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História Vestido Azul - dasoni - Capítulo 1


Escrita por: e LeggoPJCT


Notas do Autor


Faz séculos desde que eu escrevi com o exid pela primeira e última vez, confesso que estava com saudades.

E essa é a minha estreia no leggopjct!!!! *solta confete*

Espero que gostem dessa one-shot, foi feita com muito carinho!

Boa leitura, luazinhas 🌙❤️

Capítulo 1 - Único


Cheiro de bebida barata e cigarro faziam companhia aos acordes de um violão bem afinado. A melodia calma preenchia todo o local, dividindo espaço com o falatório de seu público. Os lábios róseos de Solji se curvaram em um sorriso de canto, a voz doce se fazendo presente logo em seguida.

Se apresentava no local todas as sextas-feiras, durante a noite. O pagamento não era muito alto, mas era o suficiente para lhe render um dinheiro extra e ainda fazer aquilo que tanto gostava: música. Era seu dia mais esperado na semana, onde podia relaxar de todo os estresses da faculdade, sem contar o que passava sendo garçonete de fast food.

Aquilo deveria ser um trabalho, mas era seu ponto de refúgio.

Aquele bar era sempre bem frequentado pelos de corações partidos, ou quem apenas queria esquecer a semana estressante com álcool. Alguns deles prestavam atenção em sua música, apreciando a emoção colocada em cada verso. Outros, nem ao menos notava que havia uma mulher no pequeno palco improvisado.

Mas, havia uma pessoa em especial que sempre estaria ali na platéia, olhando encantada o pequeno show.

Com uma maquiagem leve e um sorriso sincero, o cabelo longo escorrendo aos ombros e seu típico vestido azul de sempre, ela era uma cliente fiel do estabelecimento. Não sabia seu nome, mas conhecia todas as bebidas e acompanhamentos que a figura feminina gostava. Sua favorita era vodka com espetinho de frango. Algo simples, mas que a Heo podia facilmente entender o motivo dela gostar tanto.

Solji achava aquela mulher completamente graciosa, nem ao menos conseguia desviar o olhar enquanto cantava. Sua timidez não a impedia nisso.

Mas, se tinha uma coisa em que sua maldita timidez sempre a atrapalhava, era em falar com a mulher.

Havia perdido as contas de quantas vezes tentou criar coragem para iniciar uma conversação, por vezes montando diálogos em sua mente no caminho para o bar. Porém, todas as vezes e sem exceção, sua insegurança batia na porta e não conseguia se aproximar.

Daquela vez não houve muitas mudanças.

Terminou sua apresentação — tendo cantado apenas quatro músicas — e pegou seu tão amado violão, agradecendo os aplausos modestos antes de sair do palco e dar espaço a outro artista no início de carreira.

Apenas olhou a mulher de longe, suspirando toda bobinha enquanto observava o modo como ela ajeitava o próprio cabelo. Tudo que ela fazia era motivo de admiração e contemplação para a Heo.

— Vai ficar só olhando, ruiva? — A voz soou perto de seu ouvido, de forma súbita.

Precisou levar a mão ao peito com o susto. Hyerin era como um gato, tão silenciosa na hora de se aproximar de alguém, que todos que a conheciam desconfiavam que sua presença ainda mataria alguém do coração.

A de cabelos curtinhos apenas riu, achando graça do susto da mais velha. Trabalhava naquele bar fazia um bom tempo, e sempre notou os olhares indiscretos das duas. Não aguentava mais ver aquela cena se repetir, todas as malditas sextas-feiras. Era tão óbvio que as duas sentiam interesse uma pela outra, era recíproco. Não entendia o motivo de tanta enrolação.

— Sabe que sim. E pare de aparecer do nada desse jeito, parece assombração!

Apenas recebeu um revirar de olhos, notando uma impaciência por parte da garota. Era tão pavio-curto.

— Desse jeito você não vai chegar em lugar nenhum.

E saiu, com um bico enorme nos lábios fininhos. Heo quem riu, daquela vez, sempre se divertia com o jeitinho da menina.

Guardou o violão na capa, dando uma última olhadela na mulher em seu vestido azul, saindo do bar e pegando seu celular do bolso da calça jeans, pronta pra chamar um táxi, como sempre fazia.
 

[...]


Bufou pela quinta vez seguida, sentada naquele meio fio ainda em frente ao bar. Não importava quantas vezes ligasse, aquele taxista simplesmente não atendia.

Não possuía um carro, nem uma moto, nem bicicleta, seus pais moravam em outra cidade e ela própria morava extremamente longe daquele bar, ir a pé estava fora de cogitação.

Principalmente no horário que se encontrava. Estava morrendo de medo por estar em frente a um bar, uma e meia da manhã, com homens bêbados por tudo quanto é lugar, mas também tinha medo de sair dali e um deles segui-la até um lugar deserto. Ao menos ali tinha mais gente que poderia ajudá-la... ou não.

Começava a ficar paranóica.

"Inferno, eu devia ter ficado em casa hoje."

Sequer sabia se Molly — sua gatinha — ainda tinha ração suficiente no potinho, o que fazia seu coração apertar em culpa.

— Ei, não está com frio? — A voz era feminina, e possuía um tom preocupado.

De início, pensou ser apenas Hyerin, mas o turno da garota já havia acabado, ela nunca passava da meia-noite. Curiosa, se virou em direção da voz, e a primeira coisa que viu: um par de pernas brancas, sendo cobertas por um tecido azul marinho.

"Será possível?", é o que pensava, não acreditando que poderia mesmo ser ela.

Levantou o olhar, vendo que era, sim, a mulher que tanto observava durante as apresentações.

Balançou a cabeça em negação, de forma abobalhada, essa sendo a única forma que encontrou de responder a moça, já que seu cérebro parecia ter entrado em pane.

— O que ainda está fazendo aqui? É tarde, e logo mais o bar irá fechar. — Continuava com o tom preocupado, sendo notória em seu olhar, a confusão.

— Ah... — A ruiva pareceu acordar de um transe, pois se levantou rapidamente. — Eu tava tentando chamar um táxi, mas ele não me atende.

— Eu vim de carro. — Como se para confirmar, a outra levanta a mão e mostra a chave pendurada entre os dedos.

Solji olha como se aquilo fosse um alienígena, não entendendo de primeira o que aquela informação queria dizer. Os amigos da Heo sempre diziam que a garota era meio lerdinha, mas ela tinha certeza que isso havia dobrado apenas por estar falando com aquela mulher.

Ela era tão mais bonita de perto.

Vendo que a ruiva não tinha entendido, riu desacreditada e perguntou a si mesma se a outra tinha bebido.

— Estou te oferecendo uma carona, bobinha! — Nem esperou uma resposta por parte da outra, apenas envolveu sua mão na alheia e a puxou em direção ao próprio carro, estacionado não muito longe da entrada do lugar. — Aliás, qual seu nome? Sempre nos olhamos, mas nunca tive a oportunidade de te perguntar.

Apesar de ter se assustado um tantinho, não tentou recusar. Era provável que passaria a noite ali caso não aceitasse a carona. E além do mais, a mulher não parecia uma sequestradora maluca que a levaria para Turquia. Conseguiria chegar em casa sem problemas, e ainda poderia conversar com sua crush.

— Heo Solji... — Entrou no carro assim que teve a porta aberta, sorrindo com isto. — E o seu?

— Eu me chamo Ahn Heeyeon, mas pode me chamar apenas de Hani, eu prefiro assim, prazer.

Explicou com detalhes onde morava, e como chegar mais rápido em sua casa. Além de explicar uma rota segura, para que a dona do automóvel voltasse sem complicações.

A viagem estava sendo tranquila, Hani gostava bastante de conversar — quase tanto quanto gostava de música. O rádio do carro estava sempre ligado, e os dedos de Solji batucavam no violão coberto ao tentar seguir o ritmo.

— A quanto tempo você canta? — em determinado momento, perguntou.

A mais nova havia se encantado com a voz de Solji, indo sempre naquele bar justamente para vê-la. Obviamente, não é preciso nem dizer que a Heo ficou extremamente boba e lisonjeada ao saber disso.

— Desde os nove anos, quando minha mãe me botou no coro da igreja. — Riu baixinho, com as memórias daquela época. — No final, eu detestei a igreja, mas me apaixonei pela sensação de cantar. Nunca mais parei.

— Acho lindo quando isso acontece... digo, uma paixão alimentada desde a infância. É raro encontrar algo assim, você é a segunda pessoa que eu conheço que tem isso. A outra é uma amiga minha, ela é dançarina.

Solji apenas concordou com a cabeça, dando razão para a mais nova. Infelizmente, poucos conseguiam manter seus sonhos e paixões de infância, preferindo seguir algo que dê mais dinheiro ao invés de alegria. Óbvio que precisava de dinheiro para ter o que comer, mas precisava alimentar a alma também.

Quando o carro deu a curva e entraram na rua onde fica a casa da ruiva, ambas se entristeceram com o tempo, que havia passado mais depressa do que o desejado. O veículo parou, estacionado de forma impecável por alguém que tinha bebido algumas latinhas, e as duas se olharam, tentando criar coragem para se despedirem.

— Então... acho que já vou indo — começou de forma sem graça, mas ao ver o sorriso bonito que a mulher deu, sentiu uma súbita coragem crescer em seu peito.

Respirou fundo, segurando de forma firme o tecido da capa de seu violão, antes de, num impulso, se aproximar da outra e encostar os próprios lábios de forma delicada na bochecha feminina. Ao se afastar, pôde ver a marquinha de seu batom na pele alheia, e a expressão surpresa, porém satisfeita, de Hani.

Antes que Heeyeon pudesse falar alguma coisa, saiu do carro e entrou correndo para dentro de casa, a timidez vindo com força enquanto ria igual uma idiota, descrente no que havia feito. Tudo bem que um beijinho na bochecha era algo simples demais para alguém na sua idade, mas isso exigiu muita coragem.

— Não acredito no que eu fiz, eu... não acredito! — Após fechar a porta e se jogar no sofá, começou a encarar o teto de forma sonsa, tentando assimilar o que havia acontecido.

— Preciso contar pra Hyojin.

 

 

[...]


Com o quadril apoiado no balcão de mármore, braços cruzados e o olhar afiado mirado na mulher ruiva, Ahn Hyojin escutava toda a história da melhor amiga, enquanto estavam na cozinha da lanchonete em que trabalhavam. Pessoas iam e vinham sem parar, preparando e entregando os pedidos dos clientes. Logo mais, uma delas teria de fazer o mesmo, também.

ㅡ E aí... Aí, Hyo... ㅡ a ruivinha sorria toda abobalhada, lembrando da noite anterior. ㅡ Eu me atrevi a me aproximar e beijar aquele rostinho que parece, na verdade é todinho de porcelana, Hyo! Te juro.

A mulher se escorou na parede e balançou as mãozinhas, toda animada com a situação.

ㅡ A pronto, a guria foi uma estátua esse tempo todo, Solji? Ai, isso foi tão bobo! Se declara logo, diz: "Eu te amo, meu amor, minha lindeza." E taca um beijo de verdade na moça! Que seja repreendido, nunca vi coisa pior do que enrolação, tá parecendo até dorama.

Por mais que Hyojin falasse e falasse, xingasse meio mundo por tanta enrolação pela parte da amiga, Solji mal prestava atenção. Viajava na maionese toda apaixonada, voltando àquela cena, aquele simples beijinho que tanto tinha significado.

Mas nessa ocasião, surda não era. Ouviu muito bem algo relacionado a "declarar".

ㅡ O quê dizia? ㅡ perguntou, sonsa.

ㅡ Eu dizia que se não falar, eu vou ter um colapso! Olhe bem o que eu 'tô dizendo, tá querendo me ver em coma? ㅡ dramatizou, descruzando os braços.

Solji deixou se formar em seus lábios redondinhos um biquinho pequeno e adorável, prestando atenção no que sua amiga dizia, dessa vez.

ㅡ Você tem que se declarar, Solji! Tipo, 'cara... E se for como os filmes e você não tiver muito tempo?

ㅡ Mas, Hyo... E se ela não gostar de mim? Pior ainda! E se ela for hétero? Deus me livre, vai perder toda a credibilidade.

ㅡ Oras, se não tentar, como irá saber?

Essa pergunta retórica que a amiga fez, antes de ambas serem chamadas para voltar ao trabalho, lhe grudou no cérebro, a deixando ansiosa.

Mas depois de três horas e meia de pedidos feitos e pedidos entregues, a Heo hiperativa decidiu que faria o que lhe foi aconselhado, se declararia para a garota do vestido azul.

ㅡ Se der errado, vai ter que me pagar muito sorvete, 'tá entendendo? ㅡ Segredou a mais velha, Hyojin apenas assentiu, dando risinhos.

Estava feliz por saber que a amiga tomaria a iniciativa sabendo que podia dar tudo errado, se sentia orgulhosa por a mais velha estar enfrentando o medo da rejeição.

Quando o último pedido foi entregue já beirava à meia noite. As duas garotas estavam exaustas e cheiravam a gordura, Hyojin sempre muito postulante e Solji sempre muito absorta em suas utopias românticas que consequentemente envolviam aqueles cabelos escorridos acastanhados, lábios finos, que sempre estavam cobertos por um gloss de cor não tão chamativa, e um par de olhos indiscretos; relembrou, até mesmo, da sensação que era causada em seu coração quando, raramente, as pupilas se encontravam.

ㅡ Vamos, Solji! O táxi chegou. ㅡ Anunciou a mais nova, apressada.

ㅡ Tudo bem, calma aí ㅡ Pegou sua mochila, jogando-a em suas costas até ir a mais nova, que mesmo sendo mais nova aparentava ser mais velha. Talvez pelo jeitinho maduro... Não sabia ao certo.

A viagem de volta para casa foi rápida na opinião de Solji, mas isso só por estar presa em seus pensamentos clichês.
Estava super hiper mega ansiosa para à próxima sexta-feira, por isso, quando entrou em sua simples residência após se despedir da melhor amiga, fez questão de amaldiçoar o domingo, a segunda, a terça, a quarta e a quinta. Seus planos eram atrapalhados por tais dias.

[...]

Heeyeon se admirava com o timbre suave da ruiva, batucava os dedos da canhota na madeira da pequena mesa redonda, bebericava um pouco de sua bebida favorita mas nunca tirava os olhos daquela criatura exuberante. O sorriso astuto se curvando nos lábios que hoje estavam destacados na cor vermelha (cor jamais vista nos lábios de Hani por Solji) deixava mais que claro as intenções da morena sobre a Heo.

Achava curiosa a forma em que as bochechas da cantora entravam em contraste com as madeixas quando era pega no flagra, a observando. Certamente, continuava descarada se aproveitando da situação constrangedora pelo ponto de visto da sua crush. Hani notou que a mulher aparentava estar nervosa pelo tique que a mesma tinha em seu pé, o deixando tão inquieto quanto o coração da Ahn. Estranhou só pelo fato da garota ter um certo hábito de estar ali, naquele mesmo palco simplista, todas as sextas; era esquisito vê-la nervosa na altura do campeonato.
No entanto, não deu tanto valor para aquilo, já que de imediato se via imersa a voz de sua paixãozinha.

Em um instante a quinta música havia sido encerrada, Solji saiu do palco mais nervosa do que já estava em cima do mesmo. Ao menos já tinha costume de estar ali, afinal era seu porto seguro.

ㅡ Certo, foco, Solji! Nada de fraquejar, se fraquejar vai apanhar e lembre-se que os meus tapas não são nada agradáveis. ㅡ Hyerin deixou avisado, enquanto pegava o violão da amiga para deixá-lo guardadinho. ㅡ Boa sorte e se ela vacilar me avisa que quem vai ganhar tapa será a desgraçada.

ㅡ Quanta irritação, eu hein. ㅡ Resmungou a Heo, respirando fundo.

ㅡ Nos tempos atuais ou você é duro com a vida ou ela será com você. ㅡ Filósofa, Hyerin sempre fazia questão de fazer frases nada a ver que tinham tudo a ver.

Solji mal prestou atenção, falava com seu eu interno, o implorando para que não estragasse tudo.

ㅡ Nessa ocasião, a vida tá molinha 'pra tu, amiga. ㅡ Disse com um sorriso cínico e se afastou.

Não foi entendido de primeira pela ruiva, mas quando sentiu um toque delicado no ombro e pôde ter visão daquela mesma cor azul que tanto combinava com o tom de pele compreendeu a "vida molinha". Lembraria de a indagar sobre sempre usar aquele vestido, todas as sextas, no mesmo bar, aproveitando o mesmo show.

ㅡ Solji, sim? Você está bem? Percebi que parecia tensa no palco. ㅡ Foi o primeiro dito de Heeyeon para a ruiva, que mal conseguia manter uma única sequer expressão na face.

ㅡ É só... ㅡ Era a hora perfeita, o momento perfeito.

Heo Solji não sabia se a pergunta feita por Ahn Heeyeon fora dita como pegadinha do destino, mas se tinha ciência de uma coisa, essa coisa era que precisava se declarar de uma vez por todas.

ㅡ É que eu te acho... incrível, Hani. ㅡ Continuou a fala travada, fazendo questão de exibir que se lembrava bem do apelido da mesma. ㅡ Eu te acho linda, você parece ser alguém com uma personalidade admirável e caramba, eu não tenho nem palavras para explicar tudo isso e olha só que eu tinha escrito em um papelzinho o que eu ia falar, mas claro, pensei tanto em você que o esqueci em casa e o jeito foi fazer tudo isso no improviso. Afinal...

ㅡ Eu gosto de você. ㅡ Foi assumido em uníssono.

Um largo sorriso foi dado pela Heo e Hani só mantinha um de cantinho, pretensiosa.

ㅡ Eu gosto de você desde o primeiro dia que te vi sentada naquele mesmo lugar, bebendo a mesma bebida e usando o mesmo vestido azul.

ㅡ E eu gosto de você desde o primeiro dia em que te vi sentada naquele banquinho, tocando o mesmo violão, cantando a mesma música.

Não pouparam esforços, muito menos tiveram vergonha de darem seu primeiro selinho, este que se transformou em algo mais afoito, apaixonado. Ao longe, segurando o violão de Solji, Hyerin dava pulinhos de felicidade, feliz por sua amiga de bar.

 

 

 


Notas Finais


O que acharam?? Bom?? Ruim?? Me digam suas opiniões, por favor

Queria agradecer ao @thomaskim por ter me ajudado imensamente com essa história, sério, não sei o que faria sem ele!


Betagem: @ailee_
Capa: @sun--flower

Até a próxima, luazinhas 🌙❤️


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