História Versões de Mim - Capítulo 2


Escrita por:

Visualizações 25
Palavras 671
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Fadinha porque não queria deixar sem imagem mesmo.

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Sexualidade


Fanfic / Fanfiction Versões de Mim - Capítulo 2 - Capítulo 2 - Sexualidade


Eu sempre gostei de garotas.

Essa é a minha realidade.

Mas eu nunca admiti e demonstrei isto para ninguém, apesar de que minha tia desconfiava.

Nunca pude falar disso em casa porque meus pais são preconceituosos até demais... descobri de formas bem... desagradáveis.

Eu escondi isso. Namorei com alguns garotos, mas não foi apenas pra fingir ser "normal", como diz a sociedade, foi porque eu realmente pensei que gostava deles, mas descobri que não era por isso.

Eu namorei 3 vezes, me chame do que quiser, não passou de selinho e abraço >:v.

Eu tive certeza que gostava de garotas devido ao incidente de dois anos e meio atrás, quando eu conheci uma garota.

Bom, não nos conhecemos por um bom motivo, era porque ambas estávamos com depressão e a minha tia achou legal duas pessoas depressivas conversarem para ver se entendiam uma a outra.

Eu não estava nada feliz com isso, só concordei porque iria passar o ano novo longe de casa e de meus pais.

Mas, eu vi ela, na véspera de ano novo, poucas horas para a virada do ano, não me apaixonei de imediato como nos filmes, apenas fiquei... não sei, intrigada talvez?

Enfim...

A família dela (no caso do namorado da minha tia) foi para a praia junto de mim, minha tia e meu tio.

Lá ficamos sentadas na areia conversando, não falamos sobre o porquê dos cortes que fazíamos ou da depressão em si, mas sim do dia a dia.

Acabou que nem precisamos falar muito e já nos conheciamos mais ou menos bem.

Eu bebi pela primeira vez nesse dia também. 

Que informal útil. 

E após aquilo nos divertimos correndo pela beira da praia, chutando a água e fazendo piadas.

Por incrível que pareça ambas melhoramos mais depois disso e ficamos amigas.

Até que um ano depois... eu percebi que gostava dela.

Então eu falei para a minha tia, e minha tia me revelou que ela estava sentindo algo por mim também. 

Que coisa boa! 

Não, não foi boa.

Minha tia estava bebendo com minha mãe nesse dia e acabou ficando um pouco bêbada e contando, o que resultou em: fui proibida de vê-la e conversar com ela.

Nah, até aí tudo bem, eu continuei falando com ela escondido, mas houve um outro incidente que me fez ficar com raiva de verdade.

Minha mãe pegou meu celular e me proibiu de mexer, mas eu descobri que ela mandou coisas horríveis para a garota, e o que aconteceu? Discussão. 

Ela quase me matou nesse dia também, pegou no meu pescoço e me pendurou contra a parede, perguntando:

"VOCÊ NÃO QUER MORRER NÉ?! QUER QUE EU TE MATE?!"

A única coisa que eu fiz foi rir sarcasticamente e olhar em seus olhos respondendo bem fria em seguida:

"Me mata, assim eu não preciso fazer por mim mesma"

E eu fugi de casa nesse dia, fui para a casa da minha avó e lá todo mundo brigou comigo, menos minha tia e o namorado dela, eles queriam até me deixar dormir lá, só que meu pai não deixou.

Fui pra casa com eles dois e quando eu cheguei a culpa veio para mim, minha mãe falou que eu fiz alguma coisa e gritei com ela na escadaria, eu não fiz isso. E o fato dela quase ter me matado? Ela não contou, então ninguém ligou para isso, nem para mim.

Não toquei no assunto de gostar de garotas depois disso e me afastei da garota, para não machuca-la e ela entendeu.

Esse ano falei de novo sobre gostar de garotas, minha mãe? Bem... ela tá nem aí, como ela falou, serei sua garotinha até sair de casa, e se depender dela não terei nenhum tipo de relacionamento com uma garota.

Mas eu tô nem aí, ela não vai mudar o que sou por causa disso. É simplesmente impossível.

Não é por gostar de garotas que eu deixarei de ser uma.

Ela não entende isso... 

Mas um dia vai entender.

Porque eu vou continuar lutando pelo que sou, porque gostando de garotas ou não, eu continuo sendo um ser humano.

Então não desistam, talvez tenham mais sorte que eu.

Lutem pelo que são sem medo, porque ninguém pode lutar por você. 



Notas Finais


Um pouco de mim


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...