História Verona - A Hosie story - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá, como estão?
Vamos para mais um capitulo e descobrir o que está por trás da volta da Penélope?

Capítulo 6 - O capitulo antes do primeiro jantar Saltzman-Mikaelson


Fanfic / Fanfiction Verona - A Hosie story - Capítulo 6 - O capitulo antes do primeiro jantar Saltzman-Mikaelson

As bolhas de champanhe faziam cócegas no céu da boca de Penélope. Ela fechou os olhos e suspirou de prazer. A água morna da banheira relaxando seus músculos. Fazer uma viagem de oito horas até Mystic Falls foi cansativo, e ainda mais desgastante foi passar o dia ao lado de Josie sem poder toca-la. Elas não conversaram sobre o passado ou sobre assuntos pessoais. Não que Penélope não tenha tentado, ela tentou, mas Josie sempre a cortava.

Mas isso não a desanimou. Ela estava disposta a ter Josie de volta, mais do que isso queria a roubar de Hope Mikaelson. Quando mais nova sempre viu a ruiva roubar suas oportunidades, desde sua vaga como capitã do time da escola até sua colocação na lista de jovens influentes da cidade.

Hope Mikaelson sempre esteve um passo a frente, mas desta vez Penélope estava disposta a mudar isso. Sua relação com Josie foi importante para ela se descobrir como mulher bissexual. Josette era uma graça, além de ser inteligente e muito gentil. Fazia Penélope se sentir especial e única. Porque isso era o que Josie fazia, tornava Penélope a numero um em todas suas possíveis listas. Mas acontece que Penélope não sabia se comprometer a ninguém na época, talvez ainda não saiba, então acabou por estragar tudo traindo Josie com uma aluna mais velha da sua escola.  Josie ficou destruída quando descobriu e então Penélope a deixou ir embora e isso a assombrou por um bom tempo.

Mas ela superou, amava Josie, mas não a considerava o amor da sua vida. Sem falar que quando ela tentou levar o relacionamento para outro nível Josie a empurrou para fora da cama com tamanha força que um galo subiu em sua cabeça.

Então Penélope juntou todas as informações que tinha e adivinhou que fora Hope quem conseguiu o que Josie a negou. Até mesmo nisso Hope tinha a ganhado. Conseguiu Josie.

Mas Penélope a conseguiria de volta.

- Senhorita, Park. – Rosale abriu a porta do banheiro. – Senhorita, Saltzman esta aqui, devo pedir para aguardar na sala de estar?

- Não, Rosale, pode trazê-la até meu quarto.

Rosale assentiu e se retirou para buscar a convidada. Penélope baixou o volume da música e esperou alguns instantes para que Josie e Rasale retornassem.

- O que estou fazendo aqui?

 Josie perguntou assim que passou pela porta, não parecia nada animada em estar no banheiro de Penélope com a mesma coberta apenas por bolhas de sabão. Anos antes ela estaria a beijando contra a parede, Penélope pensou. Josie não era mais tão magrinha como quando adolescente, ela agora tinha um corpo com mais curvas e os cabelos eram lisos e estendidos ao lado do rosto em um corte curto e moderno.

- Você está linda. – Penélope soltou em um tom sincero demais. – Mas, por favor, pareça um pouco mais animada em minha presença. – Dizendo isso ela se levantou não se incomodando em cobrir o corpo. Josie instantaneamente virou de costas.  – Rosale.

A senhora se apressou em vestir o roupão de sua jovem chefe.

- Pode ir. – Penélope disse e Rosale saiu sem dizer nada.

Josie se manteve de costas, estava seriamente cogitando ir embora. Sua mãe a colocou como encarregada de ajudar a fotografa a selecionar suas melhores fotografias para a primeira feira cultural de Mystic Falls.

- Você fez questão da minha presença.

Josie enfim virou para Penélope, ela agora tinha um roupão preto envolta de seu corpo e os cabelos escuros presos no alto da cabeça.

- Você tem bom gosto para arte.

- Fale a verdade, porque me quer aqui?

Penélope sorriu e se aproximou de Josie a passos cuidadosamente lentos. A Saltzman ficou parada, apenas a observando.

- Eu te quero de volta. – Penélope pegou a mão de sua ex com delicadeza e Josie observou as mãos unidas. – Eu sei que uma parte sua fica imaginando o que seríamos agora se não tivessemos nos separado. E vamos lá, Josie, Hope não é a pessoa certa para você. E você não quer fazer parte de uma família como essa, que é louca e ambiciosa acima de tudo. Hope não irá dar nada do que você precisa, ela não é nada. Não é a pessoa certa pra você.

- Ah, não? – Josie perguntou com um tom de voz suave, ela se aproximou ainda mais de Penélope que prendeu a respiração. Estava sendo fácil demais. – Quem seria a pessoa certa para mim? Você? Porque se a pessoa certa pra mim for você, Penélope, eu prefiro ficar só.

Josie afastou a garota de si e deu as costas. Se um dia amou Penélope, agora não sentia nada. Nem mesmo uma pequena faísca de atração. A achava bonita, somente isso, mas não havia a aceleração no coração, ou o suor nas mãos, não tinha a vontade de prender o ar e ficar parada lhe observando, não tinha nada que sentia com Hope.

Josie estava dando um passo para ir embora quando sentiu um puxão em seu ombro que a fez virar de volta e então Penélope a trouxe para perto. Seus lábios estavam quase se tocando quando a face direita da mais velha ardeu feito brasa. Josie tinha lhe acertado um soco, não um tapa, um soco.

- Não chegue perto de mim novamente.

- Não diga que ama Hope.

Josie abriu a boca em choque. Penélope só poderia ser muito burra.

- É obvio que amo Hope, nós iremos nos casar. Teremos uma família.

- Pensei que estavam em crise. – Penélope disse massageando o rosto. – Pensei que seria fácil separar vocês.

- Onde você ouviu que estávamos em crise?

- Por aí.

Josie odiava quando Penélope era vaga em suas respostas. Ela sempre gostou de manter mistério e isso irritava Josie profundamente.

- Eu jamais voltaria para você. Eu pensei que te amava, mas eu era apenas uma adolescente que não sabia nada sobre o amor. Hope é tudo que eu quero e que eu preciso.

- Hope Mikaelson não é perfeita! – Penélope quase grita e isso assusta Josie.

- Não, ela não é perfeita, mas eu amo até seus defeitos.

Josie saiu sem olhar para trás, não queria ver Penélope novamente. Dentro de si um riso se forçava a sair por lembrar que a socou no rosto. Josie odiava violência, mas a mulher fez por merecer. Nem mesmo Hope a beijava sem seu consentimento.

Penélope sentou em sua poltrona do terraço e observou o carro de Josie se afastar. Tinha ido até ali com uma falsa promessa de derrubar Hope Mikaelson, mas tinha ganhado apenas um belo hematoma em sua bochecha, além de ter que ouvir Josie se declarar para Hope bem na sua frente. Estava se sentindo estupida e humilhada.

Precisava descontar em alguém e a única pessoa em que pensava era naquela que foi responsável pelo seu retorno. Apesar de parecer Penélope não era uma má pessoa, ela só ficava entediada muito rápido e suas disputas contra Hope sempre a animaram um pouco. Mas ela percebeu que tinha ido longe demais, acabou magoando Josie novamente.

Naquele dia Josie decidiu que não contaria nada para Hope. Não queria aborrece-la pouco antes do natal. Aquele era o feriado favorito de Hope e tanto já havia mudado naquele ano, ela merecia um pouco de sossego. Falar sobre Penélope só iria lhe irritar ainda mais. E ainda havia Pedro e compras de natal e o mais estressante de tudo: Um jantar de família.

Josie deveria ter pensado melhor antes de aceitar a proposta de Hope para aquele Natal. Deveria ter levado em consideração o histórico entre suas famílias, principalmente quando reunidas. Não era como se eles saíssem aos socos, nada disso, suas famílias brigavam com classe. Soltando farpas durante jantares em comum ou pronunciamentos na TV. Também havia as indiretas no jornal e os olhares tortos.

O dia 24 de dezembro amanheceu frio como de costume, o quintal estava todo coberto por uma camada fina de gelo branco. Josie foi a primeira a levantar naquela manhã, logo em seguida foi Pedro que foi até a cozinha e ajudou sua responsável a preparar o café. Horas mais tarde, quando Hope já estava de pé, Lizzie chegou junto a MJ para ajudar no preparo do jantar.

- Certo, o peru ficará pronto em algumas horas. – MJ verificou a ave no forno e sorriu orgulhoso do seu feito. – Como está a sobremesa, amor?

- Tudo em ordem. –Lizzie respondeu colocando mais uma torta no forno e retirando a travessa de cookies. – Este jantar vai ser interessante.

Josie revirou os olhos para a fala de sua irmã e continuou observando pela janela da cozinha Hope e Pedro terminando de construir um boneco de neve. Os dois estavam se dando bem e Pedro parecia idolatrar a advogada que nas horas livres pintava telas e mais telas ao lado do pequeno garoto.

Hope ergueu Pedro para que ele colocasse o cachecol verde e prata no boneco de neve que mais parecia um amontoado de gelo. Josie sorriu balançando a cabeça quando os dois bateram os punhos orgulhosos.

- Quais as chances de tudo sair um fiasco? – Josie perguntou com os olhos ainda presos na imagem em seu quintal.

- Grandes. – Lizzie era sincera demais para o nervosismo de Josie. – Mas você sabia que ia ser complicado, então apenas aceite.

- Obrigada. – Josie murmurou debochada.

Lizzie se aproximou descansando o queixo no ombro da irmã. Seus olhos acompanharam os de Josie e ela viu Hope e Pedro se divertindo no meio do chão branco.

- Você pensou sobre o lance de filhos? – Josie negou devagar, ainda não tinha certeza sobre aquilo. – Você falou sobre Penélope? – Josie tornou a balançar a cabeça. – Josie, você tem que falar. Se Hope descobrir por conta própria vai ser pior.

- Eu irei falar.

- Se você diz. – Hope notou os olhares sobre si e virou para janela, acenando para as duas mulheres que lhe observava. As duas Saltzman acenaram de volta. – Eu sei que nunca disse isso, mas sua mulher é incrível. – Josie lançou um olhar surpreso por sobre o ombro e Lizzie revirou os olhos. – Nunca diga a ela que me ouvir falar algo assim.

- Ela não acreditaria de qualquer forma. – Lizzie piscou um olho para Josie e voltou para perto do namorado. – Liz, eu irei contar a Hope, não quero passar o jantar com isto preso em minha garganta.

- Boa sorte e diga para Pedro que tem biscoitos assim você ficará a sós com ela.

Josie respirou fundo e pegou o casaco sobre o balcão. O vento frio bateu forte em seu rosto e ela se encolheu por instinto ao passar pela porta. Pedro veio correndo ao seu encontro, as bochechas vermelhas por conta do frio. Ele estava usando um casaco pesado, além de um gorro cobrindo seus cachos e luvas.

Josie também colocou seu casaco e cobriu o pescoço com o cachecol amarelo e preto. Quando Pedro estava perto o bastante, Josie se ajoelhou e ajeitou seu casaco.

- Tia Josie, você viu o boneco de neve que a Hope fez? Ele é grande e tem um sorriso e nariz de...

- Respire meu amorzinho. – Josie riu da animação do garoto. – Lizzie preparou biscoitos, porque não entra para comer alguns e se aquecer?

Pedro assentiu e correu para dentro de casa. A cada dia ele se soltava um pouco mais, as perguntas sobre a mãe estavam diminuindo. E enquanto isso o serviço social nada falava sobre a avó de Pedro.

Hope retirou o cachecol do boneco de neve, Josie se aproximou a passos leves. Quando estava bem perto Hope lançou o cachecol sobre sua cabeça, o puxando quando ele estava em volta de sua cintura. Josie sorriu boba quando os corpos esbarraram e Hope lhe beijou suavemente.

- Eu amo você.

Josie perdeu o folego por uns instantes com a declaração inesperada.

O rosto de Hope estava perto demais, ela podia ver cada detalhe de sua pele, os olhos azuis estavam claros como cristais, a ponta do nariz vermelha por conta do inverno. Josie a abraçou escondendo o rosto em seu pescoço, o cheiro de Hope entrando pelo seu nariz e viajando por todo seu organismo acalmando todos seus nervos e a deixando entorpecida por longos segundos.

- Eu amo você. – Ela murmurou de volta contra a pele de Hope, queria ficar ali por mais tempo, mas tinha que esvaziar sua mente se ainda quisesse um jantar calmo. – Preciso falar algo.

- O que houve? – Hope perguntou enquanto colocava o cachecol em volta de seu pescoço.

- Eu encontrei com Penélope alguns dias atrás. – Hope sentiu seu maxilar endurecer, mas evitou tirar conclusões precipitadas e se preparou para ouvir Josie. – Como mamãe pediu minha ajuda para a feira cultural eu preciso selecionar as obras a serem expostas e isso inclui as fotografias de Penélope.

- Isso eu sei, você avisou que ia. – Hope cruzou os braços, sabia que tinha mais coisa por trás desse encontro. Não que ela desconfiasse que Josie tivesse a traído, mas sabia que Penélope tentaria algo. – O que houve naquele dia, Josette?

Ali estava seu nome “completo” saindo da boca de Hope com uma entonação nada desejável. Josie até cogitou voltar atrás e não dizer nada, mas respirou fundo outra vez e seguiu a diante.

- Ela tentou me beijar. – Hope soltou uma risada irônica que pareceu mais fria do que o vento daquele inverno. – Eu não deixei, obviamente, eu fiquei esses dias decidindo se iria ou não contar para você, não foi nada demais.

- Obrigada por contar.

- Hope...

- Ela falou algo? – Josie assentiu. – O que ela disse?

- Que tinha voltado por mim, falou algo sobre me querer de volta e coisas do tipo, mas eu não me importo, porque eu quero você, Hope. Eu quero você para sempre.

- Meu pai conseguiu o apoio da família Park. – Hope declarou pensativa. Josie parecia desesperada para provar a Hope que nada tinha acontecido, mas sua noiva não parecia duvidar disso. – Você disse que Penélope apareceu do nada se oferecendo para ajudar no evento de sua mãe. Mas eles ainda não tinham soltado nota oficial sobre, tinham?

- Não, mas havia boatos...

- Eu preciso ir. – Hope saiu em direção à garagem, mas deu três passos e voltou para beijar Josie. – Estamos bem.

Josie observou a noiva sair. Não estava entendo nada e começava a ficar preocupada com a sanidade de Hope, mas ela acreditaria nas ultimas palavras que lhe foram ditas. Terminaria o jantar e continuaria se preparando para logo mais.

Hope dirigiu o mais rápido que pode, obviamente não deixando de lado sua segurança. As peças em sua cabeça iam se encaixando e ela não podia deixar de pedir aos céus que estivesse errada. O caminho até a mansão que ela um dia chamou de lar foi feito em tempo recorde.

Ela passou pela porta e encontrou o pai na sala de estar bebendo o que parecia ser whisky enquanto um álbum de Jazz tocava. Camille estava junto a ele, a cabeça deitada em seu ombro enquanto lia um livro de capa vermelha.

Não havia sinal dos outros familiares.

- Você prometeu. – Ela disse sem se importar de retirar o casaco. Klaus a olhou assustado e Camille deixou o livro de lado. – Nós fizemos um acordo e você o quebrou.

- Sobre o que está falando, minha filha?

 - Não se faça de desentendido, Klaus. – O homem sentiu uma pontado no peito quando a filha se recusou a chama-lo de pai. – Trazer Penélope de volta? Isso foi meio infantil não acha?

- Hope, por favor, se explique.

- Foi você não foi? Você deu um jeito para ela descobrir sobre a feira cultural da mãe de Josie, você a fez pegar um avião até aqui e contou sobre meu noivado, por que sim, ela já veio ciente de que estamos juntas. Ela também sabe que a presença dela me incomoda e parece decidida a conquistar Josie. Você achou que Josie iria olhar para ela e uma chama de amor adolescente iria voltar para seu peito, mas deixe-me dizer que a única chama que aquece o peito de Josie é a do nosso amor e não há nenhum espaço para outro alguém.

- Eu não fiz nada disso. – Klaus virou o copo do whisky sem dificuldade alguma.

- Como conseguiu o apoio dos avós de Penélope então?

- Vincent cuidou disso, eu não sei como, mas ele conseguiu o que tentamos há anos.

Sim, tinha sido Vincent, o site de fofocas que espalhava noticias sobre Hope e Josie poderia ser muito bem controlada por alguém a mando de Vincent. Ele mais do ninguém faria de tudo para por Klaus no cargo novamente, até passar por cima de Hope.

- Eu fiz uma promessa. – Klaus disse. – Eu não quebro minhas promessas, você sabe. Não amo sua relação com Josette, mas contanto que esteja feliz eu ficarei bem.

- Pai...

- Está tudo bem. – Klaus ficou de pé. – Irei falar com Vincent. Se me der licença farei isso agora mesmo.

- Há um jantar. – Hope disse simplesmente e Klaus sorriu pequeno.

- Já é do meu conhecimento, mas eu não irei. – Hope assentiu.

Klaus lhe lançou mais um olhar terno e saiu para ir de encontro a Vincent.

Hope pensou em ir junto, mas se há alguém melhor do que ela para lidar com a situação esse alguém é seu pai. Ela então se controlou para não segui-lo e foi cabisbaixa até seu carro. Peguei o caminho que a levaria para casa e pouco antes de entrar na rota seu celular indicou uma notificação.

O site que Hope mandou Vincent apagar ainda estava funcionando e ali estava mais uma notificação de noticia com o seu nome e o de Josie.

Ao que parece é o fim do noivado de Hope Mikaelson e Josette Saltzman.

Abaixo estão algumas fotos do casal que todos adoramos.

Penélope enfim conseguiu sua garota de volta.

Hope sabia que deveria ir direto para casa, precisava ajudar Josie com o jantar, mas foi meio que no automático que seu carro virou a esquerda quando deveria seguir em frente e acabou por estacionar atrás do carro de Klaus no escritório de Vincent.

- Ei. – Não. O que mais aconteceria com Hope naquele dia?! Já não bastava saber que sua noiva quase foi beijada por outra pessoa, ou que havia um cara tentando junta-las, e que toda cidade parecia ser contra seu relacionamento. Agora Penélope Park estava na sua frente. – Preciso falar com você.

- Tudo que menos quero no momento é olhar pra sua cara.

Hope tentou seguir seu caminho, mas Penélope se colocou na sua frente a impedindo de dar qualquer passo.

- Eu amo Josie.

Hope respirou fundo e estava pronta para dar uma boa resposta quando um vulto loiro passou por ela.

- Okay, leia meus lábios, encarnação de lúcifer. – Lizzie ficou entre Hope e Penélope sua altura servindo como muro entre as duas garotas consideravelmente mais baixas. – Vocês duas nunca vai acontecer... Ao menos não de novo.

- Lizzie? O que está fazendo aqui? – Hope empurrou a garota para o lado. – Por acaso está me seguindo?

- Porque eu faria isso? – Lizzie ajeitou seus cabelos loiros e respirou fundo enquanto passava a mão por seu vestido. Hope se perguntou se ela não sentia frio. – Estou aqui porque ela me chamou.

- Sim, eu chamei, eu falaria com Hope, mas não acho que ela viesse ao meu encontro, porém, aqui estamos.  – Hope odiava como Penélope sempre mantinha um sorriso debochado no rosto e como parecia saber tudo e cada pequena coisa que a estressava. – Eu amo Josie e quero que ela seja feliz, eu iria lutar por ela e todo esse blá blá blá, mas não, obrigada.

- Olha a maneira que você fala. Como pode achar que ainda ama Josie?  

- Tudo bem, eu queria irritar você. – Penélope assumiu fazendo Hope ficar mais zangada. – Eu recebi um e-mail falando sobre Josie, eu gosto dela, não se engane. Eu posso não ser completamente apaixonada, mas Josie foi e continua sendo importante para mim.

- Chega de se declarar para minha mulher. – Hope tentou ir para cima de Penélope, mas Lizzie a impediu.

 - Quem mandou o E-mail?

- O assessor de Klaus, Vincent. Ele me convenceu a vim até aqui, lutar por Josie e quebrar o coração de Hope. Eu não tinha mais nada para fazer onde estava e também sentia saudades de meus avós. Não custava nada vim até aqui.

- Você veio até aqui apenas para destilar veneno?

- E para ver meus avós. – Hope estava sem acreditar no que ouvia, mas mesmo assim, era Penélope, claro que ela poderia fazer algo do tipo. – Enfim, Vincent fez todo esse plano para que eu ficasse a sós com Josie e assim nos beijássemos. Mas não aconteceu e olha que eu até me expus inteiramente nua para ela e ela nem olhou.

- Você ficou nua para minha mulher?! – Hope tentou novamente alcançar à morena, mas sua cunhada era mais rápida e a impedia.

- E tentei beija-la, mas Josie só me deu um soco.

- Por isso os óculos? – Lizzie perguntou soltando uma gargalhada divertida. Penélope revirou os olhos. – Eu amo minha irmã.

- Então, não foi Vincent que soltou essa foto, quer dizer, ele deve ter mandado soltar, mas tem outra pessoa com ele. Algum ex seu, talvez, não conheço todos dessa cidade.

- Landon? – Hope relaxou onde estava sua mente recapitulando o fato de que foi o garoto que direta ou indiretamente lhe fez pensar um pouco mais nessa história. – Que idiota.

- Sim, só um idiota para namorar você. – Penélope suspirou e achou que era hora de ir para casa, ela ainda ficaria até o outro dia, iria passar o natal com os avós.

- Por que está contando? – Era no mínimo curioso o fato de Penélope ter a consciência de falar sobre Vincent e Landon. Lizzie conhecia a garota.

- Milagre de natal.

Penélope ajeitou os óculos no rosto e deu as costas, desfilando em direção ao seu carro que deveria custar muito dinheiro. Hope esperava não vê-la nunca mais, não queria nem mesmo ouvir falar sobre ela. Quando a morena entrou no carro Hope quase se ajoelhou e agradeceu aos céus por ela ir embora.

- Porque acha que Vincent faria algo assim?

- Eu sei que você vem sofrendo muito com a situação que seu relacionamento com Josie criou em sua família e para as pessoas da cidade, mas Hope, a relação de vocês também representa uma possível aliança entre nossas famílias que há anos disputam a droga dessa prefeitura...

- Pensei que você iria se candidatar. – Hope a interrompeu e Lizzie lhe lançou um olhar aterrorizante. – Pode continuar.

- A aliança, literal, entre você e Josie vai dificultar o trabalho de Vincent que lucra um monte sobre minha família. Ele vem há anos escavando tudo que pode denegrir nossa imagem, e eu não me surpreendo que seja ele. Você agora virou inimiga.

- Mas meu pai está cuidando disso. – Hope declarou.

- Me desculpe por não confiar que ele fará algo para isso acabar.

- Na verdade, Elizabeth... – Lizzie arregalou os olhos quando a voz grave soou logo atrás de si, Hope colocou toda sua atenção sobre o pai que só continuou a falar quando a Saltzman também lhe olhou. – Vincent foi demitido e eu abdiquei da prefeitura. Elijah terminará o mandato em meu lugar.

Hope e Lizzie arregalaram os olhos em descrença. Não imaginavam Klaus longe da politica. Era basicamente quem ele era. Não só suas roupas demonstravam isso, mas seu discurso e poste. Klaus era perfeito naquilo, mas Lizzie continuava achando sua mãe melhor. Hope lembra que durante toda sua vida teve que ensaiar para sair tão perfeita quanto o pai, não sendo presunçosa, mas nunca foi algo difícil. Estava em seu DNA, assim como no de Klaus, Elijah e todos os outros irmãos. Foram criados para ser vistos como realezas, essa foi sempre a exigência de Mikael.

- O senhor está fazendo isso por mim? – Hope não queria ser ingênua em pensar aquilo, mas não conseguia deixar de achar que era uma possibilidade.

Klaus sorriu como Hope nunca tinha visto. Era um sorriso leve e que deixou seus olhos molhados. Klaus Mikaelson com os olhos molhados.

- Eu perdi muitas coisas por conta desse cargo, minha querida. – Os olhos de Klaus fitaram Hope e ela de pronto se lembrou da carta. – Não posso arriscar perder você também.

Hope queria ser um pouco mais como o pai, mas só carregava metade de seu DNA o outro era de Hayley e foi guiada por essa parte sua que ela correu para abraçar Klaus. No inicio o homem se assustou, olhou para os lados e pensou em afastar a filha e ajeitar seu blazer. Mas ao contrário disso ele se agarrou nela. E quase chora ao lembrar-se de quanto tempo faz que eles não compartilhavam um abraço tão sincero.

- Eu tenho que ir. Preciso me encontrar com meus outros assessores e o pessoal do senado. Além é claro de falar com seu tio.

- Tio Elijah irá enfartar. – Hope riu e Klaus a acompanhou. – O convite para o jantar ainda está de pé.

- Outro dia. – Klaus beijou a testa de Hope, assim ela parecia apenas a garotinha que pintava quadros com ele, manchando tapetes e colorindo móveis. – Feliz natal, minha Hope.

- Feliz Natal, papai. 


Notas Finais


Esperam que tenham gostado. Proximo cap vamos ter o primeiro jantar Saltzman-Mikaelson hm.
Até semana que vem, se cuidem e amanhã tem ep novo de Legacies, usem a tag hosie durante o ep pra sofrermos todos juntos se tiver migalhas. Té a proxima!


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