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História Vermelho carmin - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoinha ~
Os agradecimentos vão ficar para o final por motivos de estou muito ansioso pra que vocês leiam!
Esse é o último capítulo e espero que não fique nada confuso, as partes estão dividas em momentos diferentes da vida deles que eu quis mostrar.
Se ficar alguma coisa não explicada eu juro que explico e tento colocar no capítulo mais tarde.
Muito obrigado desde já ♡
Boa leitura!

Capítulo 6 - Fio Vermelho


Capítulo 6 – Fio Vermelho

by oohmyeol

Junmyeon estava em um dilema decisivo enquanto observava a entrada do cemitério, em seu colo havia um buquê enorme das flores mais bonitas que haviam na floricultura da mãe e no peito um nervosismo que só aumentava. Estava muito decidido no ultimo mês de que visitaria a família de Sehun, mas no ultimo segundo suas mãos começaram a ficar muito geladas. Ele sabia que os Oh estavam o esperando e sabia que seria inevitável os encontrar, mas não pensou que fosse se sentir tão nervoso daquela forma.

Pediu que Sehun o esperasse longe, precisava conversar com a família a sós, pedir a benção da senhora Oh, ter certeza de que estavam fazendo a coisa certa. Ele caminhou devagarinho recuperando aos poucos a coragem, respirando compassado para não se apavorar. Estagnou no lugar ao ver a foto de Oh Sunyeong sorrindo para ele.

Junmyeon sentiu como se ela estivesse lhe esperando durante muito tempo, e então chorou. Se sentiu culpado por deixá-los esperando por tanto tempo, sentiu como se ela também chorasse ao lhe ver por que, segundo Sehun, ela era muito sensível e odiava não ter com quem conversar.

Jun se ajoelhou, deixou as flores acomodadas junto a sepultura e reverenciou. Lembrou do noivo lhe dando dicas de como começar a falar, sobre o que ela gostava e o que a deixava irritada, mas principalmente teve certeza de que estava certo.

— Oi, senhora Oh, hoje é manhã de Natal. — Junmyeon olhava para a foto sentindo os olhos se encherem de lagrimas. — Eu sei que demorou bastante tempo para eu ter coragem de vir lhe visitar, me perdoe. A verdade é que senti medo de não ser aceito pela sua família, me disseram uma vez que as mães são sempre mais difíceis de conquistar, então tentei saber o máximo de coisas sobre você para aumentar minhas chances de me aproximar. — Junmyeon deu uma pausa um tanto preocupante, pois as lágrimas queriam descer a todo custo. — Eu consegui arrancar do seu filho algumas informações sobre vocês. Ele me disse que você gosta de olhar as estrelas à luz do luar, então eu trouxe flores que lembram as estrelas para que você possa tê-las bem perto quando for dia.

Junmyeon a imaginou ali na sua frente, segurando sua mão, lhe dando coragem, lhe recebendo em sua nova casa.

Ele ouviu o noivo se aproximando calmo, sereno e sorridente. Recuperou todas as energias, lembrou-se de que não precisava se esforçar tanto para ser aceito, mas precisava ser ele mesmo, valente, gentil e corajoso.

— Senhora Oh, eu pedi seu filho em casamento fazem dois dias. Por favor, não me xingue por não ter pedido à senhora antes, nós estamos com pressa. Ultimamente temos feito tudo com pressa por que não sei por quanto tempo vou ficar aqui. — Sehun encolheu os ombros temendo que rumo aquela conversa iria tomar. — Eu temi, por muito tempo, encarar a realidade. Não foi nada fácil admitir que eu amo o seu filho e acredite eu o amo tanto que suportei ficar anos sem ele, por que quando eu estivesse aqui, quando eu pudesse finalmente estar aqui, eu ainda poderia olhar pra ele e saber que nada mudou, que eu posso ser corajoso e forte.

Sehun caminhou até onde seu noivo estava, se ajoelhou ao seu lado e segurou suas mãos quentes lhe passando segurança.

— Espero que a senhora nos abençoe, e todos os Oh nos abençoem. Prometo que venho lhe visitar muito mais vezes e prometo amar seu filho com toda a minha alma. — Junmyeon a reverenciou mais uma vez. — Feliz Natal.

Sehun encarou a foto de sua mãe sorrindo. Com certeza ela estava muito orgulhosa por ele ter encontrado alguém para a vida toda, que lhe amava tanto quando ele o amava. Respirou aliviado quando sentiu que estavam mesmo vivendo, que dali alguns meses estariam casados.

Ele não queria mais nada além de poder chamar Junmyeon de marido.

— Parece que gostam mais de você do que de mim. — falou baixinho enquanto a olhava.

— Jura? Eu fiquei com medo de me odiarem.

— Ninguém em sã consciência odiaria você, Junmyeon. — gargalhou esticando os braços para aquece-lo.


[...]


— O QUE ACONTECEU COM O MEU TERNO? — Junmyeon esbravejou no segundo andar. — Sunhye! — cantarolou no tom em que sua filha sabia que estava encrencada.

— Acho que alguém viu o desenho que você fez. — Sehun sussurrou para a pequena.

Seu marido descia as escadas furioso carregando o terno de tecido italiano feito sob medida para aquele dia. Parou abruptamente quando viu sua filha escondida sobre o braço do pai que segurava o riso.

Se aproximou lentamente deixando a tensão no ar aumentar aos pouquinhos para colocar medo na menina. Mas era em vão, todos sabiam. Era impossível ficar zangado de verdade com aquela criaturinha de meio metro.

— Você vai ficar de castigo, mocinha! — Junmyeon falou naquela voz calminha.

— Ah não, papai! Por favor! Eu juro que não faço mais. — ela juntou as mãozinhas como em uma prece.

— Sem choramingar! — desatou a fazer cócegas até Sunhye quase lagrimar com o riso. — Onde está Chamin? — perguntou procurando por todos os lados.

— Chanyeol levou ele pra caminhar na praia antes de irmos, sabe como ele fica agitado no meio de muita gente. — Sehun pediu que a filha fosse brincar no outro cômodo.

Junmyeon jogou o terno de lado para se arriscar em dar um nó na gravata.

— Já é quase inverno, querido, ele pode pegar um resfriado ou uma pneumonia ou hipotermia...

— Jun, eles só foram caminhar, não vão entrar na água. E também o Chanyeol tá bem nervoso com o casamento, precisa relaxar um pouco e ele conversa bastante com Chamin, vão ficar bem. — Sehun se levantou sentindo um pouco de dor nas costas.

— Você disse que iria conversar com ele. — Jun se sentou frustrado desistindo de dar o nó.

— Quando eu ia fazer isso ele pegou o Chamin, o Felpudo e saiu. — Sehun arrumou a camisa e a gravata do marido para que pudesse dar um nó.

— Felpudo já está muito velho pra ficar andando no frio assim.

Sehun apenas sorriu.

Estavam cansados naquela semana, não era fácil serem os padrinhos de Chanyeol, ainda mais com aquele perfeccionismo todo. Precisaram mudar os guardanapos 5 vezes por que nenhum combinava com o arranjo de flores do centro da mesa e das laterais do lugar. Ele era mais exigente do que a noiva.

— O que eu vou usar agora? Não posso ir com o terno assim, eu sou o padrinho.

— Amor, não acho mesmo que um terno cor de vinho seja apropriado para um casamento. — Sehun beijou a bochecha do marido dando tapinhas em seu peito para se conformar.

— Mas eu gosto dele. — choramingou baixinho.

— Eu também, você fica perfeito nele. Mas não pode chamar mais atenção do que a noiva, né.

— E o que eu faço?

— Por muita sorte, eu comprei dois ternos D'Armand na semana passada e um deles, coincidentemente, é do seu tamanho.

Sehun lhe entregou um terno novinho em folha que estava escondido no armário de casacos.

— Isso foi um plano de vocês dois, não é? — Junmyeon correu pra fazer cócegas na filha que brincava com alguns carrinhos.

— Não era pra Sunhye pintar todo ele, era só um risco no meio dele.

Sehun o ajudou a vestir o terno testando para ver se estava tudo no lugar e, por Deus, sentiu vontade de pedi-lo em casamento de novo. Mas no fim, apenas lhe beijou a testa, pediu que trocasse aquelas calças depressa por que se não se atrasariam.

Chanyeol voltou alguns minutos depois carregando Chamin em um dos braços e sendo puxado por Felpudo pelo outro. A criança dormia em seus braços, estava cansado pela caminhada e o frio havia lhe dado sono. Mas ele não. Estava uma pilha de nervos, estaria casado em poucas horas, seriam Sr. e Sra. Park, isso estava lhe matando por dentro.

Ele entrou em casa a beira do desespero, soltou Felpudo da coleira e procurou pelos seus padrinhos, e os encontrou sentados em duas cadeiras de balanço na parte de trás da casa. As mãos dadas os unindo como quando lhe disseram que estavam juntos e se amavam, conversando, rindo e se balançando. Então Chanyeol respirou fundo sentindo o peito aliviar de toda aquela tensão, vê-los juntos sempre o fazia lembrar por que havia tomado aquela decisão.

— Chamin! — Sunhye dava pulinhos. — Acorde, vamos brincar!

Os padrinhos despertaram quase correndo para onde os dois estavam, as mãos ainda dadas e um sorriso arteiro no rosto.

— Eu tô pronto! — foi a única coisa que Chanyeol disse.


[...]


Junmyeon acordou do pior pesadelo que havia tido em toda sua vida. Respirava com dificuldade, sentia o corpo todo trêmulo e uma vontade de chorar que estava entalada no fundo da garganta. Correu escada a baixo temendo que todo o pesadelo fosse real, que absolutamente tudo o que vivera até aquele momento tivesse sido apenas fruto de sua imaginação ou um dos sonhos distorcidos como aquele que teve minutos atrás.

Desceu tão rápido que quase caiu diversas vezes com toda a presa em saber se estava enlouquecendo. Parou ao pé da escada ao ouvir três vozes.

As três vozes que mais desejou ouvir em toda a sua vida. Caiu de joelhos sentindo o peito apertar mais do que nunca, as lágrimas descendo por todo seu rosto como uma cascata de medo.

— Sunhye, não coma todas as amoras, seu pai ainda vai querer algumas.

— Mas papai, só mais uma. — Sunhye quase choramingava.

Junmyeom levantou devagarinho secando o rosto.

— Tudo bem, só mais uma e eu guardo. — Sehun era um pai muito babão. — Por que ainda não comeu as torradas, filho?

Junmyeon caminhou devagarinho até a cozinha esperando que aquele momento não se quebrasse, esperando que sua família ainda estivesse lá quando entrasse no cômodo.

— Acordou, querido! Nós fizemos o café, mas as crianças ficaram com fome, então começaram a comer antes. — Sehun o observou parado no meio da porta, o rosto meio choroso e as mãos se apertando o tempo todo. — Sonhos ruins? — Junmyeon confirmou.

Sehun se levantou e o trouxe para mais perto com um abraço apertado.

— Advinha o que Chamin fez ontem na escola. — Sehun segurou em sua mão durante todo o café lhe passando segurança.

Junmyeon não comeu nada, quase não falou, apenas os ouviu.

Há algumas semanas estava tendo aqueles sonhos péssimos que não o deixavam respirar direito. Mas sempre era salvo por eles, sempre os ouvia rindo e tocando piano quando acordava, sempre tinha esperanças de que eles estariam ali.

E sempre estavam.

Felizes, rindo, comendo, se divertindo, sempre lá quando ele acordava. E era isso que lhe dava forças para levantar todas as manhãs, respirar fundo e se sentir aliviado.

Se despediram das crianças no portão da escola, caminharam de volta para casa em silêncio com Felpudo a tira colo. Sehun deu todo o tempo do mundo para que ele voltasse a realidade e pudesse lhe dizer tudo o que estava acontecendo. Não conseguia ver o marido daquela forma, sempre com medo, sempre distante e lhe escondendo o quanto estava apavorado.

Então fez a única coisa que estava ao seu alcance, tentou lhe deixar mais tranquilo.

— Passei naquela cafeteria no centro, disseram que podem fazer o bolo de aniversário. — Sehun tentou chamar sua atenção.

Mas Junmyeon continuava em outra órbita.

— Não vou dormir mais. — Junmyeon encostou a cabeça sobre o ombro do marido. — Não quero nem imaginar que vocês não existem na minha vida, isso me destrói por dentro, eu não consigo.

— Querido, nós estamos bem aqui. — abraçou-o o ombro. — Ninguém vai nos tirar de você.

Junmyeon respirou fundo sentindo o peito congelar com o ar frio.

— Se me descobrirem aqui vou ser morto.

— Estamos muito longe de Seul, não se preocupe, ainda me lembro como usar aquela arma.

Eles riram baixinho chegando na frente da casa em tom azul.

— Acha que consegue me proteger? — Junmyeon perguntou se escondendo mais e mais no abraço quente do marido.

— Eu sou muito persuasivo e corajoso, Sr. Kim, foi assim que lhe conquistei. — beijou-lhe o alto da cabeça. — Eu, finalmente, tenho uma família com você, nada vai lhe machucar, nunca mais, eu prometo.

Caminharam devagar até a sala sempre de mãos dadas, um deles temendo se perder, o outro temendo deixá-lo sozinho. Sentaram-se junto ao piano, Sehun sempre lhe mostrando quais teclas deveria tocar, sempre lhe conduzindo com a música.

Estavam bem naquele instante, estavam felizes e seguros. Só precisavam daqueles momentos em que tinham um ao outro, quando podiam levar os filhos ao parque, caminhar na praia, olhar as estrelas e lembrarem que estavam a salvo.

Junmyeon deitou sobre o ombro do marido e pararam de tocar.

— Como essa se chama?

— Junmyeon em Lá menor.

E sorriram sinceramente.


FIM


Notas Finais


Primeiro, muito, muito, muito obrigado por todo o incentivo e todo o amor que vocês deram pra essa fic. Não fazem ideia de como eu me senti lendo tudo, talvez eu tenha até chorado, mas isso não vem ao caso. Vocês são foda! Espero que me acompanhem em muitos outros projetos aqui por que vão ter muitos mais em breve.
Segundo, esse momento tá sendo muito difícil pro exo e pras exo-ls, então apoiem o quanto puderem o Chen, a namorada e o baby chen. Ele é uma pessoa maravilhosa e não merece esse hate massivo que estão jogando nele. Por favor, mais do que tudo, amem o EXO, apoiem os 9!
Muito obrigado de novo! Essa fic é o amor da minha vida ♡
Bye bye ~


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