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História Viagem ao passado - vhope - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi vc por aqui de novo? Como vai a vida? Espero que bem, já favoritou a fic? Iria ajudar bastante sabe

Capítulo 2 - Masmorras


Minha vida nunca foi uma coisa que eu pudesse chamar de animada ou de qualquer outro adjetivo parecido. Não tive muitos amigos na escola e quando comecei minha carreira musical eu gastava muito tempo compondo e tentando divulgar o meu trabalho para viver alguma coisa realmente emocionante, a história mais "diferentona" que eu tinha pra contar foi do dia que eu peguei o ônibus errado enquanto tentava voltar pra casa, acabei chegando de madrugada naquele dia, fora isso minha vida havia sido tão monótona quanto a vida de uma geladeira - que mantinha sempre a mesma função durante anos se bem conservada.

E agora eu estava ali, só de cueca, num lugar que parece mais um cenário de filme medieval, com um cara ameaçando me matar a qualquer movimento brusco com uma adaga - imagino eu.

- E-eu não sei, não sei como vim parar aqui e não sei nem onde eu estou - eu sentia o suor escorrer frio pelas minhas costas, ou talvez ele estivesse numa temperatura normal e a sensação fria fosse apenas da brisa que entrava pelas enormes janelas do quarto.

- Pare de mentir pra mim, você foi mandado pelo duque de Erwin não foi? Confessar será sua saída mais segura - ele disse me apertando ainda mais contra o seu corpo e eu estava quase chorando de desespero, sentia que não iria demorar muito para realmente fazê-lo.

- Não eu não fui mandando por duque nenhum, eu nem sabia que ainda existiam duques, a monarquia acabou a décadas por favor me deixa ir embora - falei com a voz trêmula, levei minhas mãos ao braço do homem o segurando e apertando para descontar o nervosismo.

- Você está sob algum efeito alucinógeno? O que está falando sobre a monarquia ter acabado? É um traidor não é? - por que esse cara fica colocando palavras na minha boca? Eu nem sei o que está acontecendo como poderia ser um traidor? Eu só quero a minha casa ou até mesmo ir para aquela maldita gravação.

- Eu não sou juro pelo amor de Deus me deixa ir embora daqui, me devolve minhas roupas, eu só quero a minha casa, eu juro que não sei como eu vim parar aqui - algumas lágrimas teimosas escorreram pelo meu rosto esquentando as minhas bochechas que com certeza já estavam vermelhas, tanto pelo frio que estava fazendo quanto nervosismo.

- Guardas! - ele gritou a plenos pulmões e eu ouvi a porta ser aberta de forma brusca antes de ser jogado em direção ao chão - Levem este... Homem para as masmorras, dêem a ele uma roupa para se aquecer e o deixem lá até segunda ordem, preciso checar uma coisa - levantei a cabeça para olhar o maluco que agia como se fosse o príncipe da Inglaterra, sua pele bronzeada contrastava com a calça de pijama branca - e esquisita - que ele usava, os músculos eram levemente ressaltados mas nada muito exagerado e eu me perguntava se ele não sentia o vento gélido bater em seu torso, os cabelos negros estavam claramente sem um corte decente a um bom tempo e era um pouco ondulado dando um adorno quase impecável ao rosto de traços marcantes. Seu olhar penetrante não se desviara do meu até que os guardas me arrastaram para fora daquele lugar.

Os corredores eram num estilo igual ao do quarto, me lembrava os filmes medievais que eu já tinha visto, um extenso tapete verde musgo cobria o chão e várias bandeiras na mesma cor, com o que eu imagino ser um lobo no meio, estavam penduradas ao longo do lugar, a iluminação era fraca, fornecida por lâmpadas de óleo e deixava um ar meio sombrio.

Os guardas que me carregavam sabe-se lá pra onde eram quase o dobro do meu tamanho e andavam muito rápido, eu tropeçava várias vezes enquanto tentava manter meu passo no ritmo dos homens que apertavam cada vez mais os meus braços. Depois de andar por quase trinta minutos, descemos dois lances de escadas e paramos num lugar escuro, parecia uma prisão - não que eu já tenha visto como é realmente uma prisão - sem muita delicadeza, o que já era de se esperar, fui jogado dentro de uma cela que tinha apenas um candelabro com uma vela pela metade queimando.

Eles não tinham me dado a roupa que o cara esquisito mandou me darem.

Me sentei em um dos cantos da cela tentando manter distância do buraco que imagino eu, era a privada daquele lugar, já que fedia a fezes deixando o lugar ainda mais miserável. Os guardas ficaram conversando por mais ou menos dez minutos antes de um deles se retirar e voltar com uma muda de roupas, era uma calça esquisita igual a que o casa estava usando, e um conjunto preto de calça e blusa, o casaco cinza que me entregaram tinha uma textura que eu nunca tinha visto antes, não me entregaram sapatos.

Esse é de longe o dia mais bizarro da minha vida e que eu nunca iria querer repetir.

Ok vamos pensar com calma, eu estava na minha casa, dormindo na minha cama e tranquei tudo antes de dormir com certeza não teria como eu ter sido sequestrado e levado para um lugar cheio de loucos.

Vesti as roupas sem a menor pressa - afinal parecia que eu não iria sair desse lugar nem tão cedo - e o guarda do lado de fora não parava de me encarar. Eles realmente acham que eu sou uma pessoa perigosa? Eu pareço ser uma pessoa perigosa?

✥------†------✥

Eu já não tinha mais noção de quanto tempo eu estava trancado nesse lugar, a vela que antes estava pela metade, já tinha acabado a muito tempo, imagino que a mais de horas. Ou eu estou apenas dramatisando por estar preso num lugar de péssima condição e com uma iluminação tão precária que eu com certeza não notaria se já tivesse anoitecido do lado de fora desse recinto horrível.

Os guardas haviam ido embora a muito tempo, sairam mais ou menos trinta minutos depois de me entregar as roupas e eu não achei que fosse tão sufocante ficar sozinho, apenas com a minha consciência. Não conseguia pensar como havia parado no meio de toda essa loucura, isso definitivamente não é um sonho e eu não sei como vim parar aqui.

- Deve ser sufocante ficar num lugar como esse - escutei a voz do homem louco falando e olhei de soslaio para a grade da cela, ele não ousava nem chegar perto e estava rodiado pela escuridão, dando um ar um tanto macabro a cena.

- Deveria experimentar qualquer dia desses - disse e me levantei, me aproximando das barras de ferro que me separavam do mesmo.

- Você claramente não sabe com quem está falando - ele disse transmitindo uma calma que chegava a ser assustadora, se bem que eu também estou calmo demais para a situação em que eu me encontro.

- Não, eu não sei com quem eu estou falando, e sinceramente? Não tenho vontade de saber, eu só quero que você me deixe ir embora, não sei que tipo de maluco você para agir como se fosse um rei mas acho melhor voltar para o manicômio junto com todos esses caras que agem como se realmente fosse guardas reais - a risada incrédula que ele soltou assim que eu terminei de falar preencheu todo o ambiente, que fazia um eco irritante.

- Aparentemente, você é o louco da história, meu sacerdote insiste em ver você, vou te tirar da cela e dar o que comer então responda todas as perguntas que ele fizer.


Notas Finais


Vou tentar não apressar demais as coisas kkk mas comentem o que acharam pf aaaa


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