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História Vermelho - Capítulo 7


Escrita por: EuYasminS

Notas do Autor


No último livro fiz vocês esperarem vinte e dois capítulos por um hot, agora estou me sentindo generosa porque já mandei um hot no sétimo capítulo hahahaha 😂😌
Boa leitura 🔥🖤

Capítulo 7 - Sobre ligações ruins e sexo casual


No fim das contas Mel não dormiu, ao contrario de Marcos que apagou na metade do filme, filme esse que por acaso era a coisa mais melosa que já assistira. Agora observava a respiração compassada dele, deitado ao seu lado na cama, quase caindo de tão próximo da beira estava. O invejava por dormir tão tranquilamente.

Seu celular vibrou tirando momentaneamente a atenção do homem apagado ao seu lado. Ela levantou o mais silenciosamente que pôde e saiu do quarto assim que viu o nome no visor do aparelho.

– Oi.

Bom dia, amor – George respondeu do outro lado da linha.

– Bom dia.

Ao menos por enquanto, pensou, porque ele nunca lhe ligava tão cedo sem um motivo ruim por trás.

Eu te acordei?

– Não, não dormi.

Amor, eu já disse que nós devíamos procurar um médico para você – Mel suspirou. Sim, ele tinha dito, uma centena de vezes.

– Você sabe o motivo da minha insônia, não quero um médico me receitando terapias e antidepressivos.

Tudo bem, conversamos sobre isso depois – ele diminuiu o tom de voz, o que a fez ficar em alerta – liguei para avisar que esse mês teremos alguns compromissos extra. Eu sei que o Lipe sempre liga para passar sua agenda mas – George suspirou – ele está muito estressado esses dias, então se prepare e não deixe ele te machucar com as palavras. Ok?

– Ok.

O que mais podia dizer? Sempre haviam desculpas para os atos de Felipe. Estresse, trabalho, família, contabilidade. Ele sempre tinha razão mesmo quando usava palavras para destroçar pessoas que não tinham nada a ver com suas questões pessoais. E George sempre o defendia.

Te vejo semana que vem – completou – beijo, amor.

–Até mais, amor.

Ela desligou. Semana que vem. O mês passara rápido demais...

– Era o seu namorado? – Melanie saltou de susto com a voz de Marcos soando logo atrás de si.

– Quer me matar do coração? – virou, dando de cara com a versão sonolenta e amaçada dele.

– Talvez – ele sorriu – Então?

– Eu não tenho namorado.

– Sei.

– É sério, fujo de relacionamentos como o diabo foge da cruz.

– Então quem era o amor do outro lado da linha?

– Para quer você quer saber?

Ele deu de ombros, espreguiçando o corpo.

– Verdade, não quero – passou por ela – vou tomar banho e volto para o café-da-manhã. Se você quiser, eu cozinho para você –  o sorriso dessa vez era a representação da travessura. Mel cruzou os braços, sorrindo também.

– Nem pense nisso.

***

Ela tinha acabado de tomar banho e estava começando a preparar o café quando seu telefone tocou pela segunda vez. Ao ver o nome de Felipe no visor do aparelho lembrou das palavras de George e cogitou não atender, porque ninguém merece ser vítima da maldade de Lipe tão cedo da manhã. Só que sentiu um medo enorme dele decidir aparecer no hotel de novo caso o ignorasse, por isso acabou atendendo. Foi uma péssima ideia. Felipe não a machucou com palavras. Ele a desolou, como sempre fazia quando estava irritado, com um prazer doentio.

Mel tentou não derramar as lágrimas sobre os alimentos que preparava para o café-da-manhã. Odiava chorar e odiava mais ainda chorar por causa dele. Tentou se conter, até lavou o rosto, bebeu água, respirou fundo... Mas nada acalmava seu pranto, nada apagava as palavras de Felipe de sua mente. Por isso, quando Marcos entrou na cozinha pouco depois, ela evitou o olhar dele e murmurou um:

– O café está pronto... – respirou fundo pois a garganta começava a fechar com novas lágrimas – eu só preciso resolver uma coisa, vai comendo.

E saiu quase correndo da cozinha, se xingando por ser tão patética. Só precisava ir para o quarto, afundar o rosto em um travesseiro e gritar até perder o fôlego, aquilo costumava funcionar na maioria das vezes. Mas Mel tinha medo de abafar o grito e ainda assim ser ouvida por Marcos e então precisar enrolar aquela curiosidade terrível dele...

– O que aconteceu?

Ele perguntou parado na porta. Ela afundou o rosto no travesseiro, escondendo as lágrimas.

– Mel – a porta foi fechada e a voz ficou mais próxima – Fala comigo.

Queria falar, com ele ou com qualquer outra pessoa, precisava tanto por tudo aquilo para fora. Antes tinha Lucas para conversar, porque Lucas entendia, porque não julgava, porque só a ouvia em silêncio antes de ajuda-la a extravasar a frustração com o sexo, mas agora... Não tinha nada, não tinha ninguém e se sentia à ponto de explodir com toda aquela merda em sua cabeça.

– Ei – Marcos sentou na cama – conversa comigo, eu vou ouvir e não vou dizer nada. Só... Me deixa te ajudar, Mel. Quer que eu ligue para Lucas?

Sim, ela queria, queria demais, e se sentia uma vadia por isso. Porque já amava Lana, porque desejar o namorado dela, desejar o consolo dele, mesmo que sem qualquer intenção romântica por trás, parecia errado demais. Ainda assim... queria.

Afastou o rosto do travesseiro, virando-o de lado e encarando a parede.  

– E atrapalhar o fim de semana dele com a namorada?

– Ele não vai se importar. Aposto que ele pode vir aqui e conversar com você – Mel sorriu, o sorriso tão amargo quanto sua alma.

– Acho que você não entendeu. Não são as palavras de Lucas ou o ouvido amigo que me deixam melhor. É o sexo, é ser fodida até perder a merda dos sentidos, até estar cansada e satisfeita o suficiente para conseguir dormir mais que duas horas sem ser interrompida por um pesadelo infernal – as últimas palavras saíram sufocadas pela nova onda de choro – Então, não, o Lucas não pode vir aqui porque ele não pode me dar o que eu preciso. Eu sei disso. Ele sabe disso.

Ela fechou os olhos. As lágrimas molhando os lençóis. Se surpreendeu ao sentir a mão de Marcos hesitante em seus cabelos.

– Eu posso fazer isso.

As palavras pairaram no ar. Mel abriu os olhos, franzindo as sobrancelhas.

– O quê?

– Se o sexo te ajuda, eu posso transar com você.

– Eu poço estar no fundo do poço, mas ainda não é fundo o bastante para começar a aceitar sexo por pena.

Marcos riu. O riso fez raiva inundar suas veias. Estava cheia de pessoas como ele e seu tio e Lipe, pessoas que riam dos seus problemas, dos seus medos, das suas lágrimas...

– Não vai ser por pena – disse, sério.

– Ah, não? – ela se virou na cama, sentando sobre os joelhos em seguida. Não costumava sentir raiva das pessoas, muito menos descontar suas frustrações em cima de quem não tinha nada a ver. Mas naquele momento sentia que se não extravasasse ao menos a raiva, explodiria – Você me ignorou e me julgou e me olhou estranho todas as vezes que me viu nos últimos quatro anos e agora – tomou fôlego, porque estava gritando com Marcos e estava surtando e estava ficando ainda mais enfurecida com aquela máscara de calma e tédio dele – agora quer que eu acredite que não está me oferecendo sexo apenas por pena? Apenas porque é o Sherlock bom samaritano que não pode ver uma donzela chorando que precisa ajudar...

– Eu te achei gostosa desde o primeiro dia que te vi – ele interrompeu, os olhos fixos nos dela – enquanto você estava montada no colo do meu primo, e depois enquanto ouvia você gemer por estar sendo fodida por ele no quarto em frente ao meu. O primeiro pensamento obsceno que eu tive por você foi naquele momento, ouvindo seu gemido e pensando em qual seria a sensação de sentir esse piercing do seu lábio contra o meu pau – ele riu – e olha que na época eu nem sabia que você tinha um piercing na língua também. Mas você era a amiga colorida do meu primo e imaginar você chupando meu pau parecia muito errado, então eu comecei a evitar imaginar. Era por isso que eu te evitava no começo. Não por te odiar, não por ter algo contra você, não porque você bebeu o maldito vinho que minha ex-namorada deixou como presente de despedida para mim.

– Por isso você ficou chateado com o vinho? – ela questionou, tentando recuperar a calma e absorver todas as palavras dele. Toda a seriedade com que as disse. Marcos descartou sua pergunta com um gesto de mão.

– Isso não importa e nem é o foco do nosso assunto.

– Não. O foco é seu tesão obsceno pela amiga do seu primo – ela deu um sorriso, fraco mas genuíno. Até desconfiava que Marcos sentia certo tesão por ela, mas era normal, metade dos homens que conheceu na vida sentiam – Continua.

Ele revirou os olhos, mas continuou:

– Por isso eu te evitava... e também porque com o passar dos anos eu notei como seu sorriso e suas brincadeiras começaram a parecer forçados e exagerados – o sorriso morreu em seus lábios, Marcos completou: – Não vou falar sobre isso, só quero que você entenda que eu queria manter distância porque não gosto de coisas forçadas e você era a coisa mais forçada que eu conhecia.

Uau. Sinceridade é tudo, pensou, desviando o olhar para as mãos.

– Mas agora eu entendo que esse seu lado forçado é uma tentativa de não mostrar o lado obscuro. Eu fiz isso a minha adolescência toda, Melanie, sorri e fingi e me meti em confusões para fingir que não via os absurdos que aconteciam naquele sítio, para fingir que o fato dos meus pais terem me abandonado com meus avós não me machucava, para fingir que não era apaixonado pela Lana que por sua vez era apaixonada pelo meu primo que era a pessoa que eu mais amava no mundo todo – ele fez uma pausa – Acho que perdi o foco – sorriu – O que quero dizer é que quero mesmo te ajudar. E se ajudar você significa ter que foder uma mulher gostosa, eu posso mesmo fazer esse sacrifício.

Mel sorriu ao vê-lo levar a mão ao peito com uma cara descarada de sofrimento.

– E não vai ser por pena – Marcos completou – posso enumerar todas as vezes que você me deixou de pau duro, se você quiser.

Eles se encararam em silêncio, enquanto a raiva passava e a ideia tomava forma em sua mente. Por fim, Mel suspirou e resolveu:

– Tudo bem – engatinhou, fungando e se aproximando. Afinal de contas, sexo era sexo, e com certeza era melhor que se sufocar gritando com o travesseiro. E Marcos era um gostoso, chato e metidinho, mas gostoso.

Ela espalmou as mãos no peito dele e o empurrou de leve para que sentasse de uma forma que a permitisse montar em seu colo.

– Mas é só sexo.

– Só sexo – ele sorriu, as mãos se fechando em volta da cintura dela, deslizando para cima até parar em seu pescoço.

Marcos a beijou, passou a língua pelo piercing em seu lábio, os polegares acariciaram suas bochechas, secando as lágrimas... Ela se afastou.

– Eu disse só sexo – ele fixou o olhar no seu e retrucou:

– Beijo faz parte do sexo, e eu vou beijar cada parte do seu corpo porque só vou foder você quando estiver excitada.

Pensou em protestar, mas Marcos a calou com outro beijo, forçando passagem com a língua em sua boca, misturando o gosto dele com o de suas lágrimas. Ele deixou escapar um som de satisfação ao encontrar o piercing em sua língua e Mel remexeu no colo dele em resposta.

Uma das mãos de Marcos deslizou por dentro do seu vestido, apertando o seio.

– Quando ficou sem blusa na minha frente, foi para me provocar? – questionou, parando o beijo, deslizando o dedo sobre o mamilo dela.

– Para te irritar, sua cara de irritação é divertida – ele fechou os dedos em seu mamilo como uma pinça e apertou.

– Onde mais você tem piercings? – o dedo voltou a deslizar no metal preso ao bico de seu seio, enviando uma onda de desejo direto para o meio de suas pernas.

– Isso você vai ter que descobrir.

Ele queria mesmo poder dizer que estava fazendo aquilo só para ajudar Mel. No entanto, hipocrisia nunca foi seu forte e se dissesse que a forma como seu pau estava reagindo era apenas por compaixão, estaria mentindo. Ele havia começado a ficar duro assim que passou a lembrar do primeiro encontro com ela, e agora, com Mel rebolando em seu colo... Chegava a ser doloroso de tão excitado estava. Por isso a beijou intensamente, imaginando os outros piercings, ansiando por abocanhar aqueles seios perfeitos que atormentaram seus pensamentos durante toda maldita semana passada.

Mel gemeu em sua boca, enquanto ele brincava com a língua contra a dela, contra aquele metal gelado preso ali. E sua mão deslizava novamente para dentro do vestido, apertando o seio de Melanie, prendendo a argola do piercing do mamilo entre os dedos, beliscando só para sentir a contração deliciosa das coxas dela em volta das suas.

– Marcos... – ela sussurrou contra seus lábios, a voz normalmente rouca soando ainda mais rouca, o hálito batendo em sua boca.  

– O quê?

– Para de provocar, só me fode logo.

Ele sorriu. Se Mel soubesse como gostava de provocar, não teria dito aquilo. Rolou o corpo dela para o lado, a girou na cama e então pairou sobre a garota, esfregando o pau no meio das pernas dela, resistindo quando tentou puxa-lo para baixo.

– Marcos...

– Melanie – ele sorriu da careta impaciente dela e deslizou o vestido para cima, tirando-o lentamente, descobrindo aquele corpo monumental. Não havia sutiã algum por baixo, até duvidava que em algum momento ela usasse o acessório. Marcos observou os seios dela, subindo e descendo com a respiração, os mamilos duros, as argolas prateadas presas à eles lhe pareciam o maior dos convites para um banquete. Mas Mel o olhava cheia de impaciência.

Marcos descobriu que gostava muito daquele olhar.

Tirou a própria camisa com toda lentidão possível, se deliciando ao vê-la apoiar o corpo nos cotovelos para observa-lo.

– Eu quero desenhar cada parte dessa sua tatuagem com minha língua – ela falou enquanto acompanhava com o olhar o desenho de arabescos para dentro do cós da calça. Marcos lhe deu outro sorriso.

Tinha quase certeza de nunca ter encontrado uma mulher tão direta e sem rodeios antes. E estava gostando daquilo.

– Primeiro eu vou chupar você – ele voltou a pairar sobre ela, deslizando a mão pela pele macia desde a barriga de Mel até um dos seios_ vou descobrir todos os piercings que você tem e vou fazer você gemer usando só a minha língua – ele apoiou a outra mão na cama, o rosto pairando a centímetros do dela – você vai gozar nos meus dedos – beijou seus lábios – vai gozar na minha boca – mais um beijo – e depois no meu pau – mais um beijo lento e provocador – E se depois de tudo isso você tiver energia suficiente para me lamber – sorriu – então você vai poder lamber do jeito que quiser.

A beijou antes que uma replica ousada surgisse. Deslizou a língua pelo pescoço dela, pela clavícula, até encontrar os seios. E então continuou a descer com a mão, enquanto a chupava e se deliciava. Afastou a calcinha de Mel, uma coisinha minúscula feita de renda, e se surpreendeu com a humidade que encontrou ao deslizar os dedos sobre a entrada dela. Melanie gemeu, o som pareceu reverberar em seu pau.  

– Quanta pressa, Melzinha – deslizou a boca para o pescoço da garota e subiu, mordiscando o lóbulo da orelha – já está tão molhada para mim.

Antes que ela protestasse, enfiou dois dedos no interior quente e molhado, Mel gemeu, apertou seus dedos de uma forma que fez o sangue rugir em suas veias.

– Quero que aperte meu pau desse jeito quando eu estiver completamente enterrado em você, Melanie – sua voz saiu rouca, os olhos grudados aos dela. Mel rebolou em seus dedos, apertando-os novamente, gemendo. Ele levou o polegar até o clitóris dela, porque queria vê-la se desfazer em sua mão, e foi nesse momento que descobriu onde havia outro piercing.

– Caralho – ele pressionou o metal, Mel arqueou o corpo e então gozou, chamando o nome dele de uma forma que quase o fez gozar só por escutar.

Marcos continuou a mover os dedos até o corpo dela parar de pulsar em volta dele. Então os deslizou para fora e levou para a boca, Mel seguiu o gesto com um olhar satisfeito.

– Pronta para o round dois? – sua voz parecia ainda mais grave. Ela fez questão de passar o piercing entre os lábios.

– Sempre pronta.

Marcos ainda teve a decência de lhe dar um sorriso satisfeito antes de beija-la novamente. Ele se sentia muito menos paciente agora, simplesmente a devorava com uma fome afoita e insaciável, saboreando cada pedaço daquele corpo tentador. Desceu pelo pescoço, pela barriga, o ventre e por fim, passou a língua sobre sua abertura. Gemendo junto com Mel ao sentir o gosto do gozo dela. E começou a invadi-la com a língua, alternando os movimentos circulares em seu clitóris, com mordiscadas e sopros sobre a pele já sensível. Mel só gemia e arqueava o corpo, segurando os lençóis, apertando sua cabeça entre as pernas sempre que ele prendia o piercing entre os dentes ou a sugava com mais força.

– Marcos – chamou em um gemido. Ele ergueu o olhar, sem soltar seu clitóris – por favor.

– O que você quer, Mel? – deslizou com a língua por seu ventre, seu abdómen, o vale dos seios, o pescoço, até parar em seu ouvido e dizer: – diz o que você quer e eu te dou. Mas pede com jeitinho.

Melanie entrelaçou as pernas em volta da cintura dele o fazendo colar os quadris nos dela e Marcos não resistiu em se esfregar ali, porque estava a ponto de explodir dentro daquela calça apertada.  

– Quero que você me foda, agora, com força, quero sentir você bem fundo – ela olhou no fundo de seus olhos ao dizer aquilo. 

Marcos sorriu.

– Isso é pedir com jeitinho? – deslizou a mão pela coxa dela, Mel se esfregou contra ele.

– Por favor, me fode.

– Com prazer – a mão livre de Marcos foi parar em seu pescoço. Talvez se eles transassem de novo ele a fizesse implorar de verdade, talvez ensinasse a Mel o que era bondage, ensinasse como gostava de dominar uma mulher. Seria divertido domar toda aquela impaciência dela – Mas antes você precisa me soltar para eu tirar a roupa.

Ela relaxou as pernas na cama e assistiu enquanto ele tirava, de forma muito lenta, a calça e a cueca, e então alisava o pau olhando para ela, sem fazer muita fricção... Não se surpreendeu ao vê-la engatinhar para perto, ele a segurou pelo cabelo e não a impediu de segura-lo, nem disse nada quando o guiou até a boca, quando passou a língua, quente e molhada, da base a cabeça de seu pau, o fazendo conter um gemido, ou quando deslizou a língua nas veias protuberantes no caminho de volta e então o engoliu até Marcos sentir a ponta do pau bater no começo da garganta dela. Marcos gemeu, apertando os cabelos dela na mão, enrolando-os no pulso, se contendo para não gozar quando Mel ergueu os olhos e o encarou. Ele perdeu mais um pouco do controle e acabou controlando o ritmo, fodendo a boca de Mel, indo mais e mais fundo até que ela engasgasse e precisasse se afastar para tomar ar.

Quando ela tentou voltar a chupar, Marcos a domou pelo cabelo, erguendo seu rosto e tomou seus lábios nos dele.

– Deita na cama – ordenou, apreciando a forma como as mãos e as unhas de Mel acariciavam as laterais de seu abdómen. Podia continuar com aquilo a manhã toda. No entanto, a soltou, porque aquela transa não era para ele e sim para Mel.

Enquanto ela deslizava de volta para o colchão, Marcos pegou a carteira no bolso da calça, tirou um preservativo de lá e a olhou nos olhos enquanto rasgava a embalagem e deslizava o preservativo no membro.

– Abre as pernas para mim, Mel – ele se ajoelhou na cama, se posicionou entre as pernas prontamente abertas, e flexionou os joelhos dela – agora diz como você quer que eu faça.

Ele esfregou a pau na entrada dela, provocando, brincando.

– Forte e rápido e fundo – ela conseguiu dizer.

Marcos obedeceu. A invadiu de uma só vez, lhe arrancando um gritinho e um gemido alto. Mel envolveu a cintura dele com as pernas, uma das mãos foi parar na nuca de Marcos, a outra no ombro enquanto ele ia cada vez mais rápido, cada vez mais fundo, deslizando um dedo pelo pescoço dela, pelos lábios. Ele estava perdendo o controle, estava metendo rápido demais e não conseguia parar... Até que os olhos de Mel deixaram os seus e ele soube que por algum motivo a mente dela tinha voltado para aquele lugar que a fazia chorar e fingir sorrisos. Aquilo quase acabou com o tesão dele. Ver aquele olhar perdido...

– Olha para mim – Marcos exigiu, entredentes, deslizando as mãos até prender as dela à cama, sobre a cabeça – Melanie, olha para mim, agora.

Ela piscou os olhos e o olhou, e por um segundo Marcos... se perdeu no olhar dela, naquela imensidão negra. Mas ele voltou a realidade deslizando a mão entre os corpos dos dois, voltando a se movimentar lenta e profundamente, circulando o clitóris dela no mesmo ritmo das investidas, até que Melanie voltasse a respirar com os lábios entreabertos e gemer, até que começasse a apertar seu pau e chamar seu nome, só então Marcos voltou a investir rápido até gozar enquanto também gemia o nome dela.

Eles acabaram deitados lado a lado, apenas controlando a respiração, encarando os adesivos de estrelas presos ao teto. Depois de um longo tempo, Marcos tomou coragem para perguntar:

– Quer conversar agora?

– Não. Só sexo – Mel sequer abriu os olhos para responder.

Aquilo não devia irrita-lo, ele sabia que ela só queria sexo. Mas talvez, talvez Marcos também quisesse ajuda-la, e ele sabia que o sexo não ajudaria de verdade, que era só uma solução temporária. Mas Mel não queria ajuda.

E não se pode ajudar alguém que não deseja ser ajudado.

Ele catou as roupas, as vestiu enquanto ela continuava de olhos fechados.

– O que você está fazendo? – deu de ombros, não havia nada de casual no gesto.

– Você disse que é só sexo, o sexo acabou, eu vou para o quarto – merda. Ele estava mesmo chateado? Não tinha sequer o direito de estar chateado. Respirou fundo, deixando de ser um idiota que se irritava por besteira – de qualquer forma, tenho que arrumar minhas coisas para a viajem de volta para casa.

– Marcos – ela chamou quando ele já estava na porta.

– O quê?

Silêncio, então:

– Obrigada.

Não agradeça, não foi um maldito favor, ele queria gritar, no entanto, disse:

– Disponha, Melzinha.

E saiu do quarto.


Notas Finais


Pra quem me conhece, sabe que eu nunca gosto dos hots que escrevo hahaha então relevem esse


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