e gemeu de frustração ao ter que se afastar. 

— Mais tarde eu compenso — prometeu, e piscou para a mulher, enquanto Paola saía do vagão. “Oi Marisa, me perdi aqui, desculpa!”, ele ouviu a mulher dizer, com toda a naturalidade possível e a risada das duas foi ouvida a uma distância maior. Arriscando-se, olhou pela janela e viu as duas se afastarem. Como uma conexão invisível, Paola olhou sobre o ombro,  e viu o tatuado na janela, deixando uma piscadela e um sorriso divertido no ar, antes de voltar sua atenção para a diretora. 


 

08 de Outubro

 

— Eu acho que eu vou processar seu figurinista — Fogaça resmungou, jogando-se em uma poltrona do avião particular. Estavam indo rumo ao Paraná, em um jatinho particular, e tinha um sorriso de orelha a orelha, ao ver a argentina sentar na poltrona a sua frente. Só os dois, e os pilotos na cabine. Havia sido um convite de última hora pra argentina, que surpreendente, aceitou a viagem, embora não pudesse ser vista com o tatuado em público. 

— Por que vai processar a coitada? — ela perguntou, com um sorriso divertido, e cruzou as pernas.

— Porque ela te coloca numas roupas que fodem a minha vida! — respondeu, apontando para o conjunto branco que a mulher usava. 

— Essa coisinha aqui? — questionou, fingindo inocência, e arrancou uma risada do homem. 

— Eu nem conseguia pensar direito, com você do meu lado… Parecendo uma noiva — provocou, e ela revirou os olhos. 

— Nunca mais vou usar branco! — declarou, com uma careta, e ele riu de novo.

— Nem no nosso casamento? — perguntou, com o tom brincalhão.

— Quem disse que eu vou casar com você? — rebateu, em tom de desafio, e ele se levantou da poltrona, inclinando-se na direção de Paola. Seu corpo pairava perigosamente sobre o da argentina, e ela inclinou o corpo no assento para poder olhá-lo nos olhos. 

— Você disse, uma semana atrás — respondeu, e inclinou-se mais, roubando um beijo da mulher, que cedeu por um momento, segurando a cabeça do tatuado entre suas mãos. 

— Hmmm, mas eu vou casar de vermelho — declarou, assim que os lábios se afastaram, e ele se jogou de volta na poltrona que ocupava antes. 

— Eu amo você de vermelho — comentou.

— Então eu vou lá no banheiro, trocar essa roupitcha branca por um vestido vermelho — disse, e piscou para ele, antes de se colocar de pé e pegar a bolsa que ela havia levado para dentro do avião — Já volto — e saiu na direção do banheiro. 

 

Já dentro do banheiro, Paola se desfez da blusa branca que usava e da calça, ficando apenas com o body branco rendado, similar à blusa mas com alças finíssimas. Era de se admirar no espelho, pois aquela foi uma das peças mais bonitas que usou em todo o tempo de Masterchef, e por um minuto, permitiu aquela vaidade, reparando cada detalhezinho. Pega em sua distração, Paola viu a porta do banheiro se abrir, e através do espelho, viu a expressão de Fogaça se modificar, ao ter uma visão privilegiada da bunda da mulher no tecido rendado. Assim que ele percebeu o flagra, encontrou os olhos da mulher no espelho, e observou, quase em câmera lenta, quando ela se inclinou um pouco sobre a pia, empinando-se para ele. Um sorriso imediato surgiu no rosto do tatuado, que entrou por completo no banheiro e fechou a porta atrás de si. 

O espaço era mínimo, e quando o homem se posicionou atrás de Paola, os corpos estavam praticamente colados. Sem aviso, Fogaça desceu um tapa sobre a popa direita da argentina, que sentiu as pernas tremerem e um gemido encheu o espaço. 

— Vai me foder num banheiro de avião? — Paola perguntou, olhando-o através do espelho. Fogaça colou os dois corpos, e inclinou-se assim como ela, colando seu torço às costas da chef, e com os lábios contra sua orelha, olhou-a nos olhos pelo espelho. 

— Não é um avião qualquer, é um jatinho particular, só eu e você — disse, a rouquidão mais evidente em sua voz, e Paola sabia que se não estivesse apoiada na pia, suas pernas cederiam. Com os lábios experientes, Fogaça explorou toda a pele exposta é alcançável do pescoço da chef, e em seguida, suas costas. Sem restrições, mordiscou os ombros e a nuca de Paola, que involuntariamente, movia os quadris, provocando-o cada vez mais. 

Para retribuir um pouco da provocação, ele se afastou. Buscou o olhar da argentina no espelho, e ao ter sua atenção, começou a se despir. Tirou primeiro a jaqueta de couro que ela amava, e em seguida a camisa. Com uma lentidão calculada, desfez o fecho do cinto, e depois o botão de calça. Paola o encarava com atenção, mordendo o lábio inferior, um brilho irresistível em seus olhos. Quando a calça e a cueca de Fogaça encontraram o chão, a mulher gemeu alto, ao vê-lo tão pronto. Para provocá-la, o tatuado deslizou o pau sobre o tecido encharcado do body, causando arrepios pelo corpo de Paola. 

— Henrique… — gemeu, forçando o corpo mais para trás, ao que ele respondeu segurando-a com força na parte baixa de suas costas, mantendo-a no lugar. 

— Não grita muito alto, se não o piloto vai ouvir — pediu, e afastou para o lado o body, abrindo espaço para foder do jeito que ele mais gostava: com força, ainda com algumas roupas no caminho, consumidos pelo tesão. Sem muito aviso, forçou o quadril para frente, enfiando-se por inteiro na buceta encharcada, que o recebeu com as paredes pulsantes, e Paola gritou ao senti-lo tão fundo. Os dois olhares se encontraram no espelho, e lágrimas de prazer se formavam no cantinho dos olhos da mulher, que choramingava para que ele se movesse. Aquele era o consentimento que ele sempre buscava, e ao tê-lo, saiu por completo de Paola, e e com a mesma intensidade de antes, voltou para dentro. Os dois corpos se chocaram com força, e o tatuado afundou a mão nos cabelos da argentina, inclinando o corpo novamente sobre a mulher, que fechou os olhos ao sentir a pele quente do homem tão colada à sua. 

— Que delícia — sussurrou, sorrindo ainda com os olhos fechados, e Fogaça a olhou, agradecendo por estarem de frente a um espelho, foi a expressão no rosto de Paola era a coisa mais maravilhosa que havia visto. Apaixonado e completamente dominado pelos encantos da chef, forçou seus quadris a se movimentaram com mais velocidade, e os barulhos dos corpos se chocando criaram o som mais delicioso e obsceno, que ecoava pelo banheiro pequeno, e levava-os ao delírio. Paola mal conseguia manter os olhos abertos, tomada por todas as sensações que o tatuado a causava, desde a respiração contra sua nuca, os dedos em seu cabelo até a força com que o sentia dentro de seu corpo, pulsando e pedindo por mais. Sentia-se tão perto, e o tatuado se agarrava à seu corpo, à seu quadril e sua bunda, como se dependesse disso para respirar, fazendo com que a argentina sentisse a vibração do prazer por todo seu corpo. Sentia-se desejada, e o formigamento na pontinha de seus dedos do pé anunciava que não demoraria nadinha para explidir em orgasmo que a deixaria cega e surda por alguns segundos. 

— Henrique eu vou… — começou, e novamente ele estapeou sua nádega — Porra! — gemeu, e sentiu ele sorrir contra suas costas. 

— Olha pra mim quando você gozar — pediu, e ela sentiu ele se afastar de suas costas, mantendo-os conectados apenas por seus centros. O próximo movimento de Fogaça a surpreendeu, deixando-a sem ar, quando ele puxou seus cabelos para trás, forçando que ela os olhasse no espelho, na cena mais erótica possível. Apesar da leve dor em seu escalpo, a mulher sorriu, e piscou para o tatuado, que parecia a um segundo de explodir, da mesma forma que ela. 

— Goza pra mim Henrique!... Vem, isso, vem pra mim… — incentivou, movendo os quadris no mesmo ritmo, ao mesmo tempo que sentia o início do turbilhão em seu baixo ventre. Os gemidos descompassados e altos do tatuado denunciaram que não havia mais volta, e somente ao sentir o líquido quente e tão fundo dentro de si, que a argentina cedeu ao orgasmo que realmente a deixou sem sentidos por 10 segundos, apenas com a expressão de puro prazer de Fogaça sua mente, completamente suado, gemendo alto e entregue ao momento. Ao voltaram a si, e se olharem novamente através do espelho, ainda parados na mesma posição, e com feições exaustas, os dois caíram no riso, e Paola virou o corpo para olhá-lo diretamente — High five? — brincou, erguendo a mão direita no alto, e ele aceitou o cumprimento, as duas mãos se encontrando num high five perfeito. Novamente, riram juntos, e começaram a se recompor. 

 

Quando estavam novamente limpos, secos e vestidos, saíram para a área comum do avião e se jogaram exaustos nas poltronas que ficavam uma de frente para a outra. Paola havia realmente trocado a roupa de antes por um vestido vermelho, mas esse muito mais delicado e menos provocante do que ela havia usado há quase um mês, e parecia confortável, com os pés descalços e um livro no colo. 

— Eu te amo — Fogaça declarou, sem pensar muito, pois já estava se acostumando a dizer aquelas palavras, e ela sorriu do jeito que ele mais gostava, franzindo o nariz. 

— Te amo — ela respondeu, mandando um beijinho em sua direção, e logo, os dois voltaram suas atenções para as atividades de escolha — Paola com o livro e Fogaça com o celular. 

Em menos de cinco minutos com o Instagram aberto e o fone no ouvido, o tatuado soltou uma risada alta, que assustou a chef.

— Cê não vai acreditar! — ele disse, gargalhando como se tivesse acabado de ver um vídeo engraçadíssimo — Olha isso — pediu, e virou o celular pra ela. Era o video que ela havia gravado no dia da gravação dos trens, e ela não via nada de engraçado para que ele rolasse de rir — Presta bem atenção meu amor — orientou, e ela olhou mais de perto. Assim que percebeu ao que ele se referia, sentiu a cor se esvair do rosto, e quis enfiar a cabeça num buraco, de vergonha. 

— Puta que lo pariu Fogaça! Olha o tamanho daquela marca! — exclamou, a voz saindo muito mais alta do que o planejado e novamente o tatuado gargalhou. 

— Ta tudo bem amor, ninguém vai ver nada! Eu só reparei porque eu sabia que ela ia tá ali — tentou tranquilizar, e ela arregalou os olhos. 

— Como assim você sabia que ia tá ali? — perguntou, sentindo a pele queimar de vergonha. 

— Bem, eu meio que percebi no dia… 

— E você não disse nada? — gritou, e ele não conseguia conter a risada.

— Não ia fazer diferença e você só ia ficar com vergonha — justificou, e por alguns segundos foi estapeado pela mulher, enquanto gargalhava.

— Retiro o que eu disse, no te amo! Te odeio — resmungou, jogando-se de volta na poltrona, e emburrou a cara. Ainda com um sorriso na cara, que logo tomou um novo significado, o tatuado se ajoelhou no chão, em frente à mulher.

— Tem certeza que me odeia argentina? — perguntou, o jeito cafajeste pingando em sua voz, e ele forçou os joelhos de Paola a se separarem.

— Absoluta! — confirmou, olhando-o com intensidade, tentando se manter firme. 

— Eu acho que não — resmungou, manhoso, puxando o vestido da mulher para cima. 

— Sí, você devia ter me avisado! Eu apareci con un chupão num vídeo pra todo mundo e você no disse… Ah Fogaça! — ela interrompeu-se no meio da frase, quando o rosto do tatuado afundou-se no meio de suas pernas, e nesse momento, qualquer argumento que tinha morreu em um gemido alto, que ocupou o avião e tirou o juízo do homem, que ocupava-se com um a conversa mais importante que sua língua poderia ter. 


Notas Finais


Biscoito sempre me deixa feliz 🍪


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...