1. Spirit Fanfics >
  2. Viagem para o Futuro - VISEUL >
  3. Prólogo

História Viagem para o Futuro - VISEUL - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Uma explicação rápida:

1- Sim isso é uma adaptação; o link vai estar nas notas finais.
2- Teve uma primeira versão, era Chuuves, mas eu decidi adaptar para Viseul, pelos motivos de que acho mais fácil para trabalhar quando eu sei quais pessoas eu posso representar e tals, sla é mais fácil.
3- Vou dar meu máximo para atualizar todas as histórias em conjunto.
4- Por favor, espero que vocês gostem dessa adaptação, leiam a original também, ela é linda.

Capítulo 1 - Prólogo


P.O.V Wong Kahei

Eu olhava Haseul de soslaio, com meus olhos ardidos de tanto chorar, mais de raiva do que de qualquer outro fator, ultrapassando até mesmo o efeito da tristeza. A coreana chorava descontroladamente, me pedia perdão entre soluços, suas bochechas e olhos também avermelhados me dariam pena se não estivesse tão dormente pela mistura dos sentimentos ruins.

Ambas paradas em frente à casa dos Jo, apenas nós duas sob as luzes públicas e o frio do anoitecer. Era o fim, o nosso fim.

- É pela minha condição, não é? – perguntei trincando a mandíbula reprimindo o pranto.

Me encarou abismada, abriu a boca tentando encontrar as palavras e nem me importei se elas seriam pronunciadas ou não, a vida dela já não era mais entrelaçada com a minha.

- É complicado... Meus pais, eles... – Buscou completar a sentença, mas foi interrompida por seu soluçar.

- Eu sei que é pela minha condição. – afirmei entre dentes, já alterada. Não conseguia olhá-la nos olhos sentindo o rancor fluindo em meu sangue.  

- Não... Kahei, não! – Haseul deu dois passos largos em minha direção e pôs as mãos no meu rosto aspirando meu olhar. Retrai-me ainda mais e a empurrei com força, a coreana abateu-se de imediato se sentindo mais magoada e que estava ferida imensamente.

- Eu sabia! – exclamei com ódio – Sempre soube que aconteceria, ninguém nunca quer a anormal.

Por anormal, eu diria intersexual. A maior parte da minha vida eu fui crescendo sem saber quem eu era ou quem eu devia ser. Meu corpo era feminino, mas minha genitália não com meu desenvolvimento no ventre era para eu ser um menino, mas quando saí aos poucos o menino que eu deveria ser não existia, eu era uma menina de corpo, alma, todavia minha mente não sabia processar um rótulo obrigatório tão decisivo.

Exames de sangue, exames disso e daquilo outro. Tudo comprovado que eu era uma mulher, poucos são efeitos dos hormônios masculinos, no que me afetam somente comportamental (agressividade mais acentuada, baixa capacidade de demonstrar emoções, dentre outros). Médicos disseram que minha chance de fertilidade é de 1%. Talvez eu nunca tenha filhos.

Lembro-me de me sentir excluída e diferente, de não me sentir confortável ao pensar em ter intimidade com alguém e o medo de nunca amar. As pessoas procuram um belo homem ou uma mulher e eu não me sentia nenhum dos dois.

Quando foi decidido que estudaria numa escola após 10 anos tendo aulas particulares achei que seria um desastre. Mas no primeiro dia uma menina também coreana começou a conversar comigo e nos tornamos ótimas amigas, alem dela só tinha amizade com minha vizinha, Hyejoo. Porque fomos criadas juntas e nossas famílias eram basicamente a mesma, Hyejoo sendo da família sabia do meu segredo.

Nossa amizade evoluiu com o tempo, quando vimos não podíamos passar sequer um dia afastadas e no outro instante não conseguíamos ficar sozinhas sem nos beijarmos. A sensação da paixão recíproca me jogou aos céus e eu nunca mais gostaria de descer. Quando eu lhe contei sobre ser intersexual ela simplesmente disse que me amava e nada mudou.

Haseul abriu as portas para uma vida melhor para mim, graças a ela consegui fazer amigos. Eu, no momento, tenho dezessete anos, namoro com a minha Seullie há um ano, entretanto de “minha” não tem mais nada. Ela foi minha primeira e única em tudo, beijo, namoro, sexo. Ela amou cada milímetro do meu corpo.

“Acho que precisamos nos afastar por um tempo...”

- Está certíssima, Haseul! – disse sarcástica – Aquela tal de Jungeu que tanto anda com você parece ser muito melhor já que ela – me parei por um segundo tentando não chorar – ... é uma mulher de verdade.

- Kahei, eu nunca disse isso! Pelo amor de Deus, essas palavras saíram da sua boca – suplicou que eu a compreendesse, sinceramente, eu não conseguia.

- O que foi Haseul? – agora eu estava fria e apática – Cansou de sentir pena de mim?!

- Você é tão insegura que me machuca! – praticamente gritou com a voz um tanto falha, entre às emoções – Você nunca acredita nos meus elogios, sempre teve medo de eu te abandonar. Eu me sentia uma vadia traíra sempre que você duvidava de mim. Depois de tanto tempo você ainda não confia em mim.

- Então me diga exatamente o motivo do nosso fim. – respirei fundo acalmando meus nervos.

- É complicado... Só não podemos ficar juntas agora. Andam acontecendo tantas coisas – sua voz embargada feria meu coração e trazia um peso enorme para o mesmo –, eu menti para meus pais, a escola está me preocupando, preciso entrar em alguma faculdade logo, você vem me testando, eu desmaio o tempo todo e... Droga! – cobriu o rosto com as mãos – Desde que a Jungeu me beijou... – tapou a boca imediatamente me olhando espantada.

O meu mundo parou e aquelas palavras ecoavam em minha cabeça incessantemente, só não conseguia acreditar que aquela suposta “amiga” de sempre realmente era o que eu imaginava, desde que essa amizade da Haseul com essa tal de Jungeu começou eu venho coçado a cabeça porque algo nela estava muito errado.

- Engraçado como eu sempre soube de tudo – gritava inconformada, sem me importar se alguém ouviria – Quer saber, eu odeio você! Odeio!! – saí às pressas de sua calcada e comecei a correr de volta para casa, a ouvia gritar meu nome ao relento e minha muralha se desfazia a cada passo que me afastava, me entreguei às emoções.

Cheguei em casa, ignorando meus familiares, atravessei a sala indo direto para o meu quarto, me joguei na cama me entregando ao choro reprimido. O próprio quarto é o refúgio  de qualquer um, é como se todas as paredes estivessem impregnadas com todas as dores e alegrias que se já passou durante a vida. Além de pôsteres de bandas, o cheiro de sempre e as roupas desorganizadas.

Quando olhei em minha mão a aliança de compromisso, se originava de um par que minha avó havia me dado e de todas as pessoas ela sempre foi a que mais se preocupou comigo. Haseul usava uma e eu a outra, ambas não valiam mais de nada, eu a retirei depressa do meu dedo, à segurei entre o indicador e o polegar. Lágrimas e mais lágrimas, antes fossem de tristeza, ardiam com o sentimento explosivo de ódio puro. Se eu temia nunca amar alguém, meu maior temor agora é amar.

- Eu nunca mais quero amar ninguém, nem com dezessete anos e nem daqui a dezessete anos! Meu futuro vai ser bem melhor assim! – falei com a voz carregada – Nunca mais! – joguei –a o mais longe que pude. Afundei meu rosto no travesseiro e os sentimentos se acalmaram fazendo pesar os meus olhos e descansar suave.

[...]

[....]

[......]

 

Os raios de sol iluminavam através das minhas pálpebras e tomava a sensação completa do meu corpo que se estabelecia devagar, senti confortavelmente o edredom atritando minhas pernas no mesmo, e sem condições de abrir os olhos ainda me recordei de uma familiar sensação nas partes baixar aparentemente nuas.

Oh droga, ereção matinal.

- Eu cuido disso. – uma voz fosse se pronunciou.

Estremeci com envolvimento viscoso em volta do meu membro que se estendia até a base e voltava inúmeras vezes, ouvia ruídos de sucção, eu gemia baixo agarrando com força os cobertores, havia uma língua bem habilidosa me dando prazer, arqueei as costas e os movimentos ficavam mais e mais intensos.

- Isso... Seullie... – estava chegando perto do meu ápice.

- Quem é Seullie? – a voz se pronunciou mais firme e era prá lá de estranha.

Abaixei os olhos para me deparar com uma loira, de pele um tanto bronzeada e olhos azuis, um corpo espetacular, vestindo somente uma camisola de seda e estava muito brava. Pulei da cama completamente confusa, tapando meu membro com as mãos.

Olhei em volta e aquele não era meu quarto, tinha três vezes o tamanho, uma cama de casal, era em sua maioria branco e de nível muito mais alto do que pudesse imaginar, parecia aqueles hotéis cinco estrelas. Eu não me lembrava de absolutamente nada que pudesse ter acontecido.

Cadê minha casa? Cadê meu quarto? Cadê minha família? Tinha uma estranha me chupando! Onde diabos eu estou?!

- Kahei, amor, você está me assustando.

Amor?! Eu fui sequestrada por uma pervertida muito gata.

- Onde eu estou?! – perguntei desesperada.

- Eu te disse para não beber tanto, Kahei, que saco. – cruzou os braços.

- Onde eu estou? – pus as duas mãos na cabeça olhando abismada para a vista da gigantesca janela. Com certeza estava na cobertura.

- Vou te explicar, senhorita bêbada, você é Wong Kahei – seu tom agora era sexy e veio andando lentamente em minha direção –, dona da Feline, uma grife bilionária, – pôs os braços em volta do meu pescoço e, eu, só sabia lhe olhar confusa – tem 34 anos, mas ainda tem um corpo maravilhoso de uma adolescente e você adora demais sua esposinha, – me deu um rápido selinho – eu!

Minha ficha havia caído. Dei uma volta pelo quarto, era real, o lugar era real. Minha cabeça parecia girar, nunca havia ficado tão confusa em toda minha vida. Nada daquilo era um sonho.

Oh Céus! Isso é loucura! Eu estou enlouquecendo.

De repende me senti estranha, parecia estar num navio em alto mar, uma dor escruciante de cabeça me veio abruptamente, perdi o equilíbrio e tudo escureceu novamente.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...