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História Vestes de Sangue - Capítulo 2


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Notas do Autor


VOLTEI... Como prometido, + um capítulo e quero agradecer a minha amiga Dani que me incentivou a postar logo essa bagaça kkkkkkk
Boa leitura!

Capítulo 2 - Pelo passado se fez a união


Uma semana depois da morte de Kimyo, o rei convocou uma mulher que se tornou tutora da princesa para lhe ensinar o que sua mãe não pode. No primeiro dia de aula, ela acordou bem cedo e foi arrumada pelas servas, o que a entristeceu por sentir falta de sua mãe.

O cômodo em que Kimyo desmaiou ficou fechado a pedido de Yasuji, por isso foi levada a outra sala onde conheceu a senhorita Namiko. Ao perceber que ela tinha uma vara de baixo do braço, a princesa não conseguiu esconder a curiosidade e expos educadamente. A mulher mostrou a madeira pesada de um metro e pediu que se colocasse de pé a frente dela e estendesse a mão. Mesmo tendo a impressão do que aconteceria, a menina estendeu já fazendo caretas imaginando a dor.

Namiko bateu com força na mão da menina somente uma vez, e após gritar, ela chorou. A tutora a mandou engolir o choro, pois era uma fraqueza demostrar sua dor e explicou que foi uma lição para que não perguntasse o que não lhe dizia respeito. A primeira coisa que aprenderia era lutar contra a curiosidade, e jamais se esquecer que nunca deveria falar mais que o necessário. E nunca dizer sem que tivesse permissão.

A mulher era muito rigorosa, mas após três anos, a menina já não corria mais pela casa, nem andava suja e todos os seus atos eram executados com delicadeza. Ela falava baixo e tinha um vocabulário muito educado. Mesmo assim durante as aulas, sempre fazia perguntas inconvenientes e sem resposta racional naquela época, como: se os homens sustentam a casa, por que as mulheres não poderiam administrá-la, já que é uma tarefa que não necessitava de força física.

A Namiko tinha autorização para tomar decisões drásticas quando a princesa fizesse esse tipo de pergunta, ou seja, as mãos dela sempre saiam sangrando após as aulas, mas nunca desistia de perguntar. Seu pai observava e preocupava-se com o comportamento curioso e insistente de sua filha.

A sós, a tutora alegava que nenhuma aluna ficou mais de uma estação com os mesmos comportamentos e que de fato, Emprestada evoluiu em tudo, menos no controle da própria língua. Yasuji permanecia firme pensando que ela iria se cansar da dor, e por isso permitiu que ela duplicasse a quantidade pauladas. Tudo isso para que quando chegasse a idade madura, estivesse disciplinada mesmo sem mãos.

E assim foi feito. Os ferimentos aumentaram, mas ela sobreviveu. E passou seis anos desde que ela perdeu sua mãe. Estava prestes a fazer dezesseis anos, mas já aparentava uma jovem lindíssima do qual era falada em outros vilarejos, onde os reis que tinham filhos optavam por ela para casar. Justificavam que era porque ela tinha uma linhagem de puro sangue, um pai poderoso, e além disso, era muito diferente, por ter os olhos da cor das folhas secas e traços orientais fracos. A profetiza explicou que sua aparência era assim devido ao ser sobrenatural que ela mantinha dentro de si; ele estava manifestando sua aparência através dela. Como a sacerdotisa era de confiança, seu pai acreditou.

Os boatos de sua beleza haviam percorrido como uma lenda contada de boca em boca. Haviam várias hipóteses para sua aparência exótica. Alguns diziam que a princesa era muito bonita por que era de uma linhagem pura, outros que ela era a reencarnação de uma deusa, mas eram somente rumores que chegavam aos ouvidos dela como uma bela canção.

Logo, Emprestada também descobriu a causa de seu nome ser tão estranho, e alertou todos que pudessem maltratá-la, ameaçando libertar o ser de seu corpo que mataria a todos. Sua tutora não escapou de sua fúria, pois ao chegar em sua sala, a princesa tomou a vara da mesa e lhe abateu na face.

Namiko recuou o rosto assustada, enquanto Emprestada quebrou a vara usando o joelho e jogou os restos no chão. — já aprendi tudo. — ela disse serenamente. — agora, você aprendeu uma valiosa lição: a de como se apanhar calada. Se me bater novamente, terá que lidar com a criatura que escravizou o vilarejo. — ela saiu deixando a mulher em seu quarto, extremamente confusa e surpresa.

Em seus aposentos, ela fechou a porta e começou a tocar. Seu pai ouviu as reclamações da tutora já íntegra e foi ao encontro de sua filha, quando começou a ouvir o som do Okoto vindo do corredor. Ao arrastar a porta, o cômodo estava muito escuro, mas logo reparou nela encostada na parede enquanto tocava. Ela havia soltado o longo cabelo que, agora, escorria por sua face a deixando mais sombria.

— Parece que meu pai veio me ver... Que inusitado! — Ela comentou sem olhá-lo.

— Inusitado é seu comportamento. Eu estaria com medo no seu lugar...

— Vocês que devem me temer... — A jovem o olhou sem erguer a face.

— Seu pensamento é interessante demais para sua pouca idade. Você não é um casulo. Quando você nasceu, ele tinha a escolha de nos matar, mas preferiu ficar com você. Então independente de morrer hoje ou amanhã, não vai nos impedir de viver. Por isso você não é tratada totalmente como uma princesa. Você pode mostrar seu rosto para todos do vilarejo, pois a sua imagem os lembrará Da razão para estarem vivos e que devem valorizar isto. Foi por isso que sua mãe morreu. Ter sofrido tanto para colocar uma criatura no mundo que nem nossa seria.

— Eu não aceito este destino. — A princesa Ryuuka bateu a mão no instrumento parando de tocar.

— Você não escolhe um destino, você é arrastada por ele independente de suas vontades. — Seu pai concluiu. — Façamos um acordo: você fica em seu cargo, continua comendo e dormindo como uma princesa. Também poderá sair acompanhada de sua dama de companhia, pois um sacrifício deve ser admirado e eu ficarei feliz de não ter que te matar.

Ela já nem ouvia o que seu pai lhe dizia, somente confirmou com a cabeça enquanto ele fechava a porta.

No dia seguinte, a princesa acordou com os cabelos embaraçados até os joelhos, percebendo que faltava alguns dias para seu aniversário. Ao levantar-se, abriu a porta para suas servas entrarem e olhava atentamente pelo pequeno espelho elas arrumando seu cabelo tão negro e com reflexos azuis. A vestiram com vários kimonos com cores suaves e claras onde tinha estampado nas laterais da manga o símbolo de seu clã: um dragão de frente com as asas abertas que mondavam um circulo.

Antes que terminassem, a gata da princesa pegou um kimono e pulou a janela correndo disparada pelo vilarejo em direção da floresta densa. Ryuuka comentou que isso acontecia as vezes, mas a frequência dos furtos e roubos da felina estavam aumentando. Isso a deixava intrigada, mas mesmo assim a gata era bem amorosa e simpática.

Depois de um tempo, ela estava pronta e encontrou sua dama de companhia a sua espera para a primeira refeição. Todos se levantaram e se curvaram menos seu pai. Este foi reverenciado por ela e após receber sua permissão, ela reverenciou sua família e todos se sentaram.

A esposa de Tatsu, reclamou da demora dela em se aprontar perguntando se lhe faltava servas. Com a uma expressão fechada, ela permaneceu olhando sua refeição enquanto negou, afirmando que seu cabelo estava muito embolado. Porém sua tia a olhou comentando que tiraram a criança da floresta, mas a floresta não saía da criança. Vendo uma futura discussão, Yasuji alegou que Kimyo também tinha dificuldade de arrumar o cabelo com pouco tempo.

Depois de comerem, levantaram-se após reverenciarem o senhor, saíram. A princesa e sua dama foram passear pelo vilarejo.

As mulheres cochichavam e os homens esqueciam de seus afazeres enquanto ela passava.

Quando voltaram, ela foi surpreendida por um servo que a avisou que seu pai a esperava em sua sala. Este lugar era proibido para as mulheres da família, por se tratar do espaço onde ele recebia aliados e discutia sobre guerras.

Ao chegar, ela se surpreendeu novamente. Seu pai falava sobre negócios com os generais. Ela interrompeu delicadamente dando um passo a frente, com sua gata que não saia de perto dela, e seu pai reparou sua presença dispensando todos.

Após os generais se curvarem e saírem sendo acompanhados pelo olhar rasteiro e invejoso da moça, o rei voltou o olhar a sua filha. Ela se colocou perante ele e foi ordenada a se sentar. Feito isto, ele afirmou que não gostava de gatos na sala enquanto passava a mão sobre a barba grisalha, mas ela o lembrou que era a primeira vez que habitava aquela sala e que não iria se repetir.

Ele a observou e confirmou com a cabeça, logo, disse que a tradição era os pais combinarem sem os filhos saberem e serem apresentados no dia de seu casamento. Porém, como ele havia escolhido sua mãe, também daria a oportunidade dela escolher. Portanto, convidou os príncipes de varias regiões para a celebração de seu aniversário, e isso causou a negação imediata dela. A interrompendo, Yasuji afirmou que tinha conhecimento das tarefas que realizava até melhor que sua mãe, além de já ter se tornado uma mulher bem formada. Também, alegou que estava envelhecendo e precisava de um sucessor, mas de qualquer modo iria se casar, já que estava na idade.

A princesa respirou profundamente abaixando a cabeça e logo levantou-se erguendo a face. Afirmou sua aceitação, porém queria que a vontade de sua mãe fosse feita. Por isso teriam que considerar sua opinião sobre o futuro marido e suas forças estivessem em equilíbrio. Ele reafirmou que ela o escolheria e deu permissão para que ela se retirasse.

Ela voltou para o quarto com sua gata. — Posso escolher um marido que eu possa manipular. Assim, conseguiria governar através dele, e como estudei tanto quanto um príncipe, graças a minha mãe e aquele quarto, administrarei bem. Além disso, minha beleza atrairá muitos pretendentes com reinos fartos de riqueza e população. De fato, terei mais poder e riqueza.  — Ela pensava rindo.

No almoço, a princesa e sua dama de companhia eram servidas e entretidas por gueixas e conversavam sobre muitos assuntos. Emprestada observava as artistas com muita atenção e admiração. Era fascinada por pela dança e a música tão suave. Ela tocava e cantava muito bem, mas era praticamente proibida de fazer em público. Não era essencialmente ruim, mas não era bem visto para uma princesa.

Para se esquecer de suas limitações, terminou sua refeição e saiu para caminhar pelo vilarejo. Percebendo a mudança de humor, a dama perguntou por que ela sempre olhava as gueixas e ficava triste. Então recebeu a justificativa de que não era bom ver algo tão bonito com olhos tristes por não poder participar. A dama de companhia ficou um pouco espantada, mas compreendeu.

Enquanto andavam, todos paravam seus afazeres para olhá-la e se curvarem. Emprestada não só gostava, mas ficava incomodada quando não era tratada desta forma. E foi o que aconteceu ao passarem por um homem que mal a olhou. Parecia que ele não se importava, por isso, ela começou a andar devagar para ver o seu rosto. Ele tinha traços japoneses, mas não tão fortes. Portanto ela concluiu que ele era um mestiço e não saberia quem era ela ou os costumes locais.

Naquele momento, ela percebeu que precisava que ele se prostrar-se aos seus pés. A mesma andou por muito tempo e ele ignorava. Então voltou irritada para o castelo com sua dama de companhia, e percebeu que seu pai iria sair. Ela dispensou com educação a sua companheira. E começou a andar pelos corredores, onde viu uma de suas servas limpando um vaso e para pôr no lugar, não podia arrastá-lo para não destruir o tatame. Por isso, o pegou no colo e devido o tamanho, não conseguia ver seus pés.

A princesa escondeu no corredor seguinte, empurrou com o pé um saco de terra no caminho da serva para que tropeçasse, o que foi inevitável. A pobre mulher caiu quebrando o vaso o que a feriu um pouco. Emprestada simulou passos na direção dela e surgiu no corredor indagando sobre o ocorrido, e se abaixou para ajudá-la.

A serva se desesperou pedindo para que não contasse que foi ela, pois já era a quarta vez que isso ocorria e já estavam pensando que fazia de propósito. Mas ela colocou as longas unhas nos lábios enquanto disse que precisava de um favor e odiaria ter que denunciá-la, por isso, iriam se ajudar.

Ryuuka sempre era a causadora desses estragos quando precisava chantagear algum serv. Enquanto enrolava uma mecha do cabelo preso da mulher, disse que não contaria nada se ela não contasse que sairia rápido antes de seu pai voltar. Para não ser demitida, a serva aceitou com receio. 

Ela foi até seu quarto e colocou uma capa por cima de seu kimono para não ser reconhecida enquanto sua gata á observava estranhando a situação. A jovem saiu pela janela com um sorriso sátiro e foi seguida pela gata. Procurou o homem que a ignorou e ao encontra-lo, se aproximou. — Você é novo no vilarejo, não é?

— Sim, por quê? — O rapaz sem nem olhá-la, disse enquanto pegava um machado.

— Posso mostrar uma coisa? Está vendo aquele casarão ali no centro da praça esperança? Ali é o castelo onde vive o senhor e a princesa.

— Sim e o quê que tem? — Ele disse se virando para ela.

— Eu acho que você, andarilho, não sabe com quem está falando.

— Sei sim eu estou falando com uma mulher. — Ele debochou.

— Está mulher é a princesa.

— Então princesa, meu nome é Hontsu Kaiky. Sou um andarilho e estava trabalhando, e... — Ele foi interrompido por ela.

— Eu sou o motivo para muitas cabeças rolarem e muitas pessoas sumirem, acha melhor me respeitar como todos.

— Respeito eu já estou tendo por você. Mas, se respeito para você significa todos ficarem beijando seus pés, me perdoe, mas eu não pretendo te respeitar.

— Você está me desonrando, isso é uma afronta.

— Sua honra é tão fraca assim? Perdão princesa, mas a única pessoa que eu devo temer aqui é seu pai. E me dê licença, pois ficar discutindo com a vossa alteza, não colocará pão no meu prato. — Ele disse voltando a cortar a árvore

Ela voltou para casa com ira no olhar, amaldiçoando até a última geração da família Hontsu. — E se eu o fizer ser expulso? Posso falar que ele me agrediu. Assim ele iria saber quem sou eu, ou... Eu poderia o fazer gostar de mim, é a única forma de fazer com que se prostre aos meus pés. — Ela pensou sorrindo.

No mesmo dia, à noite, Kaiky havia trabalhado muito e por pouca recompensa. Quando foi chamado por uma mulher que tinha aparência de serva, que pediu para segui-la até o castelo. Ao pôr os pés na entrada junto à mulher, ouviu uma voz:

— Meu jovem, você foi convocado para trabalhar aqui no castelo, sua condição será muito melhor! Pode morar aqui mesmo.

Vendo que se tratava do general do vilarejo, Kaiky temeu por ter ignorado a princesa mais cedo, mas não demostrou emoções. — Sou extremamente grato por tal oportunidade, mas terei que recusar por que estou só de passagem. Sou um andarilho ficarei somente um mês, meu senhor. — Ele disse abaixando a cabeça junto ao tronco como forma de respeito.

— Compreendo, mas não vejo motivo para não permanecer conosco durante esse mês. Em apenas um mês pode resolver nossos problemas.

Se sentindo mal em recusar, o rapaz agradeceu prostrando a cabeça. — Tudo bem, não serei um incômodo.

— Claro que não, nosso humilde castelo é bem grande há bastantes quartos... Você pode seguir e ficar no quarto que quiser. — Ele disse já se dirigindo a sala de reuniões.

— Muito obrigado senhor. — Kaiky disse com frio na barriga e um sorriso fechado.

Ele já iria virar o corredor quando viu a gata preta. Então largou suas coisas no chão e se agachou para saudá-la, esta que se aproximou e cheirou sua mão, em seguida pulou em seu colo. O rapaz fazendo cafuné na gata, pegou com cuidado as suas coisas levantando-se, e andando com a felina em seus braços, virou o corredor parando perante a princesa. Sua gata pulou do colo dele e subiu na princesa ficando em seu ombro.

— Seja bem-vindo. Senhor Hontsu, não é? Espero que não tenha guardado ressentimento, me acompanhe, por favor...

Após ter se reencontrado com a princesa, ele não queria ter nenhum tipo de relação com ela, então pensou em entrar no primeiro quarto que encontrasse. Quando avistou uma porta foi em direção dela, mas a princesa percebeu suas intenções. Era o quarto onde sua mãe desmaiou, e que havia grandes segredos do qual ela guardava ainda. Por isso acelerou os passos junto com sua gata, se enfiou entre Kaiky e a porta, o impedindo de entrar. — Não! Esse quarto não! — ele se assustou com a aproximação entre os dois e se afastou.

— E por que não? Seu pai disse...

— Eu sei o que ele disse, mas esse é o quarto onde minha mãe sofreu as suas últimas dores. — Ela disse abaixando a cabeça.

— Entendo. Então, princesa, me mostre um quarto que não tenha significado simbólico para a senhorita. — O rapaz pediu simpaticamente.

Tirando da manga do grande kimono um leque, abriu escondendo seu rosto perante o rapaz que se assustou com o ato e voltaram a andar.

— Me siga, há um quarto que tem uma bela vista aqui no castelo. — Ela disse mantendo o leque no cobrindo o rosto.

A seguindo, o rapaz percebeu que a princesa não era tão arrogante quanto parecia, era até muito simpática. Ela abriu uma porta e abriu o caminho para que ele entrasse. Feito isso, Kaiky viu que realmente era verdade, o quarto era magnífico. Com a luz da lua que entrava pela janela, ele viu a gata miando e se esfregando em suas pernas. — Parece que me enganei sobre a senhorita, me perdoe.

Emprestada colocou a franja mais longa atrás de sua orelha, com um sorriso fechado, fitou da janela a floresta iluminada pela lua. — Me perdoe por hoje de manhã, eu havia recebido uma notícia ruim. Bom, mas esse quarto não é lindo?

— Verdade, mas parece que ninguém o usa. Tudo parece novo. — O rapaz disse rindo tentando não pesar o clima.

— É o quarto de minha mãe. — Ela respondeu normalmente o olhando.

— Me desculpe, mas não posso ficar aqui princesa, sua mãe pode aparecer e... Não me dou bem com fantasmas. — Ele disse assustado.

— Tolice! Minha mãe nunca faria isso. Era uma mulher muito boa, e é conhecida aqui por todos como um espírito que nos protege das forças do mal. As pessoas dizem que desde que minha mãe morreu, ninguém ficou com doenças graves, e os seres sobrenaturais não entraram aqui. Entende?

— Bom, sua mãe deveria ser uma pessoa muito boa mesmo, quando a senhorita fala dela o seu semblante fica bom.

— Está insinuando que eu tenho semblante ruim? — a mesma fechou o leque cruzando os braços.

Demostrando sua falta de jeito com mulheres, Kaiky tentou justificar. — não! A senhorita só parece ser revoltada com algo.

Ela sorriu serenamente. — Podiam ter salvado minha mãe, mas ninguém quis. Ela foi oferecida como um sacrifício, e eu fiquei sozinha, pois meu pai é muito ocupado. Só minha gata para me consola mesmo, mas não é a mesma coisa... Bom, eu já conversei bastante, boa noite senhor Hontsu. — Ela disse se dirigindo a porta.

— Boa noite senhorita, mais uma vez muito obrigado. — Kaiky se despediu fechando a porta e quando se deitou, pensou que a princesa sofreu muito para quem é da nobreza. Dormiu, tendo um sonho estranho com a princesa e outras figuras desconhecidas por ele.


Notas Finais


Vim dizer que não aguento mais o tédio da quarentena, e por isso, vou postar mais capítulos durante a semana (se o corona n me pegar né)


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