História Veteris Prótos - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - A caça à lua (Atalanta)


Fanfic / Fanfiction Veteris Prótos - Capítulo 2 - A caça à lua (Atalanta)

- Você pode pelo menos me dizer o que caralhos você está fazendo? - Desde que voltamos para o bar ele está sendo um babaca, eu sei que estou fazendo perguntas demais, mas ele poderia pelo menos responder alguma delas com honestidade, ou me falar por que ele está com os olhos fechados e as mãos na cabeça como um maluco.

- Eu tô tentando achar nosso primeiro alvo. Mas preciso de silêncio. Por favor. – Ele continua com os olhos fechados por alguns segundos e em seguida os abre. Eles estão totalmente brancos, diferente do seu normal, com a íris em um vermelho sangue vivo. – Pronto. – Os olhos voltam ao normal. Eu tenho a impressão de que uma das pouquíssimas fraquezas dele são os seus olhos, eles “revelam” o que ele vai fazer, no futuro que ele me mostrou os olhos dele ficaram de uma forma bestial, como os de uma cobra, com a íris parecida com um rasgo, e da cor amarela, e o resto todo vermelho, bizarro.

- Como assim “Pronto”, o que você estava fazendo? - Eu realmente não faço a menor ideia.

- Clarividência. Com ela eu posso saber quase qualquer coisa sobre o presente. Por exemplo, eu sei para onde temos que ir agora. – Ele me olha como quem pede desculpas – A gente tem que ir pro Japão. Aproposito, isso vai parecer estranho, mas eu não sei o seu nome. – Ele termina a frase com o mesmo olhar de quem pede desculpas, mas com um tom irônico.

- Meu nome é Atalanta, mas todo mundo me chama de Atlas. – Seu olhar exala constrangimento. – E você é Veteris de que? – Me lembrei que o Dionísio o havia chamado assim. Ele dá uma risada genuína e responde:

- Na verdade, eu não tenho um nome. Na época em que eu nasci, não se dava nome as pessoas, nem se falava direito ainda. Mas eu me intitulei pela primeira vez de Veteris Prótos, significa algo como “Velho Primogênito”. Depois eu me dei outros nomes, seguindo a linguagem atual, outras pessoas também me deram nomes, e deram nomes a coisas graças a mim. Mas pode me chamar de Veteris.  – Ele adora falar sobre si mesmo, sobre o como é antigo e muito foda, queria poder cortar as asinhas dele, mas acho que ninguém pode.

- Bom, posso saber o que a gente vai fazer no Japão, Veteris? E como a gente vai pra lá? – Ele me olha com um sorriso e diz:

- A gente vai buscar o seu “gostosinho” – Ele dá uma gargalhada alta e eu sinto meu rosto ficando vermelho.

- Você não vai se esquecer nunca disso, né? – Ele ainda não conseguiu parar de rir, e agora balança a cabeça dizendo não. Depois de alguns segundos ele consegue se controlar e diz:

- Nunca. E se eu me esquecer, por favor, me lembre. – Ele dá mais algumas risadas e me faz dar um sorriso de canto de boca. – Eu vou levar a gente. – Ele diz entre uma risada e outra. – Rapidinho. – Ele está no outro lado da mesa onde estamos sentados, mas mesmo assim inclina seu corpo por cima dela, até tocar com a mão na minha testa, e no mesmo instante, já não estamos mais no meu bar.

Estamos em uma espécie de praça, com uma piscina com uma fonte na nossa frente, uma arvore muito antiga na nossa direita e uma gigante construção atrás da gente, com dois pilares segurando uma varanda e duas portas centralizadas na parede dela.

- Chegamos. – Veteris dá uma volta com os braços abertos. – Tokyo, uma das minhas cidades favoritas. E ali, são guardados alguns dos tesouros nacionais do Japão, o Museu Nacional. – Ele aponta para a construção, respirando fundo e aproveitando cada momento.

- E porque exatamente estamos aqui? Onde está o garoto sem camisa? – Ele me olha com um sorrisinho.

- Está tentando roubar um desses tesouros, uma lâmina, muito antiga, e muito valiosa pra ele, chamada de “Mikazuki-munechika”, ou “Lua crescente”, por culpa da curva que ela tem.

- E a gente está aqui pra impedir ele? – Ele me olha e balança a cabeça negativamente.

- A gente está aqui pra ajudar ele. – No instante em que ele termina a frase as portas na varanda abrem em um golpe.

Sai de dentro o garoto da visão do futuro. Ele era lindo, com os cabelos negros e o corpo todo definido, mas tinha algo enrolado em um pano preso nas costas. Ele olha de um lado pro outro procurando alguma saída, até que percebe Veteris e eu. Ele corre na nossa direção em uma velocidade extraordinária e em segundos nos alcança, mas não diminui a velocidade até acertar um soco no rosto de Veteris, que nem se mexe. Ele volta alguns passos pra ficar na frente de Veteris e diz com a voz meio rouca:

- Você disse que eu não devia parar de tentar. Você disse que um dia ia dar certo. – Os dois se encaram, e o clima fica tenso em volta. Uns 10 seguranças saem das portas escancaradas e começam a correr na nossa direção, os dois parecem nem perceber o que está acontecendo e continuam a se encarar. O garoto sem camisa começa a caminhar na direção de Veteris, com a maior calma do mundo. – Quantos anos se passaram desde aquele dia?

- Centenas se não me engano. – Agora eles estavam a um passo de se baterem. Com um movimento súbito do Veteris imaginei que começaria uma luta, e fecho meus olhos. Nada acontece. – Você fez falta. – Abro meus olhos e vejo os dois se abraçando. Mas que diabos?

- Que? – Eu já não to entendendo nada. Os seguranças nos cercaram em um círculo perfeito, cada um deles portando um fuzil. Eu saco minhas espadas e os dois continuam abraçados, mas eu sou a única que morre, aparentemente, por que eles iam estar preocupados? – Podem dar uma mão aqui? – O casalzinho finalmente se solta e o garoto sem camisa tira o pano que tinha nas costas e desenrola, mostrando uma lâmina linda, com uma curva perfeita, mas sem nenhum cabo. Ele diz:

- Deixa comigo. - Em uma piscada de olhos o garoto joga o pano pra cima e some, e antes do pano cair no chão, os seguranças caem, do nada. Ele aparece em tempo de pegar o pano. Ele enrola a lâmina e amarra nas costas de novo.

- Quase bom, tá meio enferrujado? – Pergunta Veteris, como se não tivesse impressionado com o que acabou de acontecer.

- O cara acabou de derrubar 10 pessoas em 1 segundo e você chama ele de enferrujado? – Digo, sem conseguir me controlar.

- Na verdade eu to sim, depois de anos lutando, a gente cansa. Aproposito, eu me chamo Hati, e você? – A voz rouca dele ecoa até mim, e ele estende a mão pra me cumprimentar. Seu olho me tenta. Eu me sinto ficando com vergonha.

- Atalanta, mas pode me chamar de Atlas. – Eu digo quase inaudível. Eu aperto a sua mão e sinto dela um frio arrepiante passar da minha mão pro resto do meu corpo. Como ele pode estar tão gelado e ainda estar sem camisa? Limpo minha garganta. – Vocês dois já se conheceram?

- Na Idade Média, em uma taverna. Eu estava quase pra desistir de tudo, e ele me encontra. Mesmo sem eu dizer literalmente o que estava acontecendo comigo, esse merda me convenceu a não desistir. Ele disse “Um dia você alcança seu objetivo, mas se desistir antes disso, você não merece sua vida.” – Isso não parece um conselho muito bom. – Então eu voltei pra luta, até semana passada, quando meu irmão desistiu da missão dele, e eu percebi que era muito fraco para a minha, e preciso de mais poder.

- Que tal a gente deixar o passado onde ele está? – Veteris olha para Hati como quem diz “Já chega” – Vamos dar o fora? – Nenhum outro segurança veio, mas logo, logo vai lotar de policiais aqui.

- É uma boa ideia. Pra onde agora? – Eu pergunto. Veteris toca no meu ombro e de Hati ao mesmo tempo.

- Meu alvo é o Loki, você sabe disso. – O olho de Hati brilha de ódio.

- Você não tem força pra acabar com o Loki, a gente tem algumas paradas antes disso. Vamos voltar pro Estados Unidos antes de qualquer coisa. – Ele fecha os olhos, e no outro instante, estamos de volta no meu bom e velho bar, o Javali de Cálidon.

Hati dá uma olhada na volta, senta em uma mesa, pega a cerveja que alguém deixou ali e bebe.

- Gostei daqui. Posso me acostumar com isso. – Ele termina o resto da cerveja, apoia a garrafa na mesa e bota os pés em cima dela.  Em cima da minha mesa.

- Tira essa merda daí. – Digo sem me controlar. Ele me olha como quem não entende nada. – Fazendo favor. – Digo mais baixo.

- Já que pediu com tanta gentileza. – Ele tira os pés da mesa e fica me encarando até eu desviar o olhar.

- O que é você, afinal? Sua pela é fria como gelo e mesmo assim, você anda por ai sem camisa. Como pode isso? – Ele dá uma risada inclinando a cabeça pra traz.

- Ele é um lobo sem pelo, ou seja, sua temperatura é muito baixa, e então ele sente muito calor. Assim como quando você fica com febre e sente frio. – Fica tão fácil de entender quando alguém não me deixa boiando.

- Lobo sem pelo? – Hati para de rir e encara Veteris, com os olhos recheados de ódio. O humor desses caras muda muito rápido. – Vindo de um avatar sanguessuga demoníaco, estou sendo elogiado.

- E pra onde a gente vai agora? – Tento mudar de assunto antes que os dois quebrem tudo no meu bar. – No futuro, Hati disse que a gente pegou o Anúbis primeiro, certo?

- Anúbis, o Deus egípcio que guia os mortos? Por que ele primeiro?  - Hati inclina a cadeira para traz, quase a derrubando.

- Os Deuses são difíceis de encontrar, eu não posso simplesmente “ver” onde eles estão. E alguns amigos encontraram a localização da filha do Anúbis, ela deve ser uma das poucas pessoas que sabem onde ele fica.

- E quando a gente vai pra lá? – Eu pergunto pro Veteris.

- Vocês precisam descansar, o tele transporte exige muito do corpo humano. E eu preciso arrumar umas coisas pro ritual de transferência de alma.

- Transferência de alma? É assim que a gente pode se tornar Deuses? – Veteris me olha com olhos culpados.

- Sim, é um dos poucos jeitos, mas acredito que seja o único que passe o título de uma pessoa pra outra. Dessa forma, a alma do Deus continua nesse plano e passa pra outra pessoa, tecnicamente, o Deus nem chega a morrer, só muda de corpo.

- É esse o seu plano? Você acha que eles não vão lutar pra assumir o controle do nosso corpo? – Hati desce a cadeira com um baque no chão.

- Claro que vão, mas eu vou danificar a alma deles pra não terem a força total. Não vou mentir, vai haver uma espécie de batalha mental, e vai doer muito, mas quando vocês ganharem, eles nunca mais vão incomodar. Por isso também vocês precisam estar descansados, tanto fisicamente, quando mentalmente.

- E o outro jeito? Você me disse naquela taverna, que tinha selado alguns seres em um objeto, daí a força deles passava pra você. Não é melhor assim? - Hati diz enquanto coloca os braços em cima da mesa.

Realmente esse jeito parece mais fácil, porque ter que fazer a gente passar por uma batalha mental se podemos apenas ter que guardar um objeto? Penso nisso, mas não falo nada. Veteris tira seu colar, não havia visto mais que seu cordão de fios trançados ainda, mas seu pingente é lindo, é uma serpente comendo seu próprio rabo, feito de madeira, com todos os detalhes possíveis, desde a língua da serpente, até suas escamas. Ele joga o colar para Hati, que estende a mão pra pegar. Quando ele segurava o colar, sua mão começa a sair fumaça, seus os olhos se tornam completamente brancos, seu corpo se contorce e sua boca se abre em um grito sem som. Hati desmaia batendo a cabeça na mesa.

- Hati!! – Eu corro na direção dele pra tentar ajudar. – Hatii! – Eu começo a balançar ele desesperada. Olho para Veteris buscando ajuda, mas ele nem se mexeu. – Faça alguma coisa! – Ele olha em volta do bar, todo mundo olhava pra gente.

- Todo mundo pra FORA! – sua voz ecoa pelo bar e instantaneamente todos começam a se mexer na direção da saída. – Ele ta vivo, não se preocupa.

O bar esvazia rapidamente, e logo depois, Hati levanta a cabeça bruscamente e respira desesperado, como alguém que acaba de se afogar. Seus olhos voltaram ao normal, mas sua mão está toda queimada, e mesmo assim, ele não solta o colar.

- Entendeu agora? – Hati olha para Veteris, e diz que sim com a cabeça.

- A alma está presa no objeto, junto com todo o poder. – Diz Hati. Agora faz sentido. Se a alma está no objeto, o objeto pode ser roubado ou tomado, e lá se vai seu poder.

- Melhor devolver o colar, antes que você perca sua mão. – A queimadura da mão começou a espalhar pelo braço. Hati olha para Veteris e hesita por um momento. – Hati! Devolve, agora. Eu sei que você se sente forte, mas eu ainda consigo tirar o colar de você na porrada.

- Eu sei. Eu nunca tinha sentido sua força antes, pensei que fosse por que você escondia de algum modo. Mas não é por isso né?  Afinal de contas, uma barata não sente o humano até ser tarde demais.

Eu também sinto algumas presenças as vezes, é assim que reconheço monstros quando estou caçando, e sempre posso dizer se sou mais forte ou mais fraca. Mas com esses dois é diferente. Eles têm uma aura pesada, principalmente Veteris, mas não consigo dizer se são mais forte ou mais fracos que eu, apenas sinto a presença deles. Nunca tinha pensado no porquê até agora. Hati joga o colar pra Veteris, fazendo seu braço começar a voltar ao normal. Veteris segura o colar com a mão esquerda e nada acontece, ele simplesmente abaixa a cabeça e arruma o colar por dentro da camiseta.

- Se vocês quiserem ter a alma dos Deuses em um objeto ao invés de no corpo, eu posso fazer, mas já vou avisando, alguém vai tentar roubar, e vocês tem que estar prontos pra isso. – Eu e Hati nos olhamos e dizemos juntos:

- Melhor não. – Veteris acena com a cabeça e diz:

- Então vão dormir, amanhã, a gente vai atrás da filha do Anúbis. – Ele olha pra gente com um sorriso e completa. – A Deusa Kebechet.


Notas Finais


Obg novamente à quem leu, fiz algumas mudanças no texto e talvez vá mudando mais algumas coisas com o decorrer do tempo, mas logo, logo, eu começo o terceiro Capitulo. :D


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